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30.9.16

{Lançamento} Setembro - Editora Alfaguara



Lançamento incrível da Editora Alfaguara!

Mario Vargas Llosa lança novo livro este ano, autor conhecido por obras como A Casa Verde (1966) e Travessuras de uma menina má (2006), ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 2010, Marquês de Vargas Llosa.


Mario Vargas Llosa



Lançamento: 30/08

Uma sociedade permeada pela corrupção e pelo jornalismo sensacionalista é examinada pela lupa sensual do vencedor do Nobel, Mario Vargas Llosa

A amizade de Marisa e Chabela se transforma quando, presas tarde da noite na casa de uma delas, as duas se veem sozinhas, deitam-se na mesma cama e, sem conseguir dormir, dão asas aos seus mais reprimidos desejos.
Quique e Luciano, seus maridos e amigos de longa data, são empresários peruanos de sucesso e não desconfiam de nada. Na verdade, Quique não tem tempo para isso. Ao receber a visita de um jornalista que possui fotos comprometedoras, ele se vê enredado num submundo de intriga e violência controlado pelas mais altas esferas do poder.
Parte romance de costumes — na melhor tradição de Travessuras da menina má — parte suspense, Cinco esquinas é um livro envolvente, que retrata uma sociedade às voltas com a corrupção e o terrorismo, acossada pelo jornalismo sensacionalista, mas que luta até o fim pela liberdade.



29.9.16

{Lançamentos} Setembro - Editora Paralela


A Editora Paralela traz novidades e continuações muito esperadas pelos leitores, como a nova edição linda de Bridget Jones e o segundo livro da série Amores Improváveis!

Confira todos os lançamentos abaixo!




Paulo Coelho


Lançamento: 05/09



“Sou uma mulher que nasceu na época errada e nada poderá corrigir isso. Não sei se o futuro se lembrará de mim mas, caso isso ocorra, que jamais me vejam como uma vítima, mas sim como alguém que deu passos com coragem e pagou sem medo o preço que precisava pagar.”
Mata Hari foi a mulher mais desejada de sua época: a famosa bailarina de danças orientais que chocava e encantava as plateias ao se desnudar nos palcos, a companheira de confidências e de encontros amorosos com os homens ricos e poderosos de seu tempo, a pessoa de passado enigmático que despertava o ciúme e a inveja das damas da aristocracia parisiense. Ela ousou se libertar do moralismo e dos costumes provincianos das primeiras décadas do século XX e pagou caro por isso: em 1917, foi executada pelo pelotão de fuzilamento do exército francês, sob alegações de espionagem de guerra.
Em seu novo romance, Paulo Coelho mergulha com brilhantismo na vida dessa mulher fantástica, revivendo-a para o leitor contemporâneo como uma lição de que as árvores mais altas nascem de pequenas sementes.


Kéfera Buchmann

Lançamento: 22/08

Ela está de volta. Depois de vender 400 mil exemplares do seu primeiro livro, Muito Mais que 5inco Minutos, Kéfera Buchmann publica Tá gravando. E agora?, novamente pela Editora Paralela. Nele a youtuber mais conhecida do Brasil conta como seu canal, 5incominutos, atualmente com mais de oito milhões de assinantes, surgiu, revelando detalhes até então inéditos.
Kéfera relembra como foi gravar o primeiro vídeo, as inseguranças que surgiram e como ela conseguiu superar os obstáculos para, aos poucos, ir conquistando milhões de fãs. Ela ainda tenta responder a pergunta que mais ouve dos seus seguidores: “Como eu faço para fazer o meu canal de Youtube dar certo?”.
Não, não existe uma fórmula mágica, mas Kéfera dá várias dicas úteis que podem ajudar os aprendizes de youtuber.
Muitas das dicas servem não só para quem quer brilhar na internet. Kéfera fala de como melhorar sua criatividade de maneira geral na vida, sugerindo até exercícios para isso. De bônus, Tá gravando. E agora? traz depoimentos emocionantes de kélovers (como os fãs dela são conhecidos), que contam como Kéfera influenciou suas vidas.



Amores improváveis #2
Elle Kennedy

Título Original: The Mistake
Lançamento: 22/08

Logan parece viver uma vida de sonhos. Com um talento incrível para jogar hóquei e um charme inato para conquistar mulheres, ele é uma das maiores estrelas da Universidade de Briar. Mas por trás do característico sorriso maroto, ele esconde duas grandes angústias: a primeira, estar apaixonado pela namorada de seu melhor amigo; a segunda, saber que sua vida, após a formatura, se tornará um beco sem saída. Um dia, por acaso, ele conhece Grace, uma garota tão encantadora quanto intrigante. Tudo nela parece ser original e deliciosamente contraditório: tímida, mas ao mesmo tempo vibrante; doce, mas ao mesmo tempo forte e confiante. A cada encontro, Logan se vê mais e mais envolvido. Mas um grande erro colocará o relacionamento desses dois jovens em risco. Agora, Logan terá que se esforçar para reconquistar Grace - nem que para isso ele precise amadurecer e encarar suas questões mais profundas e doloridas.
#1 – O acordo




Adam J. Kurtz

Título Original: Pick Me Up
Lançamento: 19/08

Com muita criatividade, humor e um toque de autoajuda, o designer americano Adam J. Kurtz encantou os brasileiros com seu primeiro livro, 1 página de cada vez. Lançado em 2014, ele já vendeu mais de cem mil cópias no país. Agora Adam está de volta com Outra página de cada vez, que reúne novas atividades capazes de melhorar o nosso dia a dia de maneira lúdica.
Lançando mão de novo de um traço simples e elegante, ele propõe outras brincadeiras e questionários que levam o leitor a pensar ou simplesmente levantam a nossa moral nessa época difícil. Sempre com inteligência e sensibilidade. Algumas páginas são só para ler e pensar, mas nem por isso são menos divertidas. 
Como no primeiro livro, você pode fazer várias atividades de uma vez ou abrir o livro de vez em quando e brincar. Um raio de sol em tempos de trovoadas.




Bridget Jones #2

Helen Fielding

Título Original: Bridget Jones: The Edge of the Reason
Lançamento: 17/08

Se em O diário de Bridget Jones os leitores já se apaixonaram pela personagem despojada e carismática, no segundo volume, Bridget Jones: No limite da razão, conheceremos seu lado ainda mais inusitado. Seja em uma prisão tailandesa ou em jantares desconfortáveis, nada é tão ruim que não possa piorar. Mas é imprescindível manter o bom humor e contar sempre com os amigos.











28.9.16

{Resenha} O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares




Autor: Ransom Riggs
Editora: Leya
Ano: 2015
Sinopse: Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura emocionante. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares.
Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares: elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo... E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas.
Uma fantasia arrepiante, ilustrada com assombrosas fotografias de época, O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares vai deliciar jovens, adultos e qualquer um que goste de uma aventura sombria.

Resenha:
Já quero começar dizendo que o próprio Tim Burton, que transformou essa história em filme (pelo qual espero ansiosa para assistir) disse: “Vocês têm certeza de que não fui eu quem escreveu esse livro? Parece algo que eu teria feito...”. Como fã de Tim Burton, descobri esse livro através do trailer maravilhoso do filme “O Lar das Crianças Peculiares”, que será lançado em 29 de setembro de 2016 (veja o trailer legendado aqui). 

Aí vocês vão me dizer: “Ahh Amanda, mas o filme vai ser muito diferente do livro, eles mudaram as peculiaridades dos personagens, eles foram descaracterizados, o roteiro não foi fiel ao livro...”. Vamos combinar né?? É muuuuito raro um roteiro ser fiel ao livro. Claro que existem exceções, mas normalmente, a história é modificada quando vai para o cinema. Mas ainda assim, vamos confiar no grande Tim Burton para mais uma superprodução, e que não nos decepcione apesar das mudanças.



Voltando ao livro... Que livro mais lindo!! E aqui, por enquanto, não estou falando sobre a história, mas sim sobre a capa, as imagens, a edição... Fiquei encantada assim que o abri pela primeira vez. Tudo feito com tanto cuidado para, mais do que contar uma história fantástica, nos levar para dentro dela. Mas o enredo em si também é lindo!! Sobre um adolescente indo de encontro ao passado de seu avô, que ele imaginava ser baseado em mentiras e fantasias, até que se provou real.

Jacob é um adolescente de 16 anos que assistiu à morte de seu avô após ele ter sido atacado por uma criatura, que somente Jacob enxergou e descreveu para a polícia. Mas depois de completar o retrato falado, até mesmo o jovem passou a duvidar de que realmente a criatura fosse real.

Jacob, que sempre ouviu as histórias do avô quando era criança, sobre o orfanato em que ele morou com outros refugiados da guerra, já não acreditava mais nas fotos que ele lhe mostrava, nem nas suas memórias que pareciam ser sempre fantasiosas. Como a morte do Sr. Portman foi um evento traumatizante, que lhe rendeu pesadelos quase que diários, Jacob passou a frequentar um psiquiatra, Dr. Golan, que o incentivou quando ele disse que gostaria de conhecer o lugar em que seu avô havia vivido na infância, em uma ilha no País de Gales.

Essa vontade surgiu quando Jacob ganhou, no seu aniversário, um livro de Ralph Waldo Emerson, que sua tia havia encontrado com uma dedicatória de seu avô para ele. Dentro do livro, Jacob encontrou uma carta, assinada por Alma LeFay Peregrine, diretora escolar, acompanhada de uma foto dela.



Dr. Golan acreditava que essa viagem seria importante para que Jacob desmitificasse as fantasias do avô acerca da ilha. E assim seu pai decidiu acompanhá-lo nessa jornada, aproveitando para fazer um estudo das colônias de aves do lugar, iniciando mais um novo livro que provavelmente seria engavetado junto com todos os outros.

“Meu avô a havia descrito cem vezes, mas em suas histórias a casa era sempre um lugar claro e feliz – grande e bagunçado, sim, mas cheio de luz e risos. O que havia diante de mim não era um refúgio de monstros, mas o próprio monstro, encarando-me com uma fome inexpressiva do alto de seu posto. Árvores saíam de janelas quebradas e raízes de trepadeiras escabrosas corroíam as paredes como se fossem anticorpos atacando um vírus – era como se a própria natureza tivesse declarado guerra contra o lugar –, mas a casa parecia impossível de exterminar, mantendo-se de pé resolutamente, apesar da incorreção de seus ângulos e dos recortes irregulares de céu visíveis através de partes do telhado desmoronado.”

Após a decepção de encontrar o antigo orfanato em ruínas, Jacob decide conhecer a cidade, visitar o museu, onde viu um cadáver, conhecido como o Homem de Cairnholm, ou simplesmente O Velho. Era um cadáver de pelo menos 2.700 anos, que tinha apenas 16 ao morrer. Foi lá também que Jacob descobriu que não havia sobreviventes do orfanato, pois ele havia sido bombardeado durante a guerra, mais exatamente no dia 03 de setembro de 1940. Mas a carta da Srta. Peregrine havia sido enviada há apenas 15 anos, como isso era possível?

Jacob voltou às ruínas do orfanato para explorar o lugar, encontrou um baú cheio de fotos antigas, como as que seu avô guardava, e que ele acreditava terem sido manipuladas. Então ele sentiu a presença de outras pessoas na casa, e viu alguns garotos perguntando se era Abe quem estava lá. Jacob não conseguiu dizer nada, e quando eles foram embora ele saiu correndo atrás deles, tentando alcançá-los, dizendo que era o neto de Abe.

E foi assim que Jacob conheceu algumas das crianças chamadas peculiares (incluindo Emma, que era a mais próxima de seu avô e acabou sendo dele também) e encontrou a fenda no tempo que seu avô pediu que ele procurasse. As fendas são reiniciadas todos os dias como um relógio pelas ymbrynes (aves que podem manipular o tempo para elas e para outras pessoas), que criam essas fendas para que pessoas peculiares possam viver indefinidamente e protegerem-se dos etéreos. A Ave, nesse caso, era a Srta. Peregrine, que havia criado essa fenda no dia 03 de setembro de 1940, logo antes do orfanato ser destruído. Portanto, dentro da fenda, a casa ainda era como o avô de Jacob descrevera tantas vezes para ele. Porém, ao sair da fenda para lutar na guerra, Abe envelheceu normalmente, diferente de seus amigos, que permaneceram jovens dentro da fenda.

Cada criança tinha uma peculiaridade diferente: Millard era invisível, Emma criava e manipulava o fogo com suas mãos, Claire tinha uma boca atrás da cabeça, Olive flutuava sempre que não usava seus sapatos de chumbo, Bronwyn era uma garota extremamente forte, Fiona manipulava as plantas...

Em relação aos etéreos, para que vocês possam compreender que tipo de monstros eles eram... Na verdade, eles eram uma facção dissidente de peculiares, que acreditavam terem descoberto uma forma de se tornarem imortais, não apenas a suspensão do envelhecimento, mas sua reversão. Escolheram uma velha fenda sem nome e fizeram o teste com esse experimento.

 “Foram nossos primeiros conflitos contra os etéreos. Demorou um tempo até percebermos que aquelas abominações com tentáculos na boca eram, na verdade, nossos irmãos rebeldes, que tinham escapado se arrastando da cratera fumegante deixada por seu experimento. Em vez de se tornarem deuses, eles se transformaram em demônios.”

Os etéreos são sempre acompanhados por acólitos, que não têm habilidades peculiares, mas como podem se passar por humanos, atuam como batedores, espiões e caçadores da carne, tudo para servir aos etéreos. A única forma de reconhecê-los é através dos olhos, visto que os acólitos não têm pupilas.

Mas por que Jacob foi atraído para esse local, com essas pessoas? Sendo que ele nunca havia apresentado nenhum sinal de peculiaridade... E seu avô? Qual seria a peculiaridade dele, quando vivia no orfanato?

Eitaaa... Eu poderia passar horas e horas e horas dissertando sobre esse livro e ainda não conseguiria descrever todos os mistérios que o envolvem. Ele foi eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura de todos os tempos, e somente lendo para vocês entenderem o porquê. É realmente mágico, reunindo elementos da História da Segunda Guerra Mundial, o que faz com que também seja uma história relativamente “possível”.

Ransom Riggs construiu um universo novo, com criaturas fantásticas, seres e lugares mágicos, com uma linguagem tão atraente que nos transporta para dentro de cada cena, cada diálogo, além de ter incluído as fotos, que ajudam bastante o trabalho da nossa imaginação.

Eu que pensei que fosse uma história para crianças, percebi que ela não tem nada de infantil... E espero de verdade que Tim Burton faça um ótimo trabalho, independente de ser fiel ou não com o roteiro do filme.

Aaahh!! E logo tem resenha do Cidade dos Etéreos também, segundo volume da série... Aguardem!!



27.9.16

{Lançamentos} Setembro - Quadrinhos na Cia.



Joe Sacco



Título Original: Journalism
Lançamento: 12/08

Na última década, Joe Sacco tem se voltado cada vez mais aos quadrinhos curtos para nos mandar seus relatos dos conflitos ao redor do globo. Reunidas pela primeira vez, essas reportagens mostram por que Sacco é um dos principais correspondentes de guerra dos nossos tempos. São histórias de refugiados africanos em Malta, de contrabandistas palestinos, de criminosos de guerra e de suas vítimas. E ainda de uma incursão com o exército americano no Iraque, em que ele vê de perto a miséria e o absurdo da guerra. Um de seus trabalhos mais maduros, Reportagens traz Sacco nas linhas de frente dos conflitos, relatando com sensibilidade e crueza os horrores - e as esperanças - da humanidade.




26.9.16

{Resenha} Uma Canção Para Uma Libélula #2


Autora: Juliana Daglio
Editora: Arwen
Sinopse: Era uma comum primavera numa fazenda qualquer, mas um encontro inusitado aconteceu: a Menina e a Libélula se viram pela primeira vez. Assombrada por um medo irracional da Morte, a Menina é marcada por esse encontro para o resto de sua vida. Compõe então uma canção em seu piano, homenageando a misteriosa libélula. Os anos se passaram, Vanessa vivia em Londres e tinha a vida cercada por seu iminente sucesso como pianista, porém, algo aconteceu, mudando seu destino: Uma doença, uma viagem e um reencontro. Vanessa precisará encarar fantasmas que sequer lembrava um dia terem assombrado sua vida, tendo de relembrar a morte do irmão e reviver seu conflito com a mãe. E mais importante e mortal, conhecer a grande antagonista de sua vida, a quem chama de Vilã Cinzenta. De Londres a São Paulo, dos Palcos aos Lagos. Uma canção para a Libélula é a história de uma alma perdida e de sua busca por quebrar o casulo de sua existência, para só então compreender o sentido da própria vida. Este livro é um profundo mergulho em uma mente nebulosa, permeada por lagos obscuros e pela inusitada morte; não havendo sequer esperanças.



Brochei, gente. E agora?

E nem foi por culpa do livro, apenas criei expectativas demais.

Nesta segunda parte, a história de Vanessa continua no exato ponto em que o primeiro livro passou. Temos participação de pontos de vista de outros personagens chave da trama, a escrita continua excelente.

Mas... Não achei que o modo com o qual foi escrito combina. É primeira pessoa, grande parte – 98% - no ponto de vista da Vanessa, e a personagem descreve com perfeição o sentimento e pensamento dos personagens com os quais ela interage. Não sei, não gostei por causa disso, acredito.

Se for pela parte da depressão, o livro é muito bem escrito, de maneira envolvente. A moça sabe escrever e deixa isso bem claro – há muitos autores que apresentam ter alguns problemas com descrições de sentimentos, cenas e coisas afins. Isso não acontece com a Juliana Daglio. Apresenta perfeitamente como a doença toma conta da mente da pessoa – pudera, nossa autora é psicanalista, então entende do assunto – e tira dela aos poucos cada fiapo de esperança.

E daqui pra frente pode ter spoiler do livro I, então continue por sua conta e risco, entendido?

Depois do trágico fim e a desesperança tomar conta de nossa protagonista, Nathan surge como um personagem chave, e não apenas uma sombra secundária de Vítor. O londrino torna-se uma presença constante e de extrema importância para Vanessa, mostrando a ela que a doença pode ser vencida.

A tristeza e a mágoa são muito grandes. Cada passo dado pela protagonista é uma grande vitória e todos estão ao seu lado e ela percebe isso... Para além, ela valoriza. E não apenas porque acredita que já causou sofrimento demais, mas sim porque ela ama todos ao seu redor e deseja a felicidade dos mesmos.

Mas... Chegamos a outro ponto que também não me agradou, mas acredito que é só porque tomei um pouco de antipatia pela situação: Vanessa só muda porque vê que um cara a ama. Tenta nos provar que não, mas só por um ou dois parágrafos... Depois é só pra agradar o cara, e não por ela mesma, como ela tenta mostrar. Sei lá... A doença é difícil. E somos ensinados a nos amar a medida que as pessoas nos amam. E não é assim que deve ser: preciso me amar para depois saber ser amada. Eu acredito nisso, pelo menos. É nisso que minha autoestima tem sido construída.

Enfim, voltando: muitas respostas são dadas na parte 2: sobre Felipe, sobre a realidade de Valéria, sobre Nathan... Foi bom ver tudo desvendado, mas de novo: a quantidade de eventos trágicos me deixou um pouco decepcionada, porque com isso a depressão parece um pouco forçada. Sabemos que é uma doença que não precisa exatamente de eventos trágicos e mágoas e sofrimento existente para existir. Os acontecimentos no geral vêm como consequência (fatores psicológicos e sociais, por exemplo) e não como causas da depressão. Uma criança introvertida não necessariamente será um adulto depressivo. Acredito que isso deve ficar bem claro.

Desde a infância podemos ver que Vanessa era triste por conta de tudo que sua mãe significava para ela. Mudou-se para Londres, a tristeza diminuiu e o que sobrou foi a introversão. Claro, não digo que não possa acontecer... Mas na história a tristeza profunda de Vanessa foi convergida apenas para a existência da depressão. Acho que isso foi o fator que me fez desgostar da personagem e talz...

Nossa protagonista supera toda a guerra que a vida lhe impôs, não deixando que o futuro lhe engula. Encontra seu caminho entre tais espinhos para encarar face a face sua Libélula novamente. Nos diz que mesmo que tudo nos diga que não vamos sobreviver a essa vida... Nós vamos.

A diagramação do livro é excelente, uma obra-prima da Arwen. Libélulas brilhantes dominam todas as páginas e a edição ficou realmente muito bem feita, não encontrei erros. Parabéns para a Arwen com esse ótimo livro!

Aproveitando para dizer a vocês que dia 10 de setembro é o dia mundial de Prevenção ao Suício! Use uma fitinha amarela neste dia se você apoia: pode ser uma blusa, um lacinho de cabelo, uma peça de roupa amarela qualquer...

Duas brasileiras, Thaís Weller e Amora Bettany desenvolveram um jogo para mostrar como é a rotina de alguém com ansiedade e depressão. As imagens são lindas, o jogo é maravilhoso, confira no link: https://thaisa.itch.io/rainy-day



25.9.16

{Lançamentos} Setembro: Companhia das Letras




A Companhia das Letras lança este mês livros com pegadas completamente diferentes. Ambos me interessaram, mas acho que estou mais inclinada a ler algo novo, nunca li Mia Couto... E tenho lido ótimas resenhas sobre as obras do autor!

Veja mais sobre os lançamentos da Companhia das Letras abaixo!



Daniel Galera

Lançamento: 09/09

Em meio a uma onda de calor devastadora e a uma greve de ônibus que paralisa a cidade, três amigos se reencontram em Porto Alegre. No final dos anos 1990, eles haviam incendiado a internet com o Orangotango, um fanzine digital que se tornou cultuado em todo o Brasil. Agora, quase duas décadas depois, a morte do quarto integrante do grupo vai reaproximar Aurora, cientista e pesquisadora vivendo uma pequena guerra acadêmica, Antero, artista de vanguarda convertido em publicitário, e Emiliano, jornalista que tem uma difícil tarefa pela frente.
Captando com maestria a geração que cresceu em meio ao início da internet, Galera explora essas vidas acuadas entre promessas não cumpridas e anseios apocalípticos. Nas vozes de Aurora, Antero e Emiliano, Meia-noite e vinte é um retrato marcante de uma juventude que recebeu um mundo despedaçado e para quem o futuro pode não significar mais nada.





As areias do imperador #2

Mia Couto

Lançamento: 23/09



No segundo livro da trilogia As Areias do Imperador, Mia Couto dá continuidade à história de amor da jovem africana e do sargento português durante a guerra em Moçambique


Sombras da água retoma a história de Mulheres de cinzas, romance histórico encenado à época em que o sul de Moçambique era governado por Ngungunyane, o último grande líder do Estado de Gaza, em fins do século XIX. Ferido, o sargento português Germano de Melo é levado ao único hospital de Gaza, sob os cuidados de Imani, sua amada e responsável pelo tiro que lhe esfacelou as mãos, do pai e do irmão da garota africana e de uma amiga italiana. Nesta jornada, eles encontrarão outros percalços e personagens memoráveis — característicos das obras de Mia Couto. Alternando as vozes de Imani e Germano, o escritor apresenta duas visões de mundo diferentes, porém inevitavelmente envolvidas nesta trama.





24.9.16

{Filme} O Senhor dos Anéis - Trilogia






Direção e adaptação: Peter Jackson

Elenco: Elijah Wood, Orlando Bloom, Viggo Mortensen, Ian McKellen, Christopher Lee, Andy Serkis, Cate Blanchett, Sean Austin, Dominic Monaghan, Billy Boyd, Liv Tyler, Sean Bean, Hugo Weaving, John Rhys-Davies, Ian Holm, Bernard Hill,

ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER! Caso você ainda não tenha assistido ao filme, prossiga por sua conta e risco!

Sinopse

Um mal antigo em forma de anel de poder desperta no leste. O destino da Terra Média e dos povos que a habitam encontra-se nas mãos da mais improvável das criaturas: um hobbit.

Resenha

Oi gente! Hoje escolhi tratar (e render homenagens) a esta magnífica obra, tanto da literatura mundial como do cinema.

Quando começaram no mundo os rumores de que a saga dos corajosos hobbits seria adaptada para o cinema, eu já havia lido a obra completa de J.R.R. Tolkien durante o colegial (que hoje é conhecido como ensino médio). Naqueles dias, as pessoas olhavam pra mim abismadas por eu já conhecer a estória que viria a tornar-se febre mundial, como se eu fosse uma nova espécie super avançada de nerd hahaha…



Na verdade, meu encontro com a obra se deu muito por acaso. Sempre tive o hábito de ler. Um belo dia, a trilogia cruzou meu caminho. Simples assim! Quero dizer, não foi algo que eu tenha pesquisado, buscado ou perseguido. Simplesmente a biblioteca da minha escola na época dispunha de um exemplar de cada, empoeirados num canto de prateleira. Quando os vi, pensei: Por que não?

Quando Peter Jackson decidiu transportar toda a estória para as telas do mundo (e durante a fortíssima campanha publicitária que precedeu o lançamento do primeiro filme), todos ficaram extremamente ansiosos. Após o lançamento da Sociedade do Anel (que praticamente suspendia a narrativa abruptamente antes de começar a segunda parte, que viria só um ano depois) meus amigos mais afoitos começaram a perguntar como a estória terminava. Vocês me conhecem, não gosto contar o final do filme. Mas de tanto me importunarem um dia soltei um “Frodo morre no final, ok?” Todos ficaram consternados. Pensei em desfazer a mentira em seguida, mas não o fiz. Não preciso dizer que quase tive que correr pra não apanhar quando terminou O Retorno do Rei. Sério! Tem gente que nunca mais falou comigo por causa da pegadinha! Hahaha



De qualquer modo, hoje quase todo mundo já assistiu a trilogia. E particularmente eu acho que não menti totalmente quanto à morte do protagonista. Por que? Voltaremos a esta questão ao final da resenha.

A TERRA MÉDIA: O MUNDO NA MENTE DE TOLKIEN

Não posso esquecer de mencionar que, quando do lançamento da trilogia no cinema, eu já conhecia não apenas as três partes da estória que envolvem a jornada para a destruição do anel. Minha curiosidade me levou além e acabei lendo também O Silmarillion, que trata da gênese de toda estória.

Nesta obra (que segundo rumores será produzida como série de TV pelo canal HBO) testemunhamos a criação não só da Terra Média, que é o universo onde se passa a trama, como de todos os seres que nela habitam.



É assustador pensar na riqueza de detalhes que a mente do autor foi capaz de gerar! Lendo O Silmarillion, às vezes temos a impressão de que Tolkien não só criou a estória, mas participou da criação como um observador/narrador atento, tamanha a criatividade e a riqueza de pormenores.
Em outras palavras, tudo o que se vê em O Senhor dos Anéis saiu da mente detalhista e meticulosa do autor.

A leitura de O Silmarillion pode ser por vezes cansativa por conta da riqueza de detalhes criada para a obra. Ora, Tolkien criou seres de raças e espécies distintas, cada qual com seu próprio alfabeto, seu próprio idioma e cultura. Mas nem tudo é fantasia, já que, para dar veracidade à narrativa (leia-se para dar ao espectador a impressão de que aquele mundo e aqueles seres em algum momento da história realmente existiram), o autor misturou seus cenários e criaturas à seres humanos (tal como nos percebemos) e animais do nosso convívio, como os cavalos, por exemplo.



Tudo na Terra Média é grandioso. Nas filmagens, foram utilizadas como locações as maravilhosas (e insólitas) paisagens da Nova Zelândia. Inclusive, se um dia você for visitar aquele país, pode dar um pulinho na vila dos Hobbits, que continua lá para visitação. Tolkien criou, pra que ninguém fique perdido, um complexo mapa de toda a Terra, que está presente em todos os exemplares dos livros.

A SOCIEDADE DO ANEL

O Silmarillion é a gênese de toda a narrativa, e termina com a criação dos anéis de poder por Sauron, o Senhor do Escuro, anéis estes que foram forjados no fogo de Mordor com o objetivo único de ludibriar, corromper e submeter todas as raças dos homens, anões e elfor, habitantes da Terra Média, à escuridão.

Fato é que houve uma violenta batalha, que uniu homens e elfos numa tentativa desesperada para derrotar Sauron e seu anel, conhecido como “O Um”, que foi forjado para controlar todos os outros anéis.

Porém, após a batalha, e embora Sauron tenha sido derrotado, o anel perdeu-se, devido à cobiça e sede de poder dos homens, assim permanecendo por séculos, até que fosse encontrado por Smeagol (conhecido como Gollum) e posteriormente roubado por Bilbo Bolseiro, um Hobbit do Condado.

Com o passar dos anos, o mago conhecido como Gandalf, o cinzento, amigo e companheiro de aventuras de Bilbo, sente o despertar do poder do anel, reunindo um grupo envolvendo Hobbits e guerreiros com a finalidade de destruir o Um, o que só pode ser feito no mesmo fogo onde ele foi criado.



O grupo, além do mago, envolveria:

Frodo Bolseiro, sobrinho de Bilbo e portador do anel, bem como seus amigos Sam (Samwise Gamgi), Merry (Merryadoc Brandenbuc) e Pippin (Pilgrin Tûk) do Condado;
Legolas, do Reino dos Elfos da Floresta;
Gimli, do Reino dos Anões de Erebor, e;
Boromir, da cidade branca de Minas Tirith.

Durante a jornada, juntaria-se a eles um misterioso homem, da ordem dos guardiões da Terra Média, conhecido como Passolargo, e que mais tarde teria sua identidade revelada como Aragorn, decendente de Isildur, do reino dos homens.

Estava assim formada A Sociedade do Anel.


AS DUAS TORRES

Neste ponto da estória, o mal ganha um poderoso aliado: Saruman, o mago Branco da Torre de Isengard. Sauron seduz o mago para que o mesmo produza nos porões de Isengard um poderoso exército de Orcs (seres que um dia foram elfos, mas que foram corrompidos pela escuridão) conhecidos como os Uruk-Hai, que viriam a lutar contra todos os povos na última guerra pela terra média.



É nesse momento em que também a sociedade do anel se esfacela, com a morte de alguns de seus membros e a separação dos que restaram, deixando Frodo praticamente por conta própria, contando apenas com a fiel companhia de Sam, seu inseparável amigo do Condado.

O RETORNO DO REI

No último filme da trilogia, Aragorn tem sua ascendência real revelada, tendo como destinação tornar-se o rei dos homens da Terra Média e, como tal, unificar e liderar seu povo rumo à batalha final.



Aragorn contará com a ajuda dos Rohirrin cavaleiros da cidade de Rohan, guerreiros serventes ao Rei Théoden, que estava sob o feitiço de Saruman e precisou ser libertado por Gandalf, que após cair na escuridão lutando com o Balrog (um demônio de fogo e sombra), havia retornado do reino dos mortos, agora como um mago branco.



O plano final se resumiria em levar a guerra aos portões de Mordor, criando uma distração para que Frodo e Sam conseguissem atravessar a planície escura, alcançando o topo da montanha da perdição e, enfim, destruir o anel, não sem antes travar uma batalha com Gollun, que desejava o anel de volta para si.


A DERROTA DA ESCURIDÃO E O RETORNO PARA O CONDADO

Após uma terrível batalha, que custou muitas vidas ao reino dos homens e dos elfos de Valfenda, Sauron, o senhor do escuro, foi mais uma vez derrotado.

Aragorn foi finalmente coroado rei de Gondor, o reino dos homens, dando início à chamada “Era dos Homens”, já que o tempo dos Elfos, segundo eles próprios, havia terminado na Terra Média, pelo que agora eles deveriam partir para Valinor, as terras à oeste do oceano, de onde ninguém jamais voltava.



Dentre a raça de elfos, apenas Arwen, filha de Elrond, senhor de Valfenda, permaneceria na Terra Média, já que havia se desfeito de sua imortalidade (elfos são criaturas eternas, podendo morrer apenas de tristeza ou por um grave ferimento que esteja além de seu poder de cura) para passar seus dias ao lado de Aragorn, seu grande amor.



Frodo e os Hobbits, responsáveis diretos pela destruição do Um anel, retornam ao Condado após uma longa jornada para viverem o resto de seus dias em paz. E assim seria, menos para Frodo, que carregara o anel por tempo demais e, de alguma forma, sentia que uma parte de si havia sido destruída junto com ele.

É aqui que eu retomo o que eu havia dito no começo da resenha sobre a “morte” de Frodo.

Conforme eu expliquei, diante da insistência de alguns amigos em saber, na época do lançamento do primeiro filme da trilogia, o final da estória, acabei inventando que Frodo morria, pra trollar a galera e pra que eles parassem de me atormentar. É chato contar o final! Sempre foi! Mesmo antes do termo “spoiler” cair na boca do povo! Por isso faço questão de deixar sempre um alerta no início das minhas resenhas.



O fato é que, depois de assistir à trilogia de novo, e de novo, e de novo, acabei me questionando o seguinte: Será que Frodo não teria, de fato, morrido?

Como sabemos, Frodo já não conseguia mais aquietar seu coração no Condado, uma vez que parte da maldade e do horror do anel tinha ficado encrustada na sua alma. Os elfos, que estavam de partida para Valinor (pra nunca mais voltar, diga-se de passagem), perceberam sua agonia e ofereceram-lhe um lugar no barco.

Ora, não seria a sua partida para Valinor (que era conhecida como ‘terras eternas’ ou simplesmente ‘o oeste’) uma analogia do autor para a morte do personagem? De certa forma, ele meio que “adoeceu” de forma permanente após transportar o anel e partiu com os elfos para um lugar de onde não se volta mais! O que é isso senão um eufemismo para a morte?

Mas isso é só uma impressão minha, uma teoria dentre tantas que já li por aí.

Fato é que Peter Jackson conseguiu captar com maestria toda a magia da obra de Tolkien, transformando-a numa trilogia espetacular para o cinema.

O mesmo não aconteceu com a trilogia O Hobbit, cujo livro conta os eventos que antecedem os acontecimentos de O Senhor dos Anéis. A adaptação, neste caso, parece não ter agradado nada a família de Tolkien, que prometeu nunca mais deixar Peter Jackson aproximar-se de nada que o patriarca da família tenha escrito. Mas isso é assunto pra uma outra resenha.



Até a próxima, gente!