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31.7.17

{Resenha} O Livro de Lilith


Título Original: The Book of Lilith
Autora: Barbara Black Koltuv
Editora: Cultrix
Sinopse: Lilith, a primeira Eva ou a mulher que tentou Adão é uma das formas do Eu feminino que personifica os aspectos negligenciados e rejeitados da Grande Deusa. Este livro é uma fascinante antologia de contos mitológicos, antigos e modernos, interpretados pela autora, psicóloga e analista junguiana, que demonstra como e por que foram feitos tão grandes esforços para banir a figura de Lilith da consciência humana e por que, apesar desses esforços, estamos sentindo outra vez a sua ascensão, agora com novas interpretações e significados.


Vamos começar: sou psicóloga. E foi por essa razão que escolhi ler esse livro da editora Cultrix este mês. Ele traz um compilado de informações a respeito de Lilith, a primeira mulher, aquela que não quis se submeter aos caprichos de Adão, embora o amasse.

E ele também a amava. 

Lilith representa o lado sedutor da mulher, ou de Deus. Sim. Ao ler este livro você descobre que Deus tem seu lado feminino vingador, e ele é uma mulher, haha!

Traz tanto palavras das diversas religiões que possuem Lilith no papel de vingadora, destruidora e matadora de crianças – tudo sob as ordens de deus, ok? – como no significado de assumir a Lilith que existe dentro de cada um de nós.

Tanto homens e mulheres, segundo Jung, possuem os arquétipos Anima e Animus dentro de sua constituição psíquica. Anima é o arquétipo femino e Animus, o masculino. Estão presentes em maior e menor quantidade dentro de cada pessoa. Lilith é o lado negro da Anima.

Nas diversas religiões, Lilith é um demônio sedutor. Ora sábio, ora jovem. Possui diversos nomes e somos apresentados a diversos deles no livro da Barbara. Achei um compilado interessante, pois possui diversas imagens de Lilith em amuletos antigos de proteção, assim como orações e feitiços de proteção que as pessoas usavam há centenas de milhares de anos atrás. Nos aponta Lilith até mesmo em histórias que não sabia ser da Lilith – e é aqui que fiquei meio “assim”, achei algumas delas com interpretação forçada para caber ali a nossa mulher em questão.

Aprendi bastante sobre Lilith, sempre gostei dessa personagem mítica pelo que ela representa: a liberdade da mulher. Embora deus a expulse do paraíso e a relegue ao posto de demônio, ainda acho ela uma das melhores personificações. Ainda mais no mundo de hoje, em que a mulher está batalhando contra a ordem do patriarcado, todas nós precisamos de um toque de Lilith, abraça-la e acolhê-la em sua totalidade. Não to dizendo para se ligarem ao que a mulher-mito fazia, claro que não... Mas a não baixarem a cabeça e a terem o que é seu por direito. 

A psicóloga ainda nos mostra alguns casos de sonhos em que as mulheres se depararam com Lilith em seus sonhos, momentos em que elas estavam encarnando este arquétipo. 

Para vias de conhecimento e estudo, este é um livro bom. Mas me peguei revoltada em algumas partes... Pelo modo como Lilith é tratada nas diferentes regiões e em como ela se tornou um demônio. E como ela é só uma ferramenta nas mãos de deus e o quanto ela é louca para se mostrar digna de estar ao lado dele. Então para mim, depois de ler esse livro, senti que Lilith nada mais é que um peão nas mãos da religião, acabando com essa imagem selvagem e liberta que eu tinha dela. Meio que perdeu a graça...

No entanto, recomendo o livro para os psicólogos Jungianos e quem mais tiver curiosidade a respeito dessa figura feminina tão apagada em muitas histórias que conhecemos...


~Livro recebido em parceria com o Grupo Editorial Pensamento~

3 comentários:

  1. Oi, Priscila!
    Amei seu post. Não sou psicóloga mais achei superinteressante o assunto. Eu me lembrava desse nome "Lilith" de algum filme de terror que falava sobre "demônios". Muito interessante a história e fiquei curiosa para ler o livro apresentado! Obrigada pela indicação e resenha!
    Abração,
    Drica.

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    Respostas
    1. Você deve ter visto Lilith na série Sobrenatural!!!

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  2. a trama é interessante, mas não me atraiu como esperado, não é um gênero que me atrai
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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