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11.2.17

{O menino que vê filmes} Estrelas além do tempo




Direção: Theodore Melfi
Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, Kevin Costner, Jim Parsons, Kirsten Dunst, Glen Powell, Mahershala Ali, Aldis Hodge
Sinopse: Quando os cientistas da NASA implantaram um programa de inserção para jovens negras em seu programa espacial não imaginavam se depararem com Katherine, Dorothy e Mary, três jovens que buscavam mais do que um simples cargo como computadoras e, apesar de seus esforços e colaborações durante a corrida espacial, viriam a ter seus feitos reconhecidos somente muito mais tarde.

ATENÇÃO: Alerta de Spoilers! Se você ainda não assistiu ao filme, prossiga por sua conta e risco!

Resenha

Oi, gente! Já assistiram ESTRELAS ALÉM DO TEMPO (Hidden Figures, 2017)? Aquém de todas as minhas expectativas, esse maravilhoso longa baseado em fatos reais optou não por focar naquela história já batida (cinematograficamente falando, gente) sobre o sofrimento dos negros nos EUA, mas por contar uma história de superação e triunfo contra todas as possibilidades.


Apesar do tema sério, o diretor conseguiu transportar para a telona, de uma maneira muito leve, o sofrimento e a luta das mulheres negras norte-americanas no final dos anos 50, e que de certa forma perdura até os dias de hoje.

Ambientação

O longa se passa nos EUA, no período que compreende a chamada corrida espacial, quando os governos americano e soviético disputavam palmo a palmo os avanços na área da exploração espacial. Afinal de contas, naquela época, quem controlasse o espaço controlaria, em certa medida, o mundo.

O cosmonauta russo, Yuri Gagarin 
Nesse período, a população norte-americana vivia em constante tensão, principalmente porque os russos saíram na frente quando lançaram ao espaço o primeiro ser vivo, que não foi um ser humano, mas sim uma cadela chamada Laika, que acabou morrendo poucas horas após o início do experimento. O próximo a ser enviado às fronteiras do planeta Terra seria o russo Iuri Gagarin, que disse a famosa frase “A Terra é azul.”

Diante dos avanços da União Soviética, fez-se urgente para os americanos ultrapassar os russos na corrida espacial. Nesse período, a NASA mantinha em seus quadros uma equipe de “computadoras”, que cuidavam do grosso dos cálculos antes que os mesmos fossem enviados aos cientistas. Esse programa abrangia, quase que em sua totalidade, mulheres negras, que faziam, resumidamente falando, o trabalho que um notebook faz nos dias de hoje. Ocorre que, na época, a IBM estava desenvolvendo o que viria a ser um dos primeiros computadores da história exclusivamente para a NASA, o que custaria aos cofres públicos alguns milhões de dólares.


Ressalte-se que, na época em que se passa o longa, ainda havia segregação racial institucionalizada em alguns estados, o que dificultava o progresso de qualquer jovem negra, sobretudo num ambiente dominado por homens brancos.
Porém, dizem que é na adversidade que desabrocham as mais belas flores...

As adoráveis protagonistas


Nossa história se desenrola basicamente ao redor de três jovens mulheres: Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson.

Taraji P. Henson (à direita) como Katherine Johnson
Katherine é uma jovem viúva, mãe de três filhas, que aos 6 anos de idade já apresentava inteligência muito acima da média, motivo pelo qual foi escolhida dentre suas colegas computadoras para compor a equipe de cálculos chefiada por Al Harrison (Kevin Costner), um rígido físico, bem como Paul Stafford (Jim Parsons), que tratava Katherine com desdém. O fato de Katherine ser mulher a atrapalhava, pois tratava-se de um ambiente quase exclusivamente masculino. Por ser negra, Katherine tinha que deslocar-se por quase um quilômetro apenas para usar o banheiro, já que o prédio onde trabalhava não tinha banheiros para negros. Apesar de tudo, Katherine acabaria sendo a grande responsável por levar ao espaço e trazer de volta em segurança o astronauta John Glenn (Glen Powel) e, posteriormente, trabalhando no projeto Apollo, que levaria o primeiro homem à Lua.

Octavia Spencer (à esquerda), como Dorothy Vaughn 
Dorothy Vaughn era uma computadora que acumulava as funções de supervisão e coordenação, embora não fosse reconhecida como tal, nem recompensada por isso. Quando o primeiro computador IBM cruzou as portas da NASA ameaçando seu emprego e o de suas colaboradoras, Dorothy, que detinha conhecimentos de mecânica ensinados por seu pai, adiantou-se em aprender linguagem de programação e dominar a máquina quando nenhum dos engenheiros mecânicos da agência conseguiu. Levou consigo sua equipe de computadoras para auxiliar na operação da IBM, tornando-se, enfim, a primeira mulher negra a assumir um cargo de supervisão dentro da NASA.

Janelle Monáe (à esquerda), como Mary Jackson 
Por fim, mas não menos importante, temos a atrevida Mary Jackson. Mary era a mais jovem e impetuosa das três amigas e nutria o sonho de tornar-se uma engenheira. Incentivada por outros cientistas, Mary estava determinada a estudar engenharia, mas havia um obstáculo a princípio intransponível: Não havia universidades para negros no estado do Texas. Tal fato levou Mary a apelar para a suprema corte americana, onde conquistou o direito de frequentar o curso de engenharia no período noturno. Mary viria a tornar-se a primeira engenheira da NASA.

Título Original

Há anos que eu me faço a mesma pergunta que todo cinéfilo: Por que diabos mudam os títulos dos filmes de forma tão escabrosa no Brasil?

O filme de hoje, por exemplo. O título original (Hidden Figures, ou Personagens Ocultas traduzindo-se para o português) centraliza toda a ideia do enredo, ou seja, contar a história daquelas personagens de quem ninguém nunca tinha ouvido falar, mas que foram essenciais para a chegada do homem ao espaço.


Daí, quando o filme vem para o Brasil, dão-lhe um nome “sessão da tarde” tipo Estrelas Além do Tempo... pra quê? Já desisti de tentar entender...

Conclusão

Preconceito e segregação racial não são temas novos no cinema. Há uma centena de filmes que abordam o tema. Mas nenhum o fez como Estrelas Além do Tempo, que preferiu focar na perseverança ao invés do sofrimento.

De fato, vivemos tempos de crescente intolerância que parte de todos os lados, a mesma intolerância que assolou nações somente há algumas décadas atrás. As pessoas estão encarando o retrocesso cultural como aceitável, a despeito de progressos culturais, sociais e espirituais conquistados a custa de muito sangue e muito diálogo.

Resta-nos fazer frente à essa onda de intolerância, para que não voltemos a cometer os mesmos erros do passado. É no que eu acredito.

Até a próxima, gente!

10.2.17

{Novidades} Parcerias 2017: Editora Planeta de Livros Brasil


O blog está crescendo cada vez mais e a maior prova disso é o retorno que temos são as parcerias que estamos firmamos!

Venho então apresentar a vocês a nossa nova editora parceira: Editora Planeta de Livros Brasil!!!


Sobre o Grupo Planeta de Livros Brasil:
Planetadelivros.com.br é um novo portal de internet que da acesso a todo um universo literário.
Sua finalidade é ser um ponto de encontro entre autores e leitores em que sua participação é uma peça muito importante.
O catálogo dos livros de Planetadelivros.com.br organiza por temáticas os títulos publicados pelas editorias do Grupo Planeta no Brasil.
Em Planetadelivros.com.br cada um destes editoriais possui uma personalidade própria e o conjunto constitui a mais ampla e variada proposta editorial do mercado.
Para mais informações sobre o Grupo Planeta acessar a http://www.planeta.es
O Grupo é composto por vários selos, cada um com um catálogo voltado para um público diferenciado:


Conheça o Grupo Planeta de Livros Brasil nas redes:


Não deixe de acessar os links para ter acesso a mais informações sobre o Grupo, suas novidades e tudo o mais que há de bom que o pessoal de lá oferta e mantenha-se ligado aqui no blog para ter acesso a novidades quentinhas!!!

{Autor Parceiro} Gabriel Ellan


É sempre bom quando um autor te procura para te apresentar a obra dele! Ainda mais se ele escreveu um livro o qual você já estava de olho!


Gabriel Ellan está lançando seu livro Mechas Vermelhas, um romance permeado de drama que possui uma capa incrível!

Editora: Arwen
Sinopse: Depois de muito lutar, Jacob Williams deixou para trás seu passado marcado pela dor. A música teve uma grande influência para que seguisse em frente, mas para continuar se dedicando à sua paixão, ele vai para Citadel e ingressa no curso de música da renomada Salford.
Nessa nova etapa de sua vida, Jacob conhece Magie Donovan, uma garota de mechas vermelhas e um passado tão triste quanto o dele, mas que ainda não o superou. Comovido com a dor de Magie, o garoto decide ajudá-la e com a aproximação, nasce mais do que uma amizade, mas uma revelação pode mudar todo o percurso do que era para ser uma simples história de amor.
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Conheça os primeiros capítulos: Wattpad
Onde comprar: Arwen Books

Sobre o autor


Gabriel Ellan Lobato, nasceu em 25 de junho de 1997. Desde que nasceu tinha em sua mente que queria fazer a diferença, com o tempo viu o quanto isso era difícil, sendo que as pessoas sempre tiveram a tendência em diminuir algo que não é conhecido. Aos 10 anos começou a escrever com mais animo e gosto, logo decidiu que queria escrever livros, assim adotando o método para passar ajuda, sentimentos e conforto para as pessoas. A paixão pelos filmes e fotos também permitiram que ele decidisse seguir pelo caminho da faculdade de cinema.

Perfil do Facebook


 Em breve resenha de Mechas Vermelhas, fiquem atentos!!!

9.2.17

{Resenha} Nova Era - Chris Weitz

Autor: Chris Weitz
Editora: Seguinte
Ano: 2016
Sinopse: O grupo de Jefferson e Donna está de volta a Nova York, e os planos para distribuir a Cura a todos os adolescentes da ilha não ocorreram como o planejado. Depois de encarar a traição da Resistência, Donna guia a Reconstrução pela ilha, enquanto os meninos, Kath e os gêmeos fogem com a bola de futebol, um aparelho de transmissão que possibilita o lançamento instantâneo de mísseis nucleares em direção a países que costumavam ser inimigos do governo norte-americano antes da Doença. Mas o grupo está sem os códigos de ativação do aparelho, que ficaram com os novos parceiros da Resistência: a tribo da Uptown. Dessa forma, os amigos vão precisar colaborar com os ingleses da Reconstrução para garantir que o mundo não acabe em uma explosão de mísseis nucleares.




Quando abri o Word para escrever a resenha, fiquei sem saber o que dizer. É tão triste quando chegamos ao fim de uma trilogia/série. Um sentimento de abandono me abateu. Acabou... Mas vamos lá!

Esse livro pode conter spoilers dos livros anteriores. Para entender melhor a história resenhas de Mundo Novo (aqui) e Nova Ordem (aqui).

O final de Nova Ordem termina em caos. Os planos de Jefferson em unir as tribos, formadas depois do Ocorrido da Doença, acaba em muito sangue e morte. Depois que todos descobriram que os adultos estão vivos e sem a Doença fora do cerco dos EUA, o pandemônio se instalou na reunião.


Depois de conseguir fugir com seus amigos, ele não sabe o que fazer a seguir. É aí que Donna surge com a equipe de Reconstrução em busca do biscoito, que nada mais é que um aparelho que pode enviar bombas nucleares para qualquer lugar do mundo. Nas mãos erradas o aparelho pode se tornar um perigo para o mundo inteiro. Nas mãos de pessoas como Evan...

A edição está no mesmo estilo que os livros anteriores. Capa soft touch (aveludada) que me deixa agoniada de tocar, folhas amareladas e maleáveis. Seguindo a mesma linha de Nova Ordem, cada capítulo é narrado em primeira pessoa por um personagem diferente, nos dando assim uma visão ampliada dos acontecimentos. A fonte das letras muda para cada personagem como se fosse uma característica única de cada um.

Quando li Mundo Novo, primeiro livro da trilogia, a sensação foi prazerosa. Estava lendo sobre um bando de adolescentes tentando sobreviver sozinhos por dois longos anos onde uma pequena decisão muda tudo no mundo novo que eles construíram, no entanto, a partir do segundo livro, Nova Ordem, a história foi se modificando e ganhando mais corpo.


Nova Era é o fechamento de uma trilogia cheia de ação e muita estratégia de sobrevivência. O livro trás os mesmos elementos dos livros anteriores, mas também trouxe muito mais romance. Essa parte do romance ocupou muito mais páginas do que deveria e do que gostaria de ler. Todas as vezes que Jefferson, Donna, Hab, Kath e Peter narravam a história, 30% era sobre o objeto de desejo de cada um. Tinham uma missão a cumprir e eles ficavam presos em diálogos internos e externos sobre isso.

Apesar disso, os personagens não decepcionavam em seguir até o fim com os planos de evitarem a destruição do mundo. Essa determinação é o que mais segura o livro. Os personagens são jovens e determinados a enfrentar tudo, nem que tenham que morrer por isso. A força de vontade é tudo.


Um personagem ficou sumido na trama, mas como o próprio autor deixa claro que ele sumiu, para mim ficou como algo proposital. Isso me deu a sensação de continuidade sem ter continuidade, sabe? Como se a liberdade já tivesse chegado aquele tal personagem, mesmo a trama não tendo acabado. É uma sensação difícil de explicar em palavras.

A série Mundo Novo foi a primeira aventura literária de Chris Weitz, que também é roteirista e diretor de cinema. O autor não poderia começar melhor, apesar de pequenos contratempos como já citei. Chris Weitz consegue nos prender nos dilemas de cada personagem e nos faz conseguir diferenciar cada um deles, mesmo se não tivesse as fontes diferentes. Alguns são mais agressivos e outros mais nervosos em suas falas.

Para quem curte distopia e um bando de adolescentes tentando sobreviver, essa trilogia é uma ótima pedida!


8.2.17

{Dica de Leitura} Dicas para autores iniciantes


Hoje venho trazer para vocês uma das obras do catálogo da Editora Olimpo!


Assim que Elaine Velasco e Hermes Lourenço, publicaram seus primeiros livros, diversos autores iniciantes ou aspirantes a escritores começaram a procurá-los em busca de dicas de como escrever, publicar e divulgar sua obra. Para atender a essa demanda, criaram o blog A Arte de Escrever, cujo conteúdo foi migrado posteriormente para um site com o mesmo nome (http://www.aartedeescrever.com), onde periodicamente publicam artigos com dicas, contos e também respondem a perguntas dos visitantes. Logo surgiu o sonho de transformar o conteúdo do site em um livro e após dois anos de parceria no mundo virtual, finalmente colocaram a parceria “no papel”, através deste livro que se encontra em suas mãos agora, caro leitor.

Adicione no Skoob
Onde comprar: Amazon




7.2.17

{Resenha} Como Se Fosse Magia


Oi meus amores!
E aí, como estão? Espero que bem. :)


Trago para vocês a resenha de uma das autoras que mais amo: Bianca Briones!
Sempre acompanho o trabalho dela, sou uma fã apaixonada por suas estórias e fissurada na Série Batidas Perdidas
Rafa, Rodrigo e Bernardo 💗💗💗
Vamos ao que interessa né? Confere aí!


Como Se Fosse Magia - Bianca Briones
Sinopse:

Eva nasceu com o dom de passar os sentimentos para o papel, com isso conquistou milhares de leitores pelo mundo. Agora ela precisa escrever o último livro da sua série de fantasia, mas está com um bloqueio há um ano e não sabe o que fazer.
Enquanto ela tenta se reconectar a seus personagens, a vida coloca em seu caminho um homem igualzinho a um dos seus protagonistas.
O problema é que o desconhecido surge sem nenhuma lembrança de quem ele é.
Enzo está muito confuso. A princípio, ele duvida da conversa maluca de Eva. Mas, mesmo com seu ceticismo, ele não pode negar que se sente extremamente ligado a ela.
O que isso quer dizer?
Envolvidos por esse curioso e estranho mistério, Eva e Enzo estão prestes a descobrir que às vezes para que duas pessoas se encontrem mundos inteiros são capazes de colidir.”

Resenha

Como Se Fosse Magia tem tudo a ver com a estória, presenteando o leitor com cenas que envolvem amor, fé em si mesmo, amizade que nos completa em todos os quesitos e a magia de uma escritora que sabe levar ao leitor toda a sua criatividade, encanto e passar todo o sentimento que os personagens sentem de uma forma que cativa, emociona, diverte e o melhor de tudo: a fofura dos felinos Clark e Lois deixando tudo ainda mais gostoso de ler.

Eva é uma escritora de sucesso e tem o melhor dom do mundo, essa paixão pela escrita misturada com a “relação” com seus personagens se desenvolve de uma forma que poucos entenderiam. O que acabou lhe causando em alguns momentos mágoa e aquele medo de ser realmente quem ela é.
A mais de um ano com bloqueio pra finalizar sua famosa série Universos Paralelos, Eva tem um prazo para entregar a editora, mas com uma decepção amorosa que a desestabilizou ela se perdeu de seus personagens e do que realmente lhe fazia bem.


Eva precisava de uma nova inspiração e foi justamente numa noite chuvosa que tudo aconteceu.
Quem iria imaginar que se encontraria numa situação perigosa, onde num assalto um estranho caído no meio da rua, na chuva e sua imaginação fértil ali lhe dando dicas do que fazer para ajudá-lo. O cara ali deitado no chão e sem memória, seria idêntico ao seu personagem Enzo, o que só deixou tudo mais confuso. Mas será que é ele mesmo?

Eva e seu melhor amigo Thiago 💗 o levam ao hospital e tentam desvendar a sua real identidade. Pois a cada frase, conversa, gestos e atitudes reafirma na cabeça de Eva que Enzo desmemoriado é realmente o seu Enzo apesar de tudo parecer tão estranho e impossível de ser verdade. Como um personagem sairia de seus livros e apareceria ali, na sua frente?
Tudo o que estava deixando sua vida de perna para o ar, era só uma grande coincidência ou simplesmente pura magia?


Bianca nos trouxe uma estória bem desenvolvida, com romance na dose certa, sem muito drama comparado aos seus outros livros, mas que emociona e cativa o leitor com seus personagens fortes e determinados e Bianca sempre sabe abordar temas que são deixados de lado pela sociedade como uma “coisa errada”.
Eva me lembra demais a própria Bianca, muito mais que a Clara da Série Batidas Perdidas. Acho que a ligação de Eva/Bianca é mais forte, pois o dom extraordinário de escrever e criar personagens tão incríveis que as duas possuem as diferencia de outros autores.


Indico demais essa leitura apesar de ter sido meio angustiante em alguns momentos, mas valeu cada página lida.
Ansiosa por mais estórias da Bianca e louca de curiosidade pela continuação da Série Batidas Perdidas, onde vai contar a história do Lucas. 💗
Então é isso meus amores, espero que tenha curtido a resenha tanto quanto eu amei ler.
Beijos e até mais! 😘


Título: Como Se Fosse Magia 
Autor (a): Bianca Briones
Editora: Gutemberg
Número de Páginas: 206

6.2.17

{Resenha} Coração de Tinta


Título Original: Inkheart
Trilogia: Mundo de tinta #1
Autora: Cornelia Funke
Editora: Seguinte
Sinopse: Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante noturno finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição.
É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado "Coração De Tinta". Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de "Coração De Tinta" um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente seqüestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu.
“O livro que ela começara a ler estava debaixo do travesseiro. Cutucava o ouvido dela com a ponta da capa, como se quisesse chamá-la de volta para suas páginas. ‘Oh, deve ser mesmo muito confortável dormir com uma coisa dura e pontuda debaixo da cabeça’, dissera seu pai na primeira vez em que encontrara um volume sob o travesseiro dela. ‘Confesse, à noite ele sussurra histórias no seu ouvido.’ ‘Às vezes, sim!’ respondera Maggie. ‘Mas só funciona com crianças.’ Em troca, Mo lhe dera um beliscão no nariz. Mo. Meggie nunca chamara o pai de outra coisa."
Coração de tinta. 

Todas as histórias possuem um coração de tinta, repleto de sentimentos de seu personagem, em minha mais humilde opinião. Mas, em Coração de Tinta, o termo é utilizado para definir um personagem...

Desde que assisti ao filme, lá há muitos anos atrás, eu fiquei encantada com a possibilidade de que a vida pudesse sair das páginas da história que estou lendo! Mas, talvez exatamente por ter assistido ao filme, minha leitura desta obra de Cornelia Funke demorou mais do que deveria, foi quase uma bedtime story pra mim!

Mo, apelido para Mortimer Folchart, é um homem apaixonado por livros. Não possui muitas atitudes, parece ser alguém ligeiramente letárgico e acostumado a sua vidinha de restaurar livros e viajar atrás de livros raros para cuidar deles... E atrás de um em particular. Mas sua letargia pode ser entendida também como precaução, pois perdeu sua esposa de maneira suspeita, então cuida da filha de modo superprotetor.


Sua filha, Maggie, é a personalidade contrária dele. Uma menina muito ativa e atenta a tudo a seu redor e observa cada atitude do pai, analisando-a e tentando entender suas razões de fazer as coisas do jeito que as faz. Ela não se lembra de sua mãe... E também não se lembra da última vez que seu pai leu para ela antes de ir para a cama. Mas é corajosa, espoleta e não deixa o medo lhe dominar: ela sabe o que precisa fazer (mesmo que seja uma atitude impulsiva) e simplesmente o faz.

Estão em uma noite comum quando um homem com uma expressão estranha, com olhos em chamas e marcado pelo sofrimento surge no jardim da casa. Depois de vê-lo, a vida de Mo e Maggie não seria mais a mesma.

A história segue um ritmo cadenciado e tranquilo. São capítulos curtos e nomeados de acordo com seu acontecimento principal. A cada início de capítulo temos uma citação de um livro diferente, que nos dá um pequeno spoiler se você souber ler nas entrelinhas do mesmo. 
“Alguns livros devem ser degustados,
Outros são devorados,
Apenas poucos são mastigados
E digeridos totalmente.”
O livro todo é um ode à leitura. São amantes de livros vivendo uma história eletrizante, dignas de serem lidas. Mo e Maggie viajam pelo mundo (quando não é período escolar... Mas isso também não os impede, sempre podem dizer que Maggie estava com alguma doença contagiosa!) atrás de livros para ler e reformar, dar vida novamente a uma história que está quase sendo destruída. Histórias são o que os mantém vivos e é uma tradição de família.

A tia-avó de Maggie, Elinor, herdou uma biblioteca de seu pai com obras raras. E ela mesma viu nos livros a sua vida: fechou-se em um mundo recluso de história e compra livros ao mesmo tempo que respira. Não gosta de crianças, pois elas estão sempre com seus dedinhos melados de algum doce – ou mesmo de baba – que podem sujar dilacerar seus bebês de papel! Ela tem habilidades sociais quase nulas e não tem papas na língua: se não gosta da sua cara, seu desgosto fica estampado em sua expressão. Acredito que ela foi a personagem que teve uma maior evolução no decorrer de toda a história! Como seus sobrinhos, ela enfrentou todos os seus medos e soube blefar como ninguém!
“Sinto muito, Língua Encantada, não acredito em ninguém por princípio, você já deveria saber. Somos todos mentirosos quando nos convém.”
As coisas pioram quando Mo é sequestrado pelo maior vilão que se tem notícia em Coração de Tinta: Capricórnio deseja duas coisas que somente o pai de Maggie pode oferecer: um objeto e a sua habilidade de ler. Vejam só, quando Mo se põe a ler em voz alta, é como se você estivesse dentro daquele mundo que o homem está transmitindo... O cheiro, as vozes... Tudo se torna real. Então tudo vai mais além quando algo – ou alguém – é trazido para fora daquilo que é lido, simplesmente surge no mundo real. 
“- Coração de Tinta – Fenoglio esfregou as costas doloridas – Ele se chama Coração de Tinta, pois trata de alguém cujo coração é negro de tanta maldade. O título ainda me agrada.”
Capricórnio é o pior dos vilões... Sabem por que? É um vilão que pode muito bem ser real. Se adaptou muito bem em nosso mundo, construiu para si um pequeno império que está em plena expansão... E tem planos terríveis, que são colocados em prática por seu bando de seguidores nefastos que se divertem em torturar e matar. E deseja invocar um amigo que é ainda pior.

Ficamos a par também de como um autor pensa em todos os aspectos de seu personagem, esta foi uma parte que me deixou encantada, pois o modo como o lemos muitas vezes é incompleto e só seu criador o conhece em seu íntimo.

A história é completamente envolvente para os amantes de livros. Há diversos personagens que já moram em nossos corações, as quotes selecionadas pela autora nos dão vontade de procurar os livros para ler, grande parte são clássicos!

As páginas são amareladas, letras de tamanho médio e com bom espaçamento. Há ilustrações no final de cada capítulo, mostrando os personagens ou os locais onde eles estão, tudo muito bonito.


O filme, lançado em 2008, tem Brendan Frasier como Mo e Eliza Bennett como sua filha Maggie. Há muitas coisas que ficaram diferente, acho que... Não precisavam ter mudado tanto, já que coisas importantes foram modificadas para parecer mais atrativa ao público. Mas ainda assim é um bom filme, nos mostra bastante a realidade de Coração de Tinta. Acredito no entanto que Capricórnio poderia ser melhor e Basta poderia ter sido mais explorado. O romance ficou em segundo lugar, coisa que no filme foi ligeiramente explorado. A atriz principal também canta a trilha sonora utilizada no filme:

A série Mundo de tinta conta com 3 livros: 


Coração de tinta, Sangue de tinta e Morte de Tinta. Há um e-book que traz três contos que contam o que aconteceu com os personagens, chamado Mundo de Tinta e é gratuito na Amazon!
“Como Mo dissera: o ofício de escrever histórias tem algo a ver com a magia.”

5.2.17

{Séries} Séries assistidas em Janeiro!


Devo admitir que minha leitura do mês de janeiro ficou atrasada, mas é culpa do Netflix!!!


Então resolvi transformar isso em mais que um tempo de entretenimento... Vou falar um pouquinho de cada e você escolhe alguma para assistir se lhe interessar, ooookay?

Eu (e meu companheiro) começamos este ano num ramo mais nacional. Vimos muita gente falando de...

3%


Em um futuro pós-apocalíptico não muito distante, o planeta é um lugar devastado. O Continente é uma região do Brasil miserável, decadente e escassa de recursos. Aos 20 anos de idade, todo cidadão recebe a chance de passar pelo Processo, uma rigorosa seleção de provas físicas, morais e psicológicas que oferece a chance de ascender ao Mar Alto, uma região onde tudo é abundante e as oportunidades de vida são extensas. Entretanto, somente 3% dos inscritos chegarão até lá.
Então, como eu disse, vimos muita coisa positiva sobre essa série e meu companheiro resolveu que queria ver. Então assisti com ele e até que foi boa, viu? É meio confusa, no começo senti estar vendo malhação em algumas partes, mas se você se deixar levar, nota que o enredo é bom, tem personagens e atores bons. Claro que é um enredo completamente novo para as telinhas televisivas brasileiras, mas não deixou a desejar pra muita série norteamericana não.



As personagens foram bem construídas, não tem muito uma personagem principal, mas o foco acontece mais na Michele (Bianca Comparato), uma jovem que deseja entrar para o Processo depois de ter perdido o irmão. É confusa, não sabe agir de acordo com o que é esperado, mas apresenta bastante capacidade para liderança. Temos Fernando (Michel Gomes) um cadeirante que não acredita no Processo e só está lá porque seu pai é um profeta/pastor e acredita no Casal Fundador.

Rafael (Rodolfo Valente) é o alívio cômico da série: não leva nada a sério e está disposto a pisar em qualquer um para chegar ao Mar Alto. Joana também merece ser citada, é a linha dura e que ela sim, está disposta a fazer qualquer coisa, destruir quem tentar tirá-la do caminho. No começo meio que peguei antipatia por ela, mas no final, é uma personagem brilhante, em minha opinião.

Claro que tem muito mais personagens, inclusive os do próprio Processo. Mas não gostei muito das interpretações dele, então deixo para vocês formarem opiniões e depois comentarem comigo!

Temporadas: 1|| Próxima: Renovada - Sem previsão de estréia || Episódios: 10

The Shannara Chronicles

Um misto de mágica com tecnologia primitiva em um reino de fantasia. A história ocorre milhares de anos após a destruição da atual civilização, e é centrada na família Shannara, cujos descendentes possuem magia e protagonizam aventuras com o poder de remodelar o futuro do universo.
Essa série foi uma pequena surpresa. Eu já havia lido coisas boas sobre ela e a própria Juliana (uma antiga - fundadora - Menina) que a mesma era muito boa. Aí havia terminado 3%... Estávamos de bobeira, Watson e eu... E pum! Vamos ver isso aqui.

Gente, foi a melhor deste mês, okay? Efeitos, personagens, enredo... Tudo muito bom! Conta a história de Will Ohmsford (Austin Butler), um meio-elfo cujo pai delirava sobre o poder mágico de três pedras e que ele havia sido um grande salvador do mundo. Will sai em busca de um druida que possa lhe contar se isso é verdade ou não, mas há muito tempo aqueles que fazem uso das artes mágicas desapareceram - bem como a magia.

Eretria, Will e Amberle
Amberle Elessedil (Poppy Drayton) é uma jovem elfa, princesa de Westland (cuja capital é Arbolon). O papel da realeza dos elfos, além de prezar pela paz dos Quatro Reinos (conquistada depois de uma guerra cujos vencedores foram eles) é proteger a Ellcrys, uma árvore cujo conto descreve que ela é um selo que prendeu os demônios que estavam dizimando os Quatro Reinos.

Eretria (Ivana Baquero), uma humana rover (nômade) que faz tudo para ter vantagem e conseguir algum dinheiro. É egoísta, manipuladora e é a personagem que mais evolui no decorrer da primeira temporada. Sua participação é essencial na trama e é uma das personagens com a melhor construção (embora o melhor ator tenha sido Austin... Mas cheguei a conclusão que deve ter sido pela personalidade do personagem!)

Há uma série de livros, de nome homônimo, cujo autor é Terry Brooks que muito me interessou e, pelo que entendi, se passa antes da série! Percebemos que a história se passa há alguns milhares de anos a frente de nossa época, onde os humanos destruíram o ecossistema e sua era passou. De algum modo (e aqui eu estou falando de minha teoria) os ataques nucleares e coisas assim alteraram a genética humana: alguns ficaram com orelhas maiores, outros sofreram alterações genéticas terríveis... Então, como os humanos conhecem criaturam de fábulas, deu novos nomes a esses humanos alterados geneticamente pela radiação e tudo o mais... Elfos, Trolls, Gnomos... Tudo criaturas humanas, com com alterações. Sou brilhante! (-sqn)

Recomendo demais a série, também, não perca tempo e corre pra assistir!

Temporadas: 1|| Próxima: Verão de 2017 (lançamento norteamericano)|| Episódios: 10

Desventuras em Série

Os órfãos Baudelaire são três irmãos muito inteligentes; Violet é a mais velha, Klaus é o irmão do meio e Sunny é a mais nova, com três anos. Quando seus pais morrem, eles passam a morar com diferentes tutores, e o primeiro é Conde Olaf, que irá tentar roubar a enorme herança deixada pelos pais.
Qual leitor não estava ansioso por esse lançamento da Netflix? Sei que eu estava!

Vi o filme de 2004, tive contato só com o primeiro livrinho há muitos anos atrás, mas só esse primeiro livro já me deixou apaixonada pelo autor. Gosto muito do estilo dele, de sua escrita melancólica e nostálgica, do modo misterioso com o qual ele dedica seus livros a Beatrice. 

Como não li muito dos livros desta série, eu fiquei meio a deriva, tentando entender se nos livros também tem uma organização secreta. Tá, eu sei que tem, mas não sei se é como é a da série, pois no filme não vemos muito... Ainda acredito que tme pano pra filme!

Conde Olaf (Barney Stinson Neil Patrick Harris) caiu como uma luva para o papel, mas o tempo todo eu estava esperando ele dizer:


Estou gostando bastante de como a série está sendo conduzida, nada apressada. Os ators e personagens combinaram bastante e sei que a Sunny (Presley Smith) tem mais haver com a Sunny do livro... Mas a Sunny (Kara Hoffman e Shelby Hoffman) do filme ficou mais fofinha!!! Tá, na verdade, sinceridade em mesa... Eu gosto mais dos atores do filme, que foram Violet (Emily Browning) e o Klaus (Liam Aiken) ficaram bem mais parecidos com minha imagem para os personagens e o estilo Steampunk que deram para o filme me agradou muito mais... Maaaas eu sei que os atores crescerem, get over it, Priscila!



É um ótimo divertimento, os cenários, as falas tudo tá muito legal, também recomendo! Cada dois epísódios abarcam um livro da série, de modo que a primeira temporada já utilizou 4 livros da série, então suponho que, se for renovada, a série terá 3 temporadas.

Temporadas: 1 || Próxima: Suspeita-se que em Janeiro/18|| Episódios: 8 ||

Essas foram as séries que assisti a todos os episódios em Janeiro, mas estou seguindo também Gilmore Girls e ShadowHunters. Então, quando eu terminá-las, também falarei de minhas impressões!

E então, o que acharam deste post? Deixe aí nos comentários suas séries de janeiro e o que achou delas!