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2.1.18

{Resenha} Meus dias com você

Título Original: Before you go
Autora: Claire Swatman
Editora: Arqueiro
Sinopse: Quando o marido de Zoe morre, o mundo dela desaba. Mas e se fosse possível tê-lo de volta?
Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho.
Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira?
Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade.
A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance: uma oportunidade de fazer tudo diferente, de focar naquilo que realmente importa, de mudar os rumos do relacionamento – e, quem sabe, o destino de seu grande amor.
“Elas ouvem, atrás de si, os sussurros, as fungadas e os murmúrios dos outros presentes, que se movem para tomar seus assentos. Mas o que prende a atenção delas por completo é o que está na frente: o caixão de Ed, colocado sobre uma mesa no meio da sala. Zoe olha para a inócua caixa de madeira e pensa que é impossível acreditar que o corpo de seu marido, tão forte, tão vibrante, tão alegre, esteja mesmo ali. É totalmente irreal.” 
Acho que a primeira coisa que preciso perguntar é: vocês já viveram o luto? A perda de alguém que é muito importante para vocês? De alguém que vocês são muito próximos e amam, mesmo que não digam isso sempre?

Eu já (e fiquei abismada quando algumas pessoas ao meu redor me contaram que nunca o vivenciaram).

A dor é grande. Ainda mais se você não pode se despedir, pois nunca sabemos quando é a última vez que vamos ver aquela pessoa. Como a autora disse, é totalmente irreal você ver a pessoa li, viva e sorrindo, te dando abraços. E no dia seguinte, você ter que encarar ela dentro de um caixão, parada. Você espera que seja tudo uma brincadeira; que, quando os paramédicos te ligam para avisar, tudo não passa de uma pegadinha. Mas não é. Você descobre que não é. E não importa o quanto você derrame lágrimas, não é uma brincadeira. Não perdi meu marido, como a Zoe. Perdi 2 pessoas que considerava minhas mães também: minha avó há uns bons anos atrás e minha madrinha, mais recentemente. Foi surreal a perda da segunda... Até hoje eu sinto muito.

Cenário colocado, tentem imaginar como foi para Zoe ver o marido na mesma situação. Analisar pelos próximos dias tudo o que poderia ter feito para evitar aquele acidente, pensar que ele pode ter morrido a odiando.

Ed e Zoe se conheceram na faculdade, onde também conheceram seus melhores amigos: Simon, Jane e Rob. Não ficaram juntos na época, pois Ed tinha medo de compromisso e Zoe respeitou sua decisão. Anos depois se encontram ocasionalmente e o relacionamento é inevitável.

Jane e Zoe viveram juntas depois da faculdade, vivendo o sonho de ter um pequeno apartamento em Londres, correndo atrás do sucesso em suas carreiras. A amizade das duas é sincera e divertida: Jane é a louca dos relacionamentos e sempre acaba escolhendo os caras errados, apenas pela beleza. Apesar da futilidade, é ela quem socorre Zoe sempre que a amiga precisa.

A protagonista tem dificuldades para seguir a vida, remoendo todo o relacionamento, todas as brigas e as coisas que deram errado, a raiva que sentira naquela manhã. Num acesso de raiva, ela acaba se machucando feio e acorda em uma realidade diferente: está de volta na faculdade e decide fazer diferente dessa vez.
“Sozinha por alguns minutos, eu respiro fundo para acalmar os nervos. É maravilhoso ver Ed novamente, mas ele não tem ideia do quanto me deixa feliz. Para ele, sou apenas uma amiga que ele beijou há alguns anos, ao passo que para mim ele significa tudo. E tudo o que eu perdi.”
A cada vez que ela dorme, no dia seguinte acorda para um novo dia, talvez dias, meses ou anos à frente do dia anterior. Ela pretende fazer tudo a seu alcance para evitar que o fim de Ed chegue no dia em que está acordada, realizando pequenas mudanças no dia-a-dia torcendo para que tal coisa reflita no futuro.

Ela acredita que, no fim da vida em que ela o perde, ambos se odeiam muito por causa das decisões e conceitos que assumiram para suas vidas: Ed não quer se casar, mas deseja uma família grande e feliz vivendo em uma fazenda. Zoe é urbanística até o ultimo fio de cabelo e ama Londres. Não deseja ter os filhos que Ed tanto sonha... Ambos carregam uma bagagem emocional muito grande.

Sabemos que todo relacionamento tem altos e baixo, mas são nossas escolhas que os tornam bons ou ruins, como escolhemos lidar com as diferenças, com as pequenas e grandes felicidades e tristezas de nossos dias. Acredito que isso fica bastante claro no relacionamento dos dois, assim como também como os elefantes brancos no canto da sala sempre estão ali, apenas esperando para surgir. Se vamos lidar com raiva ou sentar e tentar compreender, essa é a diferença. E lembrar que quando se está num relacionamento que se pretende levar pela vida, precisamos aprender a abrir mão de algumas coisas, ambos precisam. E é isso que Zoe vai aprendendo conforme os dias passam, que cada pequena coisa importa, cada pequena coisa pode mudar o futuro.

Ela teve que aprender a duras penas essa pequena lição. Com pânico, medo, ansiedade... Sem saber se dará certo no futuro. E alguém sabe o que irá acontecer em seu futuro?

Clare Swatman nos traz lições valiosas com sua história simples e uma narrativa deliciosa. O livro passa e você nem percebe. Me fez avaliar muitas coisas, as quais eu sabia que não dedicava atenção o suficiente, não falava o suficiente, não sorria ou mostrava o que de fato sinto sobre elas. Acredito que todos podem aprender alguma coisa com a história de Meus dias com você.


A diagramação é simples, a fonte média ajuda a fazer a leitura passar deliciosamente. As páginas são amareladas e confortáveis ao toque. A capa é sutil e passa seu recado, depois de ler toda a história. Gostei muito dessa leitura!


Aproveite cada momento de sua vida com as pessoas que você gosta e ama, tente tirar sempre o melhor proveito das situações... Nunca saberemos quando será a última e pode não ter a chance de fazer as coisas diferentemente. Não se arrependa de suas atitudes!

Enquanto lia este livro, ouvi muito a música Try, da P!nk... Acho que bate muito bem com a história contada pela Clare Swatman. Se desejar ouvir, o lyric video está embaixo!


2 comentários:

  1. um livro lindo demais, quantas emoções eu senti ao lê-lo, Zoe e Ed vivem os altos e baixos do amor
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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