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16.4.16

Resenha: A bruxa [Filme]


Resenha: A BRUXA


Direção: Robert Eggers
Elenco: Anna Taylor-Joy, Ralph Ineson, Kate Dickie, Harvey Srcimshaw, Ellie Grainger, Lucas Dawson, Bathsheba Garnett

ATENÇÃO: Eu tentei escrever de forma a não revelar nada sobre o enredo do filme, mas uma ou outra referência sobre o enredo pode ter escapado. Portanto, cuidado! Mesmo que poucos, CONTÉM SPOILERS! Se você ainda não assistiu o filme, prossiga por sua conta e risco.

Sinopse

A trama se passa na Nova Inglaterra puritana do século XVII, onde uma família de camponeses é expulsa de uma comunidade sob acusações de heresia. Pouco tempo depois, a família se estabelece às margens de um bosque, onde recomeçam a vida. Desaparecimentos e outros eventos igualmente estranhos começam a atormentar os camponeses, levantando suspeitas de que a filha mais velha pudesse ser uma bruxa.

Resenha

Olá pessoal! Vamos falar sobre terror? O que significa terror pra vocês? Simplificando: O que é que te mete MEDO? O Sobrenatural ou o real? Aquele vulto parado no canto escuro do seu quarto ou aquela pessoa do trabalho que te olha de um jeito esquisito? Ou os dois? E de animais, você tem medo? Quais? E por que tantas perguntas Lucas, que saco! Hahahaha... Brincadeiras à parte, fiz esse monte de perguntas só pra ilustrar minha experiência ao assistir A Bruxa (Robert Eggers, 2016), uma vez que o resultado entregue pelo filme dependerá muito de cada pessoa, ou seja, dos medos mais secretos de cada um. Se é que vocês me dão licença de falar sobre a minha impressão acerca do filme, eu confesso: Não sentia tanto medo desde A Bruxa de Blair (1999,  Eduardo SánchezDaniel Myrick). “Ainnn, mas A Bruxa de Blair foi muito ruim meu, nem aparece bruxa nem nada mimimi...” Pois é exatamente isso que eu estou tentando adiantar! Tanto A Bruxa quanto A Bruxa de Blair são filmes para serem sentidos e/ou percebidos! Não simplesmente assistidos. Digo, a maioria das pessoas vai ao cinema QUERENDO ver o óbvio, ou seja, se é terror, TEM QUE TER SUSTO! Nem sempre. E não é esse o caso aqui.

Olha que fofinho! sqn...

Ambientação

Pra começar, a trama se desenvolve na Nova Inglaterra do século XVII, em pleno movimento puritanista, o que por si só já era o lugar, época e período da história errados pra um ser humano existir. Ainda mais se fosse mulher e manipuladora de ervas medicinais. Sem querer, acabei de resumir (grosseiramente) o que significava ser mulher naquela região e época. Era necessário quase nada pra que os puritanos (os homens, é claro) saíssem enforcando, afogando, queimando ou banindo mulheres sob acusação de bruxaria. Só a título de curiosidade (nada disso é mostrado no filme, só curiosidade mesmo), se você, uma humilde moradora do Estado de Massachussets, fosse acusada naquela época de ser uma bruxa e “ousasse” alegar inocência (admitindo a culpa era morte na fogueira direto!), os inquisidores te davam uma oportunidade super legal de provar sua inocência: Te amarravam numa espécie de gangorra e passavam dias te mergulhando numa tina de água, até você admitir a culpa. Caso resistisse, te jogavam na tal tina com pés e mãos amarradas. Se você permanecesse no fundo, eles admitiam sua inocência. Se você boiasse, era sinal claro de bruxaria e eles te matavam imediatamente. Bom, como vocês devem ter entendido, de qualquer jeito você morria. Legal, né? É nesse ambiente hostil que se passa nossa história. E saber que esse período da história não só existiu como havia todo um sistema de leis baseadas nesse tipo de fanatismo religioso pra mim já é suficientemente assustador.

Tem certeza de que está rezando o suficiente, mocinha?

Fotografia

Mas, voltando ao longa, as paisagens bucólicas, bem como a maneira como a fotografia do filme as retratou (tudo sempre meio cinza, lusco-fusco, aquela atmosfera de seis da tarde, sabe?) formam um cenário de pesadelo pra muita gente. Em outras palavras, tudo acontece sempre com pouquíssima luz, mesmo quando é dia. Se for noite então, sua imaginação tem que trabalhar bastante pra entender o que está acontecendo. E é exatamente isso que mete medo! Sabe aquela sensação de quando você lê o livro e imagina como seria esse ou aquele personagem? Então! As cenas que se passam na escuridão deixam a gente com aquela impressão de “gente! Será que eu vi isso mesmo? OMFG não pode ser!” rsrs...


O “Elemento Floresta”

Florestas são em geral muito assustadoras. Não falo daquele horto florestal onde você vai passear no fim de semana, ou daquela floresta que tem uma trilha super legal pra ir com os amigos para um trecking. Não. Falo daquelas florestas remotas, escuras, cercadas por antigas histórias, onde ninguém vai, ou pelo menos ninguém sabe direito o que tem lá. E, creiam, a floresta desse filme é daí pra pior. Se tem um momento do filme que você tem a sensação de que rolou uma forçada no enredo é quando a família resolve estabelecer residência logo ali, na margem do bosque. Porque quem, pelo amor de Deus, resolve morar num lugar desses? Mas mesmo a floresta tendo esse ar de porta do inferno, acreditem: Nem de longe ela é o elemento mais aterrador do filme.


EU, A PATROA E AS CRIANÇAS - Uma breve análise dos personagens

Se tem uma coisa que me mete medo em filmes é ver crianças em situações estranhas. A Bruxa tem. De montão. A começar pelo bebê, Samuel, o caçulinha que nasceu um tempo depois de a família resolver se instalar naquele local. Ele simplesmente desaparece, literalmente num piscar de olhos de sua irmã mais velha (não há spoiler aqui, essa cena está presente no trailer).


E tem os gêmeos! Um casal de gêmeos de meter medo no Chuck Norris gente! Quer dizer, gêmeos são bonitinhos na vida real e tal. Mas sempre dão um jeito de pintar os pequeninos com algo de demoníaco no cinema. No nosso caso aqui, o pequeno Jonas (Lucas Dawson) até que nem tanto... Mas a sua irmãzinha gêmea Mercy (Ellie Grainger)... Gente, pensem numa criança “atentada”, como dizia minha avó. Ah, e o animalzinho de estimação dos pimpolhos é nada menos do que um enorme BODE PRETO, de olhos amarelos e chifres descomunais, que os anjinhos chamam carinhosamente de Black Philip. Eu hein...


Depois temos os irmãos mais velhos, a doce e cuidadosa Thomasin (Anna Taylor-Joy) e Caleb (Harvey Scrimshaw). A relação dos dois aparentemente é de amizade e cumplicidade. Aparentemente porque, embora nada fique explícito, você percebe em dado momento que, pasme, Caleb sente atração sexual por Thomasin. É isso mesmo que você leu. Daí você se pergunta “ei, espere aí... esse filme não é sobre uma bruxa? O que faz essa relação incestuosa perdida no roteiro?” Mas aí é que está a magia dA Bruxa (trocadilho besta, outra vez rsrs)! A intenção não é te chocar com coisas óbvias, tipo senhoras narigudas voando em vassouras e raptando crianças, como fazem os filmes “comuns”. Não! O objetivo é criar essa atmosfera perturbadora, do tipo que faz os mais sensíveis ficarem realmente com medo (ou pelo menos com aquele mal estar). Quem gosta e está acostumado com o óbvio provavelmente vai querer o dinheiro de volta pra correr e assistir a próxima sessão de “Os Mercenários” (que me desculpem os fãs desse tipo de filme que você viu um, viu todos rsrsrs).


Deixei os pais por último, uma vez que os mesmos são um tanto quanto coadjuvantes na história. Willian (Ralph Ineson) é um dedicado pai de família tão religiosamente bitolado quanto os caras que expulsaram sua família da comunidade agrícola. Parece estar o tempo todo na iminência de dar um cascudo nos filhos por algo besta tipo não estar rezando corretamente. Katherine (Kate Dickie), a mãe, é emocionalmente perturbada pelo desaparecimento do pequeno Samuel, logo no início da trama.


PRA FINALIZAR, MAS E A BRUXA?

Vocês devem ter percebido que eu não falei da tal bruxa. Foi de propósito, pois não dá pra falar dela sem contar como a história se desenrola e, consequentemente, termina. Portanto, vou deixar que vocês assistam pra saber como tudo acaba.

Vou repetir aqui, A Bruxa é um filme de suspense/terror EXTREMAMENTE subjetivo. Não vá assistir o filme esperando levar aqueles sustões previsíveis, porque você vai se decepcionar. Pior: Vai botar a culpa em mim, que disse pra você assistir rsrsrs...

O que me incumbia dizer é que A Bruxa é um filme tenso e intenso, pra mexer com os sentidos, questionar valores e demonstrar como a crueldade e a podridão não são características exclusivas dos monstros. Nós, por vezes, tornamo-nos monstros sem perceber.



Desafio você a assistir. Tem coragem?


“Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.” (Friedrich Nietzsche)




15.4.16

Espelho dos Deuses: Livro 1 – A Nova Alexandria








Autor: L. S. Moreira
Editora: Giostri
Ano: 2015
Sinopse: O encontro entre a jovem publicitária Renata e Thymos, bastardo de um deus esquecido, inicia uma série de eventos capazes de alterar drasticamente o rumo de um conflito que já dura séculos e reaver os fragmentos de uma guerra há muito perdida no coração de Alexandria, cujas consequências podem determinar a sobrevivência da humanidade… ou o seu fim.







“...Porque você morre. Morre como fenecem as flores e os campos e como não se infinitam os conglomerados dos estelares. Morre como se putrefazem os pontífices e as prostitutas indistintamente, como definha a madrugada para o nascer do sol e como desfalece a tarde para a noite escura, como a virgindade é destruída pela brutalidade da glande, como se esvaece a mocidade contra o tempo e como o próprio tempo morre aqueles como eu! Morre como todo o universo há de se extinguir...”

Sentiram? Ainda preciso fazer a resenha após esse trecho belamente composto – sim, como se compõe uma orquestra, o livro dedilhado pela insanidade e estabilidade ferrenha daqueles que brincam com a busca da obra perfeita – pelo autor que desenha um misto de mitos que todos conhecemos – ou nem tanto – entrelaçando-os a nossa própria cultura esquecida no passado.

Em Espelho dos Deuses, o autor nos leva a um mundo que pode muito bem existir. Muitos de nós conhecem as teorias diversas de múltiplos universos que funcionam paralelamente ao que estamos conscientes agora e Moreira nos leva adiante dentro deles, utilizando artefatos místicos chamados de “Espelhos”. Cada “Outro Lado” possui sua própria particularidade e seus seres viventes, seus Deuses responsáveis pela continuidade da vida e equilíbrio.

Através de Thymos e Renata, somos brutalmente jogados nessa descoberta sem chance de defesa. Iniciando na maravilhosa Amazônia, nos ensinando sobre as deidades que não conhecemos – e fazem parte da cultura natal de nosso país, senti vergonha de conhecer tanto sobre as estrangeiras e nada da que vivemos – e do que são capazes. Embora perdida no esquecimento dos brasileiros, eles estão bem vivos na literatura deste autor que tão bem utilizou-se deles em sua história.

Renata, uma jovem de 24 anos nascida e residente em Manaus é apenas mais um rosto na multidão – uma Ovelha – que desconhece tudo o que se esconde por trás de sua vida banal, embora o tempo todo tenha exposto à sua frente tudo o que o deus da “Grande Mídia” joga em nossos colos e muda nossos comportamentos inconscientemente – somos ou não escravos de uma mídia? – e tem retirado de seus olhos o véu que nos separa deste do outro mundo: o conhecimento de sua existência.

Thymos é um renegado, um bastardo que em pequeno foi levado para essa realidade, filho de um deus. Carrega em suas costas o feito que nenhum outro de seu tipo conseguiu – e que não vou contar aqui, HAHAHA! – que, em seu retorno a esse “mundo” após um longo tempo de ausência, tem como missão aproximar-se de nossa jovem protagonista – entre tanto outros protagonistas – e indiretamente descobrir com ela a seu lado qual a intenção do interesse que existe atrás de sua vida – de Renata.

Em uma missão ensandecida que nos leva à Colômbia, onde um xamã cafajeste chamado Douglas nos é apresentado para conquistar nossos corações e pisoteá-los – é um mulherengo, afinal das contas – é um mortal que, na minha opinião, não fica abaixo dos imortais que nos são apresentados e é um verdadeiro pária... Se não fosse seu “pequeno” problema com os narcotraficantes! É até risível, mas nem tanto... Porque o líder deles, Nuñez, é tão louco quanto qualquer um dos que conhecem a realidade: sonha em encontrar El Dorado!

Eu não pude evitar!!! <o>
Ele se junta à equipe e acaba indo com eles até o fim, mesmo sem saber exatamente o que aguarda a ele e os seus.

Cada um dos personagens (exceto Renata) dançou com o desconhecido em algum momento de suas vidas ou vive com ele.

O livro é uma viagem pelo tempo: no mesmo momento em que estamos vivendo a memória de infância de Marksmann, um atirador de elite – um assecla dos deuses – estamos com ele apontando sua Dragunov na nuca de seu próximo alvo.

E é isso o tempo todo: um livro com ação em seu começo, meio e fim, sem nos dar nenhum momento de paz. Sempre tem algo importante acontecendo com alguém em algum lugar do mundo!

Moreira nos mostra toda uma... Hierarquia de pessoas que trabalham para os deuses e as nomeia de acordo com sua importância para a deidade. São tantos personagens e tantos papéis que só mesmo lendo você se inteira de todos eles e saberá do que estou falando.

A escrita é excelente, cheia de detalhes que faltam em muitas obras. Deixo claro que não tem anda a perder para o George R. R. Martin e suas Crônicas de Gelo e Fogo. E como tal, a tortura e sede de sangue está presente naqueles que são os inimigos, impiedosos como foram seus originais que já conhecemos.

Há uma técnica e um estudo por trás de tudo o que está no livro, fazendo uso não apenas de história, mas como também física, química e outras coisas que confundem nossas cabeças mas que ali fazem muito sentido.

É uma obra que você não pode perder, não havia lido nada que seguisse essa linha – do modo que o autor nos coloca – até hoje. Não vejo a hora de ler a continuação, pois o final foi arrasador – como todo o livro antes do fim.


Leitura recomendadíssima!

Pronto, pronto! Agora vou lá ver a animação de novo. Licença.


14.4.16

Parceria: Editora Hedra



Hoje temos uma ótima notícia: temos parceria com a Editora Hedra, uma empresa que está na ativa há dezessete anos no Brasil com quase 500 (isso mesmo! O_O) títulos publicados, fundamentais da literatura brasileira e mundial em edições incríveis.

Os temas de seu amplo catálogo são diversos: questões atuais, crítica literária, cultura pop, literatura de cordel, anarquismo, arquitetura, sexo. E claro, literatura clássica.

“Porque a Hedra é, para resumir em poucas palavras o que está por trás dos números, uma editora ao mesmo tempo clássica e contemporânea. Uma editora cujos livros se destinam tanto ao público que frequenta livrarias e lojas virtuais quanto aos universitários e alunos de escola. Daí nossos preços serem acessíveis: queremos que a qualidade de nossos livros seja acessível.”

Para provar seu compromisso com o leitor, a Editora Hedra nos disponibilizou um link em sua loja virtual que oferece exclusivamente a nossos leitores um desconto especial nas obras do escritor H. P. Lovecraft!!!



O link ficará, para sua maior comodidade, na nossa barra lateral. Assim você tem acesso aos descontos e também a todos os títulos disponíveis na loja virtual. Quer coisa melhor?

Entre e dê uma olhadinha nos livros, tenho certeza que encontrará vários títulos que irão lhe agradar!





13.4.16

Primeiras Impressões: Aníur – A Ruína está próxima



Autora: Esther Moratto
Editora: Young Editorial
Ano: 2016
Sinopse:  Jake e Meg são jovens recém-casados e teriam um belo futuro pela frente. Mas não contavam com uma grande catástrofe, que poderia acabar com suas vidas. Um terremoto abalou a cidade em que vivem e uma doença misteriosa surgiu logo após o incidente. Será que isso seria o fim do mundo? Descubra nesta história agoniante, que te prenderá do começo ao fim.


“Mas para minha surpresa, no dia seguinte ele me mandou uma mensagem perguntando se eu não queria sair com ele. Pronto, aconteceu, quando eu menos esperava, um príncipe bateu na minha porta.”

Esse livro, até agora, me enganou direitinho!

O livro começa com o casamento dos dois jovens, que se conheceram durante a adolescência, namoraram e se casaram, tudo à moda antiga.

Se inicia com a narrativa em primeira pessoa através de Meg, um jovem que foi privada de algo em sua infância e que desejava ter tudo perfeito. Senti ela bem princesinha à espera do príncipe ao resgate, com uma história de vida ligeiramente trágica.

Acreditei ser uma história de amor adolescente, bem mamão com açúcar, sabe? É bem isso mesmo, desde o primeiro cruzar de olhos (ou de susto), à convivência com a família, ao pedido de casamento... E tudo à moda antiga! De namorar na sala com o pai presente e tudo! Me senti lendo um romance juvenil, com uma protagonista ingênua, inocente e pura em seu primeiro contato de amor. Tem algumas palavras atuais, como Facebook e coisas assim... Acho que não estou acostumada com o uso desses artifícios, mas tudo bem.



Aí, de repente... A coisa muda! Eu fiquei surpresa, estava esperando ver a vida a dois deles, do nascimento do primeiro filho, do filho indo para a escola e tudo o mais... E bum! Um terremoto muda todo o rumo da história! E mais, tem gente morrendo esquisitamente! Bem estilo filme de terror.

Há um capítulo onde é utilizada a primeira pessoa acontece através da perspectiva de Jake, mas é pouco. O livro até onde eu li está bem escrito, tem me prendido bastante depois que deu essa reviravolta na trama.Me interessou e muito! Quero demais continuar lendo esse livro e podem ter certeza que vocês verão a resenha dele por aqui!!!




12.4.16

Lançamentos da Petit Editora!


Hoje trazemos para vocês dois lançamentos lindos da Petit Editora! Uma editora espírita que sempre nos traz o melhor da literatura desta área, confiram!

Família: Somos Todos Espíritos - Manolo Quesada


É comum ouvirmos a frase: “família não se escolhe; amigos, sim!”. Na contramão desse senso comum, Manolo Quesada nos mostra em Famíla, somos todos espíritos que entes familiares são fundamentais para nosso crescimento intelectual, espiritual e moral, e a eles devemos dedicar nossa atenção e respeito. Considerando que a família carnal é filtro para o encontro de uma maior e mais harmonizada – a espiritual –, o autor nos lembra de como é importante nos harmonizarmos agora, enquanto estamos juntos, encarnados. Existe, então, uma regra para solidificar os relacionamentos familiares? Neste livro veremos que sim, e que a única maneira de trilhar esse caminho é pela lei do Amor, tão maravilhosamente ensinada por Jesus e que ultrapassou a barreira do tempo e das civilizações.



Este livro nasceu da necessidade de mostrar maneiras simples e práticas de como viver bem em família. De acordo com Manolo Quesada, pequenas ações podem mudar o clima e o comportamento entre os familiares. Por meio de sugestões simples, o autor nos ajuda a solucionar problemas que, no calor de uma discussão, não conseguimos resolver. Ele sugere táticas para facilitar a compreensão e dá dicas práticas de como lidar com questões como namoro, casamento, relação entre pais e filhos, crianças prodígios, e até diante do sofrimento e da dor. Segundo o autor, os filhos merecem atenção especial, pois vieram à família após passar por processo de grande preparação. Ele também alerta os pais sobre a mediunidade das crianças, para que possam entender que esse dom não é doença, e faz uma importante abordagem sobre o papel da dor em nossas existências corporais e na evolução do espírito. E, fundamentalmente, mostra-nos que comportamentos relacionados ao amor, conforme são descritos na Carta de Paulo aos Coríntios, como paciência, gentileza, humildade, respeito, altruísmo, honestidade, compromisso e perdão, leva-nos ao caminho da evolução espiritual. “Toda a mudança que queremos ver no mundo tem que, em primeiro lugar, ser efetivada em nós mesmos”, explica.

Um novo dia para amar - Célia Xavier Camargo

Valéria é diretora de uma escola e adora trabalhar com crianças. Porém, ela começa a se deparar com situações as mais estranhas possíveis: alguns alunos, de repente, começam a falar sobre assuntos incomuns, como se tivessem vivido em outras épocas e conhecido pessoas do passado. Outros têm reações agressivas e provocam conflitos entre os colegas. É nesse pano de fundo que Paulo Hertz, o autor espiritual deste romance, relata de forma simples as mudanças comportamentais das crianças e mostra por que apenas conhecimentos pedagógicos e psicológicos nos dias de hoje não são suficientes para ajudá-las.

O autor espiritual, Paulo Hertz, nos traz uma abordagem diferente sobre a questão educacional atual. Tema de suma importância nos dias de hoje, Um novo dia para amar, psicografia de Célia Xavier de Camargo, trata sobre os comportamentos “diferentes” dos alunos, motivados, na realidade, por questões de envolvimento espiritual - cujo assunto até então a diretora da escola ignorava totalmente. Esta é uma história indispensável àqueles que lidam com crianças e adolescentes e buscam conhecimento sobre a imortalidade da alma e a possibilidade de comunicação de encarnados e desencarnados.

E aí, qual o preferido de vocês?



11.4.16

Obsidiana (Saga Lux #1) - Jennifer L. Armentrout



Obsidiana (Saga Lux #1) - Jennifer L. Armentrout

Sinopse:

Começar de novo é uma porcaria. Quando nos mudamos para West Virginia antes do último ano de curso, eu tinha me resignado ao sotaque engraçado, ter conexão de internet ruim e me cansar da vida monótona como uma ostra... Até que eu vi meu vizinho sexy, tão alto e com esses impressionantes olhos verdes. As coisas pareciam estar melhorando. E então ele abriu a boca. Daemon é insuportável e arrogante. Nós não nos damos bem. Nada, nada bem mesmo. Mas quando um estranho me atacou e Daemon congelou o tempo, literalmente, com um movimento de sua mão... Bem, algo aconteceu... Inesperado. O sexy alienígena que vive do outro lado da rua. Sim, você ouviu direito. Alien. Acontece que Daemon e sua irmã têm uma galáxia cheia de inimigos que querem roubar suas habilidades, e o toque de Daemon fez com que eu parecesse um daqueles sinais luminosos em Las Vegas. A única maneira de sair dessa viva é ficar colada a Daemon até que minha "luz" extraterrestre se apague. Isso se eu não matar a Daemon antes, claro.”

Resenha

“Daemon podia ser um gato, mas era um idiota.”

Obsidiana é o primeiro livro da Saga Lux da autora Jennifer L. Armentrout publicado pela Editora Valentina.
Esse livro me deixou na expectativa do começo ao fim.
Katy Swartz é uma garota de 17 anos, apaixonada por livros e dona do blog literário “Katy’s Krazy Obession” sendo uma paixão e de muita importância no seu cotidiano. Seu maior medo ao se mudar, era não saber se iria conseguir atualizar seu blog. Ela e sua mãe saem da Flórida e vão morar numa pequena cidade chamada West Virginia. Katy não sabia que essa mudança iria mudar tanto sua vida.
Apesar da dor de perderem marido/pai as duas desejam deixar as lembranças na antiga cidade/casa e recomeçar em outro lugar.

O ruim de toda mudança é que tudo é novo. Escola, cidade, colegas de sala... realmente nunca é fácil pra uma novata em uma cidadezinha pequena fazer amizade. Nunca é.
Ao reparar na casa vizinha, Katy conhece os irmãos gêmeos Dee Black e o misterioso Daemon.
Sua amizade com Dee é instantânea, já não se pode dizer o mesmo sobre seu irmão.
Arrogante, grosso... Aquele badboy que dá nos nervos e que sabe que pode ter tudo o que quiser.

“Quando nos mudamos a West Virginia, justo antes do ultimo ano da escola, acreditava que uma vida chata me esperava, na qual nem sequer teria internet para atualizar meu blog literário. Então conheci meu vizinho, Daemon. Alto, bonito, com uns olhos verdes impressionantes… e também insuportável, arrogante e malcriado. Mas isso não é tudo.

Katy não entende as atitudes de Daemon com ela, mas toda essa marra tem algo bem escondido e muito mistério envolvido.
Só lendo pra descobrir tudo que vai envolver Katy e Daemon e seu mundo sobrenatural.
Adorei a historia, com textos e diálogos maravilhosos, a autora se superou na criação dos personagens. Pegava-me rindo sozinha ao decorrer da leitura.

Os “ganchos” criados saem de uma imaginação fértil, satisfazendo o leitor no virar de todas as páginas. Não há como parar!
Apesar de Daemon, me lembrar de certo vampiro bonzinho que o mundo inteiro conheceu, não desmerece a trama da autora Jennifer, só tornando mais gostoso o desenrolar dos efeitos sobrenaturais.
Daemon não seria Daemon sem Katy e sem Katy o livro seria monótono e sem brilho, literalmente.

“Eu acho que você pensa em mim o tempo todo, sem parar … Com certeza sonha comigo -… olhou para baixo e senti que meus lábios estavam colados – Certeza que você escreve meu nome em seus livros, de novo e de novo, rodeado por corações.” (Daemon)

A família pro Daemon é sobrevivência, mas “cuidar” de Katy é desafiar a morte a todo o momento, mas ele não se importa e vai se fazendo de “babaca”, até que algo aconteça, o surpreenda e o deixe simplesmente estarrecido.
História maravilhosa, ansiosa para o próximo. Recomendo!

“Eu não acho que ele quis me beijar “, eu disse finalmente.“O quê? Será que ele escorregou e caiu em sua boca? Essas coisas são conhecidas por acontecerem. ”



Título: Obsidiana (Saga Lux #1)
Autor (a): Jennifer L. Armentrout
Editora: Valentina
Número de Páginas: 320