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3.11.17

{Resenha} Crueldade #1


Título Original: The Cruelty
Autor: Scott Bergstrom
Editora: Seguinte
Sinopse: O mundo de Gwendolyn Bloom vira de cabeça para baixo quando seu pai desaparece durante uma viagem de trabalho. Ela logo descobre que ele não é o homem que, por dezessete anos, achou que fosse — e essa é só a primeira de muitas revelações que Gwendolyn terá pela frente. Sem poder contar com a ajuda de mais ninguém para encontrá-lo, a garota parte em uma jornada tão perigosa quanto alucinante, seguindo os rastros do pai pela Europa. Porém, para se infiltrar — e sobreviver — em um novo mundo cheio de maldade e perversão, ela precisará deixar toda a sua vida para trás, assumir uma nova identidade e se tornar alguém tão cruel quanto seus piores inimigos.

Não sei muito bem o que me atraiu nesse livro. Talvez a promessa de ação, junto com a capa. Se for apenas pela sinopse, não vemos muito. Mas o fato é que o livro promete o que cumpre e vai mais além.
Gwendolyn Bloom é uma jovem de 17 anos, fala 4 linguas (ou cinco) e já morou em diversos países do mundo, por causa de seu pai. Ele é um diplomata que, atualmente, está trabalhando nos Estados Unidos. E faz parte do pacote do salário, os filhos estudarem em escolas particularem.

E lá está Gwendolyn, uma jovem que não é nenhum pouco rica, se comparada aos seus colegas de escola. E, por causa disso, a maior parte deles acredita que podem pisar nela. 
“Pobre heroína adolescente, tendo que ir para a guerra quando tudo o que ela realmente quer é fugir com aquele garoto bonito e viver de frutas silvestres e amor. Mundos de papel onde heróis de fato existem.”
Ela lê muito. O trecho acima é um de seus pensamentos acerca do livro distópico que está lendo. Mas não é assim com todos que estão lutando uma guerra? Acredito eu que quem está lutando para se manter vivo em um momento tão hostil deseja estar em um local melhor que ali. E é isso que vemos no decorrer da história, mas vamos por partes.

Ao contrário do que seus colegas de escola pensam, ela não mora em um trailer. Vive em um apartamento, em cima de uma livraria cujos donos são um casal de velhos estrangeiros que também moram nesse prédio. São um casal de velhos comuns, com histórias saudosistas antes dos tempos que precisaram fugir de seus países por conta das guerras que assolaram aquele chão. De cara você já se identifica com Bela – Belacheck – o bom vivant que parece amar a vida que tem. 
“-Você perguntou, eu respondi. – Ele acena para que eu sente. – Adie isso o máximo que puder, Gwen. Descobrir como o mundo é uma merda.”
E o pai de Gwendolyn é uma figura de mistério. Quase ausente em toda a história, exceto pelos pensamentos da filha direcionados a ele. Parece um pai preocupado, talvez. A mãe/esposa da família morreu quando a menina era apenas uma criança de colo, quando moravam em outro país. Desde então, tem sido apenas os dois.

O pai desaparece durante uma viagem a Paris. A polícia acredita que não há indícios para sequestro, levando a ideia de que ele quis sumir do mapa. É então que conhecemos um outro lado do velhinho do andar de cima.

Descontente com o andamento da investigação e com a promessa de ajuda, Gwendolyn parte para Paris. É aqui que a coisa começa a ficar feia. Uma vez em Paris, a ajuda prometa chega na forma de uma mulher que “chamam de Yael.”

E Yael é fodástica. Especialista em Krav Magá e ensina o que sabe para Gwendolyn. Aos poucos, introduz a menina na crueldade do mundo... Ou nem tão aos poucos assim. Porém, logo nossa protagonista se encontra sozinha, tentando encontrar seu pai em diversos países da Europa, tentando correr contra o tempo e se aproximar daquele que o mantém cativo.

Só que ela não imaginava todas as coisas que teria que fazer... Deixar a inocência para trás, deixar toda aquela vida morrer, para conseguir dar conta de tudo o que se tornou: uma pessoa fria e cruel que está apenas focada em seu objetivo. O que a torna melhor do que aqueles que ela está à caça...? Suas motivações, talvez? É bem aquela coisa de bem x mal e as coisas que cada um precisa fazer.

Vemos com ela como funciona a corrupção do mundo (não que não nos deparemos com ela todo dia, mas aqui estamos falando de nível acima de colarinho branco), tráfico de mulheres, de drogas, golpes, assassinatos, tortura... Tudo. Tudo aquilo que vemos que está bem longe de nós, mas pode estar acontecendo bem debaixo de nossos narizes, com pessoas que simplesmente “não nos importam”. Afinal, se não está diante de nossos olhos, não existe, não é mesmo?

Gwendollyn luta e muda a todo instante, é uma sobrevivente... E foi para além disso, tornou-se uma caçadora. Torna-se uma mulher em muitas, correndo com afinco atrás de seu objetivo. Vemos suas oscilações de certo e errado a todo instante. Mas ela nunca perde o seu objetivo.

É uma trama intensa, que muda a todo instante. Eu, quando parava de ler para fazer alguma outra coisa pela casa, só pensava em voltar a lê-lo logo para ver o que estava acontecendo!

O próximo livro se chamará The Greed (A Ganância – Tradução da Resenhista). Achei a sinopse, mas ela dá spoiler do primeiro livro, haha! Então preferi deixar em inglês mesmo e leiam por sua conta e risco! O lançamento nos Estados Unidos está previsto para 6 de fevereiro de 2018!


"The action-packed, high-stakes YA sequel to The Cruelty sees Gwen face ever greater danger from the men who hunt her.
Gwendolyn Bloom is dead.

But even armed with a new passport and identity, the danger is far from over. Her father is safe . . . but Gwen still hasn’t untangled all his lies from the truth. Meanwhile, her enemies are closing in with a vengeance.
She found her father when he disappeared off the face of the earth—can she survive being on the other end of a manhunt?"


~Livro recebido em parceria com a Editora Seguinte~

1 comentários:

  1. o enredo é bem intrigante, eu fiquei bem curiosa!

    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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