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11.6.16

{Recomendação} O menino que desenhava monstros



Já falei o quanto amo os livros lançados pela DarkSide, né? Capa dura, marcador próprio, páginas boas de ler... E estórias que fazem seu espírito sair do corpo de tanto suspense ou terror!

Esse livro me deu vontade de ler por algumas razões: quando era criança, eu costumava criar histórias, sendo quegrande parte delas eu contava para meus primos da mesma idade ou menores, contos de suspense ou terror. Modéstia à parte, eu arrasava nisso.

E, se eu tinha um medo... Por exemplo, medo do Freddy Krueger (eu tenho até hoje, gente!!! Sem nunca ter visto nenhum filme!), eu brincava com ele. Tipo, em forma de história. Criava todo um cenário e lutava contra o damn Freddy. Se não fizesse isso, eu sabia que ia ter pesadelos com ele à noite e assistiri- matar meus pais, ou só meu pai e minha mãe me ajudava e vice-versa. 

Como não tinha muitos amigos, era mais sozinha mesmo que eu fazia essas coisas. Era minha forma de enfrentar meus medos: transformá-los em monstros das minhas brincadeiras para que assim eu pudesse vencê-los. E fiz isso até minha adolescencia, motivo o qual eu não dormia muito... Ficava em meu quarto à noite toda, criando histórias antes de dormir. Lembro de uma vez em que eu acabei pegando no sono deitada no chão, minha mãe que me acordou e achou que eu havia caído da cama!  ¯\_(ツ)_/¯ 

A história de Jack me lembrou muito essa fase de minha vida (exceto que os monstros dele são reais e os meus... bem, assombravam só a mim).

Vamos ao livro!



Todos já desenharam monstros na infância, mas poucos conseguiram dar vida a eles.

Título Original:The Boy Who Drew Monsters
Autor: Keith Donohue
Editora:DarkSide Books
Data de Lançamento: 10/06/16

Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar.

Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.



"Na superfície, O Menino que Desenhava Monstros é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas.

Um livro para fazer você fechar as cortinas e conferir se não há nada embaixo da cama antes de dormir. O Menino que Desenhava Monstros receberá o tratamento monstruoso já conhecido pelos leitores da DarkSide® em 2016. A história também ganhará uma adaptação para os cinemas, dirigida por ninguém menos que James Wan, o diretor de Jogos Mortais e Invocação do Mal."

Sobre o autor: Keith Donohue é o autor do best-seller The Stolen Child, além de The Angels of Destruction e Centuries of June. Seus livros já foram traduzidos para mais de doze idiomas. O Menino que Desenhava Monstros chamou tanto a atenção do público que rapidamente teve seus direitos vendidos para o cinema. O autor, que tem Ph.D. em Inglês pela Catholic University of America, vive em Maryland. Saiba mais em keithdonohue.com.


OBS: Ainda tenho medo de monstros embaixo da cama. 


9.6.16

Todo Seu (Crossfire #5) - Sylvia Day


Todo Seu (Crossfire #5) – Sylvia Day

"Gideon Cross. A coisa mais fácil que já fiz foi me apaixonar por ele. Aconteceu instantaneamente, de forma completa e irrevogável. Casar com ele foi um sonho realizado. Continuar casada com ele é a maior batalha da minha vida. O amor transforma, e o nosso é um refúgio e também a pior tempestade. Duas almas danificadas que se entrelaçaram.
Nossos votos foram apenas o começo. Lutar por esse casamento pode nos libertar... ou nos separar de vez.
Sedutor e comovente, Todo Seu é a última parte da saga Crossfire, uma história de amor que cativou milhões de leitores ao redor do mundo."


Resenha

No quinto livro da série Crossfire, a autora conseguiu a proeza de continuar com a mesma maravilhosa estória, com argumentos e os diálogos são inesquecíveis.
Eva e Gideon, nesse quinto livro, estão mais conscientes do que querem, mais centrados no entendimento na verdade e no perdão e cada um a sua maneira, protege um ao outro, como se isso fosse à essência das suas vidas e sem colocar “os pés, pelas mãos”.

Nesse quinto livro tudo tende a se normalizar, mesmo que a vida de Eva e Gideon não tenha lá muita normalidade, pois vivem intensamente, mas tudo vai sendo explicado, corrigido, nfim estrando nos eixos, doa a quem doer.
O desfecho final não poderia ser melhor, mesmo porque o tempo da história é de meses.
Eva fez o “garotão” sossegar mesmo, direcionar para o que valia a pena, apagar o inútil e colocar o lixo na lixeira e incinera-lo.

Apesar de serem marcados pela vida, eles encontram no amor, a maneira de viver este amor, tirando da cesta os frutos podres.
Enfim tudo dá certo, com algumas perdas, mas nada que embase o brilho do “Meu Anjo” e do “Garotão”. Saudades.




  
Título: Todo Seu (Crossfire #5)
Autor (a): Sylvia Day
Editora: Paralela
Número de Páginas: 320


8.6.16

Minha Querida Assombração



Autor: Reginaldo Prandi
Editora: Companhia das Letrinhas
Ano: 2003
Sinopse: Em férias numa antiga fazenda, Paulo e os quatro filhos passam uma semana ouvindo casos de assombração. Cada noite uma história diferente. De repente... coisas estranhas começam a acontecer, envolvendo a todos numa trama de outro mundo.




Opinião: Li esse livro pela primeira vez  anos atrás, e fiquei muito feliz agora quando percebi que podia resenhar sobre ele.

Em “Minha Querida Assombração”, o autor Reginaldo Prandi, que viveu a infância  ouvindo antigos causos de assombração da família, resolveu juntar algumas de muitas dessas histórias e construir um livro, um livro que ao final, se apresenta como sendo também uma história de fantasmas.

A narrativa é incrível, o autor consegue te colocar dentro de cada história com suas descrições de sons e aparências.

“ Desde então, quem passa sob a árvore em noite alta ouve o baque surdo de um corpo que cai sendo freado bruscamente pelo nó da corda.”  (Página 25)

O livro é ilustrado por Rodrigo Rosa, perfeitas ilustrações das cenas. Quem acha que é só um livrinho infantil de contos de terror, se engana. Li muito esse livro de madrugada e muitas vezes meus cabelos ficaram em pé.


“ Na cabeceira do jazigo estava uma peça bastante familiar. Sentiu um calafrio lhe percorrer a espinha, tinha as pernas bambas, o coração disparado. Aproximou-se mais do túmulo para ver melhor. Estendida sobre a sepultura, à sua espera, repousava sua inseparável capa.” ( Página 109).

Algumas das histórias contadas são bem familiares para aqueles que leem, um pouco modificadas mas “quem conta um conto aumenta um ponto”, isso não modificou o verdadeiro assunto dessas histórias.


Conforme as páginas vão passando, percebe-se que as histórias começam a ter uma certa ligação com os acontecimentos estranhos com a família de férias na Fazenda Velha, algo que envolve muito mais o leitor.

“Minha Querida Assombração” é um livro que recomendo de presente para aqueles amantes de contos de terror, como já disse antes, ele pode aparentar infantil, mas ouso dizer que não.

Leiam e confirmem. ;) 





6.6.16

Lançamento: Garoto21



Sou apaixonada pelos livros do Matthew Quick (e da Intrínseca, óbvio!). Um de meus preferidos é Perdão, Leonard Peacock (resenha aqui) e sempre acho as capas muito bem trabalhadas e lindas. Suas histórias sempre tem algo a nos ensinar e estou querendo demais o novo lançamento: Garoto21.



"Repetir um movimento várias e várias vezes ajuda a clarear a mente – uma lição que Finley aprendeu muito cedo, nas quadras de basquete. Numa cidade comandada pela violência do tráfico e da máfia irlandesa, vestir a camisa 21 e dar o sangue em quadra é sua válvula de escape.

Vinte e um também é o número da camisa de Russ, um gênio do basquete. Ou pelo menos era. Recém-chegado à cidade de Bellmont depois de ter a vida virada de cabeça para baixo por uma tragédia, a última coisa que ele quer é pegar de novo numa bola.

Russ está confuso, parece negar o que lhe aconteceu e agora se autointitula um alienígena de passagem pela Terra. Finley recebe a missão de ajudá-lo a se recuperar e, para isso, precisará convencê-lo a voltar a jogar, mesmo sob o risco de perder seu lugar como estrela do time.

Contra todas as probabilidades, Russ e Finley se tornam amigos e, por mais estranho que pareça, a presença de Russ poderá transformar a vida de Finley completamente. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick."

E a editora liberou até uma mensagem do autor sobre o livro!!! Devo dizer que o Sr. Quick parece ser uma pessoa muito agradável de se conviver com!


Onde adquirir o livro:




Através do Espelho




Título: Através do Espelho
Autor: Jostein Gaarder
Editora: Cia. Das Letras
Sinopse: Essa é a história de Cecília Skotbu, uma menina que vive intensamente. As coisas que vai aprendendo ela anota num caderninho. Ali ela escreveu, por exemplo: "Nós enxergamos tudo num espelho, obscuramente. Às vezes conseguimos espiar através do espelho e ter uma visão de como são as coisas do outro lado. Se conseguíssemos polir mais esse espelho, veríamos muito mais coisas. Porém não enxergaríamos mais a nós mesmos". Cecília passa quase o tempo todo em seu quarto, deitada na cama. Ela está morrendo. Sua história é uma preparação para a morte e por isso é também um mergulho na vida.



Como em todos seus outros livros, Jostein Gaarder nos faz pensar, pensar em como funcionam as coisas, se o que sabemos é mesmo o que realmente é ou se estamos olhando diante de um espelho. A narrativa pode ser complicada às vezes, porém, é interessante.



“Deve ser ainda mais estranho pensar que é estranho ser aquilo que se é. Creio que alguém nunca vai encontrar uma pedra que acha estranho ser uma pedra. E com certeza nenhuma tartaruga acha incrível ser uma tartaruga. Mas parece que certos seres humanos acham estranhíssimo ser um ser humano.” ( Página 41 )

Através do Espelho nos narra a história de Cecília, uma menina doente, sem forças para se levantar da cama e que infelizmente, logo morrerá. Em momento algum nos tornamos cientes do que realmente a menina sofre, ela mesmo diz “não estar interessada no nome da doença”, isso coloca como foco não a vida em si, mas o que virá depois dela.

“Quando eu morrer, o fio de prata de um colar de pérolas vai se arrebentar, e todas as pérolas, lisinhas e acetinadas, vão rolar pela terra e correr de volta para a casa delas, para suas mães-ostras lá no fundo do mar. Quem vai mergulhar e apanhar minhas pérolas depois que eu tiver ido embora? Quem vai saber que eram minhas? Quem vai adivinhar que antigamente, há muito tempo, o mundo inteiro pendia em torno do meu pescoço?” ( Página 84 )



Certa noite Cecília recebe a visita de um anjo que se apresenta com Ariel, e logo se tornam grandes amigos. Em troca de ouvir como é “ser humano”, Ariel conta a Cecília segredos do Céu e de Deus.  Além de suas conversar, ambos se colocam em diversas aventuras noturnas, esquiando e brincando na neve.

No decorrer do livro, Cecília vai ficando mais e mais doente e sentindo-se frustrada por não poder sair, assim como os assuntos do anjo passam a incomodá-la.

“ Me sinto como se fosse dona do mundo inteiro. Não só dona dessa casa... e da colina dos Corvos...  e do rio lá embaixo. Sou dona da planície de Lasithi em Creta... e da ilha de Santorim inteirinha. É como se no passado eu já tivesse vivido naquele castelo de Cnossos. Sou dona do sol, da lua e das estrelas no céu, porque eu vi todos eles.” ( Página 118 )

É uma história triste, profunda e rápida.





5.6.16

Editora Moinhos



Hoje venho até vocês para falar sobre uma editora nova: Editora Moinhos!


"A Editora Moinhos é uma casa editorial independente que surge com o objetivo de publicar livros nos mais diversos gêneros, com ênfase na ficção. A proposta inclui o resgate de grandes clássicos da literatura brasileira e estrangeiras, buscando viabilizar obras ainda inéditas no país. Para cada autor que os procurar, seremos como um moinho, uma fonte de energia que impulsionará o seu trabalho, dando atenção individualizada ao texto e ao projeto gráfico do livro, a fim de entregar ao público uma obra de qualidade.

A Moinhos lançará todo o seu catálogo em mídia impressa e em livros digitais, além da criação de coleções específicas para o digital.

A primeira temporada de originais já foi realizada, recebendo cerca de 300 originais, dos quais, até agora, depois de quase metade dos originais terem sido livros, 10 contratos foram firmados, entre livros de contos, romance, crônicas e poesia.

Além disso, obras traduzidas, a partir de 2017, serão publicadas."

O primeiro lançamento é o livro jovem adulto "O escaravelho dos deuses: lugares malditos", da autora estreante Marianne Santiago.

"Quando uma expedição arqueológica, no Egito, faz uma célebre descoberta: a tumba intacta de uma rainha da quinta dinastia dos faraós, o acampamento dos exploradores acaba sendo saqueado no meio da noite, e um dos objetos exóticos encontrados no sarcófago, um medalhão metálico em formato de escaravelho, é levado e colocado à venda em uma das tendas no famoso mercado Khan el Khalili, em Cairo. Este misterioso objeto acaba capturando a atenção de um jovem viajante que passa as férias na cidade: Nicolas Hayes.

Ele e seus amigos, devido a uma sucessão de coincidências, se deparam com a figura fantasmagórica de Camthalion, um alienígena vindo do planeta Methária, ele é o defensor do portal que liga o planeta Terra com o chamado “Mundo Perdido”: uma dimensão alternativa onde, há milhares de anos, encontra-se presa uma raça de alienígenas predadores, os Maldekianos.

Nick reabriu os sete portais que comunicam a terra à dimensão paralela onde os Maldekianos estão aprisionados. Agora é seu dever fechar um a um com a ajuda de Camthalhion e seus amigos antes que os Maldekianos acabem com a Terra."


Os responsáveis pela criação da Moinhos são dois cearenses, que residem, agora, na cidade de Belo Horizonte, onde o mercado de editoração independente está se destacando são Camila Araujo e Nathan Matos (criador do portal literário LiteraturaBr)



Sobre a autora de O Escaravelho dos Deuses:

Marianne Santiago nasceu em 1986, em Fortaleza, Ceará, e hoje vive em São Paulo, onde concilia uma carreira no setor público com a paixão pela escrita.

O Escaravelho dos Deuses – Lugares Malditos é o seu livro de estreia e surge após anos de experiência da autora na criação de fanfictions baseadas no universo de Harry Potter.

A paixão pela leitura surgiu ainda na infância quando se aventurou pelos exemplares de Agatha Christie da estante dos pais: Os Crimes ABC, Assassinato no Expresso do Oriente e Convite para um homicídio foram os primeiros de muitos que viria a ler de Christie. Já na adolescência tornou-se leitora assídua de nomes como Jane Austen, Gabriel García Marquez, George Orwell, J.D. Salinger, Milan Kundera, Nick Hornby, Stephen King e Chuck Palahniuk, mas foram os livros da série Harry Potter que a fascinaram e a incentivaram a começar a escrever.