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14.9.17

{Resenha} A Casa do Lago


Título Original: The Lake House
Autora: Kate Morton
Editora: Arqueiro
Sinopse: A casa da família Edevane está pronta para a aguardada festa do solstício de 1933. Alice, uma jovem e promissora escritora, tem ainda mais motivos para comemorar: ela não só criou um desfecho surpreendente para seu primeiro livro como está secretamente apaixonada. Porém, à meia-noite, enquanto os fogos de artifício iluminam o céu, os Edevanes sofrem uma perda devastadora que os leva a deixar a mansão para sempre.
Setenta anos depois, após um caso problemático, a detetive Sadie Sparrow é obrigada a tirar uma licença e se retira para o chalé do avô na Cornualha. Certo dia, ela se depara com uma casa abandonada rodeada por um bosque e descobre a história de um bebê que desapareceu sem deixar rastros.
A investigação fará com que seu caminho se encontre com o de uma famosa escritora policial. Já uma senhora, Alice Edevane trama a vida de forma tão perfeita quanto seus livros, até que a detetive surge para fazer perguntas sobre o seu passado, procurando desencavar uma complexa rede de segredos de que Alice sempre tentou fugir.
Em A casa do lago, Kate Morton guia o leitor pelos meandros da memória e da dissimulação, não o deixando entrever nem por um momento o desenlace desta história encantadora e melancólica.

Quando Sadie Sparrow precisa sair de férias, é a casa de seu avô na Cornualha que se torna um refúgio. Meio contrariada, ela tenta encontrar algo para se distrair e, numa corrida, acaba “tropeçando” em uma antiga casa, circundada por um maravilhoso jardim que, mesmo abandonado, não perdeu o ar etéreo que Eleanor Edevane tanto se dedicava a manter. Curiosa, Sadie vai atrás de informações sobre a residência e se depara com um mistério em mãos: um bebê desaparecido sem nunca ter sido encontrado. Como a policial que é, não pode deixar simplesmente para lá: está presa no feitiço de Loeanneth e se afoga em todo seu mistério.

Pela sinopse, já dá para entender que as coisas que acontecem são meio interligadas, não é? Mas ainda assim, acredito que spoilers serão meio inevitáveis, mas tentarei ao máximo deixar todo o mistério para vocês descobrirem só no livro, ok?

O livro começa no dia seguinte a tão famosa e bem frequentada festa do Solstício de verão realizado todo ano, porém o relato se passa em 1933, pela família Edevane: uma família tradicional e dominante na Cornualha, perderam sua casa chefe por conta de um acidente e foram residir na casa menor do terreno, Loeanneth. Um lugar etéreo, repleto de histórias e portais secretos e fadas que trazem crianças em forma de pérola. 

Alice Edevane é uma jovem de 16 anos na ocasião da festa, uma jovem sonhadora e perdida dentro de si mesma que ama a casa onde mora. É aprendiz de escritora e seu mentor é Daffyd Llewellyn, o melhor amigo de seus pais que geralmente passa o verão na sublime Loeanneth. Desde que se entende por gente, ele sempre esteve a seu lado. 

Quando comecei a ler, encontrei elementos que me fizeram pensar na criação de Alice no País das Maravilhas, uma vez que sua mãe, Eleanor, é a criança inspiradora da narrativa do Sr. Llewellyn. Sim, ele é amigo da família desde o nascimento de Eleanor. É uma figura enigmática e vamos descobrindo mais sobre ele no decorrer do livro. 

A história inteira é um mistério enorme só esperando que todas as linhas encontrem sua continuação. Depois de conhecermos Alice, conhecemos sua mãe, a adorável e dedicada mãe de 4 crianças, sendo que três delas são meninas. Donas de comportamentos exóticos, todas elas, típico de quem foi estimulado a pensar e a criar, usar a criatividade desde a infância. Crianças incríveis e donas de uma personalidade particular, cada uma delas. A mais velha, Deborah, era parecida com a mãe, cuidava das irmãs. Alice é a segunda irmã, perdida em sonhos e ideias. Cammie, a irmã mais nova, sonhadora e ama o ar, aviões e tudo o que há de mais incrível no mundo... Incluindo seu pequeno irmão, Theo. 

“Independentemente disso, como cidadã do mundo, Sadia tinha entendido o suficiente sobre contos de fadas para saber que as pessoas costumavam desaparecer neles e que, em geral, havia densos bosques envolvidos. Muitas vezes, as pessoas também desapareciam na vida real. Sadie sabia disso por experiência própria. Alguns se perdiam por desventura, outros por escolha: os desaparecidos, em oposição aos que fugiam, aqueles que não queria ser encontrados.” 

A narrativa acontece entre três mulheres: Alice, em sua infância e idosa; Eleanor, também em sua juventude até idades avançadas e Sadie Sparrow, a detetive incrível, mas emotiva quando os casos envolvem crianças. 

Alice Edevane tornou-se uma pessoa reclusa e distante, mesmo com toda a fama que conquistou em seus tantos anos como escritora. Claro, tem seu assistente pessoal – Peter – para resolver todos os problemas com os quais ela não quer lidar. 

Quando vi a capa do livro, me encantei. Nem parece suspense policial, certo? Mas é. E um dos melhores que já li até hoje (lembrando que nunca li nada da Agatha Christie e outros famosos do gênero). Demorei um pouco para engatar no livro, mas simplesmente por conta de minha rotina. Há coisas incríveis na história, a autora teve o cuidado de associá-la a grandes acontecimentos em nosso mundo, o que sempre me encantava quando identificava! Todos os personagens são cativantes, você tenta o tempo todo descobrir o criminoso, a história sempre te aponta um ou outro, Sadie vai encontrando mais pistas... 

E no final, tudo fica tão claro na sua mente que você fica: MAS COMO EU NÃO VI ISSO ANTES???

Você fica preso em Loeanneth junto com Sadie, tentando encontrar os traços da vida que a casa possuía. Só digo que é uma história linda.

O kit que a editora mandou é maravilhoso, como sempre a Arqueiro sempre surpreende os blogueiros com mimos lindos! <3


~Recebido em parceria com a Editora Arqueiro~

1 comentários:

  1. é uma trama que na época do lançamento não ma atraiu tanto, mas depois de ler algumas resenhas que assim como a sua me trouxeram comentários positivos fiquei curiosa

    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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