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24.6.16

Sedução da Seda (As Modistas #1) - Loretta Chase + Sorteio!




Sedução da Seda (As Modistas #1) - Loretta Chase

Sinopse:

Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon.

Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna.
O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.
Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.”


Resenha
Elas tinham sangue azul, só a metade e a outra metade era tão suja que trocaram o nome de família.
A herança de Tia Emma, passada para suas 3 sobrinhas, que por necessidade, se tornaram exímias costureiras. Mas Marcelline, Sophia e Leonie não eram só costureiras, elas tinham o dom que transformar tecidos, rendas e bicos em algo que enlouqueciam as mulheres.

Marcelline tinha o sonho e também a capacidade de se tornar a “maior costureira do mundo”. Mas para que isso acontecesse teriam que contar com a boa vontade da aristocracia, invadindo sua loja e encomendando vestidos e exovais.
Cada uma na sua especialidade, as 3 irmãs (e uma sobrinha de 6 anos, mas com cabeça de 30), desempenhavam habilmente seus “papeis”.


E para trazer a primeira aristocrata ao Maison Noirot, teriam que engendrar um plano infalível, que seria cair nas graças do Duque Clevedon, que por sua vez estava comprometido com Lady Clara.
O plano foi executado com maestria por Marcelline, mas o tiro saiu pela culatra.
E é lindo ver o “estrago” que esse “tiro” causou. São situações embaraçosas e hilárias entre Clevedon e Marcelline.

Apesar de amá-lo, Marcelline o “empurra” para Lady Clara, que por sua vez encomendará vestidos e mais vestidos, “pagos” pelo duque.
Era essa a estratégia. Atirando o Duque e acertar em Lady Clara.
Mas será que para Marcelline vai bastar?

Maravilhoso! Amo livros de época, tem aquela magia dos vestidos, da linguagem, dos modos... tudo é lindo e encantador.
O livro é maravilhosamente escrito, com ótimos diálogos e enredo bem desenrolado. Parabéns a Loretta. Já ansiosa pelas continuações.




Série As Modistas - Loretta Chase


 Série com capas divinas e cheias de encanto e segredos que cada uma das irmãs guarda.
Fico babando nessas capas.


Essa serie já contem 4 livros publicados nos EUA inclusive, o 4º livro da serie é o novo livro da autora publicado, que fala justamente de Lady Clara Fairfax. Estava quebrando a cabeça pra saber de quem seria a história do 4º livro rs.
Agora me diga se esse gênero literário não e o melhor de todos? Diga! Diga! Né não?


E as capas americanas não são tão deslumbrantes e lindas como as  que serão publicadas pela Arqueiro. Sem comparação negrada!
 Agora quem nunca leu, nunca ouviu falar ou nunca se interessou em conhecer, só digo uma coisa:




Corre atrás do prejuízo e começa com Julia Quinn, Lisa Kleypas, Nora Roberts e claro, Loretta Chase. Cola nessas D.I.V.A.S que é sucesso!
Aí é só as TOPS  supremas e melhores escritoras de histórias de época. 
Tá esperando o que criatura?
#MinhaOpinião



Título: Sedução da Seda (As Modistas #1)
Autor (a): Loretta Chase
Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 288



Agora depois dessa resenha mara da Lauri, é claro que... TEM SORTEIO NÉ GENTEM!!!
Em parceria com a Editora Arqueiro, um(a) sortuda(o) seguidora(o) do blog vai poder ganhar uma cópia do livro que será enviada pela própria editora!



Requisitinhos básicos para ganhar:

- Residir em território nacional brasileiríssimo
- Curtir a página do blog: As meninas que leem livros
- Curtir a página da Editora Arqueiro
- Curtir e compartilhar o post da Promoção em Modo Público!
- Clicar em "Quero Participar" dentro do link da promoção: Link

Data do sorteio: 22 de julho de 2016!

Viu como é fácil participar? Não pode perder né!



A Caderneta Vermelha


Título Original: La Femme au carnet rouge
Autor: Antoine Laurain
Editora: Alfaguara
Ano: 2016
Sinopse: Caminhando pelas ruas de Paris em uma manhã tranquila, o livreiro Laurent Letellier encontra uma bolsa feminina abandonada. Não há nada em seu interior que indique a quem ela pertence — nenhum documento, endereço, celular ou informações de contato. A bolsa contém, no entanto, uma série de outros objetos. Entre eles, uma curiosa caderneta vermelha repleta de anotações, ideias e pensamentos que revelam a Laurent uma pessoa que ele certamente adoraria conhecer. Decidido a encontrar a dona da bolsa, mas tendo à sua disposição pouquíssimas pistas que possam ajudá-lo, Laurent se vê diante de um dilema: como encontrar uma mulher, cujo nome ele desconhece, em uma cidade de milhões de habitantes?


Ah, Paris! Ah, o amor! Um festival de suspiros durante toda a leitura do leve e apaixonante A Caderneta Vermelha (Alfaguara, 135 páginas). Precisava de um livro que me tirasse da ressaca literária depois de uma leitura densa (na verdade, uma sequência de). Melhor ainda foi ser conduzida pelas esquinas de uma cidade carregada de significados, que me devolveu um calor na alma. Escolhi o livro pela proposta de diversão e encontrei uma companhia adorável, uma vontade de não terminar a história, de me mudar para Paris!

Tudo começa quando Laure tem a bolsa roubada em um assalto, que a deixou machucada. Laurent encontra a bolsa abandonada, com quase todos os pertences dentro, exceto o celular e a carteira, que identificariam sua dona. Ele é um livreiro sensível, encanta-se pelo conteúdo da bolsa, especialmente pela caderneta vermelha cheinha de anotações. Não demora muito a procurar pela mulher que vai se apresentando fascinante... Mas Dominique está na vida de Laurent:

"Dominique não perdoa Laurent. A bolsa feminina no armário e aquela história mal contada... desconfiança feminina que não está tão equivocada, pois Laurent está encantado com a caderneta e tentando descobrir algo sobre a dona da bolsa lilás."

Na caderneta, entre algumas anotações desinibidas, Laure parece ser uma mulher intensa. E faz duas listas interessantes: “eu gosto” e “tenho medo”. Fiquei pensando em fazer as minhas também... É por elas, além dos objetos ali guardados, que o nosso curioso detetive vai começar a idealizar aquela mulher:

"As pedrinhas, o espelho, a nécessaire de maquiagem, as chaves e sua plaquinha em hieróglifos, a Periscope, o caderninho de pensamentos, o livro de bolso de Modiano, a esferográfica Montblanc, a presilha de cabelos com a flor azul, a receita de moleja de vitela, o saquinho de balas de alcaçuz. Pegou uma. Não iria conseguir mais nada. A busca se encerrava ali. Sem o sobrenome, aquilo nunca avançaria."

Um livro de Patrick Modiano com uma dedicatória é uma boa pista para começar. E um encontro com o Nobel de Literatura (2014) se dá, afinal, estamos em Paris, terra do escritor célebre! Como Laurent é livreiro, acaba armando a situação, que desenrolará o primeiro fio que deverá conduzi-lo a Laure:

"Um primeiro nome, e agora um rosto e algo mais: cabelos castanhos até os ombros, tez pálida, olhos muito claros, talvez cinza-azulados, bonita, um lindo sorriso, um sinal à direita do lábio superior. Não é muito alta. Mas nenhum sobrenome, nada."

Enquanto isso, onde está Laure? O que estará fazendo, por que não prestou queixa do roubo? Essa parte me fez lembrar dois filmes divertidos e muito fofos, mas não posso revelá-los aqui, seria um spoiler maldoso (posso recomendá-los depois, são ótimos!):

"Tenho medo quando não compreendo. Não compreendo por que estou aqui. Tenho medo quando não sei onde estou, e não sei onde estou. Não sei “quando” estou. Tenho medo quando William fala comigo e eu não posso responder."

Laurent não está só. Tem a ajuda da filha adolescente e descolada. E como Paris inspira os amantes – Laurent já está praticamente obcecado na busca de sua musa – as coisas vão acontecendo favoravelmente, portas vão se abrindo, o autor criou um caminho fácil de trilhar, digno de um filme romântico de sessão da tarde. Por falar nisso, o livro vai virar filme!!!

Se você achasse a minha bolsa, será que conseguiria traçar meu perfil apenas através dos objetos que carrego e umas poucas anotações? Não pude deixar de pensar também nisso. Você perceberia que gosto de ler, pois encontraria um livro. Tem também maquiagem, escova e presilhas de cabelo, creme para as mãos e uma miniatura de perfume (hahaha, sempre cheirosa), um bloquinho com caneta (como me identifiquei com Laure!), notas fiscais soltas (ou perdidas), chaves, espelho, lixa de unhas, óculos, um par de brincos... O que pensaria sobre mim? (Deixe-me feliz respondendo nos comentários).

Tem tanta coisa boa nessas páginas! Se você está enfrentando um friozinho bom, calce as meias, prepare um chocolate quente e leve A Caderneta para ler sob as cobertas, numa tarde de domingo. Ou se, como eu, está numa terra cheia de sol e calor, um chá geladinho e uma rede para ter horas de sorriso no rosto e torcer para que Laurent encontre Laure. O livro não é tão previsível como pode parecer, o desenrolar é inteligente e bem escrito, os (poucos) personagens são adoráveis, bem delineados. A descrição de Paris transporta o leitor para suas cores e cheiros. E a sensação de fé na vida e no amor vai permanecer com você durante um bom tempo ainda, depois de fechada a última página. Leia sem pretensão ou expectativa e permita-se preencher de coisas positivas e de um acalanto que há um bom tempo eu já não encontrava em livros por aí.

Link no Skoob: https://www.skoob.com.br/livro/572126ED572826
Classificação: 5 estrelas




22.6.16

{Lançamento} O Caminho das Estrelas




A Petit Editora nos traz este mês um livro muito especial: O Caminho das Estrelas, escrito por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho :




O caminho das estrelas, novo romance do Espírito Antônio Carlos, psicografado por Vera Lúcia de Carvalho Marinzeck, conta a história de Lenita, que desencarna ainda adolescente por causa de um câncer. Ao acordar na ala dos jovens no hospital da colônia Aprendiz do Amor, perdida entre as lembranças da vida encarnada, lembra-se de sua mãe lhe dizendo: “Filha, quando você morrer, irá para o céu morar numa estrela...”. Mas agora, na realidade da nova existência, busca compreender sua condição. O começo é difícil, pois seus familiares se desesperam e choram, afetando-a de forma negativa. Tudo muda quando os familiares de Lenita recebem um importante auxílio: o livro Violetas na janela. Após a leitura, eles passam a agir de modo diferente, enviando-lhe vibrações positivas. Ela pode, então, sentir-se tranquila.


LANÇAMENTO DO MÊS 

Mais uma vez o Espírito Antônio Carlos nos surpreende com sua habilidade em nos aproximar dos personagens. Em O Caminho das estrelas ele apresenta a história de Lenita e sua evolução espiritual. Após desencarnar em decorrência de um câncer, ela passa por dificuldades na adaptação à nova existência, agravada pelos lamentos da família. Quando seus familiares recebem o livro Violetas na janela, do Espírito Patrícia, passam a entender essa mudança de planos, o que provoca neles tranquilidade, e, consequentemente, passam a emanar boas vibrações a Lenita. Feliz com essa mudança de padrão mental da família, a jovem vai à colônia de estudos onde Patrícia trabalha para conhecê-la e agradecer-lhe a dádiva alcançada. Ao ver a colônia ao longe, e sua luminosidade, parecendo uma estrela, imediatamente se recorda da mãe, que, brincando, lhe dizia que uma estrela seria sua morada.
Sobre a autora: Nasceu na cidade de São Sebastião do Paraíso, estado de Minas Gerais. Médium dedicada à psicografia, casada e mãe de três filhos, trabalha, profissionalmente, ao lado do marido. Reconciliação foi sua primeira obra psicografada, em 1989, de autoria do Espírito Antônio Carlos, e lançada pela Petit Editora em 1990. Vera Lúcia já psicografou mais de 50 obras, ultrapassando a marca de mais de 5 milhões de exemplares vendidos, entre eles o best-seller Violetas na janela, do Espírito Patrícia. Outros títulos de Patrícia, psicografados por Vera, são Vivendo no mundo dos espíritos; A Casa do Escritor e O voo da gaivota.

Saiba mais em: www.petit.com.br




O Acordo - Elle Kennedy


Edição: 1

Autor:

Editora: Paralela

Ano: 2016

Páginas: 360
Tocante, profundo, engraçado, sexy... ''O Acordo" é um romance que vai te encantar e surpreender a cada página.
 
Hannah Wells finalmente encontrou alguém que a interessasse. Mas, embora seja autoconfiante em vários outros aspectos da vida, carrega nas costas uma bagagem e tanto quando o assunto é sexo e sedução. Não vai ter jeito: ela vai ter que sair da zona de conforto Mesmo que isso signifique dar aulas particulares para o infantil, irritante e convencido capitão do time de hóquei, em troca de um encontro de mentirinha.
 
Tudo o que Garrett Graham quer é se formar para poder jogar hóquei profissional. Mas suas notas cada vez mais baixas estão ameaçando arruinar tudo aquilo pelo qual tanto se dedicou. Se ajudar uma garota linda e sarcástica a fazer ciúmes em outro cara puder garantir sua vaga no time, ele topa. Mas o que era apenas uma troca de favores entre dois opostos acaba se tornando uma amizade inesperada. Até que um beijo faz com que Hannah e Garret precisem repensar os termos de seu acordo.


Em O Acordo passamos a conhecer duas pessoas totalmente diferentes uma da outra mas que ao mesmo tempo são muito parecidas,Hanna é uma estudante de música que a alguns anos passou por um trauma que marcou sua vida,e que aos poucos vem superando com a ajuda de seus pais e de sua melhor amiga com quem divide uma apartamento no campus da universidade.

Garret é aquele carinha que toda garota sonha,é gato,gostosinho,educado e capitão do time de hóquei da universidade,seu único objetivo é conseguir se formar e fazer parte da liga nacional de hóquei,filho de um grande ex-jogador Garret sente ainda mais a pressão em se destacar e ser o melhor,mas para isso acontecer ele tem que passar em todas as matérias com boas notas,do contrário ele pode ser suspenso dos jogos.

Em um dia normal na aula de filosofia e ética,Hanna consegue a nota máxima sendo uma das poucas a passar na matéria,já não podemos dizer o mesmo de Garret que zerou na prova,o que o deixa desesperado,como quase todos os alunos se deram mal da prova a cruela devil oops professora resolveu(diga-se de passagem foi pressionada) a aplicar outra prova,e aí começa o desespero de Garret pra passar nessa prova. E é ai que a Hanna entra em cena,sabendo que ela gabaritou a prova,Garret implora a Hanna que o ajude e lhe dê aulas,e como de cara ela não foi com a cara dele ela se nega veementemente,sacando que ela tem uma quedinha por um certo jogador de futebol americano Garret faz um acordo com ela,em troca das aulas ele a ajuda a enfim conquistar o coração de Justin,mesmo relutante de início Hanna aceita o acordo e é aí que  vários desenrolares acabam acontecendo.

A Estória é super fluída a autora não enrola e rapidinho a leitura chega no fim,gostei muito do desenrolar e desenvolvimento dos personagens,e logo de cara você já se apaixona por Garret,não consegui ter empatia pela Hanna,gostei bastante dos amigos de time de Garret,não são de se jogar fora,meio galinhas mas são legais... E sinto que os dois vão passar por alguma provação nos próximos volumes e já estou com o coração na mão só em imaginar.
Leitura super recomendada!!!!!!






 



 





21.6.16

{Lançamento} Quadrinhos na Cia. em Junho!




Sou fã de quadrinhos e gosto muito do André Dahmer, suas tirinhas sempre fazem boas criticas ao nosso sistema. 
Persépolis não é lançamento, mas o livro foi escolhido pela Emma Watson em seu Clube da Leitura esta mês, é bom marcá-lo por aqui também!



André Dahmer


Lançamento: 24/05

Difícil definir os anos 1910. Na esteira das revoluções tecnológicas da virada do século, o ruído ampliou-se e a dispersão tomou conta. Todavia, a torrente de informações e opiniões não assusta André Dahmer. Na verdade, é desse caldo que ele tira algumas de suas melhores histórias. Quadrinhos dos anos 10 tem uma receita simples: três ou quatro quadros em sequência, contendo a mais dolorosa e mordaz crítica à vida moderna.

O humor dessas páginas nasce da mesma angústia que sentimos diante das complicações contemporâneas que o autor tenta destrinchar. Mas as tiras não são pesadas e duras: pelo contrário, são tão engraçadas quanto os absurdos do dia a dia. Um riso meio doído, mas um riso mesmo assim.




PERSÉPOLIS (COMPLETO)


Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.
Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.




Marcados Para Sempre - Helena Hunting



Edição: 1
Autora: Helena Hunting
Editora: Suma de Letras
Ano: 2016
Páginas: 312
Sinopse: Depois de perder Tenley, o tatuador Hayden Stryker volta a ser atormentado por seu passado traumático, e suas noites são tumultuadas por pesadelos sobre a morte dos pais. A única maneira que encontra para ficar em paz é indo atrás da mulher que ama. Tenley acha que não merece uma segunda chance, mas precisa deixar de lado toda a culpa que sente, se quiser um futuro com Hayden. Apesar da intensa atração física, os dois têm que lutar para esquecer o passado e reconstruir sua relação, ainda tão frágil. Nesta continuação de À flor da pele, Hayden e Tenley precisam ultrapassar enormes barreiras emocionais e encontrar na vida o mesmo tipo de sintonia perfeita que têm na cama. Marcados para sempre é a emocionante história de dois jovens desesperados para dar e receber amor, mas com medo das marcas que esse tipo de sentimento pode deixar.

***

A resenha pode conter spoiler do livro anterior, À Flor da Pele.

No final de À Flor da Pele, Tenley vai embora de Chicago com Trey, seu ex-cunhado, pois algumas pendências em Arden Hills precisam ser resolvidas antes que ela finalmente possa seguir em frente. Trey a não deixará em paz até que ele possa ficar com tudo que Connor deixou para ela. Porém a saída de Tenley pareceu mais uma fuga do que uma simples ida para seu antigo lar.

Hayden fica desolado com a fuga de Tenley e tudo o que ele sofreu com o assassinato dos pais volta com força total. Os pesadelos sobre aquela noite que mudou sua vida retornam ainda mais intensos e agora com o acréscimo da presença de Tenley neles. Os amigos e seus tios tentam persuadi-lo para procurar um terapeuta, já que ele nunca fez uma consulta depois do assassinato dos pais.



“Desde que Tenley tinha ido embora, o sono era ardiloso. Eu conseguia dormir por três, talvez quatro horas antes de os pesadelos começarem. [...] Eu nunca conseguia voltar a dormir. Os pesadelos eram vívidos demais.” Página 21

A maneira como Hayden acabou descobrindo sobre o passado de Tenley, a fez acreditar que não o merece de verdade, porém ela ainda quer tentar. Quando Tenley finalmente volta para Chicago, ela quer uma segunda chance com ele. Porém, ela sabe que Hayden está muito abalado com o que aconteceu. Dessa vez, ele é que precisa de sua ajuda para superar os medos, principalmente quando os pesadelos trazem algumas dúvidas sobre a noite do assassinato dos pais dele. Algumas peças voltam a mente de Hayden e ele quer descobrir a verdade.


Aqui vemos uma Tenley mais forte e decidida. Bem diferente da garota boba e quieta do primeiro livro. A intromissão de Trey em sua vida foi o bastante para que ela finalmente pudesse fazer suas próprias escolhas e poder se livrar de vez de Trey de uma vez por todas

A intensidade e drama que tinham no primeiro livro continuam em Marcados Para Sempre. Aqui ficamos mais próximos dos problemas de Hayden. Conhecemos melhor sua história, todo o sofrimento que passou com o assassinato dos pais quando tinha apenas dezessete anos. Nossos protagonistas, Tenley e Hayden, conversam muito mais sobre o passado de cada um e assim eles podem finalmente conhecerem um ao outro de modo mais profundo. Agora eles podem estar mais próximos da superação de tudo, mas para isso eles devem estar dispostos a enfrentar todos os obstáculos, mesmo que algumas verdades sejam extremamente dolorosas.



“O amor era isso: essa necessidade implacável e esmagadora de alguém que fazia todo o resto desaparecer.” Página 247



20.6.16

{Lançamentos} Junho na Editora Seguinte!


Já mencionei que adoro os livros da Seguinte? embora voltado para o público jovem, tem livros com temas muito bons para todas as idades!
Este mês me interessei muito pelo Thomas e sua inesperada vida após a morte, que conta a história de um ladrão de túmulos <o> E Lua de Vinil é um retrato de uma época do Brasil muito turbulenta, a qual chamamos de Ditadura Militar. Ambos me chamaram muito a atenção!!!

Quase Honrosa Liga de Piratas, vol. 3
Caroline Carlson

Título Original: The Buccaneer's Code
Lançamento: 10/06

No último volume da série, Caroline Carlson traz um desfecho fantástico, repleto de ação e absurdamente divertido, como toda aventura em alto-mar deve ser.

Depois de descobrir que o líder da Quase Honrosa Liga de Piratas, o capitão Dentenegro, estava envolvido com um grupo de criminosos que quer dominar o reino, Hilary Westfield decide pegar seu sabre, seguir até a Praça da Pólvora e desafiar o capitão e seus comparsas perversos a uma batalha em alto-mar. Se vencer, Hilary se tornará a nova presidente da Liga. Se perder, ela vai perecer no mar para sempre, ou, na melhor das hipóteses, será exilada no Abrigo Pestilento para Piratas Mal-Humorados.

O problema é que a batalha nem vai começar se Hilary não conseguir reunir duzentos seguidores para lutar ao seu lado. Assim, a jovem pirata parte numa missão de recrutamento que pode ou não envolver piratas temíveis, damas delicadas mais temíveis ainda… e galinhas.


Lua de Vinil

Oscar Pilagallo
Lançamento: A Definir

Em seu romance de estreia, Oscar Pilagallo faz um retrato vívido da São Paulo dos anos 1970, mas este é apenas o pano de fundo para uma história sobre o que significa amadurecer.

Em 1973, a ditadura militar comandava o Brasil. Pink Floyd lançava o aguardado disco The Dark Side of the Moon. E Giba passava os dias jogando futebol de botão com os amigos do prédio, suspirando por Leila, sua vizinha irreverente e descolada. Ele tentava ignorar o estado grave de seu pai, internado no hospital, e não sabia que a violência do governo estava muito mais perto da sua casa na Vila Mariana do que ele imaginava. 

Até que, num dia tranquilo de março, ele acaba causando um acidente e se vê obrigado a lidar com um dilema moral que o fará abandonar a inocência dos dezesseis anos para sempre.



Thomas e sua inesperada vida após a morte
Emma Trevayne


Título Original: The Accidental Afterlife of Thomas Marsden
Lançamento: A Definir

Thomas tem apenas doze anos, mas vai viver aventuras de outro mundo!

Roubar túmulos é um negócio arriscado. É, na verdade, um péssimo negócio. 

Para Thomas Marsden, a partir de uma noite de primavera em Londres (véspera do seu aniversário de doze anos), esse passa a ser um negócio também assustador. Isso porque, deitado em uma cova recente, ele encontra um corpo idêntico ao seu.

Esse é apenas o primeiro sinal de que alguma coisa esquisita está acontecendo. Desesperado para conhecer a sua verdadeira história e descobrir de onde vem, Thomas será apresentado à magia e ao ritual, às fadas e aos espiritualistas, e vai se dar conta de que, para ele, a morte está muito mais próxima da vida — e é bem menos assustadora — do que imaginava.

E aí, qual dos lançamentos você quer ler primeiro?!



Foe - J. M. Coetzee



Autor: J. M. Coetzee
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2016
Sinopse: Neste clássico da literatura contemporânea, publicado originalmente em 1986, o prêmio Nobel J. M. Coetzee reinventa a história de Robinson Crusoé.
No início do século XVIII, Susan Barton se vê à deriva após o navio em que viajava ser palco de um motim de marinheiros. Ao desembarcar em uma ilha deserta, encontra abrigo ao lado de seus únicos habitantes: um homem chamado Cruso e seu escravo Sexta-feira.

Cruso é um sujeito irascível, preguiçoso e autoritário: perdeu interesse em fugir da ilha ou mesmo em rememorar os eventos que marcaram sua chegada àquele lugar. Sexta-feira, por sua vez, não pode falar: teve a língua cortada, não se sabe se por proprietários de escravos ou pelo próprio Cruso.

Depois de um ano, eles são resgatados por um navio que rumava para a Inglaterra, mas apenas Susan e Sexta-feira sobrevivem à viagem a Bristol.
Determinada a contar sua história, ela busca um famoso escritor de seu tempo, Daniel Foe, na esperança de que ele escreva um livro sobre sua experiência na ilha. Mas com a morte de Cruso e a incapacidade de articulação de Sexta-feira, a tarefa se mostra mais difícil do que pensava.
Vaidoso, Foe insiste em adaptar a narrativa a seus caprichos. Susan, por sua vez, tem de convencê-lo de que sua versão é a melhor e luta para manter viva a memória de um passado do qual permanece como única testemunha – ou ao menos a única capaz de transformar aquela experiência em linguagem.
Traiçoeiro, elegante e inesperadamente lírico, Foe é uma das obras de construção mais complexa na carreira de um mestre absoluto da literatura.


Resenha:

Robinson Crusoé foi uma das histórias que mais ouvi antes de dormir na infância. Meu pai me contava as aventuras de Crusoé e Sexta-feira com detalhes que nem ele se lembra mais.


O livro “Robinson Crusoé” foi escrito por um autor chamado Daniel Defoe, que relata a história de um jovem marinheiro inglês. Até que um dia, uma tempestade o fez naufragar e ser o único sobrevivente em uma ilha do Caribe, onde ele construiu uma cabana, plantou, fez ferramentas, mesas, cadeiras, tudo o que precisava para viver sozinho na ilha. Porém, após alguns anos, Robinson Crusoé encontra pegadas na ilha, descobrindo uma tribo de canibais, de onde retira Sexta-feira e o trata como escravo. Mas no fundo sabemos que Sexta-feira se tornou mais do que isso, já que era o único amigo de Crusoé na ilha.


Enfim, na história original, Robinson consegue ser salvo e tal, mas isso não vem ao caso, pois estou aqui para contar a versão de J. M. Coetzee dessa história. Apesar do nome do livro ser Foe (referência ao autor do livro original), creio que a personagem principal seja Susan Barton, inglesa que naufragou na ilha em que Cruso e Sexta-feira viviam. Originalmente escrito em 1986, a Companhia das Letras nos trouxe uma nova edição de um clássico reinventado por um ganhador do Prêmio Nobel de Literatura.

Susan chegou à ilha quando Cruso já deveria ter seus sessenta anos, tendo vivido praticamente sempre lá, acostumado à solidão, cheio de manias e sendo considerado o rei daquele lugar. Susan foi deixada à deriva pela tripulação do navio em que estava, após matarem seu capitão. Ela foi encontrada na praia por Sexta-feira, que a levou até Cruso, com quem finalmente ela conseguiu conversar e contar sua história.

Susan conta que sua filha havia sido raptada há 2 anos por um comerciante inglês e levada para a Bahia. Ela foi atrás da filha, morou em pensões, passou a costurar, procurou, esperou, mas não encontrou a filha perdida. E então, quando decidiu pegar um navio para voltar para casa, aconteceu o motim e assim ela chegou na ilha.

Enquanto conversava com Cruso, ela não conseguia compreender o porquê de ele não tentar escapar da ilha e voltar ao continente. Não conseguia compreender que, para ele, aquela ilha já era seu lar e que ele não se readaptaria em meio à sociedade. Muito menos Sexta-feira, mudo (a história de como sua língua foi cortada nunca seria revelada, pois só ele poderia dizer), que entendia apenas poucas palavras de ordem.

Tem uma cena no livro, em que Cruso fica doente e Susan cuida dele para que melhore. Em uma noite, Cruso tirou a roupa, delirante, reclamando de calor e deitou-se ofegante, começando a se debater na cama. Ela se deita com ele para segurá-lo até se acalmar, e para esquentar seu corpo, até que os dois adormeceram. Na manhã seguinte, ela acorda com uma mão explorando seu corpo. Tentou empurrá-lo, mas ele a prendeu, e por mais que ela fosse mais forte, decidiu ceder, talvez por dó por ele estar sozinho há 15 anos.

“Deveria lamentar o que acontecera entre Cruso e mim? Teria sido melhor continuarmos a viver como irmão e irmã, ou anfitrião e hóspede, ou senhor e criada, ou fosse lá como tinha sido? O acaso me lançara a sua ilha, o acaso me jogara em seus braços. Num mundo de acaso, existe melhor e pior? Cedemos ao abraço de um estranho ou nos entregamos às ondas; num piscar de olhos nossa vigilância relaxa; estamos dormindo; e quando acordamos, perdemos o rumo de nossas vidas.”

Certo dia aparece um navio, e Susan decide “salvar” Cruso e Sexta-feira, levando-os consigo para o continente. Cruso ficou doente novamente e não resistiu. Susan acredita que ele tenha morrido de angústia, por ter sido tirado da vida que construiu na ilha e não ter mais como voltar. Sexta-feira também apresentava comportamentos estranhos na cidade, pois não conseguia se adaptar.

Assim, Susan segue com Sexta-feira e encontra um escritor para eternizar suas memórias. Ela achava importante que a história de Cruso e Sexta-feira fosse contada, porém o autor (Foe) só se interessava pela história de sua filha perdida, inclusive tentando enganá-la com uma pequena atriz, que tentou se passar pela menina, sem sucesso.

“Temos, portanto, cinco partes no total: a perda da filha; a busca pela filha no Brasil; o abandono da busca e a aventura na ilha; a suposição da busca da filha; e o encontro da filha com sua mãe. É assim que se compõe um livro: perda, depois busca, depois recuperação, começo, depois meio, depois fim. Quanto à novidade, isso é dado pelo episódio da ilha – que é adequadamente a segunda parte do meio – e pela inversão na qual a filha assume a busca abandonada pela mãe.”

Para Foe, a ilha era apenas um episódio da história. Para Susan, a ilha era a história em si, a história que ela desejava que fosse contada.


O livro é recheado de passagens meio filosóficas, que nos fazem pensar nas nossas próprias vidas, nas nossas atitudes e nas consequências de cada uma delas. Porém não tenho certeza se consegui entender muito bem, pois na minha concepção, não consegui ver um final nele. Alguém aí que tenha lido pode me ajudar?? :S






19.6.16

{Resenha} O Rei Cigano



Autora: Miya Hortenciano
Editora: Young Editorial
Ano: 2016
Sinopse: "Glacialem. País relativamente rico, vizinho de Meridial, e última ponta do Triângulo Comercial do Oceano Gélido. Tudo ali era perfeito e, mesmo que alguns discordassem, até o clima: um inverno eterno, com neve durante o inverno e o outono, chuvas frias durante a primavera, e no verão, quando o gelo começava finalmente a derreter, o outono nevado chegava de novo. Poderia ser o lugar perfeito, porém perfeição não existe. Não para alguns. Vez ou outra, Albus, o General e irmão do Rei, caía de amores por alguma jovem camponesa. Mas seu temperamento não era do tipo compreensivo, e ele não aceitava não como resposta. Se a moça fosse submissa a suas vontades, saía com uma vida confortável e feliz. Caso contrário, saía sem a vida. Tal regra também se aplicava a qualquer um que cruzasse seu caminho. Ao menos, até ele conhecer a fúria de Eros e Sapphire. Assim, Albus descobrirá que derrubar os Reis de Glacialem não será tarefa fácil."



“- Sempre há problemas, Eros. A vida sempre nos impõe pequenos obstáculos para que nós nos fortifiquemos e cresçamos cada dia mais. É assim que acontece. Além do mais, se fosse simples, qual seria a graça?”

O Rei Cigano é literatura nacional, escrito por Miya Hortenciano e possui apenas 172 páginas. O li em praticamente uma noite pois sua escrita é leve e sucinta.

A história não acontece em uma época específica, mas tem estilo medieval. Eros é um jovem meio cigano (mas isso não fica muito claro...) cujo pai foi conquistado por uma cigana pelos seus dotes culinários. Levou o filho bastardo para o castelo, e Eros foi criado junto da rainha e o filho mais velho, Petro. Não vemos muito deles, mas a rainha Winter parece ser uma boa mulher, ao contrário de seu filho que parece ser um babaca ressentido. 

Ginger é uma cigana ruiva cobiçada por todos os homens que colocam o olho nela, uma moça determinada a salvar a própria pele. É culpada pelo assassinato de Laszlo e perseguida pelo General Albus, irmão do Rei.

E Eros é perseguido por traição, pelo mesmo General.

E é na correria de se salvarem, cada um por suas próprias razões, que acabam se encontrando e decidem confiar um no outro. Passam por diversos desafios no reinio de Glacialem, desde lobos a velhas bruxas do inverno. Pouco a pouco descobrem um no outro a afeição (mesmo com um pouco de contradição vinda de Ginger que diz sim eu te quero e na cabeça diz estar resistindo).

A sociedade de Glacialem é extremamente machista, seja entre o pessoal do reino, seja entre os ciganos. Margarita é prima de Ginger e é julgada tanto por Eros quanto pela protagonista por gostar de transar com vários homens em uma semana. “Nojo” é a palavra que usaram para descrever o que sentiram em relação à jovem. Fora o sentido de posse que existe dos homens em relação às mulheres, todos os homens que foram apaixonados por Ginger – ou Sapphire – sentiam que eram seus donos. 

Também houve uma parte de falta de noção de Eros ao montar no cavalo com uma flecha atravessada em sua pata. Crueldade contra os animais não é legal... 

Eu fiquei um pouco confusa com o título O Rei Cigano. Não existe rei entre os ciganos, talvez líderes... E não sei se o Rei da cidade é cigano, porque não houve uma separação em si, sabem? Se alguém leu e quiser me explicar, sou toda ouvidos!!!

A capa é muito bonita, creio que é o Eros ali. A arte interna no livro é muito bonita e as folhas são amareladas, o que torna a leitura agradável aos olhos.