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5.1.17

{Resenha} O tribunal da quinta-feira



Autor: Michel Laub
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Um publicitário faz confissões por e-mail ao melhor amigo. Os textos falam de sexo e amor, casamento e traição, usando termos e piadas ofensivas que contam a história de uma longa crise pessoal. Quando a ex-mulher do protagonista faz cópias das mensagens e as distribui, tem início o escândalo que é o centro deste romance explosivo. O fio condutor da história, que une o destino dos personagens diante de um tribunal inusitado, são os reflexos tardios e ainda hoje incômodos da epidemia da aids, e o que está em jogo são os limites do que entendemos por tolerância — mas para chegarmos a eles é preciso ir além do que seria uma literatura “correta” ao tratar de homofobia, assédio, violência, empatia, liberdade e solidariedade.


“Todo fascista julga estar fazendo o bem. Todo linchador age em nome de princípios nobres.”

Aquilo que você só fala para um/a amigo/a poderia ser publicado? Você é tão politicamente correto com o que escreve a ponto de deixar abertos sua caixa de e-mails ou seu WhatsApp? Independente de responder sim ou não a estas perguntas, pode tomar assento na plateia: está aberta a sessão de O Tribunal da Quinta-Feira, novo livro de Michel Laub, que vai discutir os temas contemporâneos da privacidade e do julgamento que se faz no ambiente de intolerância das redes sociais.

As confissões de um publicitário ao melhor amigo caem na internet. Trocadas por e-mail, com um vocabulário próprio daqueles que são íntimos e falam abertamente sobre tudo: traição, sexo, algumas doses de sacanagem, usando termos politicamente incorretos.

José Victor e Walter têm 43 anos e são publicitários bem-sucedidos. A longa amizade permite conversas cujo teor é despido de qualquer censura. Walter é homossexual e soropositivo e faz referências pesadas à doença e às dificuldades que encontra. No mesmo tom, José Victor conta do casamento que está ruindo e a chegada de uma amante duas décadas mais jovem. Com uma pauta dessas já dá para imaginar em que nível o papo rola: total liberdade de usar palavrões, obscenidades, linguagem chula, também constituindo um escape para os problemas que enfrentam. Soa mal para quem lê, ofensivo até, mas cabe tão bem entre eles, há cumplicidade, e de comum acordo qualquer desvio moral está perdoado:

“Remetente: eu. Destinatário: Walter. Trecho: Teca está viajando. Estou pensando em convidar a vítima redatora-júnior para contrair A.I.D.S./S.I.D.A.”
Teca está recém-separada de José Victor, após quatro anos de casamento. Revoltada com o que lê ao invadir a privacidade do ex-companheiro, ela resolve selecionar alguns trechos sórdidos dessas conversas e os expõe para algumas pessoas. O conteúdo vaza na internet e o que se tem, como o leitor já pode imaginar, é uma avalanche de opiniões. A patrulha das redes sociais é afiada, tem sangue nos olhos, dá-se a explosão. Foi lançada a primeira pedra:
“Remetente: amiga de Teca. Destinatário: eu. Trecho: Eu vou dedicar a minha vida a dizer para todo mundo quem você é seu misógino.”

Laub faz uma retrospectiva do surgimento da Aids na década de 80, cita nomes famosos que sucumbiram à doença, como Cazuza e Freddie Mercury, em um breve apanhado da ameaça que reformulou o comportamento sexual. Partindo da epidemia, delineia o microcósmico drama pessoal dos soropositivos e da geração posterior. O flagelo mundial é um dos ingredientes de uma trama em que se arriscam os personagens, mas também o autor. Laub nos põe a refletir, entre outras coisas, sobre o comportamento que adquirimos depois da (super) exposição em que os mais jovens já nasceram inseridos. O ambiente virtual é a vitrine da felicidade alheia, é a praça de troca de ideias e de protesto, onde facilmente são feitas e desfeitas ligações, em que se dividem os lados e daí para o apedrejamento é um clique.

O que acontece é que entre os amigos há uma espécie de pacto, não há espaço para a piedade, como se isso subtraísse a sinceridade da relação. Além disso, as conversas sigilosas, trocadas em veículo confidencial, foram publicadas por uma terceira pessoa, numa vingança impensada. Diferente de um tribunal de justiça, que garante aos réus a possibilidade de defesa, aqui o julgamento é moral, eles estão expostos ao linchamento virtual, estão acessíveis aos moralistas de plantão. Imagine o tamanho disso, o poder que se dá, sem limites, aos acusadores e defensores no ambiente das redes sociais.

“Por volta das sete e meia voltei a conferir as redes. Não foi um choque àquela altura, era previsível que o vazamento massivo seria uma questão de horas. Os boçais homofóbicos já haviam se manifestado. A esquadra feminista já tinha entrado no debate.”

O autor coloca em perspectiva uma situação extremamente pessoal, talvez tente, ao menos, fazer o leitor se colocar no lugar de José Victor e é aí que ganha mais brilho em suas indagações, porque somos tomados por pensamentos diversos, embalados por nossas paixões e crenças, fatalmente estamos ali, julgando. Os meninos podem logo se identificar com os pensamentos do protagonista, ou no mínimo compreendê-los, e as leitoras precisam fazer algum esforço para entrar nessa cabeça masculina, com os atalhos tão visuais, que passam por um viés sexual. Além de citações machistas que irritam as mulheres. Isso me incomodou, precisei separar autor e personagem. Ai de quem não conseguir manter a mente aberta para seguir até o fim no excelente texto de Laub!

"O argumento em todos esses casos é que palavras significam posturas. Posturas significam ações. Ações significam consequências. O filtro da linguagem é o primeiro anteparo contra a violência, e há todo um vocabulário que legitima, como naturalização de conceitos construídos histórica e ideologicamente, a agressão às vítimas - sejam elas gays, negros, judeus, pessoas em posição social fragilizada, pessoas em situação emocional vulnerável."

Enquanto tenta entender o furacão que devasta sua privacidade, José Victor também conta do amor. Dani tem um papel importante na trama e é bem fácil gostar logo dela, uma vez que nos é apresentada pelo olhar do cara que está apaixonado. É mais um ingrediente para fazer de O Tribunal um livro desconcertante, provocativo, desses que duvidamos de nossos sentimentos ambíguos, passamos parte da leitura sobre o muro da indecisão.

Há uma inter-relação feita entre a Aids e a privacidade na internet, sobre a cautela que precisamos ter. Basta um descuido numa relação sexual para se contrair o HIV. Assim como uma vez publicado na rede, o conteúdo foge ao seu poder. Nas duas situações, a palavra de ordem é cuidado. Talvez toda sorte de excessos que vemos proliferando como vírus (nas redes sociais ou nas relações) seja mesmo fruto da nossa empolgação no calor do momento.

“Eu ouço a voz de Dani e percebo o quanto há de condescendência nesse pessimismo. E como ele me iguala aos que me atacaram nos últimos dias: os que só conseguem ver um indivíduo à distância, a partir de estereótipos e tabus.”

Juntamente com Diário da Queda e A Maçã Envenenada, O Tribunal da quinta-feira compõe uma trilogia de narrativas cujos personagens sofrem os efeitos de catástrofes mundiais, ainda que sejam tão somente ecos do ocorrido, e as três obras abordam o preconceito e a intolerância. Mas são livros com tramas independentes, não estão ligadas.

Para ler O Tribunal há que se despir de prejulgamentos de toda ordem, deixar que os personagens falem e sejam eles mesmos, sem máscaras. Do contrário, também o leitor participará como mais um inquisidor.

Já havia lido Diário de uma queda, me encantei com a escrita inteligente de Michel Laub. Este livro foi uma das melhores descobertas de 2016. Quero tudo que Michel Laub publicar!

Sorria e pose de feliz e correto: você está sendo vigiado. E se ao final da leitura cogitar a ideia de apagar algumas mensagens antigas, não estará sozinho.

"É inevitável atribuir sentido moral a qualquer ato humano que não seja abrir os olhos pela manhã."


Link do livro no Skoob: https://www.skoob.com.br/livro/621796ED622585

Minha nota no Skoob: 5 estrelas

25 comentários:

  1. Olá
    Eu não conhecia esse título, mas adorei poder conferir suas impressões a respeito. Também não conhecia o trabalho do autor, mas irei procurar mais informações. Fiquei bem curiosa diante desse desenvolvimento, especialmente por conta dos elementos da trama que você destacou, seja pelas sensações de desconfiança, pelas temáticas e afins. Gostaria de ler também!
    Beijos, Fer
    www.segredosemlivros.com

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  2. Michel tem uma maneira unica de escrever, ele coloca o dedo na ferida mas sem machucar. Admiro muito o trabalho dele e fico encantada com cada obra que descubro, essa é uma dessas! Terminei de ler com um misto de sentimentos.

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  3. Oie Tudo bem? Não conhecia o livro, nem o autor, mas parece ser muito boa a leitura, vou dar mais uma procurada para ler!
    BJss http://resenhasteen.blogspot.com.br/2017/01/apenas-um-garoto.html

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  4. cara Manuh, você bem sabe que este livro era nosso queridinho para uma leitura conjunta, ainda não iniciei a minha, mas brevemente o farei. começo uma pré-leitura através de sua resenha que aguardei ansiosamente.
    a intolerância é algo que me abala profundamente, já não discuto com defensores xiitas, não discuto com quem enxerga apenas um lado da questão, não tenho paciência, ânimo ou simpatia. infelizmente, a grande teia está cheia de pessoas assim, o mundo virtual é o paraíso do anonimato, inferno dos incautos, terreno fértil para os inflexíveis. não saio cortando ninguém das redes sociais, mas também não morro de amores, é uma questão pessoal e faz parte de minha índole. há os que digam que isso seja ficar “em cima do muro”, de minha parte é apenas uma questão de se manter equilibrado em meio ao caos e ponto.
    pelos trechos que você separou vou precisar me preparar muito antes de iniciar a leitura, preparar o espírito, a cabeça e o coração. sei que vou sofrer. sempre me coloco na pele de quem está por baixo, é um complexo estranho (vira-lata?) que me faz sofrer em conjunto, dividindo a degradação ladeira abaixo.
    de cara te digo que sou contra a invasão da intimidade alheia, mas sou tão curioso quanto qualquer mortal. ninguém gosta de ter sua vida jogada pelo ventilador, mas todos gostamos de olhar pela fechadura (ou a grande maioria, na qual me incluo).
    parafraseando Hemingway aprendi a falar um pouco antes dos dois anos, mas a calar, ahhhh isso demorou muito. ainda hoje me pergunto se realmente aprendi. ser cuidadoso quando se está entre amigos, no auge das confissões amorosas ou supervalorização de conquistas é praticamente impossível. inevitável não provocar aquela interrogação invejosa no rosto do ouvinte. não se mede consequências, não há delicadezas, é só bravata e brincadeira de falastrão. porém, vamos nos prevenindo com o tempo e não nascemos dentro de redes sociais, somos anteriores a ela, já é um privilégio.
    pra este livro já me despi de moral e preconceito, amiga. agora, sou só estímulos sensoriais e um bocado de medo de me identificar. parto com suas palavras na bagagem, não sou jurado, não sou juiz, apenas alguém que se compadece das dores de outra pessoa. já já colocarei a dor em palavras de resenha.
    mais uma vez suas palavras me encantaram. sua visão desta vez foi humana sim, porém livre de amarras, tão sensível ao linchamento virtual que hoje, mais que ontem (se é que isso é possível), te admiro de montão. beijos e parabéns, a resenha está maravilhosa!

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  5. Olá, tudo bem? Não conhecia o livro mas a resenha e os quotes me deixaram com uma enorme vontade de ler. Vou pesquisar sobre ele!

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  6. Oi!
    Eu não conhecia o livro e fiquei bem curiosa para conhecer mais as obras do autor.
    Os quotes que você citou me fizeram pensar bastante e sua resenha foi maravilhosa. É bem difícil deixar de lado a moral e preconceitos para mergulhar em um livro, mas vou arriscar. Comecei 2017 com muita sede de fugir da minha zona de conforto e encontrarei isso neste livro.
    Beijos!

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  7. Olá
    Primeiramente, eu não conhecia o livro pois não costumo ver os títulos da cia de Livros, pois em sua maioria não me conquista. Eu ao terminar de ler sua resenha fiquei bem confuso com o que o livro vai trazer. Adorei a resenha e mesmo ficando um pouco confuso achei a sinopse bem bacana e quem sabe eu dê uma chance a obra. Até mais ver
    Bjks

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  8. Manuh,

    Adorei a resenha! Confesso que fiquei incomodada com o tema, porque estou tão saturada de ver discussões, em redes socais, recheadas de intolerância, que só de pensar em ler algo que aborde isso, já me faz sentir cansada. É o tipo de livro para se ler quando eu estiver bem zen, caso contrário, vou me irritar. :)

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  9. Oi Manuh, assim como a Katia, este tema também me incomoda. As redes sociais têm trazido muitas discussões e intolerância, procuro nem ler os comentários nas publicações que vejo, inclusive nas notícias de páginas de jornais, é cada absurdo que as pessoas comentam, que questiono a minha fé na humanidade. Mas mesmo sendo um tema que incomoda, não deixarei de ler o livro, só aguardarei um momento oportuno. Acho importante leituras como esta, que trazem reflexões para pensarmos nossas atitudes. Ainda não li nada do autor, obrigada por mais uma dica valiosa. Excelente resenha! Beijos!

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  10. Oi Manu, que resenha completinha. Fiquei curiosa pela leitura em função de poder fazer uma desconstrução de julgamentos ou conceitos que entendemos como imutáveis. Acho que será uma leitura que agregará bastante.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  11. Nossa, que ótima resenha! Eu sinceramente não fazia nem ideia da existência desse livro, mas esse tema mais realmente me chamou muito a atenção. Parece ser bem complicado desenvolver essas coisas com conceitos moralistas ou não, ainda mais quando isso é mantido em segredo junto aqueles que confia. Esse livro deve ser uma confusão só.

    Um abraço!
    Parágrafos & Travessões

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  12. Oi Manu, que resenha maravilhosa. Não sabia nada sobre o livro mas sua resenha me deixou bem curiosa para a leitura, gosto bastante de livros assim. Esse linguajar dos personagens parece ser bem peculiar. A capa é linda. E abordar temáticas como traição e DST's é uma boa iniciativa tendo em vista o mundo em que estamos vivendo.

    http://www.facesemlivros.com/

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  13. Manuh linda, você como sempre uma caixinha de surpresa com esses livros
    os temas abordados são super interessantes e relevantes!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  14. OI,

    Michel Laub é um dos melhores escritores da atualidade. Este livro já estava na minha lista de desejados e depois da sua resenha ele foi para a prioridade. Falar sobre internet, emoções e decepções são temas imprescindíveis na vida moderna. Resenha maravilhosa.
    Beijus
    jusemfrescura.blogspot.com.br

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  15. Olá Manu,
    Que resenha extraordinária.
    Ainda não conhecia esse livro, mas adorei conhecer suas impressões e fiquei muito curiosa para conhecer a trama, pois acho muito bacana precisarmos nos despir de prejulgamentos para uma leitura, isso é tão bacana, pois pode mudar nossas perspectivas.
    Anotei a dica, com certeza.
    Beijos,
    Um Oceano de Histórias

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  16. Oiee ^^
    Não sei se eu conseguiria ler este livro de mente aberta. Isso em relação ao machismo presente, pois é algo que me faz querer arrancar os cabelos e gritar. De resto, acho que conseguiria engolir e continuar com a leitura. Ainda assim, é um livro que eu tenho curiosidade de ler, principalmente por ver você falar tão bem dele.
    MilkMilks ♥
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  17. Oi Manu, tudo bem?
    Achei um pouco pesada a ideia do livro, ao mesmo tempo que é interessante. Não pude deixar de notar que ele faz referência à realidade virtual de hoje em dia, afinal de contas, qualquer coisa comprometedora que vaze na internet acaba resultando em consequências terríveis. Ao mesmo tempo que internet pode ser um refúgio, ela também pode arruinar a vida das pessoas e creio que esse livro demonstra bem isso. Espero ler um dia, adorei a sua resenha.

    Beijos! ♥

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  18. Oii Manuh, tudo bom? Adorei sua resenha, bem detalhada. Conseguiu aguçar minha curiosidade e agora já quero conferir essa leitura, ou qualquer outro livro do autor. Coloquei na lista! Espero ter a oportunidade de ler esse ano. Ótima dica :)
    Beijos!

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  19. Oi, tudo bem? Não conhecia o autor ou suas obras, mas sua resenha foi bem completa a cerca desse volume. A história traz vários elementos, que são importantes, e apesar da escrita do autor ser inteligente, acho que não seria o tipo de livro que me envolveria completamente. Mesmo assim, obrigada pela dica. Beijos.

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  20. Nossa, primeiramente parabéns por esta resenha tão bem apresentada, vi ai que o livro traz ao leitor vários questionamentos, e nos apresenta personagens fortes que nos farão refletir e viver a história como um todo. Gostei dos elementos trazidos por você, e já anotei para ler o quanto antes.

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  21. Oi Manuh, tudo bem?
    Um livro com uma sinopse bem conectada ao nosso momento atual de redes sociais e falta de privacidade. Mais atual e pertinente que isso, impossível. Ainda mais que a tua resenha mostra o jeito que as coisas se desenrolam quando alguém, em uma vingança impensada, divulga tal coisa e com isso, desencadeia uma verdadeira queda de dominós. Leia-se, com certeza isso vai dar merda.
    Abraços e beijos da Lady Trotsky...
    http://rillismo.blogspot.com

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  22. Olá,
    Desconhecia a obra e fiquei bem intrigada pela premissa que traz e pelos assuntos abordados.
    Não li nada ainda que chegasse perto ao enredo aqui discutido e fiquei intrigada para saber os apontamentos que o autor faz quanto à invasão de privacidade e também como os personagens irão lidar com essa exposição de suas vidas.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

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  23. Oie,
    Não conhecia esse livro, mas achei fiquei curiosa por causa do tema que é tratado e pelos seus comentários sobre livro. Já adicionei a lista de leituras, e espero ter a oportunidade de ler me breve.

    Beijos
    Bru, Cantinho da Bruna

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  24. A definição de privado tem sido cada vez mais discutida no cenário contemporaneo e acho muito legal o autor ter optado por abordar isso no livro. Acho que essa história deve ser das mais interessantes e , muito sinceramente, me interessei em começar a leitura o mais breve possivel. Abraço!

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  25. Oie
    Tudo bom?
    Mesmo tendo diálogos pesados, com palavras de baixo calão, eu fiquei curiosa.para conhecer melhor esses amigos e suas vidas.
    Excelente resenha.
    Beijos

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