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28.1.17

{O menino que vê filmes} A Chegada



Direção: Denis Villeneuve
Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whtaker, Michael Stuhlbarg, Tzi Ma, Mark O’Brien, Abigail Pniowsky, Julia Scarlett Dan
Sinopse: Quando seres interplanetários aterrisam suas naves em solo terrestre, a renomada linguista Louise Banks é convocada pelo governo americano para tentar desvendar a linguagem dos visitantes. Porém, a jovem tradutora acabará por fazer descobertas não só sobre a comunicação alienígena, mas sobre si própria.

ATENÇÃO: Alerta de Spoilers! Se você ainda não assistiu ao filme, prossiga por sua conta e risco!

Resenha

Oi, gente! Muita gente pediu que a resenha de hoje fosse sobre “Passageiros”, que eu assisti, mas achei insuportavelmente previsível. E vocês sabem que eu não gosto muito de resenhar filme se não for pra falar nada de positivo. Ah, teve também quem pedisse resenha do queridinho do último Grammy, o musical “La La Land”, mas ainda não tive tempo de assistir. Alguém que já tenha visto me recomenda? Particularmente eu não sou muito fã de musicais (os filmes não ficam dez minutos sem um trá-lá-lá e uma dancinha super elaborada, aff)... WHATEVER! O filme de hoje foi avaliado muito positivamente pela crítica em geral, motivo pelo qual eu decidi resenhá-lo.

Mas vejam bem, como diria minha mãe (e todas as outras mães), “você não é todo mundo”. Hahaha... Digo isso porque fui pela indicação da crítica e não saí com uma grande impressão do filme... Não é que seja ruim: é bom! Quero dizer, a ideia é genial e traz todos os elementos de um bom drama sci-fi. Mas é monótono. Quase cochilei algumas vezes.

Mas enfim, vamos ao que interessa!

Ambientação

Embora a invasão dos aliens se dê em escala global, o foco do nosso longa está na América do Norte (pra variar). E não podia ser diferente, já que nossos queridos brothers não são famosos por sua simpatia para com estrangeiros.


Porém, curiosamente, dessa vez os americanos ocuparam um papel de maior sensatez em relação às outras nações, já que optaram por tentar o diálogo ao invés de já sair apelando pra mísseis e bombas nucleares, como aconteceu em Independence Day (EUA, 1996).

De outro lado, os “afobados” da nossa história aqui são os chineses, que estão sempre na iminência de começar uma briga e, o que é pior, serem acompanhados no conflito por quatro outras nações.


Dessa forma, já deu pra entender que o destino do mundo está nas mãos dos EUA (pra variar de novo), mais precisamente (e literalmente) da Dra. Louise Banks, de quem a gente passa a falar a seguir.

A Protagonista

A jovem linguista Louise Banks (Amy Adams) é uma mulher marcada por acontecimentos trágicos envolvendo sua filha, a pequena Hannah (Abigail Pniowsky/Julia Scarlett Dan).

Louise é dona de uma personalidade melancólica, mas extremamente perspicaz, o que faz dela uma grande colaboradora do governo americano.

Uma vez recrutada para a missão, a Dra Banks junta-se ao físico Ian Donnely com um único objetivo: estabelecer contato com uma raça desconhecida.

Fotografia

A fotografia de A Chegada não deixa a desejar, uma vez que as paisagens (sobretudo aquelas em que as naves aliens aparecem pousadas) são de tirar o fôlego.

Por outro lado, quando a atmosfera não é de penumbra, é de pouco contraste, poucas cores. Confesso que isso deixa o filme um tanto sonolento.

Quem gosta de filmes do gênero já viu naves alienígenas de todo jeito. No nosso caso aqui as naves são bastante rudimentares, parecendo grandes bacias negras flutuando a alguns metros do chão.


Os seres interplanetários foram retratados de forma muito básica. Particularmente, acho que isso se deu porque o diretor quis frisar que a chegada das doze naves e toda a grandeza que um evento como este eventualmente carregaria consigo não são o foco principal da estória.

Conclusão

Vocês devem ter notado que a resenha ficou um pouco mais curta do que de costume, mas é que não dá pra falar muito mais que isso sem revelar toda a trama e desencorajá-los a assistir.

Embora, como eu disse antes, eu tenha achado o longa com uma pegada muito monótona, não deixo de recomendá-lo, uma vez que ele nos dá uma oportunidade de reflexão acerca de várias nuances da natureza humana, tais como nossas escolhas e nossos sentimentos em face dessa força chamada destino.
Até a próxima, gente!

27.1.17

{Desafio a.k.a Projeto} Escrevendo sem medo: Janeiro



Olá, Olá!

Como eu disse, eu me desafiei a escrever mais este ano, de acordo com o projeto divulgado aqui. Tinha pensado em desafios de leitura e coisa assim, mas preciso de leituras obrigatórias demais já no decorrer do ano e achei esse bem interessante. Neste mês:

Janeiro: Das coisas mais importantes na minha vida.

Janeiro é o mês do meu aniversário (e da minha irmã, a Nicoli). Então o mês em si já é muito importante, pois historicamente (além do meu nascimento, óbvio!) muita coisa aconteceu neste dia: Galileu viu luas de Saturno, a União Soviética enviou uma nave espacial para a lua pela primeira vez, nasceu Mozart no mesmo dia do meu nascimento (hoje, 27 de janeiro). Eu não costumo muito olhar para trás... O que está lá, lá está. E é uma das coisas importantes, pois faz parte de quem eu sou hoje.

By Archaical
Das coisas mais importantes na minha vida, estão as estórias e as histórias que passaram por mim e que eu escrevi. Correndo pela montanha durante a noite com uma garrafa de vinho em mãos, brincando protegida pela lua, junto de pessoas que já não fazem parte de minhas histórias. Pessoas que ajudaram a moldar minha personalidade, mesmo as mais ruins... Me ensinaram que nem tudo que é bom naquele momento nos fará bem amanhã. Que a dependência do outro pode nos matar aos poucos, ou nos ensinar que nosso amor é maior do que a decepção. E que não importa o quão quentinho seja aquele buraco que você caiu depois de tanto correr, é um buraco e você precisa sair dele em algum momento.

As pessoas vem e vão, umas não por muito tempo, outras estão ali na esquina se você quiser alcançá-las e sabe que pode estender a mão e tocá-las, se precisar e se elas precisarem de você.. Mas sempre tem aquela entre as mais importantes que se vai sem te deixar dizer adeus. Essas são as que mais tocam a alma e o coração quando você pensa: “Quero mostrar isso à ela, sei que ela vai gostar!” E se lembra que dentre as coisas mais importantes da vida estão as memórias mais queridas. Brincadeiras, risos e lágrimas divididas, lutas travadas lado a lado em busca de um sonho que já nem era mais só seu, mas dela também. 

Erguer a cabeça, mesmo quando tudo o que seu corpo e sua alma desejam é ficar deitado na cama, pois não vê nenhuma luz no fim do túnel, não encontra nenhuma mão estendida... E descobre que entre as coisas mais importantes da sua vida está seu amor a si mesma. Quando você foi ensinado a se odiar, ir contra você mesma é a maior das dores – e a maior das gratificações. Mas ainda assim acredita que amanhã as coisas estarão melhores, pois amar quem você é o primeiro passo para amar o mundo.

Estar sentada em um ponto de ônibus, olhando para a frente enquanto espera e alguém se sentar ao seu lado e começar a conversar sobre tudo o que a aflige. E aprende que uma das coisas mais importantes na vida é saber ouvir aquilo que está na alma de alguém, uma angústia que a domina e que ela precisa livrar-se dela e confiou seus maiores temores a você, alguém que estava ali naquele momento em que ela talvez já não aguentasse mais nada lhe atormentando. 

By: Econita
Um dia, você também terá sua calma atormentada e, quando já estiver desesperada de tanto chorar, sabe que tem alguém que irá lhe abraçar e te ouvir. Uma das coisas mais importantes na vida, que na verdade não são coisas, mas sim pessoas que você sabe que mesmo que seu choro seja sem razão aparente, ela vai ouvi-lo e te fazer rir, mostrando que sua preocupação não tem fundamento e que tudo está bem.

Estar com quem se ama, em qualquer lugar, num momento em que ambos estão se amando e criando um momento que você nunca acreditaria que teria, se torna uma das coisas mais importantes na vida. A confiança de que estar ali é o desejo cumprido, naquele momento. 

E, ainda hoje, a coisa mais importante na sua vida é ser você mesma. Com suas quietudes, seus barulhos, seu gostar e o desgostar, suas alegrias e melancolias. O viver o momento a seu modo, pois é o que você ama fazer. 

E aprende, com um filme até bobo, que a coisa mais importante: “É amar e ser amado de volta”. Seja por sua família, por seu companheiro, por seu animal de estimação... Mas o mais importante e em primeiro lugar, é a si mesma.

Espero que tenham gostado desse primeiro texto do desafio.

Até o próximo.

By ntpdang

26.1.17

{Resenha} O menino que desenhava monstros


Título original: The boy who Drew monsters. A novel.
Autor: Keith Donohue
Editora: Darkside
Sinopse: Um livro para fazer você fechar as cortinas e conferir se não há nada embaixo da cama antes de dormir. O Menino que Desenhava Monstros ganhará uma adaptação para os cinemas, dirigida por ninguém menos que James Wan, o diretor de Jogos Mortais e Invocação do Mal.
Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar.
Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.
Na superfície, O Menino que Desenhava Monstros é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas.
“Esta é a nossa casa dos sonhos à beira mar”, diziam eles aos visitantes que, no verão, vinham passar fins de semana prolongados. Ou para o vovô e a vovó Keenan, que vinha pela possibilidade de um autêntico Natal com neve no Maine. “Bem vindos a casa dos sonhos.” O garoto não sabia ao certo se era uma casa na qual os sonhos se tornavam realidade ou se a casa em si era feita de sonhos.

Eu sou uma pessoa que se impressiona facilmente com o que lê. Cheguei a conclusão disso com a leitura de O menino que desenhava monstros. 

Porque?

Simplesmente porque eu tive pesadelos quando terminei, eu ficava encolhida na minha cama abraçada às minhas dogs porque estava com medo dos barulhos que vinham lá de fora! E se eu era cordada por um barulho então?! Meu coração acelerava tremendamente! E olha que nem é tão assustador assim, talvez as crianças de hoje nem se assustem mais com isso, mas eu me assustei!

Tive vontade de lê-lo desde que foi lançado, pois a sinopse me chamou muito a atenção por identificação: um menino solitário preso com sua imaginação à flor da pele.

Jack Peter é um menino com aspecto Asperger (um tipo de autismo de alto-nível) de 10 anos. Seus pais são Tim e Holly Keenan: Tim é o pai mais compreensivo, que trabalha meio período nas casas de veraneio no litoral onde residem. Deixou seus sonhos de crescimento pessoal para cuidar de Jack. Holly é advogada e teve sua imagem de filho perfeito quebrada após certa idade de Jip. Assistimos seu conflito interno como mãe entre amá-lo e temê-lo, após ser agredida por ele acidentalmente. Desde o diagnóstico, ela é quem trabalha período integral por ganhar mais dinheiro que o marido com seu trabalho.

Como é típico do espectro autista, Jip sempre se torna obcecado com algo ou com alguma brincadeira. Seu amigo desde a infância, Nick Weller, sempre participa com ele das brincadeiras e jogos que nosso protagonista cria, sem questionar diretamente a razão e sendo um amigo fiel. Porém, depois de acreditar ver o desenho de seu amigo passar correndo pela estrada. E não era uma ilusão, pois o pai de Jack também havia visto... Mas Nick negou, o que fez Tim deixar para lá. 

Holly e Tim sempre tentam fazer o melhor pelo menino, mas depois do ataque recente, a mulher teme pela segurança dele, dela mesma e do marido. Jack interpreta tal preocupação à sua maneira e encontra modos de reparar o que havia feito à mãe. Coincidentemente, é quando ela também começa a ouvir coisas em sua casa, mas parece que somente ela as percebe.

“O menino tinha o ar de quem havia guardado a verdade dentro da boca, e parecia que esta se debatia por trás dos dentes dele, tentando sair.”

Há anos sem frequentar a igreja, ela vê na fé a saída para sua angústia nos dias próximos do Natal, já que Tim parece não dar atenção às suas preocupações. Após uma visita a casa paroquial, ela se impressiona com a pintura de um navio naufragado e a governanta, Sra. Tiramiku, a assombra com histórias japonesas de fantasmas que nunca deixam o lugar onde morreram e, com isso, Holly fica obcecada pela história dos mortos no naufrágio e pensa que devem ser eles que estão assombrando sua casa.


A casa dos sonhos da família Keenan se torna o lar de seus pesadelos. E o pior, cada um deles só pode contar consigo mesmo, pois acredita que o outro não daria atenção ao que está vendo. O único que sabe da verdade é Nick, que também é ordenado a desenhar monstros e é assombrado por eles, mesmo em sua própria casa.

Não se sente seguro e sente raiva por ter que ficar na casa da família Keenan para o natal, pois seus pais, dois adultos que se tornaram alcoólatras por causa de algo que aconteceu em sua pequena família e que é crucial para Nick e Jip, vão ter uma segunda lua de mel para tentar reavivar seu relacionamento. Ele é o único amigo de Jack e, no entanto, não sabe se gosta ou desgosta do amigo e sofre calado a perseguição do monstro. Até mesmo tenta ajudá-lo a se salvar diversas vezes.

“Ele se lembrava da última vez em que havia estado naquele mesmo lugar com Jack Peter , há três anos, e desejou nunca ter conhecido um garoto tão estranho. Seus pais o obrigavam a brincar com ele, mas Nick não queria, Nick queria ser normal. Jack Peter o havia irritado naquele dia, com uma única frase descuidada.”

Devagar, todo o mistério vai se desvendando. Algumas cenas são realmente horripilantes, então se você é facilmente impressionável (como eu já falei lá no começo), vai sofrer um pouco se lê-lo sozinha à noite em casa.

A descrição dos monstros, o pânico de imaginá-los através dos olhos das crianças te leva de volta a sua infância e ao medo. Eu brincava com meus monstros durante o dia, para que à noite eles me deixassem me paz.

No decorrer da leitura você é levado a pensar em várias explicações e a acreditar em diversas coisas, diversas razões para a existência de tais criaturas, mas o final lhe pega de surpresa. Fiquei um pouco triste com o que o destino reservou às famílias Keenan e Weller, mas havia coisa demais entre eles. A tristeza, toda raiva contida e angústia era palpável no relacionamento existente.

Acredito que a lição passada é: se você não lida com suas partes ruins, elas podem acabar tornando-se seus monstros.

A qualidade do livro é Darkside, né gente. Capa dura, com alguns relevos ásperos. No final, tem um espaço para você desenhar seus medos, seus sonhos e outras coisas que achei bem interessante. Não sei se eu terei coragem, mas para aqueles que tem e o fazem bem, achei uma boa pegada!

Nota no Skoob: 5 estrelas.



25.1.17

{Resenha} Eu só quero mais uma história de amor - Do elevador ao fim do mundo


Autor: Neto Bach
Editora: Alternativa Books
Ano: 2016
Sinopse: Eu só quero mais uma história de amor é um livro que trata o cotidiano de maneira empolgante e sedutora. Um misto de realidade e ficção que faz o leitor imaginar que cada conto é parte de sua própria vida. Afinal, quem nunca paquerou no elevador ou fez planos para o fim do mundo? Amores shakespearianos com toques picantes e finais surpreendentes. É assim que Neto Bach relata situações do dia a dia. Textos para rir, chorar e, acima de tudo, se divertir.

Resenha:

Neto Bach escreve seus contos de forma fluida, são fáceis e gostosos de ler. Fala de amor com facilidade, com emoção, e temos a impressão de muitos destes contos serem autobiográficos.

Porém, uma coisa me incomodou nesse livro. Apesar de ser um tema recorrente, do nosso cotidiano, achei exagero tantos contos terem como tema principal a traição. Apesar de “comum”, não consigo achar a traição uma coisa normal, e me incomodou muito ler mais de metade do livro em que cada história alguém trai a confiança de outra pessoa. Ainda assim, o autor trabalha com as possíveis consequências dessas ações, afinal, alguém sempre sai machucado.

“Bem, quando você quer muito algum coisa, o universo conspira para ferrar com sua vida. Pode chamar isso de destino.”

No conto “Paixão de Ocasião”, que achei lindinho, a situação se desenvolve dentro do metrô. Um estudante de teatro apaixonado por Shakespeare é atraído por uma garota sentada, lendo Romeu e Julieta. Beto se interessou pela garota, por seu estilo, e principalmente por sua leitura, mas, por mais que tentasse, não conseguiu reunir coragem o suficiente para falar com ela, que acabou descendo do metrô. Mas o que poderia ter acontecido caso ele tivesse abordado essa garota? Pode parecer clichê, mas esse conto me fez pensar no quanto perdemos na vida pelo medo de tentar.

Em “O Maior Pecado do Mundo”, Ana descobre que pode estar namorando seu próprio filho, fruto de um estupro quando ela era muito jovem. Esse foi um dos textos mais chocantes do livro para mim. Como lidar com algo tão perturbador?

Além da traição, do estupro, do incesto, o autor também escreve sobre outro tema polêmico: o racismo. Em “A Cor da Morte”, Thiago começou a trabalhar muito cedo para não ser “malvisto” na comunidade, visto que era negro. Ele se apaixonou pela menina mais bonita da escola, loira, de olhos verdes, de família rica e racista, fazendo com que a história terminasse em tragédia.

“Lágrimas escorriam pelo meu rosto, enquanto a raiva me consumia. Não podia ser. Isso não podia estar acontecendo comigo. Quando pensei em me virar para encarar aquele racista maldito, levei uma coronhada na nuca. Era o fim. No momento da agressão a arma disparou. Meu corpo caiu, e com ele minha dignidade. Caí de olhos abertos e pude ver a morte. Ela não era como eu imaginava. Não usava preto e não tinha uma foice. A morte era branca. E estava fardada.”


Uma coisa ficou clara com a leitura desse livro: Neto Bach escreve para incomodar, para nos tirar da nossa zona de conforto, nos fazendo refletir sobre o amor, suas diversas formas de manifestação, e também suas consequências. Vale à pena conhecer seu trabalho!

*Livro cedido pela Alternativa Books

24.1.17

{Projeto a.k.a Desafio} Escrevendo sem medo - 2017


Desde pequena, quando as habilidades de usar um lápis já haviam sido desenvolvidas, eu escrevo. Histórias, poesias, textos reflexivos... Minha adolescência foi minha fase mais produtiva, participei de competições de poesia na escola, declamei em teatros (sem registros, uma vez que num ataque de raiva e decepção deixei tudo ir para o lixo), mantive um blog onde postava crônicas sobre o dia-a-dia, jogava RPG Play-by-Forum.

Hoje, não escrevo muito. E sinto falta, de verdade, de criar algo. As resenhas são um bonus, obviamente, mas a escrita própria se faz necessária. 

Então estava passeando pelos blogs e descobri esse projeto no Historiar, que nada mais é que escrever sobre algo relacionado ao tema uma vez por mês. Decidi então levá-lo a cabo.


Os temas escolhidos para 2017 são:

Janeiro: Das coisas mais importantes na minha vida.
Parece um tema simples, mas algumas vezes, as coisas mais simples se transformam nas mais complicadas. Escrever sobre as coisas mais importantes de sua vida, das mais simples até as mais complexas, sinta-se a vontade.
Fevereiro: O poema da festa perfeita.
O tema é um desafio. Eu tenho dificuldades para escrever poemas, então decidi me desafiar. Aqui, você vai escrever um poema descrevendo como seria a festa perfeita para você. Faça da forma como desejar!
Março: Um pássaro engaiolado ganhando a liberdade.
Como é se sentir assim? Você também pode comparar as sensações (a sua e a do pássaro) de encontrar a liberdade. 
Abril: Um fato sobre mim para cada aniversário.
Você irá escrever uma lista. Se eu tenho 21 anos de idade, então vou escrever 21 fatos aleatórios – talvez interessantes – sobre mim.
Maio: Se eu tivesse poderes mágicos...
Qual super poder você teria se tivesse a oportunidade de escolher? Pode ser algo “simples”, como o poder de não criar expectativas, mas também pode ser algo fantástico, como ficar invisível. Você escolhe!
Junho: Considerações sobre um fim de semana ensolarado.
Observe a imagem abaixo. Imagine que aquela pessoa é você. Imagine uma estória para essa imagem. O que você fez até tirar essa foto? Como se sentiu? O que aconteceu nesse fim de semana ensolarado?
Julho: O que há de errado com a humanidade? 
Momento para você expor aquilo que observamos com frequência hoje em dia e que faz seu coração chorar. Você pode expor um problema ou vários, a escolha é sua.
Agosto: Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder.
Esse texto funcionará como uma carta anônima. Pense em alguém que você gosta e se declare. Exponha aquilo que faz com que você goste tanto da pessoa, dê dicas de quem ela é, mas não revele para quem a carta se destina.
Setembro: Precisamos conversar sobre...
Você terá algumas opções para escrever esse texto, escolha uma entre elas para colocar no lugar das reticências: machismo, preconceito, gratidão, especismo, felicidade, feminismo, influências.
Outubro: A criança que eu fui gostaria de estar perto da pessoa que eu sou hoje?
Esse tema é bastante comum, já vi bastante por aí, mas eu acho muito importante pararmos para refletir se estamos – ou não – fazendo um bom trabalho como seres humanos adultos.
Novembro: A minha estação do ano favorita.
Revele qual a sua estação do ano favorita e exponha o porquê de tal estação ser a sua favorita. Se você não tem uma estação favorita, fale como você se sente diante de todas elas.
Dezembro: Das coisas inesquecíveis de 2017
É dezembro! Fim de ano! Nesse mês, nós normalmente paramos para fazer um levantamento de tudo aquilo que aconteceu no decorrer do ano. Escreva sobre esse levantamento, conte quais foram as coisas que aconteceram e que você jamais vai esquecer.
by Hank, 1983

Como janeiro é o mês do meu aniversário, achei o tema muito bom para começar. Então o primeiro texto irá sair no dia 27 de janeiro, ok?

Cya!

23.1.17

{Resenha} A Sala dos Répteis - Desventuras em Série - Livro Segundo


Autor: Lemony Snicket
Editora: Seguinte
Ano: 2016
Sinopse: Caro Leitor,
Se você esperava encontrar uma história tranquila e alegre, lamento dizer que escolheu o livro errado. A história pode parecer animadora no início, quando os meninos Baudelaire passam o tempo em companhia de alguns répteis interessantes e de um tio alto-astral, mas não se deixem enganar. Se você tem uma leve noção da incrível má sorte dos irmãos Baudelaire, já sabe que, no caso deles, até mesmo acontecimentos agradáveis acabam sempre em sofrimento e desgraça.Nas páginas que você tem em mãos, as três crianças sofrem um acidente de carro, veem-se às voltas com uma serpente mortífera, um cheiro pavoroso, um facão enorme e o reaparecimento de uma pessoa que esperavam nunca mais ver.Infelizmente, é meu dever pôr no papel esses trágicos episódios. Mas nada impede que você coloque este livro de volta na estante e procure algo mais leve.Respeitosamente,Lemony Snicket

Resenha:

Comecei o segundo livro da série de Lemony Snicket mais uma vez tentando ignorar os avisos do autor sobre não ser uma história feliz. Mas, mais uma vez, os irmãos Baudelaire se afundam na falta de sorte, após alguns momentos de calmaria.

Após conde Olaf ter sido desmascarado, os irmãos Baudelaire foram colocados em um carro e seguiram por uma estrada chamada “Mau Caminho”, em direção ao seu novo lar, uma casa no campo que pertence ao Dr. Montgomery Montgomery, mais um parente distante da família.

“Devo avisá-los, portanto, que se abriram este livro com a esperança de ler que depois de tudo o que lhes aconteceu os meninos viveram felizes para sempre, o melhor é fechar o livro e procurar outra leitura qualquer. Porque Violet, Klaus e Sunny, muito apertados num carro pequeno e sem espaço para mais nada e olhando pelas janelas para o Mau Caminho, rodavam em direção a um destino ainda mais sobrecarregado de desgraças e tristezas. O rio da Amargura e a fábrica de raiz-forte eram apenas os primeiros de uma sequência de trágicos e lamentáveis acontecimentos – cada vez que penso neles, uma lágrima rola no meu rosto e fico tenso de raiva.”

O Dr. Montgomery era um cientista muito conhecido, recebia muito dinheiro do governo, dessa forma, não tinha interesse no dinheiro da herança.


Quando chegaram, as crianças foram muito bem recebidas pelo tio Monty, que preparou um bolo com creme de coco, explicou sobre seu trabalho como herpetologista e apresentou todos os cômodos da casa, onde cada um teria seu próprio quarto, assim como os animais que tio Monty estudava, que ficavam na Sala dos Répteis.

“”Cobras!”, exclamou o tio Monty. “Cobras, cobras, cobras! É o que eu estudo! Adoro cobras, de todos os tipos, e dou a volta ao mundo à procura de espécies diferentes para estudar aqui no meu laboratório! Não é interessante?””

Tio Monty estava com uma viagem marcada para o Peru e iria levar as crianças com ele para ajudarem nas suas pesquisas no meio da floresta. Além disso, ele foi obrigado a contratar um novo assistente, Stephano, já que o antigo se demitiu.

A Sala dos Répteis era toda de vidro, deixando à mostra o gramado e arbustos do lado de fora, e cheia de gaiolas de metal trancadas do lado de dentro. Nas gaiolas havia vários tipos de cobras, lagartos e sapos (lembrando que sapos não são répteis, mas sim, anfíbios), além de outros animais desconhecidos do gênero.

Tio Monty havia descoberto uma nova cobra, a qual chamou de Víbora Incrivelmente Mortífera, e iria apresentá-la à Sociedade Herpetológica no próximo mês. Apesar do nome, a cobra não tinha nada de mortífera, e se tornou a melhor amiga de Sunny.

Quando Stephano, o novo assistente, chegou à casa, as crianças foram recebê-lo e levaram um susto! Apesar de todo o disfarce, os órfãos reconheceram conde Olaf tentando se passar por Stephano, mas mais uma vez ninguém acreditou neles e eles voltaram a sofrer com as ameaças de seu antigo tutor.

O que será que conde Olaf está planejando dessa vez?

Coisas terríveis acontecem e mais uma vez nossos jovens protagonistas não têm um final feliz.

“É muito exasperante quando alguém prova que estamos errados, sobretudo se na verdade estamos certos e a pessoa que na verdade está errada é aquela que prova que estamos errados, desse modo dando a entender erroneamente que está certa. Certo?”


Continuo na esperança de que, um dia, os irmãos Baudelaire serão felizes para sempre. E vocês? Mais alguém acompanhando a série da Netflix? O que estão achando? Conta pra gente que logo tem resenha da série e dos demais livros!



22.1.17

{Resenha} Sonho Secreto & Recordações de um Beijo (Doce Romance #2)


Olá meus amores, tudo bem?
Vamos conferir mais uma resenha dupla da Editora Harlequin?
Confere aí!


Sonho Secreto & Recordações de um Beijo (Doce Romance #2) - Jessica Hart/Raye Morgan



SONHO SECRETO – Jessica Hart

Sinopse:

A eficiente e orgulhosa Miranda Fairchild está acostumada a ficar em segundo plano, suas duas lindas irmãs sempre roubavam a cena e a atenção de todos. Porém, isso não a impedia de sonhar com um príncipe encantado. Por mais que seu novo chefe seja estonteante, Rafe Knighton está longe de ser o homem perfeito. Contudo, trabalhar como sua assistente a faz conhecer um lado mais sensível desse poderoso CEO. Já Rafe fica encantado pela mulher forte e sedutora que Miranda tenta esconder. E está disposto a tudo para cativá-la… Até mesmo subir ao altar!

Resenha

Miranda e Rafe a principio é um casal sem nada em comum, com sonhos totalmente diferentes, ela romântica, centrada, ele pratico, objetivo e focado.
Ele lindo, estonteante, ela um bonito camuflado por roupas feias, cabelos presos sem estilo, maquiagem nem em sonho.
Mas o que Miranda tinha de “camuflada exterior”, tinha de extraordinário interiormente.
E Rafe aos poucos descobriu isso e se aproveitou para prendê-la a ele, através de um sonho que Miranda não sabia como realizar.

E como ele tinha que realizar um “sonho” também, aliás, não era bem um sonho, era mais um desafio familiar.
Então propôs a Miranda uma troca na realização dos sonhos.
Pensando que iria passar anos morrendo de trabalhar para realizar seu sonho, Miranda aceitou a proposta de Rafe.

Mas as situações que se formam em um acordo dessa natureza, tanto deixou Miranda como Rafe vulneráveis. E aí é só lendo pra saber rs.



RECORDAÇÕES DE UM BEIJO – Raye Morgan

Sinopse:

Uma amnésia roubou duas semanas da vida do arquiteto Marco Di Santo, e ele as quer de volta! Por isso, retorna a Ranai a fim de recuperar a memória. A socialite Shayna Pierce ficou completamente apaixonada por Marco durante o tempo em que ficaram juntos na ilha. Agora, eles terão o primeiro encontro… pela segunda vez! Reviver os beijos calorosos de Marco a deixa com um gosto amargo nos lábios, pois ele não consegue se lembrar da noite que tiveram. E nada poderia prepará-lo para o segredo que Shayna está prestes a revelar!

Resenha

Shayna Pierce é uma socialite dominada pelo pai Glendenning Hudson, bilionário a quem todos obedeciam.
Antes do acidente que vitimara sua mãe e seu irmão Kenneth, Shayna tinha um aliado contra o domínio tirano do pai, mas agora ela era uma marionete em suas mãos.
Já fugiu muitas vezes e em todas elas, seu pai a encontrava.

Mas um dia deu mais certo que das outras vezes, escolheu uma ilhazinha remota e lá conheceu o designer Marco di Santo, tiveram um romance tórrido, descobrindo alguns meses depois que estava grávida.
Mas a fatalidade sempre faz suas vitimas, um dia no quarto de hotel de Marco, ela viu em seus desenhos o logotipo de seu pai, nas folhas que Marco rabiscava.
Shayna se desesperou, dando fim ao romance pensando que Marco era mais um espião de seu pai, e que viera busca-la.

De volta à Itália, Marco sofre um acidente, sobrevive, mas ficou com amnesia seletiva, perdendo exatamente as semanas que passou com Shayna.
O único elo que lhes restava era uma foto dele com uma mulher linda e o canhoto das passagens aéreas para a ilha Ranai.
E ele volta à ilha sem lembrar o espaço e as pessoas, inclusive Shayna.
Mas sempre há um arrepio, um olhar, um vislumbre, da realidade que existiu e é só com isso que Marco conta para recomeçar.
Vale muito a pena acompanhar o Marco nessa empreitada romântica.





Título: Sonho Secreto & Recordações de um Beijo
Autor (a): Jessica Hart/Raye Morgan
Editora: Harlequin
Número de Páginas: 320