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21.6.17

{Resenha} Moriarty


Autor: Anthony Horowitz
Ano: 2015
Editora: Record
Sinopse: Sherlock Holmes e Moriarty estão mortos, e as únicas testemunhas são as cataratas de Reichenbach. Como forma de agradecimento pelos serviços que o maior detetive do mundo prestou à instituição, a Scotland Yard envia Athelney Jones, inspetor e grande admirador das técnicas de Holmes, à cidadezinha suíça de Meirigen. O que ele não esperava encontrar lá era o detetive norte-americano Frederick Chase, que traz um novo caso à tona.Antes do confronto com o rival, Moriarty estava prestes a se encontrar com um gênio do crime do outro lado do Atlântico, uma figura tão misteriosa quanto o próprio professor. Porém, agora que o arqui-inimigo de Sherlock Holmes está morto, o caminho fica livre para esse criminoso ampliar seus negócios, e resta a Jones e Chase desvendar sua identidade e seus planos antes que seja tarde demais.
U-A-U!

Eu caí feito um patinho. Fui feita de boba e ainda gostei disso.

A narração é realizada a partir de Frederick Chase, um inspetor da Pinkerton (uma agência nacional de detetives) dos Estados Unidos que tem uma fama não muito boa na Inglaterra. O tempo todo somos lembrados que a Scotland Yard e essa agência norte-americana não possuem um bom relacionamento. Chase descreve a si mesmo como um homem sem graça e sem nenhum atrativo em especial; um homem cuja carreira tomou conta de sua vida pessoal, sem ligações familiares ou conjugais. Em diversos momentos percebe-se em suas palavras que não mais deseja ser um solitário, vendo-se viajando a Europa e quem sabe até formando uma família em tal continente. O que talvez lhe falte em beleza, temos em carisma. Sinceramente, o homem sabe como prender sua atenção.

O que o levou para A Inglaterra foi a morte de Jonathan Pilgrim, um agente sob seu comando infiltrado nos novos negócios de Clarence Deveraux, Leland e Edgar Mortlake e Scotchy Lavelle, os criminosos da pior estirpe de New York que avançaram seus braços sangrentos até a Inglaterra. São conhecidos pelos crimes sangrentos desmedidos que cometem, atrozes que fazem com que os criminosos ingleses sintam falta dos tempos de Moriarty. Sentindo ser sua obrigação prender tais criminosos e sabendo que Deveraux iria se encontrar com o professor, parte para a Suiça, onde o corpo do segundo foi encontrado, em busca de alguma informação que o auxilie em sua empreitada.

Uma vez lá, encontra-se com o inspetor da Scotland Yard, Altheney Jones. Um homem muito inteligente limitado apenas por uma doença física que lhe acometeu anos antes. É um profundo admirados de Sherlock Holmes e suas técnicas de investigação e tenta utilizá-las a todo instantes. Algumas vezes se prova brilhante... Outras também. Ele e Chase se unem em um único objetivo: prender a organização criminosa norte-americana e descobrir quem está causando o assassinato de tantos criminosos de maneira cruel.

O livro é empolgante, eu fiquei o tempo todo tentando encontrar vivos Sherlock Holmes e Moriarty, escondidos em pequenas partes dos livros – somente para ver suas teorias frustradas depois. Nunca fica claro quem é que está por trás de tudo e a coisa só vai piorando: você não encontra sentindo no que está acontecendo, mesmo investigando junto com os dois detetives.

É uma história que prende a sua atenção. A narrativa é dinâmica e incrível e até quem nunca leu nada de Sir Arthur Conan Doyle consegue acompanhar e se empolgar, pois nos apresenta bem Holmes e Watson sem que os mesmos sejam os protagonistas nesta história (indiretamente). Eu admito que nunca li as histórias de Sherlock Holmes, só vi as adaptações Hollywoodianas e fiquei com vontade de ler mais sobre as obras de Sir Arthur.

O final é surpreendente, algo que eu nunca esperei. Eu, inocente em minhas teorias, seria morta
rapidamente se fosse uma das inspetoras envolvidas no caso. Sempre me pegando nos pontos erroneamente, deixando as coisas realmente importantes de lado... Já vi que precisaria de Holmes em todos os crimes que caíssem em minhas mãos!

Leitura recomendada pois, além da bela arte do livro – capa incrível, muito bem trabalhada que nos remete as cataratas de Reichenbach em seu exterior e a Londres em seu interior – a trama é muito bem composta. Não vão se arrepender!

1 comentários:

  1. oie, a trama parece ser bem envolvente e teve muitos elogios seus, mas não é o tipo de leitura que tenho procurado por agora
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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