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4.8.17

{Dica de Leitura} Mundos Distantes



Nossa Dica de Leitura Nacional de hoje é o livro da autora Beatriz Field, lançado no ano de 2016 de maneira independente!

Lançamento: 2016
Número de páginas: 216
ISBN: 978-1520201238
Gêneros: romance, ficção científica.
Quando Nívia foi salva da morte em uma floresta por um jovem misterioso que possuía olhos totalmente negros, a vida dela mudou para sempre. Depois desse dia, ela descobriu lendas antigas que falavam acerca de seres de outro mundo e percebeu que todas elas eram parecidas com aquele acontecimento que ela havia testemunhado na floresta. Nívia descobriu que o rapaz misterioso era um
extraterrestre.
Ela o encontrou mais uma vez e os dois ficaram cada vez mais próximos um do outro. Ambos se apaixonaram perdidamente. Nívia descobriu que o alienígena se chamava Raike. Ele pertencia à civilização virkoniana a qual dominava técnicas avançadas de viagens espaciais e engenharia genética. Os olhos de Nívia foram abertos para outros mundos existentes no universo.
Entretanto, Raike colocou a vida dele em risco ao se apaixonar por Nívia, pois havia uma lei virkoniana que impunha a pena de morte para os indivíduos de sua espécie que ousassem fazer amizade ou se casar com humanos. Será que Raike encontrará a morte por ter se unido a uma terráquea?
Sobre a autora:
Beatriz Field é escritora brasileira de livros de romance, suspense e aventura. Recebeu forte influência de escritores como William Shakespeare, Edgar Alan Poe, Mary Shelley, Jeffery Deaver, Ian McEwan, Jack Finney, Arthur C. Clarke e outros.
Para conhecer mais sobre os trabalhos de Beatriz Field, acesse:


Livros publicados:

Obras Físicas:

3.8.17

{Resenha} O Livro dos Espelhos

Autor: E. O. Chirovici
Editora: Record
Ano: 2017
Sinopse: Quando o agente literário Peter Katz recebe por e-mail um manuscrito parcial intitulado O Livro dos Espelhos, ele fica intrigado. O autor, Richard Flynn, descreve seus dias em Princeton e documenta sua relação com Joseph Wieder, um renomado psicólogo, pesquisador e professor, assassinado em casa, em 1987.
Convencido de que o manuscrito completo vai revelar quem matou Wieder – um crime noticiado em todos os jornais mas que jamais foi solucionado – Peter Katz vê aí sua chance de fechar um negócio de um milhão de dólares com uma grande editora. O único inconveniente: quando Peter vai atrás de Richard, ele o encontra à beira da morte num leito de hospital, inconsciente, e ninguém mais sabe onde está o restante do original.Determinado a ir até o fim neste projeto, Peter contrata um repórter investigativo para desenterrar o caso e reconstituir o crime. Mas o que ele desenterra é, na verdade, um jogo de espelhos, uma teia de verdades e mentiras e uma trama mais complexa e elaborada que a do primeiro lugar na lista de mais vendidos dos livros de ficção.

Resenha:

Nunca escondi que suspenses policiais são meus livros favoritos. Quando li essa sinopse, envolvendo psicologia, assassinato não resolvido, investigação e mistério, tinha certeza que iria adorar essa história. Como psicóloga com um grande interesse na área criminal, O Livro dos Espelhos se tornou um prato cheio para aguçar minha curiosidade e me prender do início ao fim.

Richard Flynn sonhava em ser escritor desde sua época de faculdade, porém acabou se rendendo à carreira em uma agência de publicidade e nunca conseguiu realizar seu sonho. Até que um dia ele fica sabendo de uma notícia que traz à tona lembranças de seu último ano em Princeton, 1987, que terminou com um crime não solucionado e que ele finalmente resolveu escrever a respeito. Ele enviou as primeiras páginas do manuscrito para Peter Katz, junto a uma carta de apresentação que o deixou bastante curioso.

“Mas, às vezes, o ódio e a dor podem ser combustíveis tão poderosos quanto o amor. O resultado dessa necessidade é o livro que acabei de escrever, após um esforço que me deixou física e mentalmente exaurido.”

O livro é dividido em três partes, cada uma contendo alguns capítulos na visão de determinados personagens que fazem parte da investigação. A primeira parte, narrada por Peter Katz, nos traz a apresentação de Richard Flynn e seu manuscrito, além da notícia de que ele havia falecido, pouco tempo depois de ter enviado sua obra à Katz.

Nessa primeira parte, encontra-se o real manuscrito, em que Flynn conta como era sua vida em Princeton, e nos apresenta aos personagens mais relevantes da trama: Joseph Wieder, Laura Baines e Derek Simmons.

Richard e Laura moravam juntos, como colegas de quarto, na época em que ele estudava Literatura Inglesa e ela Psicologia. Joseph Wieder era um renomado professor de Psicologia, que estava realizando pesquisas relacionadas à memória, contando com a ajuda de Laura, e, posteriormente, também de Richard.

“Ele era um dos professores mais importantes de Princeton na época. Era visto como uma espécie de Prometeu, que descera para a companhia dos reles mortais a fim de compartilhar com eles o fogo dos deuses.”

Segundo o manuscrito com as lembranças de Flynn, ele e Laura se envolveram romanticamente, e ela o apresentou a Joseph Wieder, que o levou para trabalhar organizando sua biblioteca particular. Na época, Wieder trabalhou como um tipo de perito, fazendo parte de uma equipe de especialistas que avaliavam acusados de crimes em relação à sua saúde mental. Caso ficasse comprovada alguma doença mental que o tornasse incapaz de compreender a natureza das acusações sofridas, o réu era enviado a um hospital psiquiátrico forense.

Foi a partir daí que Wieder começou seus estudos sobre a memória, envolvendo amnésia, lembranças reprimidas e sua reorganização, utilizando técnicas como a hipnose. Derek Simmons fazia parte dos objetos de estudo do professor, após ter sido preso sob a acusação de homicídio. Para Joseph Wieder, Simmons sofria de Transtorno Dissociativo, que envolve a ocorrência periódica de perda de consciência de si mesmo, a memória e o senso de identidade, motivo pelo qual Derek não se lembraria de ter cometido o crime. Após um tempo no hospital, Simmons foi atacado por outro paciente e perdeu toda sua memória antiga, sendo capaz apenas de armazenar as novas. Quando foi solto, passou a fazer pequenos trabalhos para o professor, que o ajudou desde sua saída do hospital.

O professor Wieder foi assassinado no final de 1987, e apesar de todos terem sido interrogados, a polícia nunca conseguiu encontrar o culpado por este crime. Após a morte de Richard, o manuscrito se perdeu, e Peter Katz começa uma investigação para descobrir como a história termina, tentando resolver o enigma da morte de Joseph Wieder. Para isso, conta com a ajuda do repórter John Keller, o narrador da segunda parte do livro, e Roy Freeman, policial aposentado que era responsável pelo caso e narra a terceira e última parte do livro.

Durante as investigações, John, Peter e Roy conversam com todos os envolvidos e antigos suspeitos do crime, e cada um conta sua versão dos acontecimentos daquele ano, tecendo realmente uma rede de espelhos, cada hora apontando para um suspeito, sem conseguirmos entender realmente quem diz a verdade e quem mente. Ou será que é apenas uma questão de como cada um se lembra dos fatos?

“A caminho do aeroporto, me lembrei do título do livro de Flynn e do labirinto de espelhos distorcidos que costumava encontrar nos parques de diversão quando eu era garoto – tudo o que você via quando entrava lá era verdadeiro e falso ao mesmo tempo.”

Em uma nota ao final do livro, o autor diz que seu livro não é um mistério policial em que o mais importante é descobrir quem cometeu o crime, mas sim os motivos para isso ter ocorrido. E é realmente o que podemos perceber como sua intenção. Chirovici criou uma trama tão emaranhada e ao mesmo tempo tão bem costurada, que ainda ao final do livro queremos ler o restante do manuscrito de Richard Flynn e saber quais as revelações ele traria em seu ponto de vista.


“Todos erraram e enxergaram apenas suas próprias obsessões pelas janelas através das quais tentaram ver, janelas essas que na verdade nada mais eram que espelhos.”
~Recebido em parceria com o Grupo Editorial Record~

2.8.17

{Resenha} A Maldição de Hollow - Trilogia A Sina do Sete # 2


Oie amores. C-H-E-G-U-E-I!


A pessoa vem toda animada trazendo a continuação da Trilogia A Sina do Sete, cedido pela nossa parceira Editora Arqueiro.


Não é novidade pra ninguém, que acompanha o blog que sou super fã da Nora Roberts, que acompanho cada lançamento e tento comprar todos eles... o que é uma tarefa árdua, mas que no final de cada dinheiro gasto vale a pena.
Só posso dizer que esse segundo livro foi sensacional. Superou as minhas expectativas.
Bom, vamos ao que interessa né?
Confere aí!


Sinopse:

“Quando tinham apenas 10 anos, Fox, Cal e Gage libertaram um demônio aprisionado havia séculos ao fazerem um pacto de sangue sobre a Pedra Pagã. O inocente ritual deu poderes sobrenaturais aos três jovens, mas lançou uma terrível maldição sobre Hawkins Hollow: a cada sete anos, a cidade é dominada por atos de loucura, violência e destruição.
Vinte e um anos depois, esses irmãos de sangue começam a enfrentar mais um ciclo de batalhas contra o demônio, que terá seu auge no sétimo mês. Mas desta vez não estarão sozinhos: ao lado do trio de amigos estão Quinn, Layla e Cybil, três mulheres corajosas ligadas a eles pelo destino.
Fox O’Dell, o advogado da cidade, é capaz de ler mentes, um talento que compartilha com Layla Darnell. A conexão entre eles pode se tornar o trunfo de que o grupo precisa para derrotar as trevas que ameaçam engolir a cidade. Porém, Layla está tendo dificuldade em lidar com sua recém-descoberta habilidade e com a forte atração que sente por Fox.
Em A maldição de Hollow, Nora Roberts dá continuidade à trilogia A Sina do Sete e prepara o leitor para o emocionante clímax dessa batalha sobrenatural em busca da salvação de uma pequena cidade.”

Resenha

A Maldição de Hollow vem trazendo a tona muitos segredos escondidos, raízes do passado que se entrelaçam com o presente e a ligação de antepassados. Tudo envolvido numa trama sobrenatural de tirar o fôlego e de deixar o leitor ansioso pelas próximas páginas.

Fox O´Dell é o advogado de Hawkins Hollow e gosta do que faz. Tem pais e irmãos amorosos, uma família unida e forte. Fox sabe que carrega um fardo muito pesado junto com seus amigos Cal e Gage desde o dia de em que resolveram se aventurar na floresta e fazer um pacto na Pedra Pagã.
O que não contavam era que com o desenrolar dos acontecimentos, apareceria Quinn, Cybil e Layla como peças tão importantes quanto ele e seus amigos.
Todos os seis tem ligação com os antepassados daquela cidade, do povo que já viveu/morreu ali e que a descoberta da arvore genealógica de cada um, vai determinar como proceder daqui por diante.

Layla Darnell veio de Nova York para Hawkins Hollow sem saber ao certo do porque estava lá. Trabalhava numa boutique e era bem sucedida no emprego, mas uma conexão a puxava para aquela cidade assombrada/amaldiçoada, algo que logo ela descobriria que tinha mais a ver com a maldição do que poderia imaginar.
Começou a trabalhar como secretária de Fox, o que só iria dificultar a atração que ambos tinham um pelo outro.


O que Fox e Layla tinham em comum além da forte atração? Os dois possuíam o poder de ler mentes o que os conectava de imediato. Sendo uma “arma” que seria de grande ajuda para derrotar Twisse (demônio).
Layla tinha medo do que esse poder (aperfeiçoado) poderia fazer a ela e a seus amigos, mas com a ajuda e insistência de Fox ela teria que colocar o medo de lado e “treinar”.

Twisse estava muito silencioso, o que nunca era uma boa coisa.
Toda vez que se aproximava do sétimo mês as coisas em Hollow começavam a ficar estranhas e complicadas de se explicar.
Acontecimentos inexplicáveis amedrontam a cidade às vezes somente um susto com danos materiais outros com violência e sangue.


O Sexteto procurava incansavelmente os diários perdidos há mais de trezentos anos de Ann Hawkins o que antes parecia difícil, com a conexão de Fox e Layla juntos seria mais fácil de encontrar. Mas como todo poder recém-descoberto tinha suas consequências.
Com as descobertas nos diários, Twisse se manifestava cada vez mais, pregando peças bastante assustadoras e dolorosas, só que ele não esperava era que poderia ser ferido também no processo.

Para Cal, Quinn, Fox, Layla, Cybil e Gage o demônio se manifestava cada vez mais forte, o que os assustava.
Twisse aparecia sempre como um menino de sorriso/riso diabólico ou como um enorme cão preto com caninos afiados pronto pra atacar. Querendo mostrar que estava ali, sempre a espreita, ao redor e constantemente se mostrando em forma de destruição e ilusões desesperadoras.


Apesar de toda a preocupação, pesadelos realistas demais, o romance entre Fox e Layla crescia a cada encontro no trabalho ou à noite nas reuniões com os amigos.
A atração entre os dois era intensa, apesar do receio dela em entrar num relacionamento ou somente nos momentos de intimidade naquelas circunstancias em que se encontravam, o poder de sedução e a forma direta de falar de Fox seria uma tentação que ela não iria conseguir resistir por muito tempo.
Será que o sexteto iria conseguir aniquilar Twisse? Teriam força juntos o suficiente para isso ou algo não sairia como o planejado?


Quem acompanha minhas resenhas, sabe o quanto sou fã e admiradora dos romances dessa autora.
Chega a ser difícil expressar aqui o quanto eu amo seus personagens fortes, engraçados e até mesmo decididos, sua escrita e a criatividade sem limites que me apaixona e fascina a cada livro que leio.


Nora Roberts sabe mesclar um romance intenso com uma trama sobrenatural como nenhuma outra autora.
Ela é excepcional no que faz, e elogios não são suficientes para contemplar seus romances, precisa ser criado uma palavra para denominar Nora Roberts. 💗


Sempre gosto de ler acompanhado de música, logo ao ouvir Butterfly do BTS marcou o casal Layla e Fox durante a leitura. Deixo o vídeo legendado pra vocês conferirem se quiser.



TRILOGIA A SINA DO SETE


A ansiedade pelo último livro dessa trilogia vai me fazer sofrer até setembro.
Nora terminou A Maldição de Hollow do jeito que só ela sabe fazer: deixar o leitor intrigado, ansioso, louco pra descobrir como tudo isso vai terminar.
Estória brilhante e sem sombra de dúvidas só vem superando a cada livro.
Por hoje é só amores. Até a próxima. Tchau!


Título: A Maldição de Hollow (Trilogia A Sina do Sete #2)
Autor (a): Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 272

1.8.17

{Resenha} Tash e Tolstói


Título Original: Tash Hearts Tolstoy
Autora: Kathryn Ormsbee
Editora: Seguinte
Sinopse: Natasha Zelenka é apaixonada por filmes antigos, livros clássicos e pelo escritor russo Liev Tolstói. Tanto que Famílias Infelizes, a websérie que a garota produz no YouTube com Jack, sua melhor amiga, é uma adaptação moderna de Anna Kariênina. Quando o canal viraliza da noite para o dia, a súbita fama rende milhares de seguidores - e, para surpresa de todos, uma indicação à Tuba Dourada, o Oscar das webséries. Esse evento é a grande chance de Tash conhecer pessoalmente Thom, um youtuber de quem sempre foi a fim. Agora, só falta criar coragem para contar a ele que é uma assexual romântica - ou seja, ela se interessa romanticamente por garotos, mas não sente atração sexual por eles. O que Tash mais gostaria de saber é: o que Tolstói faria?
“Tenho o pressentimento de que o que estamos fazendo é algo que só acontece uma vez na vida, sabe?”
A primeira coisa que pensei nas primeiras frases do livro foi: é um tema que muitas pessoas que dedicam seu amor e trabalho à leitura de livros, produzir conteúdos para Blog e Youtube, irão se relacionar. Afinal, eu me identifiquei. Quem que está nesse ramo que não sonha em estourar, ter seu trabalho visto por milhares de pessoas e mais: saber o que elas pensam sobre aquilo que você faz. Afinal, a internet é sinônimo de interatividade hoje em dia. Sempre foi. 

Tash é uma menina feliz de 17 anos. Dedicada ao seu canal no Youtube, possui uma produtora junto com sua melhor amiga, a Jack. Juntas, elas criaram a websérie Famílias Infelizes, uma adaptação moderna de Anna Karênina, de Liev Tolstói. É também uma leitora faminta, impossível não rir de suas associações a algumas obras best-sellers existentes. Por conta de seu amor à leitura, possui também um vlog pessoal ao qual deu o nome de Chá com Tash, onde ela faz críticas a livros (Booktuber, alguém? Haha!).

Por feliz, eu quis dizer que ela faz o que gosta. Tem amigos incríveis, como Jack e seu irmão, Paul. Cresceram juntos, tiveram festas de aniversário conjuntas... Então é normal que tenham processos criativos em conjunto! Embora Paul não seja tão participativo, ele dá uma mão para as meninas com as filmagens da websérie, às vezes; aguenta os pitis das duas, apoia e faz massagem, é o melhor nas brincadeiras. Ele é o personagem mais fofo do livro, just saying.

Quando fazemos o que gostamos, às vezes conseguimos obter sucesso. E, às vezes, isso acontece de um dia para noite. Sim. Depois de terem sido citadas no canal de uma youtuber famosa, as views e inscrições aumentam exponencialmente, para além das expectativa das duas garotas. E agora, que são famosas... O que fazer? Sentar e aproveitar a fama?

É CLARO QUE NÃO!

Com a fama, vem a preocupação em manter a qualidade dos vídeos, responder os comentários, fazer a social... Mas, com isso, vem também os apontamentos negativos dos viewers, é natural. Sempre tem pessoas que não gostam do que fazemos e irão dar sua opinião sobre isso.
“...Por que se deram ao trabalho de marcar que não gostaram do meu vlog? Esse vídeo é uma divagação meio inocente, na verdade. Quem perde seu tempo dizendo que não gosta de divagações inocentes?”
Ela entra em parafuso quando as críticas começam. Por que tantos haters? O que leva as pessoas a serem más com as outras? Nós sabemos que a internet hoje é terra de ninguém. Muitos se aproveitam do anonimato para camuflar ofensas em forma de opinião. E são cruéis, muito cruéis. Eu mesma já deixei de jogar alguns jogos online por causa dos famosos “trolls”, pessoas que tentam te vencer pelo stress que causam com tantas ofensas. 

E o pior... Podem pegar o que você diz e transformar em algo ruim em um piscar de olhos... Ou pessoas que querem crescer em cima do seu trabalho, também. Notei isso com algumas pessoas que surgem no livro.

Por causa disso, ela começa a exigir mais de seus companheiros e quase tem um treco quando sua irmã, Klaudie, diz que não irá mais fazer parte do show. Logo agora que estão ficando famosos!

Acontece que Klaudie está para entrar na universidade famosinha da região, então quer aproveitar seu último verão com as amigas do colégio. Podemos perceber na história, também a dinâmica familiar existente, como irmãos mais velhos se sentem e como irmãos mais novos se sentem também. E os pais, quando os filhos começam a deixar o “ninho” para seguirem com seus sonhos. É muito interessar a dinâmica familiar de Tash, muita gente poderá se identificar aqui, o que leva a história para um outro nível de análise.

Há algum tempo, Tash vem se comunicando por mensagens com outro youtuber. O rapaz parece ser gente boa, os dois possuem uma relação legal online. Mas nunca conversaram em chamada mesmo, sabe? E Tash acredita que pode estar se apaixonando por ele... E isso causa alguma comoção entre seus dois amigos, uma vez que como ela pode se apaixonar por alguém que nunca viu “de verdade”? Também é outra questão que dá para analisar. Tem amigos virtuais? Já teve algum crush virtual? Eu já, vário, haha! E poucas vezes deram em algo, em muitas eu sempre acabei saindo magoada. Paul acha um absurdo esse negócio especialmente depois de algo que Tash conta para ele e Jack: ela é assexual romântica. Ou seja, ela não tem interesse em fazer sexo. 

E tipo... Para muitas pessoas, o sexo faz parte da relação. Para mim foi bem complexo entender isso, então ler o livro foi uma experiência nova. É tipo... Você pode achar a pessoa bonita e sexy... Mas não tem vontade de transar com ela. Nem com ninguém. Mas quer namorar. Porque se liga emocionalmente à pessoa. Então para Paul e Jack as coisas ficaram meio confusas nessa área, mas são tão amigos de Tash que lhe compreendem e aceitam o fato. Só que tem o Youtuber e Paul... 

Eu tive que pesquisar um pouco para entender mais sobre assexualidade, encontrei este site, se você também quiser saber mais.

O núcleo familiar de Jack e Paul também possui suas complicações. Seu pai está em remissão do câncer. Todos sabemos que as coisas com essa doença podem mudar de um dia para o outro e cada um dos irmãos lida com essa pressão de modo diferente. Jack não gosta de sentir... Paul, sente tudo.
“As pessoas adoram ficar falando sobre o apocalipse – se tudo vai acabar em uma guerra nuclear, uma epidemia zumbi ou uma invasão alienígena. Mas acho mais provável que o fim venha em um dia normal, quando a gente parar de tentar entender os motivos dos outros, viver em casas separadas e apodrecer sozinho.”
A websérie possui atores contratados, para além de Klaudie. George é o melhor deles, gostei dele pela sinceridade e acredito que muitos leitores não vão gostar da personalidade dele justamente por isso. É sincero e não tem papas na língua, o que resulta as vezes em grosseria rude. Mas nem por isso ele deixa de ser um dos bons personagens do livro. Há outros, mas George foi o que mais me chamou a atenção.

Eu gostei bastante da história contada pela autora. Vemos que nem sempre a fama é tudo, nem sempre precisamos de muito reconhecimento. Basta as pessoas que amamos saberem que o que fazemos é importante para nós e se empolgarem com nossas conquistas. 

É narrado em primeira pessoa pela visão da Tash, o que torna muito mais divertido. Vemos suas reflexões acerca do que está acontecendo em sua vida e suas conversas com seu namorado russo, o Leo. Ele está sempre franzindo a testa para ela, respondendo suas indagações com o silêncio.
“Não é engraçado como algo pode ser sério por tanto tempo até que de repente não seja mais? Um dia, vira uma piada. Você se pega rindo disso, sem se machucar ou cutucar nenhuma ferida no processo. É engraçado e não dói nadinha.”
~Prova recebida em parceria com a Editora Seguinte

31.7.17

{Resenha} O Livro de Lilith


Título Original: The Book of Lilith
Autora: Barbara Black Koltuv
Editora: Cultrix
Sinopse: Lilith, a primeira Eva ou a mulher que tentou Adão é uma das formas do Eu feminino que personifica os aspectos negligenciados e rejeitados da Grande Deusa. Este livro é uma fascinante antologia de contos mitológicos, antigos e modernos, interpretados pela autora, psicóloga e analista junguiana, que demonstra como e por que foram feitos tão grandes esforços para banir a figura de Lilith da consciência humana e por que, apesar desses esforços, estamos sentindo outra vez a sua ascensão, agora com novas interpretações e significados.


Vamos começar: sou psicóloga. E foi por essa razão que escolhi ler esse livro da editora Cultrix este mês. Ele traz um compilado de informações a respeito de Lilith, a primeira mulher, aquela que não quis se submeter aos caprichos de Adão, embora o amasse.

E ele também a amava. 

Lilith representa o lado sedutor da mulher, ou de Deus. Sim. Ao ler este livro você descobre que Deus tem seu lado feminino vingador, e ele é uma mulher, haha!

Traz tanto palavras das diversas religiões que possuem Lilith no papel de vingadora, destruidora e matadora de crianças – tudo sob as ordens de deus, ok? – como no significado de assumir a Lilith que existe dentro de cada um de nós.

Tanto homens e mulheres, segundo Jung, possuem os arquétipos Anima e Animus dentro de sua constituição psíquica. Anima é o arquétipo femino e Animus, o masculino. Estão presentes em maior e menor quantidade dentro de cada pessoa. Lilith é o lado negro da Anima.

Nas diversas religiões, Lilith é um demônio sedutor. Ora sábio, ora jovem. Possui diversos nomes e somos apresentados a diversos deles no livro da Barbara. Achei um compilado interessante, pois possui diversas imagens de Lilith em amuletos antigos de proteção, assim como orações e feitiços de proteção que as pessoas usavam há centenas de milhares de anos atrás. Nos aponta Lilith até mesmo em histórias que não sabia ser da Lilith – e é aqui que fiquei meio “assim”, achei algumas delas com interpretação forçada para caber ali a nossa mulher em questão.

Aprendi bastante sobre Lilith, sempre gostei dessa personagem mítica pelo que ela representa: a liberdade da mulher. Embora deus a expulse do paraíso e a relegue ao posto de demônio, ainda acho ela uma das melhores personificações. Ainda mais no mundo de hoje, em que a mulher está batalhando contra a ordem do patriarcado, todas nós precisamos de um toque de Lilith, abraça-la e acolhê-la em sua totalidade. Não to dizendo para se ligarem ao que a mulher-mito fazia, claro que não... Mas a não baixarem a cabeça e a terem o que é seu por direito. 

A psicóloga ainda nos mostra alguns casos de sonhos em que as mulheres se depararam com Lilith em seus sonhos, momentos em que elas estavam encarnando este arquétipo. 

Para vias de conhecimento e estudo, este é um livro bom. Mas me peguei revoltada em algumas partes... Pelo modo como Lilith é tratada nas diferentes regiões e em como ela se tornou um demônio. E como ela é só uma ferramenta nas mãos de deus e o quanto ela é louca para se mostrar digna de estar ao lado dele. Então para mim, depois de ler esse livro, senti que Lilith nada mais é que um peão nas mãos da religião, acabando com essa imagem selvagem e liberta que eu tinha dela. Meio que perdeu a graça...

No entanto, recomendo o livro para os psicólogos Jungianos e quem mais tiver curiosidade a respeito dessa figura feminina tão apagada em muitas histórias que conhecemos...


~Livro recebido em parceria com o Grupo Editorial Pensamento~