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14.1.17

{O menino que vê filmes} Especial Quentin Tarantino



Oi gente! Como foram de virada de ano? Espero que todos tenham entrado 2017 com boas energias! Afinal, mais “sangrento” que o ano de 2016, só se o mesmo tivesse sido escrito por George R. R. Martin e dirigido por Quentin Tarantino rsrsrs...

E por falar nisso, estou trazendo uma novidade aqui na categoria d'O Menino Que Vê Filmes. De vez em quando, pretendo fazer, além das usuais resenhas de filmes e séries, uma resenha especial sobre os grandes diretores do nosso cinema. E, já que toquei no nome dele, a resenha de hoje vai ser uma pincelada pela vida e obra de ninguém menos do que o sensacional (na minha opinião) Quentin Tarantino!

Vocês também podem deixar nos comentários o nome dos seus diretores prediletos, que eu anoto aqui e, na medida do possível, vou resenhando a respeito dos mesmos.

Espero que gostem!

Sobre Quentin

Nascido Quentin Jerome Tarantino, em 1963, este roteirista e diretor de Knoxville, Tenessee (EUA) não imaginava o sucesso que alcançaria, tão pouco que seus filmes tornariam-se as obras de arte que se tornaram.
Dono de estilos peculiares de escrita e filmagem, os clássicos “tarantinescos” primam quase sempre pela violência nua e crua e, por vezes, exagerada, pela forma não linear das narrativas e pela singularidade gráfica. Longos e pouco convencionais diálogos também são marca registrada de Tarantino (vide as conversas entre Jules e Vince, em Pulp Fiction, de 1994, por exemplo).


A temática de seus enredos sempre tem como pano de fundo narrativas baseadas em situações violentas, como o assalto que deu totalmente errado em Reservoir Dogs (Cães de Aluguel, 1992) ou a saga de uma noiva/assassina profissional em busca de vingança contra o seu antigo amor.

Cães de Aluguel

Kill Bill
Outra característica do diretor é a de usar quase sempre os mesmos atores em suas produções, como por exemplo Harvey Keitel, Samuel L. Jackson, Tim Roth, Michael Madsen, Uma Thurman, Christoph Waltz, entre outros. O próprio Tarantino atua ou faz aparições na maioria de seus filmes.

O trabalho e o estilo de Quentin são tão reconhecidos no meio artístico que o mesmo atuou diversas vezes como convidado em outras produções, como no caso do excelente Sin City, de 2005, baseado na Graphic Novel de mesmo nome de Frank Miller, onde atuou como diretor convidado ao lado de Robert Rodriguez e do próprio Frank, criador da estória.

Sin City
Em sua carreira, Tarantino recusou convites de Hollywood para dirigir diversos filmes, como no caso dos conhecidos “Velocidade Máxima” e “Homens de Preto”, preferindo dedicar-se às suas próprias estórias. 

O último filme escrito e dirigido por Quentin foi o sensacional Hateful Eight (Os Oito Odiados, 2015) depois do qual ele teria dito, durante uma entrevista, que iria se aposentar.

Os Oito Odiados
De qualquer forma, Quentin Tarantino deixou no cinema a sua marca, como um dos grandes diretores/roteiristas do nosso tempo.

Filmografia

A obra completa de Tarantino pode ser conferida aqui, de forma que vou me ater a criar aqui uma pequena sinopse dos meus favoritos, em ordem cronológica.





Cães de Aluguel
(Reservoir Dogs, 1992) foi o primeiro longa de Tarantino e contou com investimentos, inclusive, do próprio elenco, como foi o caso de Harvey Keitel, que teve acesso ao roteiro através de sua esposa. O filme conta a tensa saga de 8 homens que planejam e executam um assalto, onde tudo sai terrivelmente fora do controle, revelando a crueldade e violência exacerbada em cada personagem. 








Em Pulp Fiction, cujo nome remete a um tipo de graphic novel considerada de baixa qualidade, o diretor usa e abusa da falta de linearidade na narração da estória, que conta com diversos personagens e situações a princípio sem relação, mas que eventualmente colidem em determinado momento do longa. Muitas passagens desse filme tornaram-se ícones da cultura pop do nosso tempo, como a cena onde os personagens de John Travolta e Uma Thurman dançam num conscurso de Twist, ou como o versículo (fictício) da bíblia deliberadamente declamado pelo personagem de Samuel L. Jackson.









Outro clássico assinado por Tarantino e dirigido pelo polêmico Oliver Stone é Assassinos por Natureza (Natural Born Killers, 1994). Contado numa atmosfera de videoclipe (que foi um marco para a época, e a exemplo de Mad Max), o longa narra a saga alucinada de Mickey Knox e Mallory Knox, um casal de viciados tanto em drogas e violência quanto um no outro. Alguns sites dão conta de que Tarantino não teria gostado muito do resultado final mostrado no filme, tendo lançado o seu roteiro posteriormente em formato de livro.







Um DrinK No Inferno
(From Dusk Till Down, 1996) foi meu primeiro filme do diretor. Confesso que depois da primeira assistida eu fiquei meio WTF??? , já que o filme começa com um enredo “X”, que depois vira “Y” e termina como “Z” (não vou dar detalhes, vocês sabem que eu evito ao máximo spoillers). Com o tempo eu acabei querendo assistir outra, e mais outra, e mais outra vez, porque afinal de contas o filme tem outros elementos a serem observados. Enfim, tem gente que ama, tem gente que odeia. Eu gostei bastante =)











Em Bastardos Inglórios (Inglorious Bastards, 2009), Tarantino brinca com uma realidade alternativa, onde um esquadrão composto por americanos e judeus é formado com um objetivo apenas: Matar nazistas (roubando aqui a frase do impagável Tenente Aldo Raine, personagem de Brad Pitt). Como a mesma violência de sempre, a tensão e o senso de humor doentio de seus enredos, o diretor entrega com Bastardos mais um grande clássico do cinema moderno, com destaque para o já citado Brad Pitt, dono de algumas das cenas mais engraçadas da história do cinema (na minha opinião). Recomendo demais!





Não podia deixar de dar destaque também a Django Livre (Django Unchained, 2012), onde Tarantino mescla um clássico do faroeste americano com o drama escravagista vivido naquele país. Surge assim a dupla formada pelo caçador de recompensas, Dr. King Schultz (Christoph Waltz) e pelo escravo por ele liberto, Django (Jammie Fox). Juntos, ambos vão tentar resgatar a amada de Django das mãos de um cruel senhor de escravos vivido por ninguém menos que Leonardo DiCaprio.






Por fim, quando eu achei que nosso diretor não produziria mais nada, Quentin entrega o ótimo Os Oito Odiados (The Hateful Eight, 2015), que traz no seu roteiro a mesma tensão e a mesma violência características, numa trama muito parecida com seu primeiro filme, já que envolve confinamento, desconfiança, traição e muito, mas muito sangue. 





Conclusão

Pedindo a licença pra fazer um paralelo aqui, quando escutei o álbum Black Ice, da banda AC/DC, em 2008, minha sensação foi de que o álbum era igual a todos os outros, mas com outras músicas. E isso era simplesmente sensacional!

Parece contraditório? Pois é, eu sei. E é exatamente assim que classifico os filmes do Tarantino, em sua maioria. A “pegada” é sempre a mesma, mudando a estória. E, de alguma forma, alguns de seus filmes tornaram-se clássicos.

Enfim, recomendo a todos os filmes desse fabuloso diretor/roteirista contemporâneo. Essa lista aí de cima é um bom começo pra quem não conhece nada =)

Até a próxima, gente!

23 comentários:

  1. olá o post é realmente uma ode ao talento de Quentin!
    que história!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Olá Lucas,
    vc gosta tanto do Quentin que me deixou curiosa. É claro que já ouvi falar nele, e até conheço alguns nomes de filmes, mas NUNCA assisti a um filme dirigido por ele, fiquei até surpresa por isso, e agora me sinto um allien kkkkk
    Acho que vou testar Bastardos Inglórios, quem sabe rsrsrs

    Beijos,
    Anne
    Fadas Literárias

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    1. Olá, Anne! Bastardos é uma ótima escolha! Tenho certeza de que vai se divertir! 😘

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  3. Gostei do post dedicado ao Tarantino. Adoro os filmes dele - Pulp Fiction é mítico! - e também concordo com você sobre os filmes seguirem meio que uma fórmula, com elementos parecidos, mas com tramas diferentes. Nem por isso deixam de ser ótimos. =)

    Bj,
    Aline - Livro Lab

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    1. Oi Aline, querida! Que bom que gostou! Tarantino é um dos meus favoritos! Seja sempre bem-vinda! 😘

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  4. Adoro Quentin! Já assisti todos esses filmes.

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  5. Olá!! :)

    Eu não conhecia muito bem o Quentin (so de nome e que conhecia... ahah), e gostei de ver o post (mais culto agora.. ahahahah) :)

    Sinceramente, não parece ser muito o meu estilo de filmes mas acho ótimo que sejam bem escritas e com qualidade gráfica! :)

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  6. Olá! Que legal essa nova coluna do blog de falar dos seus diretores prediletos. Não sei mas deve ser comum os diretos escolher na maioria das vezes os mesmos autores que já trabalhou em outras produções. Porém talvez não tanto como Quentin Tarantino. Das Filmografia não me lembro de ver nenhuma das que foi citadas no post, até me surpreendi pois amo cinema e já vi alguns filmes com os autores que você citou. Parabéns pela publicação, ansiosa para conferi os próximos diretos a ser escolhido. Beijos'

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  7. Olá,
    Acredita que ainda não assisti a nenhum dos filmes aqui listados?!
    Pois é, estou bem desatualizada!
    Mas gostei de saber um pouco mais de Quentin e anotei algumas dicas para procurar e assistir. O que mais chamou minha atenção por causa do título é Bastardos Inglórios.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Michele! Hahaha acredito sim, muita gente não conhece o trabalho dele... Se vai assistir Bastardos Inglórios, vá preparada para bastante violência e, em contrapartida, boas risadas! Bjos!

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  8. Olá Lucas,
    Adorei o início do seu post e ri demais com ele.
    Confesso que não ligo muito para quem dirige os filmes, mas sei que isso importa para as pessoas. O único filme dirigido por ele que já vi foi Django Livre e gostei muito.
    Acho que muitos diretores tem essa mania de usar os mesmos atores.
    Beijos,
    Um Oceano de Histórias

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    1. Oi Bruna! Que bom que gostou! Seja sempre bem-vinda! Bjos

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  9. Oi
    nossa, eu tenho vergonha de mim por ser tao apaixonada por cinema e ainda ano ter viso um filme desse diretor, juro que isso vai mudar pois quero muito ver alguns dele, ótimo post

    beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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    1. Oi Catharina! Garanto que não vai se arrepender! Obrigado por comentar! Bjos!

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  10. Olá.

    Gostei muito do seu post achei bem original. Um filme que já assisti dirigido por ele é Kill Bill e Django e amei os dois. Quero assistir mais filmes dele, visto que todas as pessoas falam bem e com seu post já coloquei alguns na minha lista para ver em breve. Amei!

    Beijos,
    Respire Literatura

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    1. Oi Marina! Diversão garantida, viu? Recomendo! Bjos!

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  11. Já tinha ouvido falar bastante desse autor, mas só por cima mesmo,não sabia de nenhum dos seus filmes e depois desse post vi que nunca assisti nenhum, sou interessada em assistir pulp fiction pois tenho um livro aqui do Bukowski que tem o memso titulo e após fazer a leitura irei super querer assistir ao filme, mesmo sem saber se os dois tem alguma ligação

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    1. Oi Gabriela! Não sabia do livro do Bukowski, foi uma grande surpresa! Vou procurar ler também =) Mas o filme eu super recomendo! Bjos

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  12. Não me considero fã do Quentin, mas gosto do trabalho que ele faz. tenho um amigo que é apaixonado pelo trabalho dele e por isso já assisti praticamente todos os seus filmes (faltam só os dois últimos) - e não só assistir pois esse meu amigo gostava muito de conversar sobre os vários detalhes de cada filme. Eu adorava e sinto falta das nossas conversas, então ler essa postagem foi um presente para mim :)
    Beijinhos,
    Lica
    Amores e Livros

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