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16.8.17

{Resenha} As Tumbas De Atuan - Ursula K. Le Guin

Editora: ArqueiroTítulo: As Tumbas de AtuanSinopse: Quando Tenar é escolhida como suma sacerdotisa, tudo lhe é tirado: casa, família e até o nome. Com apenas 6 anos, ela passa a se chamar Arha e se torna guardiã das tenebrosas Tumbas de Atuan, um lugar sagrado para a obscura seita dos Inominados.Já adolescente, quando está aprendendo os caminhos do labirinto subterrâneo que é seu domínio, ela se depara com Ged, um mago que veio roubar um dos maiores tesouros das Tumbas: o Anel de Erreth-Akbe. Um homem que traz a luz para aquele local de eternas trevas, ele é um herege que não tem direito a miseri- córdia. Porém, sua magia e sua simplicidade começam a abrir os olhos de Arha para uma realidade que ela nunca fora levada a perceber e agora lhe resta decidir que fim terá seu prisioneiro.Finalista da Newbery Medal, que premia os melhores livros jovens de cada ano, As Tumbas de Atuan dá continuidade ao elogiado Ciclo Terramar com uma singela história que rompeu com os paradigmas de heroína quando foi lançada.
Em As Tumbas de Atuan, Úrsula K. Le Guin continua a nos maravilhar o fabuloso mundo de Terramar mas agora sob um ponto de vista totalmente diferente daquele encontrado no primeiro volume. Somos apresentados a “O Lugar”, uma longínqua terra onde rituais e mitos reinam. Escolhida para ser a Sacerdotisa Única das Tumbas de Atuan, Tenar logo cedo foi obrigada a aprender a viver naquele local onde as regras não deixavam espaço para nada, nem mesmo para seu nome. Tenar, então, passou a se chamar Arha, a Devorada, e passaria a viver com a única missão de proteger as Tumbas de qualquer um que ousasse invadir tal território sagrado. 

Criada com uma visão de mundo totalmente distoante daquela que vimos no primeiro livro, Arha foi criada encarando a magia como uma arte suja, como artifícios de enganação que não devem ser tolerados. As entidades temidas por Ged no livro passado, aqui são veneradas. Arha foi criada para apenas uma missão e com muitas regras para mantê-la confinada a isso; Ged foi criado para fazer suas próprias regras. Como seria o encontro de pessoas com perspectivas tão diferentes? 

A leitura do segundo volume do Ciclo Terramar é rápida e instigante – com 148 páginas, o livro pode muito bem ser devorado em uma tarde, não dando brecha a muitos pensamentos como “oh! O que deve acontecer agora?” Não é um livro cheio de ação como eu esperava, mas com muito mistério e uma longa explanação sobre o novo estilo de vida a ser apresentado. Tais novidades acabam preenchendo algumas lacunas que persistiram na minha mente desde o primeiro volume e, como sempre, criando mais dúvidas ainda!

Lembro que ao ler o primeiro livro da série, achei as descrições enfadonhas e desnecessárias. Parece até que a autora entendeu minha crítica e foi bem mais “certeira” desta vez, tiro meu chapéu a ela! Não apenas pela escrita mais concisa, mas também pela experiência que há algum tempo eu já não tinha: a de uma heroína imperfeita. Agradeço a ela (novamente) pela experiência de um mundo de fantasia totalmente diferente e à Editora Arqueiro pelos mimos de sempre: bottons, mapas e marcadores. Foi um livro rápido mas marcante; estou no aguardo do terceiro... Será que vai demorar muito?


1 comentários:

  1. apesar de bem elaborada e consistente a trama não me chamou a atenção, não é um tipo de leitura que eu procuraria
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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