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24.12.16

{Resenha} Ilusões Pesadas





Autor: Sacha Sperling
Editora: Companhia das Letras
Sinopse:  Um garoto que mal completou quinze anos já se sente vivido o bastante para contar sua vida, em especial tudo que se passou com ele um ano antes, numa fase de profunda crise existencial. E ele tem mesmo o que contar, começando por suas explorações sexuais com garotas e com um garoto de sua idade, o pasoliniano Augustin, que tem um pé na delinquência e virá a ser seu primeiro grande amor. Não faltam as epifanias nem sempre luminosas, obtidas às custas de muito álcool e drogas, desde maconha até cocaí-na, passando por anfetaminas e calmantes de farmácia.


“O Boulevard sujo onde caminham os jovens de olhos avermelhados. Independência, mãos nos bolsos. Quando forem dormir será dia. Quando a noite cair já estaremos longe. (...) Os jovens de olhos avermelhados estancaram.Por um instante, podemos sentir o peso do mundo sobre os ombros.” (Página 82)
“Ilusões Pesadas” faz jus ao nome que recebeu. O livro nos apresenta Sacha, um garoto que seguia a vida nos trilhos, dedicado na escola e companheiro da mãe. Tudo isso muda quando conhece Augustin.

A narrativa em primeira pessoa nos faz entrar na pele da personagem, toda sua tristeza e angústia nos são transmitidos. É um livro realmente pesado.

Ao longo dos capítulos percebemos a mudança de Sacha, algumas bebidas, festas, drogas, coisas que jovens usam para esconderem o vazio e a verdade dentro de si.

“Porque você não tem nenhum  desejo que possa te transportar a outro lugar. Nenhum objetivo. Seus prazeres são tréguas, fáceis e rápidas. Você tem tudo e, no entanto, você se vê pouco a pouco com o coração vazio e a cabeça cheia de imagens violentas, as únicas capazes de fazer você se lembrar que está vivo.” ( Página 91)

A brusca mudança de Sacha afeta a todos e a ele mesmo, principalmente. Ele percebe que mudou, se sente desconfortável e não se reconhece mais, e mesmo sabendo de tudo isso, se vê incapaz de voltar ao que era. Está preso à Augustin, o cara pelo qual se apaixonou e o qual não pode ter.

Sua vida se torna drogas e sexo, sem distinção ou preferencia. A cada capítulo que passa, mais e mais Sacha se perde e se lamenta, e o leitor sofre com ele. E nada, nem mesmo psicólogos podem mudar sua condição, pois no fundo ele não tem a motivação para isso.

“E, no entanto, você não parece se dar conta de todos esses cortes no meu braço. Eles estão aí por isso mesmo. Eu sufoco. Ninguém reage. É esse o problema, quando a gente berra em silêncio. Gostaria que esses pedaços de pele fatiados, que esses litros de álcool ingeridos, que toda maconha transformada em fumaça falassem por mim.” (Página 157)

Apesar de pesada, a história consegue prender, fazendo o leitor ansiar pelo final, por um final bom para Sacha. E devo dizer que o final me surpreendeu, deixando alguns assuntos em abertos e outros que já eram esperados.

Recomendo que leiam o livro com calma, parando um pouco para respirar, tomar algo e voltar à leitura, por que Sacha irá te obrigar a isso.

23.12.16

{Indicação} Livros de Presente


Está fazendo suas últimas compras de natal e não sabe o que comprar para aqueles que você deseja presentear?


Todos sabem que livro é um presente excelente, então pedi para As Meninas contarem qual foi o melhor livro que elas leram esse ano para dar uma ideia de presente para você, jovem padawan em pânico que não sabe com o que presentear!

Vamos lá!

Amanda recomendou...

O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs.
Livro da Leya/Intrínseca.
Sinopse: Jacob Portman cresceu ouvindo as histórias fantásticas que o avô, Abe, contava. Na época da Segunda Guerra Mundial, o avô havia morado numa ilha remota, num casarão que funcionava como abrigo para crianças. Lá, Abe convivera com uma menina que levitava, uma garota que produzia fogo com as mãos, um menino invisível... Entretanto, todas essas histórias foram perdendo o encanto à medida que Jacob crescia. Até que, aos dezesseis anos, tudo volta à tona para se provar real.
Abalado com a morte misteriosa do avô, Jacob decide ir à tal ilha para tentar entender as últimas palavras de Abe: "Encontre a ave. Na fenda. Do outro lado do túmulo do velho." Ele encontra o casarão em ruínas, mas, ao passar por um túnel subterrâneo, o menino se vê em outra época, décadas atrás: em 3 setembro de 1940. Nesse lugar protegido no tempo, ele conhece crianças com habilidades peculiares e encontra as respostas para todas as suas perguntas. Mas o fascínio inicial logo se transforma em uma luta para sobreviver e salvar a vida de seus novos amigos.
Viagens no tempo, mulheres que se transformam em aves, crianças com dons inusitados e monstros à espreita. Bem-vindo ao lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, um fascinante mundo novo pronto para ser descoberto.
"Eu indico o Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares... foi o melhor livro q li esse ano, pois mistura fantasia, aventura e nos ensina a nunca deixar de acreditar..." - Amanda
A Aryanna recomendou...

Lobo Por Lobo, de Ryan Graudin.
Livro da Editora Seguinte.
Sinopse: Era uma vez, em outra época, uma garota que vivia no reino da morte.
O Eixo ganhou a Segunda Guerra Mundial, e a Alemanha e o Japão estão no comando. Para comemorar a Grande Vitória, todo ano eles organizam o Tour do Eixo: uma corrida de motocicletas através das antigas Europa e Ásia. O vencedor, além de fama e dinheiro, ganha um encontro com o recluso Adolf Hitler durante o Baile da Vitória.
Yael é uma adolescente que fugiu de um campo de concentração, e os cinco lobos tatuados em seu braço são um lembrete das pessoas queridas que perdeu. Agora ela faz parte da resistência e tem uma missão: ganhar a corrida e matar Hitler. Mas será que Yael terá o sangue frio necessário para permanecer fiel à missão?
"Indico Lobo por Lobo; além de ser ambientado no pós-guerra, coisa que eu adoro, é uma obra completa em todos os sentidos.
Tem história, tem superação, tem drama, tem romance, tem ação, tem tudo. E nesse "tudo" podemos incluir uma leitura envolvente e um final, no mínimo, surpreendente. Em resumo, é um livro bem versátil, feito para agradar vários públicos - ou seja, é o presente perfeito, haha." - Aryanna

A Crislane recomendou para vocês...

A Guerra do Velho, de John Scalzi. 
Livro da Editora Aleph.
Sinopse: A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD - Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar.

"Que livro massa! Estava com receio, mas o mesmo tempo com muita vontade de descobrir esse mundo novo. Não me decepcionei. Scalzi escreve muito bem. Dosa muito bem humor e sangue. Nosso protagonista não é chato, nem de longe. Suas tiradas e jeito descontraído só deixaram a história provocante e fácil de se ler. Com certeza, se a Editora Aleph publicar a sequência, vou querer ler." - Crislane

A Lauri manda uma série...

Perdida, de Carina Rissi.
Da Editora Verus.
Sinopse: A série best-seller Perdida conta a história de uma garota moderna que vai parar no século dezenove, no qual vive aventuras, confusões e uma apaixonante história de amor. Este box exclusivo do Submarino é composto pelos livros Perdida, Encontrada, Destinado e Prometida.
Perdida: Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam.
Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa - ou se isso sequer é possível Com a ajuda do prestativo - e lindo - Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...
Encontrada: À espera do felizes para sempre
Sofia está de volta ao século dezenove e mais que animada para começar a viver o seu final feliz ao lado de Ian Clarke. No entanto, em meio à loucura dos preparativos para o casamento, ela percebe que se tornar a sra. Clarke não vai ser tão simples quanto imaginava. As confusões encontram a garota antes mesmo de ela chegar ao altar - e uma tia intrometida que quer atrapalhar o relacionamento é apenas uma delas. Além disso, coisas estranhas estão acontecendo na vila. Ian parece estar enfrentando alguns problemas que prefere não dividir com a noiva.
Destinado: As memórias secretas do Sr. Clarke
Ian Clarke é um homem de sorte e sabe muito bem disso. Ele encontrou a felicidade que tanto almejava ao lado de sua amada (e complicada) Sofia. Entretanto sua felicidade começa a ruir no baile de aniversário de sua irmã, Elisa. Ian assiste, impotente, enquanto sua vida perfeita se transforma em uma terrível catástrofe. A noite é desastrosa, e Elisa, a menina que ele jurou proteger, se torna alvo de um escândalo.
Mas o pior ainda está por vir. Um assunto do passado, um pesadelo que há muito o persegue, retorna para assombrá-lo. Aterrorizado com a possibilidade de perder Sofia outra vez, Ian segue seu coração na tentativa de proteger a mulher que ama, sem se importar com as consequências.
Prometida: Uma longa jornada para casa
Elisa Clarke está prometida a alguém que a despreza tanto que preferiu viver em outro continente. Mas o que ela não sabe é que seu noivo está a caminho do Brasil. Agora, Elisa terá de enfrentar o homem cujo coração um dia se viu forçada a partir. Segredos, mágoas do passado, intrigas e uma arrebatadora paixão colocarão em perigo não apenas os sentimentos do casal, mas a vida de ambos."
"Indico a serie Perdida da Carina Rissi. O primeiro livro é o "carro chefe", pois tem o mesmo nome da série. Sofia é uma garota da cidade, que curte tecnologia, ama seus amigos e curte a vida. Só que o destino lhe reservava algo surpreendente, que mudaria sua visão sobre tudo ao seu redor. A série tem tudo aquilo que prende o leitor do começo ao fim: personagens encantadores, comédia, romance, descobertas, um pouco de tensão, e o melhor de tudo: Amor. De todas as formas que se possa imaginar! Cada livro tem a sua importância e a sua marca no leitor, e dentre todos os livros da série Perdida, o 03 livro é um dos meus prediletos. Pois é a versão de Ian Clarke, a autora nos deixa a par de seus pensamentos, aflições, medo, amor... nos fazendo ama-lo ainda mais." - Lauri

O Lucas recomendou um filme!





Batman v. Superman
Sinopse: Temendo as descontroladas ações de um super-herói quase Deus, o forte e formidável vigilante de Gotham City assume o papel do reverenciado salvador de Metrópolis, enquanto o mundo discute para decidir qual tipo de herói que realmente precisa. E enquanto Batman e Superman estão em guerra, uma nova ameaça surge rapidamente, colocando a humanidade em um perigo nunca antes conhecido.




A Manuh recomendou logo toda uma série!!!


Tetralogia Napolitanas, de Elena Ferrante.
Da Editora Bandeira Azul. (os três primeiros)
Sinopse: A Série Napolitana, formada por quatro romances, conta a história de duas amigas ao longo de suas vidas. O primeiro, 'A Amiga Genial', é narrado pela personagem Elena Greco e cobre da infância aos 16 anos. As meninas se conhecem em uma vizinhança pobre de Nápoles, na década de 1950. Elena, a menina mais inteligente da turma, tem sua vida transformada quando a família do sapateiro Cerullo chega ao bairro e Raffaella, uma criança magra, mal comportada e selvagem, se torna o centro das atenções. Essa menina, tão diferente de Elena, exerce uma atração irresistível sobre ela.As duas se unem, competem, brigam, fazem planos. Em um bairro marcado pela violência, pelos gritos e agressões dos adultos e pelo o medo constante, as meninas sonham com um futuro melhor. Ir embora, conhecer o mundo, escrever livros. Os estudos parecem a melhor opção para que as duas não terminem como suas mães entristecidas pela pobreza, cansadas, cheias de filhos. No entanto, quando as duas terminam a quinta série, a família Greco decide apoiar os estudos de Elena, enquanto os Cerrulo não investem na educação de Raffaella.
As duas seguem caminhos diferentes. Elena se dedica à escola e Raffaella se une ao irmão Rino para convencer seu pai a modernizar sua loja. Com a chegada da adolescência, as duas começam a chamar a atenção dos rapazes da vizinhança. Outras preocupações tornam-se parte da rotina: ser reconhecida pela beleza, conseguir um namorado, manter-se virgem até encontrar um bom candidato a marido. 
Mais que um romance sobre a intensidade e complexa dinâmica da amizade feminina, Ferrante aborda as mudanças na Itália no pós-guerra e as transformações pelas quais as vidas das mulheres passaram durante a segunda metade do século XX. Sua prosa clara e fluída evoca o sentimento de descoberta que povoa a infância e cria uma tensão que captura o leitor.
"Indico toda a série napolitana, da Elena Ferrante. O primeiro, A Amiga Genial, vai abrir o apetite do leitor para esta saga apaixonante sobre a amizade de duas mulheres, que começa ainda nos tempos de escola, na periferia de Nápoles, na metade do século XX. São muitos temas abordados, como a questão da mulher, a violência doméstica, dentre outros, mas sobretudo o poder de uma amizade que traz reflexos para as duas partes. Melhor leitura do ano, sem dúvidas." - Manuh

A Nicoli recomendou...


Memórias de um Amigo Imaginário, de Matthew Dicks.
Da Editora ID.
Sinopse: “Enquanto Max acreditar em mim, eu existo. Posso precisar da imaginação do Max para existir, mas tenho os meus pensamentos, as minhas ideias e a minha vida, tudo isso separado dele.” “Max não gosta de gente da mesma forma que as outras crianças gostam. Ele gosta das pessoas, mas bem de longe. Quanto mais afastado alguém ficar de Max, mais ele vai gostar dessa pessoa.” “Nós dois não gostamos da Sra. Patterson, mas ultimamente ela e Max estão estranhamente próximos. Isso não é normal, muito menos para alguém como o meu amigo. Ele corre perigo, tenho certeza...” Uma história apaixonante e dramática sobre amor, lealdade e sobre o poder da imaginação. Perfeita para qualquer um que já tenha tido um grande amigo – real ou não...
"Indico 'Memórias de um Amigo Imaginário'. Além de ser de longe o melhor livro que li esse ano, possui uma narrativa emocionante da visão da rotina de um amigo imaginário, seus medos e inseguranças na aventura que subitamente fora colocado e o que acontece a cada imaginário quando crescemos. É um livro que não pode faltar em nenhuma estante." - Nicoli

Priscila (euzinha!) recomendou...

O Livro de Memórias, de Lara Avery.
Da Editora Seguinte.
Sinopse: Sammie sempre teve um plano: se formar no ensino médio como a melhor aluna da classe e sair da cidade pequena onde mora o mais rápido possível. E nada vai ficar em seu caminho - nem mesmo uma rara doença genética que aos poucos vai apagar sua memória e acabar com sua saúde física. Ela só precisa de um novo plano.É assim que Sammie começa a escrever o livro de memórias: anotações para ela mesma poder ler no futuro e jamais esquecer. Ali, a garota registra cada detalhe de seu primeiro encontro perfeito com Stuart, um jovem escritor por quem sempre foi apaixonada, e admite o quanto sente falta de Cooper, seu melhor amigo de infância e de quem acabou se afastando. Porém, mesmo com esse registro diário, manter suas lembranças e conquistar seus sonhos pode ser mais difícil do que ela esperava.
"Um livro completamente emocional, onde você se agarra as esperanças de que tudo vai dar certo. Que tudo vai melhorar. Afinal, tudo o que resta a todos nós é apenas isso, a esperança."

E aí? Qual livro você nos indica? Deixe nos comentários para nós!!!

{Dica de Leitura} Drops de Menta


Nossa Dica de Leitura de hoje é da fofa da Bruna Girardi Dalmas!

Seu livro se chama Drops de Menta e me atraiu pela simplicidade do mesmo. Afinal, quem não curte um drops?

A obra ‘DROPS DE MENTA’, coletânea de crônicas de Bruna Girardi Dalmas, revela uma escritora apaixonada pela vida, pelas emoções, relações e histórias humanas. Com um bom-humor autêntico, a autora busca tocar a alma de quem lê, ao mesmo tempo que transmite seu encantamento pelo cotidiano. Um livro que nasce da união de duas grandes paixões, a psicologia e a literatura, ‘Drops de Menta’ de Bruna Girardi Dalmas desperta a curiosidade e a vontade de viver. A sensação refrescante de cada crônica é sutil e intensa, como a de uma balinha de menta, que acaricia o coração com elegância.

Palavras da autora

"O livro Drops de menta é o meu segundo livros de crônicas. Foi lançado pela editora Kázua no dia 07 de Dezembro de 2016. Ele é composto por crônicas surgidas no exercício diário de escrita que abordam temas relacionados ao nosso cotidiano. Há textos que tem a pretensão de provocar discussões a respeito da nossa sociedade, nossos hábitos e as nossas crises. Com isso, é possível que o leitor se identifique com sua vida, associe com suas escolhas independente da faixa etária. Desta forma, o público seja qual for se sentirá convidado a experimentar as crônicas como uma força de adoçar e também de refletir a respeito do mundo."

Sobre a autora

"Sou formada em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Tenho especialização em Psicologia Organizacional pela Fadergs. Realizo especialização em psicoterapia psicanalítica pelo ESIPP. Membro do Comitê de Psicologia Transpessoal pela Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul.

Psicoterapeuta clinica com atendimentos em crianças, adolescentes, adultos, idosos, atendimentos em família com intervenções e acompanhamento terapêutico. Atendimentos podem ser agendados no consultório particular que fica na Felipe Neri 382/505 ou por diversos convênios da clinica Psicovida na Andradas 1234. Os atendimentos particulares são realizados através de uma triagem que se realiza em uma primeira entrevista onde os valores são acertados de acordo com a renda familiar. 

Como escritora tenho um espaço da revista online Obvious onde há uma parte voltada para cultura, sociedade, cinema e comportamento humano. Mantenho um blog chamado Carpinteiros do Universo que deu origem ao livro Conversas que Emagrecem. Este é alimentado com crônicas, poemas, pensamentos e temáticas a respeito de cinema, música e literatura."


Bruna Girardi Dalmas nas redes:


22.12.16

{Resenha} A Desconhecida



Título Original: The girl with a clock for a heart
Autor: Peter Swanson

Editora: Novo Conceito

Ano: 2015

Sinopse: Uma história sombria, em uma atmosfera romântica e um quê de Hitchcock, sobre um homem que fora arrastado para uma trama irresistível de paixão e assassinato quando um antigo amor reaparece.de mentiras.
Em uma noite de sexta-feira, a rotina confortável e previsível de George Foss é quebrada quando, em um bar, uma bela mulher senta-se ao seu lado. A mesma mulher que desaparecera sem deixar vestígios vinte anos atrás. Agora, depois de tanto tempo, ela diz precisar de ajuda e George parece ser o único capaz de salvá-la. Será que ele a conhece o suficiente para poder ajudá-la?

“Vou saber o que estou procurando assim que encontrar.”
Quando vi a capa do livro, achei muito interessante e imaginei que iria adorar todo o mistério que a sinopse prometeu. Ao ler, notei que é muito bem escrito e pensado, seguindo um pouco da linha de mistério e suspense dos livros de Gillian Flynn.

George Foss é um cara com carreira profissional já consolidada em uma revista, como contador. Teve relacionamentos após a faculdade, mas nunca se casou. Nem mesmo com a mulher com a qual ele se sentiu mais confortável em estar, seu primeiro amor da faculdade parece um fantasma em sua vida. Sempre esperou que ela voltasse. Sempre procurou traços dela em todas as mulheres com as quais se comprometeu durante sua vida após ela.

Sua vida é estável e confortável. Até uma gata dominadora ele possui. Tem um apartamento no qual ama ficar. Tem amizades no trabalho, tem uma mulher para transar quando dá vontade... É o típico solteirão dono de um carro clássico, seu único amor.

E ele estava muito bem até a noite em que a mulher que ele acreditava que nunca mais veria – embora a esperança ainda desse pequenas pontadas em seu coração – o encontra em um bar. Curiosamente, o bar que ele visitava quase todas as noites. 
“George imaginara esse momento muitas vezes, mas, de alguma forma, nunca havia pensado no que poderia ocorrer.”
Ela está do mesmo jeito que imaginara, com a idade apenas melhorando todas as coisas que ele amava nela. E com o pedido de salvação. É a mocinha em perigo e ele é o único que poderia ajudá-la. George, em nome do passado, decide socorrê-la, mas que homem não ajudaria uma moça que ele amou no passado? Ainda mais quando ela é tão bonita e frágil...

Ao mesmo tempo que o presente de George acontece, somos levados aos tempos de faculdade dele, onde ele conheceu a jovem estudante deslumbrada com a faculdade e com ele, em toda a glória sexual do casal. O quanto se tornaram importantes um para o outro e o quanto se amaram. Assim, você também vai entendo um pouco mais a relação dos dois e porque Foss é o único capaz de ajudá-la.
“Mas isso significa que, toda vez que conhecemos alguém, somos obrigados a revelar todo o nosso passado, como se aquilo de alguma forma fosse a coisa mais honesta a fazer.”
O livro traz uma reflexão muito boa sobre o quanto nós conhecemos as pessoas que nos cercam. Se sabemos quem elas foram, o que as formou. O que vivenciaram e o quanto isso influencia no que elas são agora. Será que tudo o que nos contam é verdade? É uma boa paranoia a se levar em conta.

Será que nossas escolhas nos transformariam em pessoas diferentes, se tivéssemos escolhido não ir na escola ou gostar mais disso do que daquilo? Será que se tivéssemos agido diferente com nossos pais, seríamos muito diferentes? O quanto disso perdura até sua idade adulta? É possível mudar completamente de comportamento, ser outra pessoa se você desejar?


É um bom livro para se distrair e ser pego em peças inesperadas. É um mistério que, embora algumas vezes seja previsível, outras ainda consegue te capturar e te fazer de bobo. O antagonismo e anti-heróis femininos está bem presente, mostrando novos modos de participações femininas nas histórias, o que por si só já vale a leitura.

Leitura recomendada!

21.12.16

{Resenha} Repeteco



Autor: Bryan Lee O'Malley
Editora: Quadrinhos na Cia.
Sinopse:"A vida de Katie vai muito bem. Ela é uma chef talentosa, dona de um restaurante de sucesso e com grandes planos para a vida. De repente, em um único dia ela perde uma grande chance de negócios, sua paquera com um jovem chef azeda, sua melhor garçonete se machuca e um ex-namorado charmoso aparece para complicar ainda mais a situação. Quando tudo parece perdido e Katie já não enxerga mais uma solução, uma misteriosa garota aparece no meio da noite com a receita perfeita para uma segunda chance. E assim, Katie ganha um repeteco na vida e precisará lidar com as consequências de suas melhores intenções."

Aviso importante: temos alguns Easter Eggs no fim da resenha, tá? Isso beira um spoiler então pule as imagens finais se não quiser ver cenas forte!

Alguns anos atrás, Katie, uma jovem de 29 anos decidida e abusada, abriu o restaurante Repeteco com alguns amigos e, àquela época, essa era sua maior felicidade. Porém, com o passar do tempo, os amigos seguiam outros rumos e  corriam atrás de novas ambições, restando apenas Katie no Repeteco - um lugar que já não era mais o símbolo do que ela almejava para si. Descontente com sua situação no restaurante, a jovem decide arrumar um novo sócio e abrir seu próprio negócio em Lucknow, n'um prédio abandonado (mas com muito potencial, tá?) do outro lado do rio. 


As obras no Lucknow demoram mais que o previsto e Katie fica cada dia mais ansiosa com sua posição no Repeteco. Nossa protagonista já havia treinado um chef substituto mas todos ainda a tratavam como a responsável pelo local - uma massagem pro ego, claro; por outro lado, ela não aguentava mais aquele lugar, aquela cozinha escura que, afinal, já nem era mais sua, ela queria algo pra chamar de seu! Economizando cada centavo para inaugurar logo seu restaurante, ela seguia morando no quartinho em cima do Repeteco; e foi lá onde o cerne da história começou.

No meio da noite, Katie acorda e se depara com uma estranha garota em cima de sua cômoda. Sem entender se aquilo era sonho ou realidade, Katie assiste atônita a garota deixar um embrulho em uma das gavetas, falar algumas palavras - até então sem nexo - e desaparecer sem deixar vestígios. 

No dia seguinte, tudo seguia na mesmice de sempre: Katie rondando no Repeteco - também conhecido como seu purgatório -, dando pitaco aqui e ali, agarrando o novo chef para evitar pensar na relação conturbada com Max, seu ex, e levando bronca do dono do restaurante por ainda não ter ido embora. Mas, então, tudo começa a dar errado. Por um descuido, Hazel, a garota estranha que trabalha como garçonete no Repeteco acaba queimando-se com óleo quente - um descuido que, no fim das contas, foi culpa de Katie. Lá no salão, Max, o amor incompreendido de nossa protagonista, aparece para mexer com seu coraçãozinho e complicar seu dia. Enquanto isso, as obras no Luckdown iam por água abaixo. Era demais pra Katie aguentar.

Nossa mocinha de meia idade vai deitar angustiada com tantos problemas em um dia só. Tantos pequenos erros que podiam ser evitados facilmente... Pensando numa maneira de contorná-los, Katie lembra-se da noite estranha com a menina mais estranha ainda. Vasculha, então, a pequena cômoda procurando pelo pequeno embrulho que a garota deixou; no fundo da gaveta, então, ela encontrou uma caixinha misteriosa.

Sem entender muito bem o que estava acontecendo, cansada pelo estresse do dia mas com aquela esperança do "vai que cola", Katie segue as instruções e, no dia seguinte, percebe que tudo havia mudado. Mas... tudo havia mudado ou ela tinha sonhado? Sua memória estava inútil? O que diaxos esse cogumelo alucinógeno fez com sua mente? Quem era aquela garota misteriosa? Quantas dúvidas! A trama se desenvolve em torno de Katie, sua caixinha intrigante e a garota misteriosa que apresentou  essa oportunidade de tentar de novo a Katie.

Corrigindo erro atrás de erro, nossa chef acaba se enrolando bastante e vale a pena descobrir como ela se vira tentando resolver os problemas secundários a sua correção de problemas - estranho, né? haha. Em suma, a história tenta demonstrar de maneira divertida a máxima de que "aconteceu a única coisa que podia ter acontecido", uma das 4 leis espirituais chinesas/indianas/nãolembro que eu li em algum lugar e não esqueci até hoje (só não lembro de quem é). 

A diagramação do livro está divina! Lembro que li Scott Pilgrim há uns, sei lá, mil anos e era tudo em preto e branco, bem chatinho. Em Repeteco, Bryan Lee parece ter percebido o erro de anos atrás e corrigiu com maestria. A diagramação ajudou a tornar a leitura leve, divertida e rápida, muito rápida. Lembro que cheguei da aula às 18h, vi que o livro havia chegado dos Correios e abri só por curiosidade (pra sentir o cheirinho de livro novo, pra ver as figuras, haha). Bem, a curiosidade foi tanta que às 20h eu já tinha terminado o livro sem nem perceber.


(nhonhonho a Hazel - de rosa - e a Katie são muito fofas!)

Katie é uma personagem decidida, palpável e com problemas reais; cada personagem segue a mesma premissa e tem uma personalidade marcante e bem delineada - exceto Max, que até agora eu não entendo bem quem é, o que faz e de onde veio. Aliás, Max foi o calcanhar de Aquiles desse livro; o romance entre os dois foi forçado e superficial (também conhecido como meia-boca), a ponto de ser impossível torcer pelo final feliz desse casal. A trama deles foi atropelada por mil outros eventos mais importantes e focar na união deles no desfecho do enredo, ao meu ver, foi um erro (e dos grandes). Por que não focar na amizade de Hazel e Katie? Ou na realização profissional da nossa chef? Um romance era mesmo necessário, de verdade?

Para finalizar com chave de ouro, Bryan Lee espalhou alguns Easter Eggs pelo livro! Só achei dois, haha, mas fuçando por aí na internet já vi que tem muuuito mais. 

20.12.16

{Resenha} Uma história de solidão


Autor: John Boyne
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2016
Sinopse: Odran e Tom são amigos de longa data: se conheceram no seminário e foram ordenados padres na mesma época. Em uma Irlanda católica, os dois tomam rumos diferentes, mas se reencontram adultos, quando não têm mais nada em comum, exceto a profissão e as lembranças que permaneceram com o tempo.
Ao narrar a história desses dois personagens, John Boyne traça o panorama de uma sociedade sufocada pelos ditames do catolicismo e do regime doutrinário das escolas, desvelando com muita habilidade o segredo mais bem guardado da Igreja.
                                         



Resenha:

Desde a leitura de O Menino do Pijama Listrado, meu primeiro livro de John Boyne (que emprestei para minha irmã, que tomou chuva com ele dentro da mochila =S), sempre disse que gostaria de ler mais livros do autor. A visão de uma criança sobre os horrores da Guerra me fizeram sofrer e me perguntar algo muito parecido com a frase na contracapa de Uma História de Solidão.

“Que mundo é este em que vivemos, quanto mal causamos às crianças.”

Coincidência ou não, recentemente meu primo Lucas fez uma resenha sobre um filme aqui no blog com um enredo bem parecido com o desse livro. Baseado em uma história real, o filme Spotlight fala sobre jornalistas que adentram em uma investigação sobre pedofilia dentro da Igreja Católica de uma forma revoltante em certos momentos, considerando o quanto esses casos são encobertos pelo mundo afora.

John Boyne, apesar de ser um escritor de ficção, utiliza-se do tema para escrever com sensibilidade sob o ponto de vista de um padre, que às vezes parece ingênuo o bastante para não compreender ou não acreditar que esse tipo de coisa pode acontecer com tamanha frequência entre seus colegas.

Odran teve uma infância difícil, e após uma tragédia (bastante perturbadora, diga-se de passagem) em sua família, sua mãe o “informou” que ele teria uma vocação para ser padre, quando ele ainda era apenas uma criança. Odran acreditou, como acreditava em tudo o que sua mãe lhe dizia, e assim foi parar em um seminário. (Não sem antes viver uma experiência de paixonite com uma garota de sua idade que acabou virando motivo de constrangimento para ele e sua família).

“Em vez disso, eu sentia uma terrível confusão, não por vergonha, mas porque parecia que esse nível de contato físico – que em minhas fantasias adolescentes, eu desejava – não era para mim. Eu tinha certeza de que queria sexo com uma menina, qualquer menina, mas a oportunidade trouxe consigo a sensação de que aquilo era algo alheio à minha natureza. Não que eu quisesse uma menina diferente, ou um menino – não foi nada disso. Eu queria apenas ser deixado em paz. Para pensar. Para ler. Para perguntar a mim mesmo o que nenhum dos meus amigos ou família jamais perguntou. Pensei em me jogar no Dodder – um exagero, claro, mas tais são os extremos de ser jovem e estar perdido em incerteza.”

No seminário, Odran fica muito amigo de seu companheiro de quarto, Tom, que não parece ter tanta vocação quanto ele para a batina. Tom chegou a tentar fugir, mas foi espancado pelo pai, que o levou de volta para lá, prometendo matá-lo caso escapasse novamente.

Após sua ordenação, Odran passa boa parte de sua vida longe das paróquias, cuidando de uma biblioteca de escola que organiza e cuida como se fosse sua. Porém, um belo dia, recebe a notícia que seu velho amigo Tom seria transferido de sua paróquia e ele deveria assumir seu lugar. Tom foi transferido inúmeras vezes em um curto espaço de tempo e Odran não conseguia compreender o porquê, e nem o motivo de não poder voltar para sua biblioteca, onde se sentia bem mais confortável e feliz.

“Era angustiante pensar nas condições em que a biblioteca, a minha biblioteca, estaria agora. Livros fora do lugar, autores guardados nas seções erradas. Quando se tratava da organização das estantes da minha biblioteca, sempre desconfiei ter um pouco dessa coisa moderna que todo mundo diz ter, TOC. Enquanto os alunos arrastavam os pés voltando para casa de noite, era muito prazeroso arrumar aquele aposento, devolver tudo ao seu devido lugar. Era relaxante. E, vaidade minha, eu supunha que a pessoa agora responsável por ela nunca valorizaria a minha organização.”

Os padres do mundo todo andavam desacreditados devido aos constantes casos de pedofilia envolvendo pessoas da Igreja. Odran e seus colegas muitas vezes eram ofendidos pelas ruas, ou quaisquer outros locais públicos em que estivessem, e apesar de Odran saber que tais casos eram reais, talvez ele não compreendesse o quanto eles haviam se tornado “comuns”.

A situação era tão constrangedora que não era permitido que padres ficassem sozinhos com crianças, mesmo os coroinhas, e sempre o pai de algum deles deveria estar presente nas reuniões com os padres, para impedir que algo acontecesse.

“Por esse nível de desconfiança, eu tinha todos os meus antigos colegas a agradecer. Era de surpreender que eu voltasse para casa toda sexta-feira à noite dominado por vergonha?”

Por outro lado, John Boyne também mostra o lado de alguns desses padres pedófilos (na figura de Tom), que acabam cometendo esses abusos devido a uma série de outros fatores ignorados por nós. Ninguém sabe como foi a infância desses homens, os motivos de terem chegado até o seminário. Será que todos realmente têm vocação para serem padres? E como lidar com o desejo, tão inerente ao ser humano, independente das escolhas que este faça para sua vida? Será que realmente existe algo como “vocação para o celibato”?

“Outro comentário do qual me lembro: Tom dizendo que uma coisa boa de Clonliffe era que ele podia dormir a noite toda. Contou que, desde os nove anos até o dia em que foi embora de Wexford, era acordado depois da meia-noite pelo pai, ou acordava sozinho, prevendo a entrada dele pela porta.”

Para Odran, apesar da namoradinha de infância e de uma paixão platônica quando trabalhou um tempo no Vaticano, o celibato não era uma questão tão complicada assim, não era um fardo, e ele não encontrava dificuldades em se manter assim.

A história de Odran ainda conta com uma irmã sofrendo de demência precoce, um sobrinho gay que fazia um grande sucesso no mundo da literatura e um outro sobrinho com quem ele havia perdido contato há muitos anos e agora tentava retomar e corrigir seus erros do passado.

Em ambos os livros que li, senti que John Boyne escreve sobre ingenuidade, sobre pureza, em um mundo cheio de coisas feias e más. Em Uma história de solidão, o autor nos faz questionar os dogmas da Igreja Católica, suas relações de poder, vocações, e o que é "ser humano"... Quero mais!

“Eu havia desperdiçado minha vida. Havia desperdiçado cada momento da minha vida. E a ironia derradeira foi ter sido necessário que um pedófilo condenado me mostrasse que, em meu silêncio, eu era tão culpado quanto todos eles.”




19.12.16

{Resenha} Lágrimas de Outono



 Autora: Amanda Bonatti
Editora: Arwen - Selo Regeneração
Sinopse: Isabel vivia uma infância feliz e cercada de carinho da família. Muito apegada à sua mãe Elisa, que a ensinou a amar as flores e a cultivar o mesmo apreço que tinha
pelo jardim da casa onde ambas nasceram.
A menina cresceu apaixonada pelas flores, árvores e o encanto presente naquele lugar, que era a representação do amor que uniam mãe e filha.
No entanto Bel precisou aprender a lidar com perdas desde muito nova, vivendo momentos difíceis para uma criança. Depois de perder a mãe e também alguns anos da infância a menininha cresce e torna-se uma jovem insegura e temerosa em ter mais perdas e sofrimento em sua vida.
Ela conhece Joaquim e juntos traçam uma história de amor e superação, com mais algumas perdas, dificuldades, lições e recomeços.
Isabel precisará passar por um caminho de provações que a levará a aprender a confiar nos planos de Deus, trilhando um caminho de aprendizado, compreendendo as etapas da vida, para assim, entender que os laços de amor são muito fortes e nos acompanham eternamente.

Com certeza considerarei “Lágrimas de Outono” meu livro favorito da Editora Arwen, de todos que li até agora, foi o que mais me impressionou.

A narrativa é calma, bela e coerente com a história o tempo todo. Incrível como passa todos os sentimentos a quem ler.
“Quando o outono se aproximava, eu sentia que era chegada a hora de me deixar cair, assim como as folhas e flores do quintal. Para elas tudo parece ser calmo. Um dia simplesmente caem, numa dança girante pelo ar e deitam-se na grama, repousando, sem dor.”
Acompanhamos a pequena Isabel e suas aventuras. Morando em uma grande casa em Santa Catarina, com seus pais e irmãos, dois mais velhos, sendo que um morava na capital, outro um pouco mais velho que ela mesma, José e sua irmã mais velha Carol. Especialmente apegada a sua mãe, Isabel e Elisa, sua mãe, passavam suas horas no grande jardim da casa, brincavam entre árvores e flores.
Apelidada de “Jardineira” pois nunca abandonava o jardim, Bel vivia tempos felizes cuidando das flores, em especial uma grande Cameleira branca que era sua favorita.
“ – Bel, a flor de camélia representa a alma que sempre irradia beleza. A camélia quando cai, cai a flor inteira de uma vez. – Ela falou e vendo que eu não compreendia, continuou. – Simboliza uma vida com alma perfeita, significa viver feliz até o último momento e partir sem sofrimento. – Mamãe disse recolhendo a flor.”

Como a constante mudança das estações, a vida de Bel seguiu em mudança. O falecimento de sua mãe foi o marco das mudanças em sua vida. Após essa grande perda é que somos afetados pelos sentimentos de Bel. Com apenas 8 anos a vontade de viver e continuar se foi com sua amada mãe, em sua rotina nada mais tinha graça. O pior para a menina, era ver que todos na casa além dela, estavam superando a morte repentina, sorrindo e continuando, e ela continuava a sofrer.

Apenas com 6 meses da morte de sua mãe, o pai de Isabel resolveu se casar novamente, pois pensava que as crianças estavam solitárias demais sem uma presença materna. A nova madrasta não era o que o pai de Bel fantasiava. Longe da presença paternal, a mulher era cruel, batendo nas crianças e as deixando passar fome, mas contar não funcionou, então, Bel e seu irmão apenas tentavam passar os dias.


Novamente uma grande mudança acontece e foi a vez do pai da menina partir. Com a morte do chefe da família, foi preciso decidir o que fazer. Os irmãos que viviam na capital, foram para a casa para uma reunião onde decidiriam o futuro da casa e das crianças.
A chegada de um de seus irmãos em particular, Beto, ao qual Isabel se apegou, mudou os rumos da vida da menina. A madrasta cruel foi expulsa da casa, José decidiu morar com Tia Rosa, Isabel decidiu ir para Capital com seu irmão Beto.

Após isso, temos um salto no tempo e 10 anos se passam. Isabel já moça vive com  Beto e sua esposa Maria. Com o dinheiro que guardava da herança dos pais, abriu uma floricultura, a “Casa das Flores”, com a ajuda de sua querida amiga Laura, o negócio se tornou um sucesso.
“O bom da vida é que sempre podemos contar com as boas surpresas que surgem  no meio do caminho.”
Joaquim, um misterioso garoto português surge na vida de Isabel, e ambos apaixonam-se, mas nunca sem obstáculos para enfrentar.

Ver e sentir a mudança de Isabel de acordo com tudo que supera é interessante de se ler, nos prende atiçando a curiosidade a cada página que passa.

Com diversas mensagens de Chico Xavier, o livro contém leves toques da religião Espirita, mas não algo em demasia. É uma história para se ler com calma, acompanhando tudo que acontece.

18.12.16

{Evento} BookGame Revista Página 9 3/4


Sexta-Feira, dia 16 de dezembro aconteceu aqui no município o BookGame, organizado pela revista Página 9/34!

Eu, a Amanda e a Nicoli comparecemos e, sinceramente, foi muito divertido! Aconteceu na Biblioteca Centenário, que é a mais antiga aqui da cidade.

Tabuleiro!



Eu e a Amanda ajudamos a mediar uma mesa. Cada mesa contava com 4 duplas, que deveriam responder perguntas sobre livros, animes, séries de TV... Também haviam jogos de adivinhar a música do filme/série e adivinhar cenas, também.

Foi muito divertido - ainda mais por ver a Amanda penando parar ler os nomes de animes! #euri #nãofiquebrava - e vi que os jovens se empolgaram bastante jogando, fiquei com invejinha e queria participar também! Eu sabia a maior parte das respostas, ficava me corroendo pra responder! E assim, nós ajudamos com algumas peguntar e talz, mas não conheciamos ainda todo o baralho. 

O jogo foi desenvolvido pela equipe por trás do projeto, que se dedica a manter a cabeça dos nossos jovens, pensantes e por dentro do mundo, literario. Sabem de muita coisa!


Houve uma semifinal e uma final, a todo momento tensão e animação dominava! A galera realmente se empolgou e garanto que foi a primeira vez que vi serem permitidos gritos em uma biblioteca! Amei!


Na final foram 5 duplas, as que ganharam em cada mesa. A menina que ganhou na mesa a qual estávamos mediando saiu gritando de felicidade. Aqueles que ficaram decidiram continuar jogando, então como havia legado alguns kits de marcadores, o ganhador da nova jogada levou um!

Teve um lanchinho supimpa e em seguida fomos para a final. Foi tensa, viu!

Depois de muitas questões, de muitas reviravoltas, os ganhadores foram deixando a mesa!

E adivinhem quem ficou em primeiro?

Nicoli e Alice!

A organizadora Leila foi muito gente boa, me suportando correr para ela toda vez que nos surgia uma dúvida, afinal é sempre bom esmiuçar uma coisa para não dar erro!

Foi muito divertido participar do evento. Como disse, quero participar do próximo também, dessa vez como jogadora!

Parabéns a todos os jogadores e aos ganhadores também!



Que venha o próximo BookGame!!!

{Lançamento} Dezembro: Companhia das Letras



O principal lançamento da Companhia das Letras este mês é do autor Raphael Montes! Ele já apareceu por aqui, com a resenha de seu livro Dias Perfeitos e O VilarejoÉ um dos melhores escritores de suspense do Brasil!

Seu novo livro é Jantar Secreto!


Autor: Raphael Montes
Lançamento: 14/11/2016
Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca.
A partir daí, eles se envolvem em uma espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos e grã-finos excêntricos, e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles.