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9.6.17

{Resenha} Três Sombras

Título: Três Sombras
Autor: Cyril Pedrosa
Editora: Quadrinhos na Cia.
Sinopse: Joachim e seus pais - Louis e Lise - vivem distantes do resto do mundo. A vida é tranquila e cheia de pequenos prazeres na casinha rodeada por colinas. Mas um dia três sombras surgem no horizonte, montadas em cavalos, com capas negras e os rostos cobertos por capuzes. Sua presença silenciosa aos poucos se torna onipresente, aterrorizando a família e levando Louis à terrível conclusão de que as três entidades estão ali para buscar Joachim. Então Louis recusa-se a aceitar as engrenagens do Destino, e parte com o filho em uma viagem febril e desesperada. Pai e filho atravessarão lugares inóspitos povoados por seres trapaceiros e imorais, enquanto tentam, de todas as maneiras possíveis, escapar do encontro com a morte.

"Naquela época... a vida era simples e alegre. Aliás, tudo era simples e alegre. O sabor das cerejas... o ar fresco... o aroma verde de um riacho... Era assim que vivíamos, no meio das colinas... protegidos das tempestades... ignorando o mundo como em uma ilha... agradável e tranquila...E depois... depois tudo mudou..."
Quando as sombras aparecem, a família tenta seguir com a vida. Fingir que não é nada, afinal, são só viajantes! "Viajantes passam pela colina...!" O que há de estranho nisso?

Mas, quando elas continuam a espreita, cada vez mais próximos da casa, não tem como não se preocuparem, as perguntas que rodeavam pela cabeça não se calavam de jeito nenhum "quem são?" "o que querem?". Até que Louis proíbe Joachim de sair de casa e pretende ele mesmo dar conta das tais sombras. No entanto, ao verem que isso não era possível, Lise vai atrás de uma velha conhecida, uma espécie de conselheira, para tentar descobrir o que poderia estar acontecendo por aquelas colinas e para sua tristeza... ela obtém a resposta.

"Não podemos fazer nada... Mas escute bem, minha querida: não tente lutar contra "sombras", é inútil... Aproveite cada instante com Joachim... enquanto ele está entre vocês..."



Louis se recusa a aceitar o fato inevitável e toma a decisão de partir com Joachim, enquanto ainda é noite.

 A história em si conta o decorrer dessa fuga de Joachim e seu pai em uma tentativa assombrosa e delirante de desafiar a própria morte. Ao longo dessa jornada muita coisa acontece. (Muita mesmo!)
O autor traz para nós uma aventura dramática misturada com misticismo e recheada de muita emoção. Desde as emoções mais vis dos humanos aos desejos mais sinceros de um pai.

Poderia dizer muita coisa sobre esse livro, ao mesmo tempo que praticamente nada. Acho que a essência em si dele é algo bem simples, mas o que atrai e nos puxa pra dentro dessa história é como ela é foi contada. E nesse ponto também gostaria de ressaltar sobre o traço de Cyril, que sem dúvida é um traço um pouco diferente do que eu estou acostumada, mas ainda assim é um traço dele. E o que eu quero dizer com isso é que ele consegue fazer os desenhos dançarem conforme à música. Ele soube dar a devida intensidade e a devida delicadeza aos traços nos momentos certos e acho que isso é algo que traz bastante fluidez à leitura, essa "coerência".

Em relação aos personagens, devo dizer que gostei muito dos personagens "secundários", aqueles que Joachim e Louis vão conhecendo ao longo da jornada. São todos bem interessantes e bem "humanos" em questão dos desejos, da cobiça, de seus ideais e suas visões morais (ou nem tanto), o que contribui bastante para o desenvolvimento da história e dos personagens centrais, em especial Louis.
Na verdade eu diria que o crescimento durante a história foi dele e não do Joachim, afinal Joachim era apenas parte da "circunstância" para esse desenvolvimento. O tempo todo, embora ele ainda fosse uma criança e agisse como tal, ele sempre demonstrou uma estabilidade como personagem, muito diferente de seu pai que de certa forma me parecia um pouco "infantil" principalmente no que diz respeito à não querer aceitar as coisas que não se pode mudar e querer fugir ou querer dar de cara com algo em vez de ser mais sensato. Mas claro que isso é tudo ligado à um forte sentimentalismo de paternidade e podemos ver isso, além do medo e do principio do delírio que ele demonstra em determinado ponto da história, quando a ansiedade e a tensão da situação toda acabam por tomar a sanidade ou ao menos, parte da razão dele.

Porém! Gostaria muito muito de fazer um comentário ou ao menos apontar sobre outra personagem que acabou por ficar meio que "ofuscada" por conta do foco da história, mas que me cativou logo no início: Lise.

Quando eu li a sinopse do livro eu reparei no fato de apenas o pai de Joachim ir com ele nessa tal jornada, mas não levei muito em conta, nem pensei nada demais sobre. Mas quando eu comecei a ler e ver a Lise ali, como ela fazia parte daquilo tudo eu não podia deixar de me perguntar "por que ela não vai com eles?". Ela desde o começo fica apreensiva em relação às sombras, ao passo que seu marido tenta dar como algo qualquer "são só viajantes". Ela sugere já de início ir procurar sua amiga Dona Pique para poder conseguir conselhos sobre, mas ele logo recusa, mesmo assim, quando as entidades se aproximam de Joachim, sua mãe acaba "pressentindo" o que provavelmente ela não teria coragem de dizer em voz alta e é aí que ela vai sozinha no meio da noite, deixando apenas um bilhete à Louis dizendo que vai até sua amiga para conselhos.

Lise é uma mãe amorosa, provavelmente seu amor por Joachim seria muito maior do que a de qualquer um e acima de tudo ela é uma mulher forte e é justamente por esse fato que ela dá seus últimos momentos com seu filho pra Louis, para que ele possa se despedir devidamente, porque ela sabe que ele precisa mais do que ela e mesmo que isso à doa, ela decide fazer esse sacrifício pelos dois.

"Eu não vou impedir você de partir, mas não sei se poderei perdoá-lo. Joachim vai nos deixar, eu sei disso, e estou pronta. Você não. [...] Esses últimos momentos com meu filho, esse tempo... eu dou a você."


 Bom, eu sei que nem todo mundo é chegado em quadrinhos ou não tem a paciência para lê-los ou qualquer outro motivo que seja, mas tenho que dizer que essa história vale a pena ser lida. Todo o sentimentalismo e as lições de vida são retratadas de uma forma tão simples ainda que bem feitas, que a leitura flui muito bem.
Li o livro em uns 3 dias, quando tinha um tempinho e olha que eu tava tentando me segurar pra poder terminar em uns 4, mas isso não deu muito certo (risos).

Em todo caso, é uma história muito bonita. E tenho que dizer isso principalmente pelo final, pois o livro termina com a mesma tranquilidade em que começa, na tal "ilha agradável e tranquila" e acho que essa é uma das mensagens que ele traz. A de que, embora haja tempestades e por maiores que sejam, elas passam...

8.6.17

{RESENHA} Sofia



Autora: Mai Passos G.
Editora: Independente
Sinopse: Sophie nunca aceitou a morte de Sofia, a irmã mais velha. Um dia ela tinha sido acordada pelas sirenes e, no outro, presenciara o enterro da irmã. Aos seis anos de idade, teve que lidar com a dura realidade de ver sua mãe lutando todos os dias para sobreviver, e ver seu pai cada vez mais ausente. Os anos passaram-se, com ele veio o divórcio, e o que sobrara de sua família se ruíra: seu pai encontrara uma nova família; e sua mãe mantinha-se inerte em si mesma. Aos 18 anos Sophie arrumou as malas e embarcou em uma alucinante jornada atrás da única coisa que sobrara de Sofia: seu coração – agora batendo no peito de um estranho. Sophie saiu de casa no meio da noite, deixando apenas um bilhete para a mãe: “Vou atrás de Sofia, mamãe. Vou consertar essa bagunça”


Quando a sua metade morre, como continuar vivendo?

Aos seis anos, Sophie vê toda a sua vida mudar drasticamente: sua irmã Sofia de apenas 15 anos morre em um trágico acidente de carro. A irmã que era parte essência de sua vida. As duas sempre foram muito unidas e ligadas. Com a morte de Sofia, seus pais acabam se distanciando com o sofrimento da perda da filha e os dois acabam se separando. O pai encontra uma nova família e esquece um pouco a vida passada.
Criada apenas pela mãe, Sophie acaba vendo ela a cada dia apenas sobrevivendo ao invés de viver de verdade. Agora aos 18 anos, Sophie quer arranjar um jeito de consertar tudo. Depois de descobrir exatamente como a irmã morreu na noite fatídica, ela sai em busca da única coisa que sobrou da irmã: o coração. E quem sabe assim ela encontra uma maneira de ajeitar a vida da família?

“Vou atrás de Sofia, mamãe. Vou concertar essa bagunça.” Página 17

Nessa busca, Sophie não esperava encontrar ajuda de um rapaz que também está com o coração partido. Os dois acabam se juntando e se ajudando.

A edição é bem simples. As folhas são brancas, mas as letras são confortáveis a vista. A capa antiga era mais bonita, mas essa combina muito mais com a proposta da história. A narração está em terceira pessoa e se divide entre Sophie, Adam e os pais de Sophie. O livro tem alguns erros ortográficos bem bobos, o que me incomodou um pouco durante a leitura, mas nada que não se possa entender.

Esse livro tem muita emoção e drama! Sophie passou uma parte da infância e adolescência vendo a família se deteriorar aos poucos e se distanciando cada vez mais do pai. Depois que Sofia morreu, Sophie vê sua vida mudar de maneira que a deixa desnorteada. A garota parece não ter ligações fortes com ninguém, tanto que apenas seu primo sabia de todo o planejamento da fuga.

Achei Sophie um pouco chata no início. Ela não parecia levar em consideração as consequências de seus atos imprudentes, mas aos poucos ela foi crescendo durante a leitura. Adam também não era nada agradável, mas vai se transformando e se livrando de seus demônios do passado. Apesar desse crescimento, não posso dizer que gostei dos dois protagonistas.

Algumas situações no livro são bem irreais para mim. Acredito que não é fácil invadir alguns lugares citados, além de Sophie confiar de modo tão rápido em Adam, um completo desconhecido e encrenqueiro.


O livro é bem tocante, mas poderia ter sido melhor trabalhado. Acredito que a autora Mai Passos G. tem a chance de reescrever essa história e abordar melhor todas as situações abordadas, como: a busca de Sofia pelo coração da irmã e como foi sua infância sem Sofia; como os pais dela ficaram, a busca dos dois pela Sophie e a história de Adam.

Esse foi meu primeiro contato com a escrita de Mai Passos G. e espero um dia poder ler esse livro novamente com uma nova revisão e extensão dessa história.

7.6.17

{Resenha}A Ameaça Sombria - Trilogia Echo #2



Título Original: The Shadow Hour
Trilogia: Echo
Autora: Melissa Grey
Editora: Seguinte
Sinopse: O mundo de Echo mudou por completo quando a garota menos esperava. Até pouco tempo, ela era apenas uma espectadora da guerra milenar entre os Avicen e os Drakharin, dois povos mágicos que habitam a Terra em segredo. Agora, depois de encontrar e libertar o pássaro de fogo - uma figura mítica importante para os dois grupos - e de descobrir o poder que carrega dentro de si, Echo precisa entender qual papel deve desempenhar para colocar um fim definitivo nesse conflito.
Para complicar, a libertação do pássaro de fogo deu nova vida a um ser antagônico a ele, o kuçedra. Feito de trevas e sombras, o kuçedra espalha medo e morte por onde quer que passe - principalmente se controlado pelas pessoas erradas. Enquanto tenta encontrar uma solução para esse novo obstáculo, Echo vai perceber que a linha que separa a luz das trevas é bem mais tênue do que esperava...
Nesse segundo livro da trilogia,Echo tem uma nova missão,combater uma criatura milenar que foi "solta" logo após a libertação do pássaro de fogo,o que ela não sabia até então é que indiretamente ela mesma causou isso.
Com a ajuda de seus amigos, nada comuns (Avicens e Drakarins),eles tentam pensar em uma forma de combater uma guerra que começou por ganancia da nova Príncipe do Dragão.

Um ataque ao ninho e a Ala muda totalmente os planos de Echo,ela tem agora a responsabilidade em manter todos em segurança,mesmo com as desconfianças dos avicens com os dois drakarins eles  mantém uma trégua para assim acharem uma maneira de proteger os sobreviventes do ataque do Kuçedra ao ninho. 
Mas nem tudo sai como planejado e Tanith a nova príncipe dragão uniu forças com com a criatura e pela conexão com Echo ela invade a novo esconderijo dos avicens causando mais mortes e destruição.

Echo tem que enfrentar seus próprios pesadelos para assim poder ajudar seus amigos e a única família que ela conhece,mas para que tudo isso aconteça ela tem fazer sacrifícios e nem sempre é a decisão mais segura no momento para se tomar.

Mais uma vez a autora não me decepcionou,e as cenas de ação que achei que faltou um pouco no primeiro livro,nesse supriu todas as minhas expectativas,Echo e seus amigos tem missões bem mais complexas e perigosas e cada um tem que enfrentar seus próprios medos para enfim seguir em frente.
A cada página você se envolve com a estória e os personagens e só consegue parar até chegar na última página,há momentos de tensão em que você pensa "ferrou" mas na página seguinte vem aquele alivio...hahahahaha..

O que me incomodou um pouco é que a Echo é muito impulsiva,ela não pensa nas ações e sofre as consequências depois e nem sempre consequências positivas. No mais super recomendo a leitura dessa serie,e já desesperada pelo próximo livro e saber como vai ser esse desfecho final,só espero que a Seguinte não demore quase dois anos pra lançar o próximo!!! Dei 4 estrelinhas pra ele ^^

6.6.17

{Resenha} Serraria Baixo-Astral - Desventuras em Série - Livro Quarto


Autor: Lemony Snicket

Editora: Seguinte
Ano: 2016
Sinopse: Caro Leitor,
Para o seu bem, espero que ao escolher este livro você não tenha sido movido pelo desejo de uma leitura agradável. Se seu desejo era esse, aconselho que feche o livro imediatamente, pois de todos os volumes que contam a vida infeliz dos órfãos Baudelaire, SERRARIA BAIXO-ASTRAL talvez seja o mais triste até agora. Violet, Klaus e Sunny Baudelaire são mandados a Paltryville para trabalhar numa serraria, e ali, lamento informar, deparam-se com coisas terríveis, tais como uma gigantesca pinça mecânica, bifes do tipo sola de sapato, uma hipnotizadora, um horrível acidente que causará ferimentos e um homem com uma nuvem de fumaça no lugar da cabeça.
Prometi escrever a história completa dessas três pobres crianças, mas você não fez nenhuma promessa de lê-la. Portanto, se preferir histórias mais confortadoras, não tenha cerimônia: sinta-se inteiramente livre para fazer oura escolha.
Respeitosamente,
Lemony Snicket.

Resenha:

Mais um capítulo na história de desventuras dos irmãos Baudelaire. Mais um aviso sobre não ter um final feliz. Mas eu continuo insistindo na curiosidade de saber como termina o destino desses órfãos tão desafortunados.

Dessa vez, as crianças são mandadas para uma Serraria, na cidade de Paltryville. Assim que chegaram à cidade, as crianças se deparam com uma construção que chamou bastante a atenção.





“As três crianças se entreolharam, em seguida olharam para a casa, depois se entreolharam de novo, balançando a cabeça. Por mais que se esforçassem, não conseguiam acreditar que fosse uma coincidência haver em Paltryville uma casa com a forma exata da tatuagem do Conde Olaf.”







Na serraria, os Baudelaire são obrigados a trabalhar por horas a fio, sem salário, sem refeições, ganhando apenas chicletes na hora do almoço, que tinha duração de cinco minutos, e tíquetes de desconto como salário. Tudo isso sendo supervisionados pelo capataz Flacutono, que tinha uma aparência de dar medo, usando uma peruca e uma máscara cirúrgica cobrindo o nariz e a boca.

O sócio do novo tutor dos órfãos era a única pessoa centrada no novo lar dos Baudelaire. Charles achou um absurdo colocarem crianças tão jovens para trabalhar num local tão perigoso quanto uma serraria. Porém, ele não tinha muita voz, e acabava sempre concordando com o que Senhor (o verdadeiro tutor) dizia. E ele achava que esse seria um ótimo modo de se ensinar responsabilidade e o valor do trabalho para as crianças.

A serraria também tinha uma biblioteca, que Charles levou as crianças para conhecer. Porém, a biblioteca só tinha três livros: A história da Serraria Alto-Astral, A constituição de Paltryville, e Ciência Ocular Avançada, escrito por uma oftalmologista muito conhecida na cidade, Orwell. E pasmem, na capa do livro estava aquela imagem tão conhecida dos irmãos, a mesma imagem do olho tatuado em conde Olaf.

Após um acidente, Klaus tem seus óculos quebrados e Charles tem a brilhante ideia de levá-lo ao consultório da Dra. Orwell, afinal, Klaus não enxergava sem seus óculos. Apesar dos irmãos relutarem em deixar Charles levar Klaus para um local com o símbolo que os remetia a conde Olaf, se viram sem outra opção.






“As duas irmãs Baudelaire se entreolharam. O ruído da máquina permanecia e o capataz Flacutono continuava batendo suas panelas. Mas o som mais forte que as duas meninas ouviram não foi nem um nem outro. Mais forte que a máquina, mais forte que as panelas, era o som de seus corações batendo furiosamente quando Charles saiu levando o irmão delas.”




E as preocupações se tornaram ainda mais reais quando Klaus retorna, após muitas e muitas horas, com um comportamento muito estranho e sem se lembrar de nada que aconteceu no consultório médico. Klaus havia sido hipnotizado, assim como todos os outros funcionários da serraria. Em uma segunda visita ao consultório, as meninas resolveram acompanhar o irmão, e o que encontraram lá foi uma recepcionista de nome Shirley, com um par de olhos e um sorriso malvado que elas reconheceram imediatamente: conde Olaf.

Novamente, vemos nossos protagonistas lutando para escapar de seu maior inimigo, enquanto ninguém acredita no que eles têm a dizer. Com aqueles comentários do narrador que eu amo, e as ilustrações que também são muito características da série, esse foi um dos livros que mais gostei até agora. Cheio de ação, de momentos em que pensamos “dessa vez eles não vão escapar”, algumas cenas até um pouco mais violentas que o normal, o quarto volume de Desventuras em Série nos prende do começo ao fim, com o coração disparado a cada susto!

Qual será o próximo destino desses jovens irmãos que não conseguem encontrar um momento de paz e felicidade? Aguardem as cenas dos próximos capítulos!

5.6.17

{Resenha} Inversos (Série Clichê - #02) - Carol Dias


Oieeee amorecos! 💗
Chegueeeeeei!


Apesar de ainda está dodói, chego animada trazendo mais uma resenha do livro da Carol Dias. Mais uma leitura maravilhosa.
Confere aí!


Inversos - Série Clichê - #02 - Carol Dias

Sinopse:

“Como assistente pessoal de Carter Manning, Bruna sabia exatamente o que esperar do cantor: música, mulheres e um pouco de (muita) arrogância. Seria preciso uma interferência do universo para que ele se mostrasse alguém decente. E não é que o universo resolveu agir?! As pequenas, Sam e Soph, serão a prova final de Carter, para mostrar que mesmo o cara mais idiota, possui algo além de uma camada de egocentrismo.”

Resenha

Bruna é uma brasileira assistente pessoal do músico Carter Manning. Ela faz um verdadeiro malabarismo para conciliar todas as suas “funções” acumuladas.
Sim. Estamos falando do Sr. Babaca Manning que aparece no livro Clichê.
Carter é aquele bonitão sarado, com excelente conta bancária e que é pegador convicto.

Antes ele era o CEO da gravadora da família, mas resolveu investir na sua carreira.
É um cara badalado, com uma banda que faz sucesso.
Bruna acha que é imune a ele, mas ela sabe que não, depois de uma certa noite.

Carter sabe do valor de Bruna, não só por ela lidar muito bem com as “suas” mulheres e ajeita todos os galhos. Tem com ela um “tratamento” diferenciado que os deixa bem íntimos... até que um dia aparece na porta dele gêmeas com um bilhete responsabilizando Carter de ser o pai e assinado, mas para ele era como se Alice (a mãe) não existisse, pois não lembrava de nada.

Carter olhou para as crianças e se viu pequeno nelas, fez o teste de DNA, mas nunca abriu.
Bruna além de todas as tarefas atribuídas a ela como assistente pessoal, ainda virou babá.
Parece que a paternidade forçadamente adquirida pelo músico não o deixou responsável, ao contrário! Continuou irresponsável, mulherengo, apesar de “pai”. Só ele e o seu prazer importava no mundo.


Com a chegada das gêmeas o trabalho de Bruna duplicou, ela acabou se afeiçoando demais a Sam e Soph e o pai continuou a mesma vidinha de “solteiro” de antes.
Até que numa noite em que Bruna estava sozinha com elas, Sam adoeceu e ela não sabia como tratar e nem podia ir ao hospital por conta dos paparazzi.
Onde estava Carter? O que fazer se ninguém responder ao celular?
Será que Bruna vai esquecer o perigo de expor as meninas nos tabloides e ir ao hospital? Só lendo pra saber.


Amei Inversos tanto quanto Clichê. Adorei o choque de realidade que as gêmeas deram na vida do gostosão. Todo homem precisa ter uma Bruna na vida.
Sabe aquele personagem que te marca em alguma estória? Falo de Kiro Manning da Série Rosemary Beach da Abby Glines. Carter me lembrou muito o Kiro por conta do sobrenome, mas também pela forma como um choque de realidade pode mudar uma pessoa. Nesse caso o Kiro se destruía aos poucos, mas amava demais a filha Harlow e a esposa Emily, o que não o deixava esmorecer. Já Carter teve uma mudança drástica, o que o fez repensar seriamente.
Adoro a forma de escrever da Carol, como detalha coisas simples, que deixam a leitura ainda mais gostosa. Outra leitura maravilhosa!
Só recomendo essa série que se inicia e que vem surpreendendo. Parabéns!


Essa é a Série Clichê, super recomendo a leitura pra quem curte um romance clichê, mas super bem escrito e que te faz adorar cada página.
Bom amores, vou indo.
Até a próxima. Tchau!


Título: Inversos (Série Clichê - #02)
Autor (a): Carol Dias
Editora: Ler Editorial

Número de Páginas: 214