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8.12.17

{Resenha} De bem com a vida

Autor: Lauro Trevisan
Editora: Butterfly
Sinopse: O consagrado escritor Lauro Trevisan, desta vez, quer provocar no leitor a reflexão e o sorriso. Com uma linguagem bem-humorada, ele nos apresenta uma espécie de “guia do alto-astral”, com 52 conselhos, um para cada semana do ano, convidando-nos a desenvolver um olhar positivo perante a vida e a descobrir sempre o lado bom das coisas. Entre outras palavras de ânimo, o autor dá dicas de como nos libertar do estresse cotidiano e como ter pensamentos positivos diante dos obstáculos da vida. Ele deixa claro que não é fácil, mas, possível. Para Lauro Trevisan, rir é o melhor remédio, sempre!

Preciso admitir: não sou muito fã deste tipo de livro, o que me dificulta bastante a manter certa assiduidade na leitura dele. Então precisei criar uma técnica: todo dia lerei um dos conselhos já ao acordar.

Falhei, né?

Ele ficou no meu quarto, ao meu alcance um tempão... Mas enfim dei conta! Tentarei ser o mais correta possível, uma vez que sei que várias pessoas podem fazer uso de um livro assim.


A proposta do autor é realizar reflexões nos leitores, com temas que tratam sobre viver bem. Que, apesar de nossas vidas corridas, devemos nos esforçar para viver bem.

A pegada é bastante religiosa, coisa que não imaginei que seria (sou contra você ser bom porque a religião ensinou e cobra isso ou usar a fé como uma muleta). Mas alguns trechos até que podem ser bem utilizados, outros foram contra o que penso... Como por exemplo, o trecho do conselho 2 (“Chegou a hora de voltar ao paraíso), onde ele diz que a felicidade tornou-se o paraíso (depois de Adão e Eva serem expulsos, o paraíso tornou-se um estado mental com o nome de felicidade) e muitas pessoas dizem que ela não existe. Que a buscam onde ela não está (tudo bem até aqui) e que a Psicologia diz que ela não passa de momentos prazerosos e que isso é errado. Que não devemos sofrer pelas coisas que nos afligem, que devemos deixar o passado para trás e não nos lamuriarmos. Amiguinho, cada um sabe o que lhe faz feliz. São momentos de prazer e alegria, pequenos ou grandes, que definem a felicidade. O que te faz se sentir bem. Você não é feliz o tempo todo às vezes, mas simplesmente porque muitos desses momentos não depende só de você e de suas expectativas, mas de outros fatores externos também. É harmonia consigo mesmo. E os momentos tristes e decepcionantes existem, só devemos saber o que fazer com eles: aprender, usar de exemplo para quebrar o ciclo de tristeza, direcionar nossas raivas de maneira correta. Aprenda com o Rafiki também; se o Simba aprendeu, porque nós não? O passado deve ficar para trás, mas o que vamos fazer com ele? Deixar que continue destruindo nossos sonhos e direitos? Não, vamos lá e jogamos ele no fogo HUAHUAHUAHUAHUHA! Brincadeira (ou nem tanto), mas precisamos resolver sim as pendências do passado e não simplesmente ignorá-lo, okay? Isso pode deixar doente.

"Oh sim, o passado pode machucar. Mas do modo que vejo, você pode correr dele... Ou aprender com ele."
No conselho 4, “Se a vida não é alegria, faça da alegria a sua vida”, ele diz que o primeiro passo do dia deve ser despertar alegre. Para mim isso vai depender de um simples fato: estou acordando antes das 7 da manhã? Se sim, não acordo alegre não huahuahuah! Quem acorda serelepe as 6 da manhã para mim é um monstro! Tô brincando tá, mas eu simplesmente não gosto de acordar as 6 da manhã, sou um bicho noturno (ou pelo menos queria ser) então durmo tarde... Se dormir tarde e acordar cedo, fico de mau-humor. Vocês também?

Gostei do conselho 8 – A alegria do trabalho, onde ele cita autores que afirmam que “trabalhe com o que gosta e não terá que trabalhar nenhum dia de sua vida”, pois assim o trabalho se orna algo que você ama fazer e que te dá prazer. Se te dá prazer, é bom. É o que repito para os adolescentes: o que você se vê fazendo daqui alguns anos e que você sabe que será feliz? Afinal, passamos grande parte do nosso dia no nosso trabalho, precisamos nos sentir bem com o que fazemos, senão passaremos o dia entristecidos e adoeceremos.

O conselho 18: Sorria, sorria, sorria... Me fez lembrar de uma situação que pensei esses dias enquanto trabalhava. Neste conselho, ele diz várias qualidades do sorriso, que até concordo. O sorriso abre portas. Pode ser desdentado, pode ser com dentes branquinhos... O sorriso faz as pessoas se aproximarem de você, é seu calor. No meu trabalho preciso realizar visitas domiciliares. Aí estava andando em um bairro aqui da cidade onde uma pessoa estava caminhando na calçada, de cara fechada e sem sorriso algum, nada. Meu primeiro pensamento foi: “Nossa, que medo. A pessoa não sorri.” Aí fiquei pensando nisso, sabe? Eu sorrio fácil, mesmo se meu humor não está muito bom... Porque uma vez li um frase pequenininha quando era adolescente: “Sorria, pois você nunca sabe quem irá se apaixonar por seu sorriso.” E é verdade, o sorriso abre portas! Claro que naquela época eu pensava em coisa de paixonite e talz, mas hoje em dia eu penso diferente. Às vezes tudo o que uma pessoa precisa é que alguém lhe sorria... Um dia, você mesmo pode ser salvo por um pequeno sorriso.

Então, este livro é um pequeno conselheiro sobre como ter uma vida boa. São vários conselhos, alguns você pode usar, outros pode acabar não fazendo tão bom uso... Mas é uma boa leitura, sei que você poderá encontrar algo para pensar depois de ler os conselhos do Lauro Trevisan!

A diagramação é bonita, com imagens a cada começo de conselho que dão os ares da alegria que ele coloca na capa. A simplicidade foi a alma do negócio, aqui. Não percebi erros de português, as folhas são brancas.

Se quer um livro de conselhos para encarar a vida diferente, este é seu livro! 

~Livro cedido em parceria com a Editora Butterfly~

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