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16.7.16

FAROESTE CABOCLO






Direção: René Sampaio, 2013.
Elenco: Fabrício Boliveira, Isis Valverde, Felipe Abib, Antônio Calloni, Marcos Paulo, César Troncoso, Flávio Bauraqui

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS! Se você ainda não assistiu ao filme, prossiga por sua conta e risco.
Sinopse

Baseado na canção de mesmo nome da lendária banda brasiliense de rock, a Legião Urbana, este longa retrata a saga de João de Santo Cristo, o menino pobre que veio do nordeste para se tornar o maior anti-herói do Planalto Central.



Resenha

Não importa se você gosta ou não da Legião Urbana, talvez a banda de rock de maior projeção já produzida pelo Distrito  Federal. O fato é que, com toda certeza, todos conhecem a canção Faroeste Caboclo (o terror dos músicos de barzinho rsrsrs), aquela com quase 10 minutos de duração, que mistura rock, reggae e baião, e que conta a fictícia (que poderia muito bem ser verídica) estória de um personagem tipicamente brasileiro, fruto da miséria, do analfabetismo, do descaso do Estado e da violência do meio em que foi criado.

Bem me lembro, lá nos idos de 1987, eu então com quase 10 anos de idade, assistindo ao programa Globo de Ouro (é gente, eu sou velho hahaha), quando o Legião subiu ao palco pra tocar aquela canção do álbum Que País É Esse... Logo nos primeiros versos da música, meu pai apressou-se em mudar de canal. Diante do meu protesto, ele justificou: “Isso não é música pra você.” Tal fato apenas me deixou mais curioso.... Quero dizer, o cara começou a cantar uma estória ali! E, custasse o que custasse, eu iria saber como ela terminaria. Me lembro de comentar sobre a música na escola com um amigo, no dia seguinte. “Meu irmão tem o disco! Se você quiser, dá pra gente ouvir lá em casa. Mas tem que ser à tarde, na hora que ele estiver trabalhando. ” E completou “Ele é babaca, não vai deixar a gente ouvir se ele estiver lá. ” Rsrsrs... E assim foi. Dei uma desculpa qualquer pra ir à casa do meu amigo na parte da tarde (período em que minha mãe me fazia estudar) e lá fomos nós ouvir a tal música. Depois daqueles quase 10 minutos de perder o fôlego e, mesmo sem entender tudo o que foi dito (éramos crianças e naquela época ainda havia inocência em moleques de 10 anos), a primeira coisa que pensei foi: “Cara, imagina o filmão que daria essa música! ”

Perdão pela divagada. Com vocês, a saga de João de Santo Cristo.  



TEMPORALIDADE

A trama acontece durante os anos 90, período em que Faroeste estourou nas rádios do Brasil.

PERSONAGENS

João (Fabrício Boliveira), um menino negro e pobre do interior da Bahia, vê seu pai ser assassinado sem motivo algum por um policial. Agora órfão, João planeja ir embora da cidadezinha em que nasceu, não sem antes vingar-se daquele que tirou a vida de seu pai, matando-o. Pelo crime, João acaba recolhido a um reformatório e, tão logo tenha alcançado a liberdade, colocou em prática seu plano, tendo o destino feito com que ele fosse parar em Brasília, onde realmente começa a escalada de infortúnios que o lavarão a um amor conturbado, uma vida de crimes e a um trágico fim.



Chegando em Brasília e, após uma temporada trabalhando como carpinteiro, João logo encontra um parente distante, Pablo (César Troncoso), um peruano que trazia drogas da Bolívia, mas que tinha planos para começar a plantar maconha aqui mesmo, no Brasil. João lhe pareceu o parceiro perfeito.



Quis o destino que João conhecesse Maria Lúcia (Isis Valverde), retratada no longa como uma menina rica, filha de um importante político. Os dois se apaixonam e, obviamente, devido à sua origem, sua cor e suas atividades como traficante, João experimenta o ódio e o preconceito da família da moça, o que tornaria o amor dos dois quase impossível.



João então concentra seus esforços na parceria criminosa com seu primo Pablo, o que atrai a atenção indesejada de outro traficante: Jeremias (Felipe Abib). Este, diferente de João, pertence à alta classe brasiliense e também cobiçava a jovem Maria Lúcia. Não demorou até que, a fim de eliminar seu rival, Jeremias armasse uma armadilha para João, fazendo com que o mesmo fosse estuprado e posteriormente preso.



O FAROESTE

Neste ponto da trama, todos os elementos de um faroeste estão presentes: Os bandidos inimigos duelarão pelo domínio do tráfico mas, principalmente, pelo amor da mocinha.



É também neste ponto da estória onde, na minha opinião, se exacerbam as discrepâncias com o texto original.

Ora, todo mundo sabe que Maria Lúcia traiu a confiança de João ao DELIBERADAMENTE casar-se com seu pior inimigo enquanto seu grande amor tentava se livrar de uma vida de crimes e retomar sua vida de carpinteiro. No entanto, não é assim que que a treta é retratada no filme, onde Maria teria sido meio que obrigada por seu pai a se casar com Jeremias, o que muda seu status original de traidora (na música) para mocinha oprimida pelos machões da trama.

Ok, o diretor acabou deixando de fora muitas passagens da música, bem como inseriu alguns fatos que não existem no texto original, a fim de fazer uma adaptação convincente. Isso fez de Faroeste Caboclo um filme bacana, mas que não convenceu a quem, como eu, veio dos anos 80 com a canção já sacramentada na cabeça.

Quer exemplos? Ora, o que fizeram com o “boiadeiro”? Quero dizer, quem conhece a música sabe que se não fosse um tal boiadeiro que “tinha uma passagem, ia perder a viagem, mas João foi lhe salvar”, João jamais teria ido parar em Brasília, pois não tinha dinheiro pra ir a lugar algum e, numa grande coincidência (se é que existe tal coisa), acabou ganhando uma passagem de um desconhecido que encontrou na rodoviária! Essa passagem da estória deveria ter sido retratada e reconhecida como ponto chave da saga. Mas optaram por suprimi-la, sabe-se lá porque.

Noutro momento do texto original, João é procurado por “um senhor de alta classe com dinheiro na mão”. Não fica totalmente claro, mas dá a entender que João começa a ser procurado para cometer crimes de natureza política. De novo, quem está careca de conhecer a estória sabe que foi nesse momento que João resolve repensar sua vida de crimes voltando a trabalhar como carpinteiro, fato que aparentemente o leva a ser abandonado por Maria Lúcia, que foi se refugiar nos braços do pior inimigo de João. Esta passagem (que eu considero crucial para o desfecho da estória) também foi deixada de lado pela direção.

Com exceção destes dois momentos que me deixaram um pouco desapontado, no mais, o filme até me arrancou algumas lágrimas, já que é a materialização de um hino da minha adolescência em forma de película. Cito como exemplo o momento em que João chega à Brasília e olha admirado, pela janela do ônibus, as luzes de natal.... Ou a icônica hora em que seu primo Pablo o presenteia com uma Winchester 22, rifle típico dos melhores clássicos de Bang Bang   =´)


  
CONCLUSÃO

Bem, partindo da premissa de que todo mundo já ouviu essa música pelo menos uma vez na vida, acho que todos sabem a forma trágica como termina a sua estória. E muito embora hoje em dia sejam raras as vezes em que eu me pegue ouvindo Legião Urbana (tenho uma pasta no pendrive do carro), Faroeste Caboclo até hoje impressiona, não só por ser um clássico do rock nacional, mas por ser fruto da genialidade do grande Renato Russo...


Até a próxima, gente!



15.7.16

Jogos Mentais - Teri Terry



Autora: Teri Terry
Editora: Farol Literário
Ano: 2015
Sinopse: Luna vive em um mundo em que, todos os dias, milhares de pessoas se plugam a uma realidade virtual onde podem fazer tudo: se divertir, ir às compras ou estudar. Porém, ao se conectar, ela é capaz de vivenciar os dois mundos ao mesmo tempo, uma habilidade muito rara que ela deve manter em segredo. Mas ao ser convocada para um importante teste na escola, Luna sente que seu segredo poderá ser revelado. A partir daí, uma série de estranhos acontecimentos a levam a questionamentos e descobertas inusitadas sobre os dois mundos. Agora ela precisará decidir o que fazer, pois as suas escolhas terão consequências incalculáveis para todos!
Da mesma autora da premiada série Reiniciados, Jogos Mentais irá levar você por uma trama envolvendo hackers, conspirações e grandes corporações do governo, fazendo-o acessar mundos que escondem verdades surpreendentes.

Resenha:

Luna é conhecida por ser uma Recusadora. Os Recusadores são aqueles que não aceitam toda a tecnologia da realidade virtual. Cada um tem seus motivos, sejam eles religiosos ou médicos. Por causa disso, eles não usam os Implantes Educacionais, podendo optar por uma educação tradicional, e não virtual. Porém, Luna não está incluída em nenhuma dessas exceções, o que incomoda a diretora da escola, que acredita que ela seja uma Recusadora apenas para irritá-la e para desperdiçar tempo e recursos.

Em sua sala, a única não classificada era Lunática Luna, e ainda assim ela conseguiu uma indicação para o Teste. Esse teste, realizado pela empresa PareCo, serve para classificar os alunos para as melhores universidades e estágios.

Quando Luna recebe essa notícia, não consegue compreender o porquê de ter sido escolhida. O coordenador da escola para o Teste explica a Luna que fazer o teste com papel e caneta é mais difícil, pois no virtual ela poderia manipular padrões, dar respostas instantâneas, passar mais rapidamente pelas questões.

Pensando nisso, Luna chega em casa e decide tentar pela primeira vez, depois de muito tempo, conectar-se em seu PPI. Como ela não tem implante, precisa se plugar do modo tradicional, e então entra no corredor do Temporreal, o portal da PareCo para os mundos virtuais.

“Respiro tão profunda e calmamente quanto posso e passo pela porta devagar, tentando afastar a náusea. Durante anos pensei que era assim com todo mundo. Quando descobri que não, que para todos os outros o mundo físico desaparece e isto aqui é tão real quanto tudo o que há nele, quase me expus. Mas Nanna alertou que isso deveria ser um segredo. Naquela época não entendi o porquê – eu tinha uns seis ou sete anos? Compreendi anos mais tarde. Algumas vezes, ser diferente não é nada bom.”

Luna se encontra com seu pai no mundo virtual, onde ele passa a maior parte do tempo, devido a seu trabalho, como Senhor do Tempo. Ele sempre achou que o motivo de Luna detestar estar no mundo virtual fosse a morte de sua mãe, Astra, e como sua avó, Nanna, pediu a ela que não contasse a ninguém, Luna nunca o corrigiu. Luna então conta a ele sobre sua indicação para o Teste, mas logo se despede, devido aos enjoos que sente quando está conectada.

“Cinco minutos de Temporreal e quase duas horas até passar o enjoo. É uma boa razão para ser uma Recusadora, não?”

Outro grupo facilmente reconhecido (além dos Recusadores) era o dos Hackers. Usam sempre as roupas que querem e tatuagens perto dos olhos. No primeiro encontro dos selecionados para o Teste, Luna reparou que tirando os Hackers, todos os outros tinham um código de cor. Sua escola era azul (assim como o vestido que Melrose a emprestou), e as outras três eram vermelha, roxa e branca. Luna não se sentia parte daquela escola, daquele lugar, e os colegas faziam questão de tratá-la de forma a realmente não se sentir à vontade com eles. Com isso, seu amigo Hex a convida para sentar-se à mesa dos Hackers, onde Luna conhece Gecko.

“Quem é esse cara? Esse Gecko. Nome estranho, mas os Hackers, como Hex, e minha mãe, Astra, escolhem seus próprios nomes como parte do que tecem virtualmente. Ela foi a rainha dos jogos espaciais; Hex está em jogos mágicos, com pragas e feitiços. Em que Gecko estaria metido?”

Após o jantar, durante a festa, Luna é humilhada por Jezzamine, que não aceita a presença de Luna como uma deles. Ela acha que sua amiga Melrose havia contado sobre o surto psicótico de Nanna, que Jezzamine usou para humilhar Luna, e ao tentar sair do salão andando rapidamente, tropeça e cai na frente de todos. Gecko a ajuda com gentileza, porém ela tira os sapatos e corre até o alojamento feminino.

A partir daí surge uma forte amizade entre Luna e Gecko, uma relação de proteção acima de tudo, confiança e carinho. Quando foram fazer o Teste, os dois se encontram no meio da noite, tentando fugir. Gecko se sente receoso quando a PareCo, pois todos os Hackers acima de 18 anos desaparecem, após terem o emprego dos sonhos em jogos, como senhores de seus próprios universos virtuais, retidos longe do resto das pessoas. Luna tinha medo de não se dar bem no segundo teste, e confiou seu segredo a Gecko, que a orientou quanto a um medicamento antináuseas para que ela não sentisse enjoo ao se conectar. Se ela usasse os MANs, ela poderia colocar um Implante, ir para a universidade e viver feliz para sempre. Porém, ela não contou sua dupla preocupação a Gecko: ela continuava vendo e sentindo o mundo real quando estava plugada.

Nessa noite, sob o brilho das estrelas, Luna encontra lampejos de prata em torno do olho esquerdo de Gecko, como espirais de Hacker, mas prateadas. Não havia visto antes, somente à luz das estrelas. Lembrou que já havia visto essas marcas antes, no rosto de Astra, mas não sabia o que elas significavam. No outro dia, quando ela pergunta sobre as marcas, Gecko explica que elas são um tipo de segredo, e que a maioria das pessoas não podem vê-las nem à luz das estrelas. É como um nível diferente de hacking, indetectável. Apesar da explicação, Luna só foi compreender quem realmente eram os P’Hackers e suas habilidades depois de algum tempo.

Após os testes, Luna, Hex e Gecko conseguiram as melhores colocações, e seriam enviados para o Tanque de Pensamento, em uma ilha tropical, com benefícios, pagamentos e trabalhos incríveis. Ou era isso o que todos esperavam.

No transporte para a ilha, há um acidente em que Gecko salva Luna e a manda de encontro a pessoas de sua confiança, os Vermes, que trabalham para desmascarar as fraudes da PareCo, mas ele desaparece no processo. Luna conquista a confiança dos Vermes, principalmente após descobrirem sobre sua mãe.

“As marcas, Luna. Estão aqui, são parte de sua pele. Prata, como Astra, como eu. Sabia que você devia tê-las: apenas P’Hackers podem ver e você viu as minhas.”

Nesse momento, Luna aprende tudo sobre a PareCo, na visão dos Vermes. E criam um plano para ela se infiltrar na companhia e resgatar Gecko. Porém, para funcionar, Luna precisa se desfazer de suas memórias...



Geeeeeeeeente são muitos acontecimentos nesse livro o tempo todo!! Muitas passagens de ação, aventura, diversão, e até algumas angustiantes e perturbadoras... Luna cresce e amadurece como personagem e aprende que nem tudo é o que parece e que não podemos confiar em todo mundo.


A narrativa nos prende do começo ao fim, e queremos usar qualquer pausa do dia para ler um trechinho que seja. É um livro que mexe com o nosso psicológico e com as nossas emoções, nos fazendo refletir sobre até onde a tecnologia e a busca por poder pode levar as pessoas. Recomendadíssimo!! Não conheço os outros livros da autora, mas com certeza quero conhecer. Fiquei na dúvida se vai haver uma continuação ou não... Alguém sabe me dizer??



13.7.16

Fique Onde Está e Então Corra



Título: Fique Onde Está e Então Corra
Autor: John Boyne
Editora: Seguinte
Sinopse: Alfie Summerfield nunca se esqueceu de seu aniversário de cinco anos. Quase nenhum amigo dele pôde ir à festa, e os adultos pareciam preocupados - enquanto alguns tentavam se convencer de que tudo estaria resolvido antes do Natal, sua avó não parava de repetir que eles estavam todos perdidos. Alfie ainda não entendia direito o que estava acontecendo, mas a Primeira Guerra Mundial tinha acabado de começar.

Seu pai logo se alistou para o combate, e depois de quatro longos anos Alfie já não recebia mais notícias de seu paradeiro. Até que um dia o garoto descobre uma pista indicando que talvez o pai estivesse mais perto do que ele imaginava. Determinado, Alfie mobilizará todas suas forças para trazê-lo de volta para casa.


Opinião: Desde o primeiro infanto-juvenil que li “O Menino Do Pijama Listrado” de John Boyne, meu maior medo era chegar a um final triste, mas o final foi surpreendente.

O livro é narrado em terceira pessoa e ambientado em uma Londres nos mostrando a história de Alfie, um menino que tem sua vida mudada em seu aniversário de cinco anos onde inicia-se a Primeira Guerra Mundial. Amigos e familiares interessantes e com histórias tocantes nos são apresentados, primeiramente falando de Kalena, melhor amiga de Alfie e filha do Sr. Janácek,, dono de uma loja de doces e o homem com os sapatos mais bem engraxados, por ele mesmo, seu grande sonho é se tornar Primeira Ministra.

“- Você é a pessoa mais sortuda que eu conheço [...] Seu pai é dono de uma loja de doces.- Alfie disse a ela certo dia.
“_Tem empregos muito melhores do que esse. Não vou ser dona de uma loja de doces quando eu crescer. Vou ser Primeira Ministra.
“À noite quando contou a seus pais durante o jantar, caíram na risada.
“_Kalena, Primeira Ministra? [...] Talvez esposa do Primeiro Ministro.
“_Eu votaria nela._ Disse Alfie.
“_Você seria o único. [...] Nem Kalena poderia votar em si mesma.
“[...] Mulheres não podem votar, Alfie._ Explicou Margie.” (Paginas 25 e 26).

Podemos claramente ver como era a situação das mulheres na época, é mencionado ainda que algumas mulheres lutavam por direitos, mas Margie, mãe de Alfie prefere como está.

Georgie, pai de Alfie trabalha numa leiteria, distribuindo leite em uma carroça puxada pelo Sr. Asquith. Com o inicio da Guerra Georgie se alista voluntariamente para o exército. Em suas primeiras cartas de campo de batalha é notória sua empolgação, porém, com o decorrer do tempo o arrependimento de entrar para o exército se torna evidente.



O início da guerra muda a vida de todos, o pai de Alfie vai para o exército, sua mãe mal fica em casa pelo fato de ter de trabalhar para não os deixar na miséria, Kalena e seu pai são tidos como espiões e levados embora. Após quatro anos de guerra, Alfie agora com nove anos, para ajudar a mãe, rouba a caixa de engraxar do Sr. Jánacek e trabalha como engraxate  às escondidas. Quando as cartas de seu pai param de chegar, a missão de Alfie começa, onde mede todos esforços para salvá-lo.

Joe Patience, melhor amigo do pai de Alfie se recusa a ir a guerra, afirmando que não quer matar ninguém. Por ser um objetor é preso e espancado. Explica que para os objetores as mulheres entregam uma pena branca, sendo a forma de chama-los de covardes.

Esses dentre muitos outros personagens formam a envolvente e comovente narrativa de “Fique Onde Está e Então Corra.” 

“Georgie e Margie eram muito velhos quando se casaram. – Disso Alfie sabia. Seu pai tinha quase vinte e um e sua mãe era apenas um ano mais nova. Alfie achava difícil imaginar como teria vinte e um. [...] Ele imaginava que as coisas mais importantes do mundo seriam uma xícara de chá quentinho, um par de pantufas confortáveis e um casaco macio. Às vezes quando pensava no assunto, sabia que algum dia ele também teria vinte e um anos, mas esse futuro parecia tão distante que era difícil imaginar. Alfie pegou um papel e caneta, escreveu os números e percebeu que só em 1930 teria essa idade.” (Páginas 14 e 15).

Alfie fará vinte em um quase na Segunda Guerra Mundial, se houvesse uma continuação o pobrezinho iria para a guerra assim como seu pai. Outro aspecto interessante é que o autor analisa pequenos detalhes realizando críticas e propondo discussões.

Parece muito interessante o livro, não? Então recomendo a todos que conheçam os personagens mais a fundo na maravilhosa narrativa de “Fique Onde Está e Então Corra.”

Deixando só mais um comentário, meu personagem favorito é Joe Patience, por diversos motivos :3


11.7.16

A Coroa (A Seleção #5) – Kiera Cass


A Coroa (A Seleção #5) – Kiera Cass


Sinopse:

Em A Herdeira, o universo de a Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção. 

Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava. 

America Singer e o Príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção. 

Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

Resenha

Eadlyn Schreave há muitos anos vinha sendo treinada para o cargo, por seus pais.


Isso lhe acarretava responsabilidades que ela não queria, ficava incomodada, insatisfeita por ter que eliminar dezenas de candidatos a título de marido, mas no mais continuava tudo igual, mas durante a sua Seleção foi amadurecendo com os acontecimentos que começavam a rodeá-la.

Sua vida somente envolvia o palácio, família, empregados e guardas. Não tinha ideia do que acontecia do lado de fora dos portões e o que o seu povo estava passando.

Com o ocorrido desastroso que assombra o palácio, seu pai o Rei Maxon lhe nomeou regente até se sentir apto a reassumir seu posto. Eadlyn terá que assumir o papel que lhe é designado antes do tempo, deixar de mimimi ou “Eu sou Eadlyn Schreave e nenhuma pessoa é tão poderosa quanto eu”. Está aprendendo a ser menos mimada, arrogante e egoísta e começar a pensar no próximo.


Com os acontecimentos que a preocupavam teve que ser forçada a virar Rainha e governar seu país.
Mas dentre os inumeráveis tarefas decisórias como Rainha, e com a Seleção por finalizar, a princesa, agora Rainha não podia mais protelar sobre sua decisão.
Eadlyn não poderia governar Illéa sozinha.
E em dois meses de convivência com seus adoráveis pretendentes escolhidos, ela teria que eliminar e anunciar aquele que seria o próximo Rei de Illéa.
Por ser obrigada pelas circunstancias.
Quem será que Eadlyn escolheu?


Ser da realeza é existir dentro de normas, leis, restrições e nas decisões o coração não toma partido, tão somente a razão.
Se acontecer de o “amor pintar”, isso é um lucro, um premio à parte.
A autora detalha bem ao expor a realidade da realeza monótona e privada.
Por ser obrigada pelas circunstancias.

Estou realmente sem palavras pra expressar o que senti ao terminar de ler A Coroa.
Nunca havia passado pela minha cabeça que tantos acontecimentos, mudanças e decisões seriam tão precisas na vida e ao redor de Eadlyn.
Realmente a Kiera me deixou encantada e completamente satisfeita com o final do livro.



Nada como o amor para fazer a pessoa mudar e pensar que mesmo com seus erros e falhas, mesmo com o egoísmo e indiferença, se tem também a chance de ser amada. E ser amada de verdade. Com defeitos e qualidades adquiridas ao longo de dois meses.
Final esperado por mim, adorei!

Agora... minha opinião está bem diferente de muitas resenhas que andei lendo pelos blogs da vida rs.
Alguns detonaram o livro e não vou opinar sobre isso, porque como minha mãe diz: “Opinião e gosto não se discute”.
Então fico com a minha opinião, porque sou dessas!
Algumas pessoas não vão concordar com o que escrevi, mas só digo isso:





Título: A Coroa (A Seleção #5)
Autor (a): Kiera Cass
Editora: Paralela
Número de Páginas: 311