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28.2.17

{Resenha} Novo Mundo


Autora: Mariah Santos
Editora: Amazon Books
Sinopse: Em um futuro onde uma praga chamada Merens Sanguinem está devastando o planeta, levando a morte de muitas pessoas. Mas, algumas pessoas são imunes a essa doença, são pessoas que possui o sangue AB-, conhecidas como sangues fortes. O governo está atrás dessas pessoas para achar a cura, porém, a fissura é tão grande que todas as pessoas que conseguem ser imune a doença estão morrendo nesses testes para descoberta do antígeno.Ana De La Vega é um sangue forte que foge a toda instante do governo e teme os militares (que levam as pessoas para os testes). Depois de perde toda a família ela se fixa em um lugar, se sente segura e cria raízes lá, conquistando amizades, um lar, e a pela primeira vez ela pode está perto de encontrar o amor, o amor que ela achou que nunca iria sentir por ninguém.
Mas nenhum sangue forte consegue se esconder do governo para sempre, será que Ana conseguirá?


~ Livro cedido em parceria com a autora~

O livro começa nos mostrando um pouco como é o Novo Mundo criado pela autora Mariáh Santos. Houve uma grande guerra nuclear que dividiu o mundo em “mundos”, contados por números. No livro, a história se passa no mundo B.5 e, apesar de situar-se no norte dos Estados Unidos, é impossível precisar pois o planeta transformou-se em uma "nova pangeia".

É uma distopia que se passa em 2070. Uma doença está aniquilando os seres humanos que, quando infectados, morrem quase que instantaneamente. Sabe-se que o frio impede sua propagação e também um tipo sanguíneo específico torna a pessoa invulnerável a infecção.

Ana e Gabriel são dois irmãos que estão fugindo dos militares, pois sabe-se que o exército seleciona aqueles com o “sangue forte” para fazer pesquisas e encontrar a cura para essa praga virulenta. Sabe-se ainda melhor que ninguém sai vivo desses testes. Então os dois partem para o Sul, onde há locais protegidos por militares – aqui encontrei já uma contradição... Estão fugindo, mas vão em direção a eles. – e no caminho encontram Geo, uma menina que está viajando sozinha também para um desses lugares seguros.

Surge um romance entre ela e Gabriel e Ana tem um ataque de ciúmes do irmão. Do estilo garota mimada que “é dona de tudo e todos e não preciso de ninguém mesmo, fuckya all.” Porque ela é esse tipo de pessoa. Mandona, que age impulsivamente, exímia lutadora de boxe aos 17 anos, pois assim seus pais queriam que ela fosse. Gabriel é o nerd charmosão... Ele destoa daquele estilo geek que só reclama porque está na friendzone. Geo... É parecida com a Ana e, apesar de aparecer bastante, não acrescenta em nada a história.

O livro tem muito romance – desnecessário – para mostrar que a personagem principal tem muito Sex-appeal, e acaba meio que se ferrando por conta disso. E é meio óbvio o que vai acontecer, por toda a situação que vai se armando.

A história é realmente boa: militares contra militares, uma praga dominando o mundo, a busca de uma cura, rebeldes nascendo... Mas os personagens não conseguiram me prender, muito romance desnecessário. Se a história tivesse se focado nos conflitos desse novo mundo, a política, guerra, a doença... Teria sido muito melhor.

Os capítulos são bem curtos, praticamente de uma página, uma página e meia... Não é muito descritivo (e eu gosto de descrição bem feita...) e há muitas gírias utilizadas aqui no Brasil. Acho isso meio incongruente, uma vez que estão no que seria a América do Norte. Outro ponto que me deixou desnorteada foram os erros de português: não há quase nada de concordância verbal, plural... E não eram de digitação, esses não haviam.


Mas a história, depois de lapidada, poderá ser um grande best seller distópico! Terminou com cheiro de continuação, agora vamos esperar para ver!

Onde comprar: Amazon

3 comentários:

  1. Não conheço a autora e creio que essa deve ser a sua primeira obra. Acho normal acontecerem esses erros de doses de romances, de detalhes, erros e afins. Conheço muitas iniciantes que passam por isso, mas na maioria das vezes a culpa é da editora que fazer uma revisão barata em poucos dias. No início da sinopse eu fiquei incomodado até o primeiro ponto, pois achei meio despreparado, mas com o resto achei bem instigante, ao contrário de você, eu gosto da nossas gírias apresentada em livros, até mesmo quando passa fora do Brasil, mas também para utilizar as gírias requer muita cautela. Enfim, eu não leio e-book, mas um dia posso tentar, afinal, são capítulos curtos que podem me ajudar na leitura. Parabéns pela resenha e apresentação da obra!

    → desencaixados.com

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  2. Fiquei espantada com o fato de não ter concordância verbal em nada.... Era pra ser assim mesmo? Eu adoro distopias, apesar do gênero estar ficando saturado. A ideia do livro não me pareceu muito original, mas eu leria do mesmo jeito... Só a parte da gramática é que me assustou. rs

    http://vicioseliteratura.blogspot.com.br/

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  3. Olá!
    Já tem um tempinho que li o livro da Mariáh e gostei muito. Concordo que ainda tem coisas a serem melhoradas, mas o enredo e a ideia da história é maravilhosa! Gosto de livros com essa pegada.
    Bjs.

    www.salaliteraria.com.br

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