Menu

7.1.17

{Resenha} As Cores da Vida



Título: As Cores da Vida
Autora: Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
Sinopse: Uma arrebatadora história sobre irmãs, rivalidade, perdão e, em última análise, o que significa ser uma família.
As irmãs Winona, Aurora e Vivi Ann perderam a mãe cedo e foram criadas por um pai frio e distante. Por isso, o amor que elas conhecem vem do laço que criaram entre si. Embora tenham personalidades bastante diferentes, na verdade são inseparáveis.
Winona, a mais velha e porto seguro das irmãs, nunca se sentiu em casa no rancho da família e sabe que não tem as qualidades que o pai valoriza.
Mas, sendo a melhor advogada da cidade, ela está determinada a lhe provar seu valor.
Aurora, a irmã do meio, é a pacificadora. Ela acalma as tensões familiares e se desdobra pela felicidade de todos – ainda que esconda os próprios problemas.
E Vivi Ann é a estrela entre as três. Linda e sonhadora, tem o coração grande e indomável e é adorada por todos. Parece que em sua vida tudo dá certo. Até que um forasteiro chega à cidade...
Então tudo muda. De uma hora para a outra, a lealdade que as irmãs sempre deram por certa é posta à prova. E quando segredos dolorosos são revelados e um crime abala a cidade, elas se veem em lados opostos da mesma verdade.

Os livros da Arqueiro sempre me surpreendem, a cada um que recebo e abro suas páginas, imediatamente sou cativada. Acabei de finalizar mais um e ainda não sei bem o que comentar sobre o mesmo.

As Cores da Vida é uma narrativa emocionante em terceira pessoa, repleta de detalhes que diversas vezes me faziam sentir estar assistindo a história a minha frente, como um filme.

Ambientado no ano de  1992, finalizando em 2008, vemos a história de três irmãs, acompanhando-as desde sua infância até a vida adulta. Temos Winona, a irmã mais velha e mais focada dentre as três, apelidada por sua mãe como “Ervilha”. Aurora, a irmã do meio, é a apaziguadora, sempre dando o melhor para reconciliações quando havia brigas, apelidada por sua mãe de “broto”. A irmã mais nova, Vivi Ann, a mais pura pérola, apelidada por sua mãe de “feijãozinho”. Com o falecimento de sua mãe, as irmãs, ainda jovens, veem em como única forma de amor o laço que criaram entre si.

A família é orgulhosa e mantem o nome do criador da cidade em questão, os Greys. Seu rancho é um dos mais importantes e Vivi Ann, uma famosa Amazona imbatível na prova de tempo, montada em Clem, a antiga égua de sua mãe.

O passar dos anos na história põe em prova tudo que é dito sobre as irmãs acima, principalmente focando em Vivi Ann, que se mostra não ser como todos imaginam que ela seja, pura e obediente. Os laços entre as irmãs se torna frágil quando um misterioso homem surge na cidade, o mesmo é contratado pela irmã mais velha, para que ajude no rancho da família.

O livro tem diversos “time-leaps” onde anos se passam rapidamente, sendo alguns ganhando mais focos e acontecimentos do que outros. Apesar de longo, não é cansativo, prende a atenção, impossibilitando de se ler poucos capítulos por dia. Diversas vezes esperei que o livro acabasse, que a vida criada para as irmãs encontrasse logo o rumo, mas a cada página virada, o livro dá o aviso de que a vida não é simples, coisas ruins acontecem o tempo todo, mas nunca se deve perder a esperança, mesmo que seja doído mantê-la.

Kristin Hannah narra a história maravilhosamente, sem deixa-la pesada, é sempre uma escrita fluida e cheia de surpresas. Impossível deixar de pensar nos acontecimentos contados até que seja lido o final.

6.1.17

{Dica de Leitura} Novo Mundo


Hoje é dia de Dica de Leitura!

O dia em que damos um espaço para os autores nacionais apresentarem seus livros, o lugar onde nós conhecemos o que há de novo no mundo literário nacional!

A Dica de hoje é o livro Novo Mundo, da autora Mariáh Santos!

Editora: Amazon
Sinopse: Em um futuro onde uma praga chamada Merens Sanguinem está devastando o planeta, levando a morte de muitas pessoas. Mas, algumas pessoas são imunes a essa doença, são pessoas que possui o sangue AB-, conhecidas como sangues fortes. O governo está atrás dessas pessoas para achar a cura, porém, a fissura é tão grande que todas as pessoas que conseguem ser imune a doença estão morrendo nesses testes para descoberta do antígeno.
Ana De La Vega é um sangue forte que foge a toda instante do governo e teme os militares (que levam as pessoas para os testes). Depois de perde toda a família ela se fixa em um lugar, se sente segura e cria raízes lá, conquistando amizades, um lar, e a pela primeira vez ela pode está perto de encontrar o amor, o amor que ela achou que nunca iria sentir por ninguém.
Mas nenhum sangue forte consegue se esconder do governo para sempre, será que Ana conseguirá?
Onde comprar: Amazon
Fanpage: Facebook

Sobre a autora: Mariáh Santos tem 19 anos e Novo Mundo é seu primeiro livro publicado. Decidiu escrever este livro a partir de um sonho que teve e planeja escrever uma sequência.


Se deseja ser divulgado pelo blog, assim como a Mariáh, entre em contato conosco através do email: asmeninasqueleemlivros@gmail.com que lhe daremos toda a atenção! <3

5.1.17

{2016} Os melhores de 2016




Pedi para as Meninas nos contarem quais foram os melhores livros de 2016. Então cada uma delas escolheu três de suas leituras do ano que se foi para montar seu TOP 3!

Manuh 

Este foi um ano de leituras incríveis. Apesar de ter lido bem menos que ano passado, valeu muito pelo que aprendi e refleti com as leituras feitas.
Meu top 3 de melhores leituras do ano fica assim:

3º lugar: A resistência, de Julián Fuks: com um texto poético, o autor fala sobre adoção, ditadura e pertencimento, tudo assim, misturado e carregado de emoção, para encantar quem aprecia fato histórico e drama familiar. Ma-ra-vi-lho-so!

2º lugar: A vida invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha: faz a leitura de uma época (anos 50), aborda o machismo e a condição da mulher. E nos traz a reflexão sobre a necessidade de falarmos cada vez mais sobre empoderamento feminino. Leia! Leia! Leia com as amigas, leia em um clube de leitura! O livro foi vendido para várias editoras estrangeiras e virará filme por aqui.
Resenha: Aqui


1º lugar: O tribunal da quinta-feira, de Michel Laub: disparado o melhor livro que li para resenha no blog em 2016. O texto de Laub é muito inteligente, ousado, provocativo. Os temas abordados são a privacidade/a exposição e a intolerância no ambiente das redes sociais. Junte a isso uma traição, AIDS e confidências violadas. Preciso dizer mais? Você não sairá ilesa/ileso desta leitura, acredite!

Menção Honrosa: De mim já nem se lembra, de Luiz Ruffato: o texto de Ruffato já vale a indicação. E este livro fala de saudade, de identidade, com a delícia de mesclar ficção e um tanto de autobiografia. Como só podia premiar três, este aqui ficou de fora, mas merece destaque.
Resenha: Aqui

Amanda

Aaaahhhh que honra estar aqui novamente para falar sobre meus livros preferidos do ano! No começo de 2016, o primeiro post em que participei nesse blog, também foi o de Top 3 (2015). Mas até então, eu ainda não havia escrito nenhuma resenha, e hoje me sinto muito feliz por poder escolher meus livros favoritos do ano me baseando nas resenhas que escrevi durante esse primeiro ano de participação minha no blog As Meninas Que Leem Livros.

Gostaria muito de agradecer à Priscila pelo convite, que mesmo sabendo das minhas correrias e loucuras, sempre me apoiou e me ajudou a cumprir minhas metas e prazos, acima de tudo, confiando no meu esforço e na minha competência para ajuda-la nessa tarefa de administrar um blog tão grande e tão lindo! Priii, muito obrigada mesmo, estou adorando participar disso tudo com você e espero do fundo do coração melhorar minhas contribuições para 2017!

Meninas e menino, muito obrigada por nos ajudarem a manter a qualidade desse blog que já existe há tanto tempo, sempre renovando os conteúdos e evoluindo a cada dia, a cada leitura, a cada filme ou série. Me sinto muito orgulhosa de fazer parte dessa equipe!
Mas agora chega de babação de ovo e vamos ao Top 3!!!!

Em terceiro lugar, os dois livros que me apresentaram à autora Rosana Rios. Sangue de Lobo e Olhos de Lobo nos trazem muito mistério e histórias sobrenaturais que são extremamente bem costuradas ao mundo real, aos experimentos de Guerra, além de se passarem no Brasil, em contextos nos quais podemos facilmente nos identificar.

Em segundo lugar, O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida, de Kate Eberlen. Quem leu minha resenha aqui, sabe o quanto me impressionei e ameeei esse livro. Uma das histórias de amor mais realistas que já li, pois nada acontece na hora certa, todo mundo passa por perrengues e descobertas antes de realmente ser “feliz para sempre”.
Resenha: Aqui

Em primeiro lugar, o queridinho do ano, que já foi minha indicação de presente de natal e também já passou por aqui com O Menino Que Vê Filmes, já que chegou às telonas no final desse ano. O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares (que agora foi relançado como “O Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares), de Ramson Riggs, é uma mistura de fantasia, ação, com leves pitadas de terror e personagens maravilhosos que me encantaram desde as primeiras páginas. Com certeza foi o melhor livro que li e resenhei no ano de 2016, e em breve chegarão aqui as resenhas das continuações: Cidade dos Etéreos e Biblioteca de Almas.
Resenha: Aqui

Confesso que esse ano foi difícil escolher os três melhores, e isso é algo muito positivo, pois significa que as editoras têm se comprometido a lançar livros e autores excelentes todos os dias.  Espero que continuem assim e que a cada ano essa escolha se torne mais e mais difícil!! Feliz 2017 pessoal!!!

Crislane

Meu Coração e Outros Buracos Negros de Jasmine Warga 
Esse livro... Senti meu emocional abalar com essa história. Os conflitos internos de Aysel me tocaram muito. Vi uma menina muito perdida, em que ninguém conseguia penetrar em sua armadura, até encontrar Roman. O livro é bastante comovente, mas acredito que os acontecimentos foram muito rápidos. A relação com a mãe e a meia-irmã, e ainda o reencontro com o pai poderiam ter sido mais aprofundadas, mas talvez a autora quisesse deixar essas partes para depois. Para nos dar uma noção de que as coisas vão continuar, que Aysel vai lutar pela vida. Essa perspectiva me deixou feliz. Feliz por ela e Roman, que também decide viver. As coisas não serão fáceis, mas nada na vida é.

O Desapego Rebelde do Coração de Bianca Briones
Esse é o terceiro livro da Série Batidas Perdidas. E ai meu coração!!! Bianca deixa a gente tão, tão... Não sei nem o que dizer. Seus livros tem muito amor, eles transbordam das páginas e nos tocam fundo no coração. Rodrigo amadurece de uma maneira magnífica. Foi muito tocante ver o modo como ele pode aprender com sua pequena Anna (leiam e descubram sobre essa fofura). Rodrigo foi uma surpresa nesse livro. Não tinha como não se apaixonar ainda mais por ele. <3 


“Jurassic Park” do Michael Crichton 
Gostei muito! A forma de escrita de Crichton é bastante acessível. Quando soube que o livro ia ser lançado, fique bastante empolgada. Adoro os filmes de Jurassic Park e poder vir a ler o livro me deixou empolgada, mas o medo do livro ser tedioso me deixou um pouco receosa. Bom, o livro não é tedioso. O autor soube dosar os momentos técnicos e teóricos muito bem. As cenas foram bem construídas. O que pude sentir falta foi não ter ilustrações dos dinossauros. Seria maravilhoso vê-los entre as páginas do livro. Se na edição original essas imagens tivessem sido pensadas, o livro ia ficar ainda melhor. Tive que recorrer ao google imagens para saber de qual dinossauro eles estavam falando. Ainda assim isso não interferiu na leitura, que é maravilhosa.

Priscila

2016 terminou, o livro acabou, o inverno nos deixou... Brincadeira! #voltainverno!

Li muitos livros bons em 2016, foi um ano muito bom em vários aspectos. Foi meu primeiro ano morando com meu companheiro, adquiri uma vida de independência de verdade. Aprendi a ter mais paciência, a sempre respirar fundo. Não vale a pena se estressar, é só fazer.

 O blog cresceu um bocado, me deu orgulho. Mesmo que às vezes seja estressante, eu amo fazer isso. Amo ler. Amo dedicar minhas horas livres a isso... Tá que nem sempre, pois gosto de jogar, gosto de ver TV, gosto de ficar à toa! Mas o blog tem sido uma de minhas prioridades, pois minha dedicação está nele.

Agradeço a todos que estão fazendo parte disso, vocês são todos importantes!

Vou tentar cobrar mais no ano de 2017 e. *assovia*

Vamos lá. Minhas três melhores leituras... Muito difícil escolher só 3, pois li muitos livros marcantes este ano. Muitos deles me tocaram na alma, me emocionei de verdade lendo... E olha que não sou fácil de me emocionar!

Em 3º lugar: Uma história incomum sobre livros e magia,de Lisa Papademetriou
Uma história simples e cativante, que marca qualquer leitor. Não tem como não acreditar na magia dos livros e no que a leitura pode fazer com uma pessoa, depois de ler este livro! É fácil relacionar qualquer personagem a nós, pessoas comuns e leitoras, com um toque de esquisitice. A capa é linda, a diagramação dele é maravilhosa. Gostei demais e foi uma das minhas primeiras leituras do ano - ou quase isso.
Resenha: Aqui

O 2º lugar ficou com: O livro de memórias, de Lara Avery
Aprendi muito com a história de Sammie. Chorei, não acreditei no que lia, torci de verdade pela vida dela. Ela é forte, decidida, uma lutadora. Não aceita o que acontece e luta contra isso desde o primeiro dia. Tive esperanças... Mas aprendi muito com a Sammie e seu diário para a Sammie do Futuro.
Resenha: Aqui

1º lugar vai para....! 
Juntando os pedaços, de Jennifer Niven!
Representatividade, alto astral, auto-conhecimento... Tudo de presente neste livro da Jennifer Niven! Foi minha melhor leitura de 2016 justamente pela quantidade de reflexões que ele me deu, a emoção me causou. Acredito até que pode se tornar uma leitura obrigatória para nossos jovens, pois trata do bullying de maneira magistral, suave... Mas impactante. Queria ter toda a coragem que a Libby tem.
Resenha: Aqui


Foi difícil para nós todas escolher apenas uma leitura de todos que lemos em 2016.

Espero que o ano de 2017 seja incrível no ramo literário para nós, e tenho certeza que será!

Obrigada por nos acompanhar neste ano que passou... E seja bem vindo ao nosso ano de 2017!



{Primeiras Impressões} Ossos do Clima


Autor: André Souto
Editora: Arwen
Ano: 2016
Sinopse: O misterioso desaparecimento de um renomado cientista, um incêndio criminoso, um roubo que deu errado e as mortes inexplicáveis de diferentes pesquisadores ao redor do mundo. 
Aparentemente nenhum desses fatos está relacionado, mas com o desenrolar da história fica evidente cada pequena conexão. Algumas nem tão pequenas assim. 

Entre inúmeras perguntas sem respostas e enigmas que parecem insolúveis acontece, em Brasília, a Cúpula Mundial do Clima, pano de fundo para tramas políticas que podem mexer com algumas das mais íntimas certezas dos protagonistas da trama, assassinatos e uma caçada pelas pessoas que podem mudar a nova ordem mundial.
Junte-se a Alice Gianne e Amilton Vidal para tentar desvendar esse mistério e entender quais são os Ossos do Clima.


Sobre o autor:
  
André Souto nasceu em 1982 em Minas Gerais. É Mestre pela UFG, atuando como servidor público do Judiciário Federal e professor universitário. Morou em algumas regiões do Brasil antes de chegar à Brasília, palco de seus textos, que envolvem subgêneros da literatura policial em um ritmo moderno e instigante que deram origem a Ossos do Clima (com PRÉ-VENDA a partir de 05-12-16) e à obra Cubos de Marfim, terceiro colocado e menção honrosa do Prêmio Mark Wertz de Literatura.



Primeiras Impressões: 

"Quando as cinzas das hipóteses são tomadas como verdades, é preciso clarear os fatos."

Ossos do Clima nos apresenta o Professor Caio Sodré, especialista em climatologia, que conduz um trabalho misterioso em uma passagem secreta da Biblioteca Central da Universidade de Brasília.

Alice Gianne, também cientista e professora, estudava a teoria do efeito estufa. Porém, apresentava algumas características derivadas do autismo, o que dificultava suas relações afetivas e emocionais.

Além da apresentação de personagens extremamente interessantes, o princípio desse livro já nos traz duas mortes daquelas dignas de me impressionarem, mostrando um homem pegando fogo e com duas flechas atravessadas em seu corpo e um outro homem que teve sua água do banho substituída por óleo quente.


A história acontece ao mesmo tempo em vários lugares do mundo, e apesar de muito pouco ser revelado nos primeiros capítulos, já dá pra sentir que será um mistério de tirar o fôlego! A forma com que André Souto narra os acontecimentos e a forma como divide os capítulos me lembraram um pouco o estilo de escrita de Dan Brown, um dos meus autores favoritos. Me sinto ansiosa para ler o livro todo!


{Resenha} O tribunal da quinta-feira



Autor: Michel Laub
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Um publicitário faz confissões por e-mail ao melhor amigo. Os textos falam de sexo e amor, casamento e traição, usando termos e piadas ofensivas que contam a história de uma longa crise pessoal. Quando a ex-mulher do protagonista faz cópias das mensagens e as distribui, tem início o escândalo que é o centro deste romance explosivo. O fio condutor da história, que une o destino dos personagens diante de um tribunal inusitado, são os reflexos tardios e ainda hoje incômodos da epidemia da aids, e o que está em jogo são os limites do que entendemos por tolerância — mas para chegarmos a eles é preciso ir além do que seria uma literatura “correta” ao tratar de homofobia, assédio, violência, empatia, liberdade e solidariedade.


“Todo fascista julga estar fazendo o bem. Todo linchador age em nome de princípios nobres.”

Aquilo que você só fala para um/a amigo/a poderia ser publicado? Você é tão politicamente correto com o que escreve a ponto de deixar abertos sua caixa de e-mails ou seu WhatsApp? Independente de responder sim ou não a estas perguntas, pode tomar assento na plateia: está aberta a sessão de O Tribunal da Quinta-Feira, novo livro de Michel Laub, que vai discutir os temas contemporâneos da privacidade e do julgamento que se faz no ambiente de intolerância das redes sociais.

As confissões de um publicitário ao melhor amigo caem na internet. Trocadas por e-mail, com um vocabulário próprio daqueles que são íntimos e falam abertamente sobre tudo: traição, sexo, algumas doses de sacanagem, usando termos politicamente incorretos.

José Victor e Walter têm 43 anos e são publicitários bem-sucedidos. A longa amizade permite conversas cujo teor é despido de qualquer censura. Walter é homossexual e soropositivo e faz referências pesadas à doença e às dificuldades que encontra. No mesmo tom, José Victor conta do casamento que está ruindo e a chegada de uma amante duas décadas mais jovem. Com uma pauta dessas já dá para imaginar em que nível o papo rola: total liberdade de usar palavrões, obscenidades, linguagem chula, também constituindo um escape para os problemas que enfrentam. Soa mal para quem lê, ofensivo até, mas cabe tão bem entre eles, há cumplicidade, e de comum acordo qualquer desvio moral está perdoado:

“Remetente: eu. Destinatário: Walter. Trecho: Teca está viajando. Estou pensando em convidar a vítima redatora-júnior para contrair A.I.D.S./S.I.D.A.”
Teca está recém-separada de José Victor, após quatro anos de casamento. Revoltada com o que lê ao invadir a privacidade do ex-companheiro, ela resolve selecionar alguns trechos sórdidos dessas conversas e os expõe para algumas pessoas. O conteúdo vaza na internet e o que se tem, como o leitor já pode imaginar, é uma avalanche de opiniões. A patrulha das redes sociais é afiada, tem sangue nos olhos, dá-se a explosão. Foi lançada a primeira pedra:
“Remetente: amiga de Teca. Destinatário: eu. Trecho: Eu vou dedicar a minha vida a dizer para todo mundo quem você é seu misógino.”

Laub faz uma retrospectiva do surgimento da Aids na década de 80, cita nomes famosos que sucumbiram à doença, como Cazuza e Freddie Mercury, em um breve apanhado da ameaça que reformulou o comportamento sexual. Partindo da epidemia, delineia o microcósmico drama pessoal dos soropositivos e da geração posterior. O flagelo mundial é um dos ingredientes de uma trama em que se arriscam os personagens, mas também o autor. Laub nos põe a refletir, entre outras coisas, sobre o comportamento que adquirimos depois da (super) exposição em que os mais jovens já nasceram inseridos. O ambiente virtual é a vitrine da felicidade alheia, é a praça de troca de ideias e de protesto, onde facilmente são feitas e desfeitas ligações, em que se dividem os lados e daí para o apedrejamento é um clique.

O que acontece é que entre os amigos há uma espécie de pacto, não há espaço para a piedade, como se isso subtraísse a sinceridade da relação. Além disso, as conversas sigilosas, trocadas em veículo confidencial, foram publicadas por uma terceira pessoa, numa vingança impensada. Diferente de um tribunal de justiça, que garante aos réus a possibilidade de defesa, aqui o julgamento é moral, eles estão expostos ao linchamento virtual, estão acessíveis aos moralistas de plantão. Imagine o tamanho disso, o poder que se dá, sem limites, aos acusadores e defensores no ambiente das redes sociais.

“Por volta das sete e meia voltei a conferir as redes. Não foi um choque àquela altura, era previsível que o vazamento massivo seria uma questão de horas. Os boçais homofóbicos já haviam se manifestado. A esquadra feminista já tinha entrado no debate.”

O autor coloca em perspectiva uma situação extremamente pessoal, talvez tente, ao menos, fazer o leitor se colocar no lugar de José Victor e é aí que ganha mais brilho em suas indagações, porque somos tomados por pensamentos diversos, embalados por nossas paixões e crenças, fatalmente estamos ali, julgando. Os meninos podem logo se identificar com os pensamentos do protagonista, ou no mínimo compreendê-los, e as leitoras precisam fazer algum esforço para entrar nessa cabeça masculina, com os atalhos tão visuais, que passam por um viés sexual. Além de citações machistas que irritam as mulheres. Isso me incomodou, precisei separar autor e personagem. Ai de quem não conseguir manter a mente aberta para seguir até o fim no excelente texto de Laub!

"O argumento em todos esses casos é que palavras significam posturas. Posturas significam ações. Ações significam consequências. O filtro da linguagem é o primeiro anteparo contra a violência, e há todo um vocabulário que legitima, como naturalização de conceitos construídos histórica e ideologicamente, a agressão às vítimas - sejam elas gays, negros, judeus, pessoas em posição social fragilizada, pessoas em situação emocional vulnerável."

Enquanto tenta entender o furacão que devasta sua privacidade, José Victor também conta do amor. Dani tem um papel importante na trama e é bem fácil gostar logo dela, uma vez que nos é apresentada pelo olhar do cara que está apaixonado. É mais um ingrediente para fazer de O Tribunal um livro desconcertante, provocativo, desses que duvidamos de nossos sentimentos ambíguos, passamos parte da leitura sobre o muro da indecisão.

Há uma inter-relação feita entre a Aids e a privacidade na internet, sobre a cautela que precisamos ter. Basta um descuido numa relação sexual para se contrair o HIV. Assim como uma vez publicado na rede, o conteúdo foge ao seu poder. Nas duas situações, a palavra de ordem é cuidado. Talvez toda sorte de excessos que vemos proliferando como vírus (nas redes sociais ou nas relações) seja mesmo fruto da nossa empolgação no calor do momento.

“Eu ouço a voz de Dani e percebo o quanto há de condescendência nesse pessimismo. E como ele me iguala aos que me atacaram nos últimos dias: os que só conseguem ver um indivíduo à distância, a partir de estereótipos e tabus.”

Juntamente com Diário da Queda e A Maçã Envenenada, O Tribunal da quinta-feira compõe uma trilogia de narrativas cujos personagens sofrem os efeitos de catástrofes mundiais, ainda que sejam tão somente ecos do ocorrido, e as três obras abordam o preconceito e a intolerância. Mas são livros com tramas independentes, não estão ligadas.

Para ler O Tribunal há que se despir de prejulgamentos de toda ordem, deixar que os personagens falem e sejam eles mesmos, sem máscaras. Do contrário, também o leitor participará como mais um inquisidor.

Já havia lido Diário de uma queda, me encantei com a escrita inteligente de Michel Laub. Este livro foi uma das melhores descobertas de 2016. Quero tudo que Michel Laub publicar!

Sorria e pose de feliz e correto: você está sendo vigiado. E se ao final da leitura cogitar a ideia de apagar algumas mensagens antigas, não estará sozinho.

"É inevitável atribuir sentido moral a qualquer ato humano que não seja abrir os olhos pela manhã."


Link do livro no Skoob: https://www.skoob.com.br/livro/621796ED622585

Minha nota no Skoob: 5 estrelas

4.1.17

{2016}Leituras de 2016


Olá meus amores, tudo bem? Espero que sim. :)
Fui devidamente convocada para fazer uma lista dos livros lidos esse ano!


É isso mesmo negrada!
Tenho lido bastante esse ano, mesmo tendo que me preparar psicologicamente, emocionalmente e fisicamente pra concluir meu curso em Medicina Veterinária.
Por que a pessoa aqui escolheu o curso mais fácil do mundo. #SóQueNão
Vamos ao que interessa, que falar de livro não tem coisa melhor!





E aí? Leram algum desses durante o ano? Ou já ouviram falar?
Dominic, Valiant e Sob A Luz Dos Seus Olhos são releituras que faço todo ano rs. Sério gente! Amo demais essas histórias.

Sou apaixonada pela Série Novas Espécies da Laurann Dohner onde o livro Valiant é o terceiro de quatorze livros. Já perdi as contas de quantas vezes li essa série completa.

Dominic é da Série Slater Brothers que são cinco irmãos fodásticos lindos e engraçados. Minha série preferida no mundo todo. Depois que você conhece Dominic, Damien, Alec, Kane e Ryder vira um ciclo vicioso rs. Só consegue parar de ler quando termina a serie toda.


Sob A Luz Dos Seus Olhos é um livro que me marcou muito. Não só a mim, mas minha mãe também. Tem toda uma história linda e cativante que emociona e afeta seu emocional de uma forma inexplicável. É um dos romances mais inesquecíveis que já li.




Não curto muito ebook, mas muitas dessas séries e livros únicos não foram nem lançados aqui no Brasil, daí a pessoa não aguentou e leu em ebook mesmo rs.
Nem gosto de séries de motoqueiros, todos aqueles homens fortes, possessivos, protetores, ciumentos e loucos por suas mulheres não me agrada em nada.


A-M-O motoqueiros! Acho que já li todas as séries existentes no mundo, porque é um vício gente. Quem é fã desse gênero como eu vai saber o que estou dizendo. Algumas séries são somente lançadas na Amazon e outras são bem conhecidas. 





Haha! Melhor séries ever! 💕


Fiz o TOP 3 das séries que li no ano de 2016. 
O que falar dessas séries fodásticas? São na minha opinião as séries mais incríveis que li esse ano. Sem sombra de dúvida!


A Série Slater Brothers já reli milhares de vezes, é o tipo de série que quanto mais você lê, mais dá vontade de reler, tendeu?


Deu um nó até na minha cabeça agora com o que escrevi. 😂😂😂😂😂
Deixa eu explicar. A série é completa no quesito humor, drama, romance, amizade, suspense...por isso que é tão maravilhosa.
A autora soube como cativar o leitor por cada um dos irmãos, cada um com suas manias, possessões e teimosia. 
Quem ainda não conhece, leia e depois me diga o que achou.


A Série Guerreiros Zorn da Diva Laurann Dohner (sou muito fã) foi um presente quando tava atrás de ebooks dessa autora. Quando li o primeiro livro do Ral foi enlouquecedor. Li os cinco livros um depois do outro em menos de dois dias, e quando acabou fiquei arrasada rs. 


Essa série me lembrou muito a série Novas Espécies, por serem diferentes na aparência e na força. 
E o melhor: só tem mocinha casca grossa e decidida. 
Foi a junção dos Guerreiros Zorn e suas companheiras que me cativaram tanto.



A Série Wind Dragons MC da Chantal Fernando é um arraso!

São motoqueiros que trabalham/lidam com coisas barra pesada e com rivalidades entre Clubes, além de ter muitas cenas quentes os caras são engraçados e divertidos.


As mocinhas também não ficam atrás, são cheias de marra e decididas do que querem. Simplesmente irresistível.
Ainda falta ler uns quatro livros se não me engano, mas nessas férias concluo a série inteirinha. A-M-O!
Os números de livros lidos esse ano até agora, são 26 livros físicos e 66 ebooks, sendo no total 92 livros lidos. Não tinha me situado de que havia lido tantos assim, livro pra caramba. Adoooooro!




Espero que tenham curtido tanto quanto eu, foi bem divertido fazer esse post.
Até a próxima amores. FUI!