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1.9.17

{As meninas recomendam} Setembro Amarelo


Você é meu raio de sol
Então pessoas, estamos em setembro. Setembro é o mês escolhido para falar
Falar sobre seu dia.
Falar sobre seus pensamentos.
Falar sobre seus sentimentos.
Falar sobre o que está lhe incomodando.
Falar sobre o suicídio.

Então conversei com todas as meninas para reunirmos vários filmes, livros, músicas que tratem deste tema, pois nunca é demais. O que sentimos, o que vemos, o que fazemos sempre importa. Nós temos valor, nós importamos. Nossas vidas importam. 

Sempre que algo dentro de você estiver sendo insuportável, procure alguém. Coloque para fora, pois o que está dentro machuca e você não merece sentir nenhuma dor. Você é importante demais para se permitir sentir dor.


Setembro foi escolhido como o mês para se falar sobre o suicídio, mundialmente divulgado pela IASP - Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio, sendo que no dia 10 deste mês comemoramos o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

No Brasil temos o CVV, que é uma das principais entidades mobilizadoras do Setembro Amarelo e ela atua gratuitamente desde 1962. A existência dessa ong é extremamento importante pois, no Brasil, há uma média de 32 suicídios por dia, uma taxa que é superior às mortes de cancêr e AIDS. 

O suícidio é a maior causa de morte nos jovens. Em 2014, foram 2.898 suicidios de jovens de 15 a 29 anos, o que deixa o Brasil no oitavo lugar com o maior número de suicídios segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Os motivos que podem levar as pessoas a tal ato tão extremo são diversos: depressão, abuso de álcool e drogas (medicamentos entram nessa lista, pessoas), além de questões interpessoais: violência sexual, abusos, violência doméstica e bullying. 

Talvez o medo do que as pessoas irão falar se descobrirem que por dentro se sente uma bagunça, que se pensa em suicídio, que se está depressivo, as pessoas não buscam ajuda. O que é um erro, você precisa falar! 

Precisamos falar sobre depressão. Ela é um fantasma que assoma a vida das pessoas, não é "falta de deus", nem preguiça nem nada que seu preconceito e falta de conhecimento sobre a doença possa tentar justificar o comportamento de uma pessoa depressiva.

Tamém precisamos falar sobre o bullying. Há um relatório que diz que 17, 5% dos alunos na faixa dos 15 anos já sofreram bullying. E bullying pode levar à ansiedade depressão, assim como os casos de violência. Precisamos falar dessas coisas uns com os outros, não podemos deixar que se torne banal você sofrer bullying na escola, em casa, no trabalho, na faculdade... 

Eu sofri bullying na minha adolescência e algumas outras coisas. Hoje estou bem... Mas às vezes ainda sinto ansiedade em relação às pessoas que me cercam, mas não deixo que isso guie minha vida. Eu domino a minha vida, se algo me incomoda eu já não guardo só para mim. Não fico quieta com minha dor... Procuro minha família, procuro as pessoas que eu sei que se importam comigo, mesmo que, quando eu era mais jovem, eu duvidasse disso. Sei que cada um tem seu modus operandi, mas para mim funcionou...


Quem mais deve se importar com você... É você mesmo. Você precisa se amar... Achar um fio de felicidade em que se agarrar. Procure ajuda profissional, sempre. Há uma boa saída, uma saída segura... Sempre há uma janela aberta para iluminar sua vida, se você não encontra a porta.

Quero começar nosso tema do Setembro Amarelo com essas informações. É importante as pessoas saberem e estarem cientes de que isso está acontecendo para que, desse modo, todos possam prevenir, ajudarem seus amigos que estão num momento angustiante. Chega de perder pessoas assim...

Não serão todos os dias que teremos indicações de séries, filmes, livros, etc. que retratam este tema. Mas sempre que for, terá referências, ok?

Espero que nos acompanhem neste movimento!



31.8.17

{Séries} Rebellion



Olha, gosto de séries históricas! Sempre fico rodando o Netflix quando quero descansar um pouco e acabo escolhendo algo nesse estilo. Foi desse modo que acabei encontrando a série The Rebellion!

Não é segredo também que gosto de séries com protagonistas fortes. Na verdade, tudo com protagonistas femininas fortes me agrada e me atrai, então quando vi a sinopse e as moças, já dei play!

Sinopse: "Enquanto um grupo nacionalista irlandês busca tirar o país do domínio da Bretanha, as amigas May, Frances e Elizabeth seguem caminhos distintos fazendo sua parte."

São apenas 5 episódios, lançados na Netflix do Brasil em 2016, mas teve sua estréia mesmo em 2015. No primeiro episódio somos apresentados as amigas May, Frances e Elizabeth que faziam juntas divertidas apresentações. Porém, já percebemos que há uma pequena tensão no ar... Ainda mais por que tudo acontece no mesmo período da Primeira Guerra Mundial.

A série conta um acontecimento histórico na Irlanda, A Revolta da Páscoa sob o ponto de vista feminino. Essa revolta aconteceu durante a Semana Santa, em 1916, em uma tentativa por parte dos militantes irlandeses para ganhar a independência em relação ao Reino Unido.

As três amigas vivem em mundos completamente diferentes, cujas vidas são afetadas pelo Sinn Féin, os militantes irlandeses, de modos diferentes.

May
May é uma jovem secretária no castelo inglês. Tem um caso com seu chefe - inglês - que é casado e acredita que ele irá deixar a mulher para ficar com ela. A achei muito inocente... Não é muito firme em suas decisões, também parece ser a mais nova.

Sua participação na Revolta da Páscoa, no entanto, é bem importante. Uma vez que ela trabalha no castelo inglês e possui a confiança de um dos principais agentes, conseguir informações é fácil. Difícil é convencê-la a participar, uma vez que jurou lealdade à bandeira britânica e tem na Inglaterra a chance de estar com quem ama.

Frances
Frances é a moça que está mais envolvida na Revolta. Está bem próxima do advogado que está à frente do ato, Patrick Pearse, bem como próxima da escola de meninos onde ele leciona e ela, aparentemente, também. Está dentro dos atuantes, quer buscar seu lugar em meio à eles. Só que, por ser mulher, mesmo que a revolta aceite ambos os sexos, ela se vê diante do preconceito e precisa agir por si mesma, provando seu valor. E seus alunos a veem como líder, o que facilita bem. Não fique diante dela se ela está com uma arma!
Ela não exita em utilizar o preconceito que os homens tem, a seu favor. O que a torna bem útil no campo de batalha que se formou em Dublin. Ela é decidida e não tem medo... E quando os homens recuam, é ela quem avança. Ela não admite fraquezas e está decidida a firmar a República da Irlanda junto de seus patriotas! Ela e May moram juntas, mas as duas tem visões completamente diferentes da vida e do futuro que desejam para si.

Elizabeth é a mulher que está para se casar com um oficial irlandês, que luta pela Inglaterra. Ambos possuem fortuna, o que faz com que a família da jovem não entenda sua obsessão com o socialismo, uma vez que seu estilo de vida estaria destruído. Sua mãe não é ninguém menos que Catelyn Stark!!! Huahuahuah! Sua mãe parece entender as razões da filha para lutar por uma Irlanda mais justa, mas ainda deseja que a filha encontre a felicidade no casamento e que esteja segura. Só que ela não sabe que Elizabeth está apaixonada por alguém além da causa... Ela terá que tomar uma decisão no fim do caminho... Está estudando medicina, o que torna sua presença imprescindível para a Revolta.

A série dá a entender que, embora homens tenham tomado parte na Revolta... As mulheres e seu trabalho em campo ou na surdina são quem dominam. Como disse, o protagonismo é forte e não só dentro do ato. Gracie Mahon, por exemplo... É esposa de um soldado irlandês que começa a ter segundos pensamentos sobre o seu trabalho. É ela quem o mantém firme, quem está ali para cuidar dele e da família. É ela quem luta todos os dias para que ele tenha pelo que voltar para a casa no final. 

Gracie Mahon
Citei ali a mãe da Elizabeth. Ela, mesmo em tempo de sítio, pensa em ajudar as pessoas e não abandona os filhos. Ela luta a seu modo por sua família, por isso citei outra personagem que a atriz interpreta. Em muito me lembrou a antiga Lady Stark. Com uma pequena diferença: ela não abandona os filhos para ir para o sul! Huhauhuahuha! Me lembrou muito a outra série, mas enfim. Seu papel também é muito importante, assim como o de outras mulheres que estão presentes. 

Acredito que apenas cinco episódios não fazem jus a tudo o que aconteceu na semana em que Dublin lutou por sua independência. Que se levantaram contra um governo abusador e desgualitário em busca de um futuro para si e suas crianças... Acredito que é algo para assistirmos e refletirmos até o momento em que nosso país está e o que estamos fazendo para melhorá-lo... Ou destruí-lo. E mais: também qual é nosso papel na sociedade e não concordar com injustiças. Até o clero não tomou parte na rebelião e vimos que nem todos eles concordaram com aquela atitude. Embora religião não deva estar envolvida com questões políticas, eles devem auxiliar aqueles que são atingidos pela fome, dor... E não prezar pelos bens da igreja. Bah!


A mensagem da série e dessas mulheres é maravilhosa. Assistam! Tem os cinco episódios na Netflix! Corre antes que tirem de lá, huahuhaua!



30.8.17

{Resenha} Foo Fighters - Learning to Fly


Autor: Mick Wall
Editora: Planeta
Ano: 2017
Sinopse: Há um motivo pelo qual Dave Grohl é conhecido, ainda que ingenuamente, como “o cara mais legal do rock”. Um motivo que explica por que milhões compram os CDs e DVDs do Foo Fighters, os ingressos de shows e de festivais; porque gerações acreditaram na história, no sonho e nas profecias dele, que se realizaram. Dave é generoso. Ele pode não ter o glamour culto de Kurt Cobain, do Nirvana, mas Kurt era alguém que tirava em vez de doar. Kurt se abrigava na escuridão, no lado escuro da lua. Dave é um adorador do sol, um amante e não um solitário, um canal de luz.
Learning to Fly é a história dele, e, portanto, a verdadeira história do Foo Fighters: como nunca foi contada antes. Desde o tempo de Dave como um garoto novo do Nirvana até se tornar o “Ringo Grunge” do Foo Fighters, onde ele está agora: o maior e mais popular astro mundial do rock na categoria masculina.Nada disso aconteceu por acidente. E o internacionalmente famoso crítico de rock Mick Wall nos conta como e por que, em um estilo que pulsa os próprios ritmos do rock, ao entrevistar amigos, antigos colegas de bandas, produtores, executivos de gravadoras de discos e as pessoas mais íntimas de Dave Grohl e dos Foos.

Resenha:

Se você esperava um livro sobre o Foo Fighters e a história de seus integrantes, sinto decepcionar, mas não é bem isso o que encontramos. O autor parte do princípio de que o Foo Fighters é Dave Grohl, e que todos os músicos são apenas figurantes contratados porque em cima do palco Dave não pode tocar todos os instrumentos sozinho.

“Então, este não é um livro sobre Foo Fighters, a banda. Porque isso seria um conto de fadas para idiotas. Em vez disso, é um livro sobre Foo Fighters, o homem. Porque é assim que é, para milhões de fãs dos Foos. Nem adianta fingir que gostaria que fosse diferente.”

Não que não seja verdade... A genialidade de Dave Grohl para os fãs é algo indiscutível. Mas fiquei um pouco frustrada com a leitura desse livro. A primeira metade dele é somente sobre Nirvana, Kurt Cobain e a história de Dave Grohl nessa época. É importante? Claro que é. O Nirvana foi uma banda importantíssima e que revelou o talento de Dave Grohl para o mundo. Mas eu já li a biografia do Kurt, já li uma biografia do Dave, e dessa vez achei que fosse ler uma específica do Foo Fighters e seus integrantes, e não foi o que encontrei.

Enfim, pulando metade do livro... O Foo Fighters surgiu após o suicídio de Kurt, que decretou o fim do Nirvana. Muitas pessoas questionariam como Dave seguiria sua vida, seus sonhos, após essa tragédia em sua vida profissional e pessoal. Mas Dave simplesmente sabia que precisava seguir em frente.

“Nirvana, o nome de ouro, a banda de ouro, da era de ouro, agora desapareceu, se perdeu com o simples estampido de um tiro de revólver calibre 20 e o delírio absoluto de uma seringa com conteúdo suficiente para uma overdose, o corpo intoxicado de Kurt se sacudindo de modo interminável e, então, parando. Abruptamente. Cruelmente. Estupidamente.”

Dave tinha quase 40 músicas prontas, e simplesmente entrou no estúdio e em uma semana gravou uma demo, cantando e tocando todos os instrumentos. E essas fitas foram a primeira matriz do que viria a ser o Foo Fighters. Ele conseguiu um contrato de gravação, tinha o próprio selo e um disco pronto aguardando o lançamento, só então começou a pensar em recrutar outros integrantes para sua banda.

Os primeiros membros convidados por Dave foram Nate Mendel e William Goldsmith, baixista e baterista do Sunny Day Real Estate, banda que havia acabado de se separar. Logo depois, Pat Smear, que foi guitarrista do Nirvana e por quem Dave nutria grande admiração.

A turnê do primeiro disco durou mais de um ano e quatro meses, e eles ainda não sabiam como seria quando se juntassem para um processo de gravação. Dave compôs a maioria das músicas e junto ao produtor Gil Norton, esperava perfeição na execução de todas as músicas, e até ele próprio precisou repetir várias gravações.

O problema maior estava na execução do baterista William, que nunca seria boa o suficiente para Dave, de forma que ele mesmo decidiu gravar o instrumento, afinal, ele era um dos maiores bateristas de rock do mundo. Porém, ele não comunicou William, que foi o último a saber, e ficou arrasado com a notícia. Dave sugeriu que William continuasse sendo o baterista das turnês, mas que ele próprio gravaria a bateria de todas as músicas, em todos os discos.

Essa foi apenas a primeira vez em que Dave não soube lidar com um problema na banda, e William não aceitou sua proposta, saindo de vez do Foo Fighters. Mas Dave não teve dificuldades em encontrar um baterista à sua altura, e recrutou Taylor Hawkins, que acabara de voltar de uma turnê com Alanis Morissette. Porém, três dias antes da turnê, quando tudo parecia dar certo, Pat Smear revelou à banda que estava saindo.

“Quando concordou em integrar o Foo Fighters, Pat sabia que era a banda de Dave. Mas não compreendeu o quanto não poderia ser também uma banda de Pat. Achou que ao menos teria alguma influência nas próprias contribuições musicais. Não tinha.”

Quem o substituiu, depois de muita procura, foi um antigo companheiro de banda de Dave, Franz Stahl, nos períodos pré-Nirvana. Franz foi um cara que ensinou muito a Dave na época do Scream, e foi apresentado durante um MTV Music Video Awards, pelo próprio Pat Smear, que tocou a primeira música e se despediu dando espaço ao novo guitarrista.

Tudo correu bem em mais uma turnê, e novamente os problemas começaram na hora de compor músicas para um novo disco. Franz se sentia inseguro quanto ao seu papel na banda, e estava cansado da turnê, deixando todo o trabalho de composição de guitarras para Dave.

“Praticamente numa repetição do que tinha acontecido com Will, a primeira pista que Franz teve foi quando Dave parou de retornar suas ligações.”

Franz foi demitido em uma conference call com toda a banda na linha, porém só Dave falou. Franz ainda tentou ir até lá, buscar uma explicação, mas apesar de sua reputação de sempre lidar bem com qualquer situação, podemos ver Dave pisou na bola com Will e Franz.

Enfim, Dave fez audições pela primeira vez, com mais de 35 guitarristas, escolhendo Chris Shifflet, ex-guitarrista do No Use for a Name, que partiu para uma turnê de mais de 200 shows em um período de um ano e meio. Para ele, era um sonho se tornando realidade.

Foi a fase de maior popularidade do Foo Fighters, pós-lançamento de There is Nothing Left to Lose, disco que trouxe Learn to Fly, ainda hoje uma das músicas mais conhecidas da banda.

Porém o sucesso trouxe muitos shows, uma turnê exaustiva, em que os membros faziam uso de álcool e drogas, até que Taylor perdeu o controle, apesar de todos os conselhos de Dave, que já tinha visto esse filme antes. Assim como Kurt fez no passado, Taylor teve uma overdose de heroína e quase morreu.

Ao mesmo tempo, Dave estava em crise na sua vida pessoal, se separando de Melissa Auf Der Maur e enfrentando uma disputa jurídica contra Courtney Love, e logo depois do retorno de Taylor, a banda entrou em estúdio novamente, mas ninguém parecia envolvido o suficiente. Apesar de terem continuado a gravar, decidiram que o disco deveria ser descartado, e então Dave decidiu se tornar um integrante do Queens of the Stone Age, como baterista novamente. (Vocês podem conferir a curta passagem de Dave pela banda no clipe de No One Knows aqui).

“Os Foos estavam em péssima forma”, explica Paul Brannigan. Dave, trabalhando com o QOTSA, se declarava “meio de saco cheio desses companheiros de banda. Assim, se vocês não estão nem aí, eu sigo e vou fazer aquilo que eu quero fazer, sabe?”. E isso foi numa escalada até se tornar algo que não deveria acontecer. Obviamente, depois aquilo desencadeou brigas entre os integrantes da banda. Levou Dave a determinar as regras declarando basicamente: “Esta é minha banda e ou nós faremos deste jeito, ou não faremos nada. Ou melhor, vocês não farão nada”.

Após essa briga, Dave conversou com Taylor, fizeram as pazes, e a banda retornou ao estúdio, regravando o disco inteiro em uma semana, acrescentando a nova Times Like These, que Dave escreveu nesse meio tempo. Mais uma turnê, mais um disco depois... E a volta de Pat Smear, chegando à formação atual da banda, no ano de 2006.



“Dave já tinha decidido. Era só questão de comunicar aos caras. Caralho, sim, ia ser estranho no começo. Claro que Dave fingia não perceber. Ele já aprendera que era a melhor maneira de agir em tais circunstâncias. Ele tinha tomado a decisão, deixava que os outros descobrissem as próprias maneiras de lidar com ela.”

O livro também relata inúmeras participações de Dave em shows e trabalhos de outros artistas, além de como ele e Courtney finalmente fizeram as pazes após tantos anos de disputas.

Apesar de não ter muitas informações sobre a vida de cada um dos integrantes, o livro me proporcionou um maior conhecimento sobre a história da banda e os bastidores onde ela funciona como uma empresa chefiada por Dave Grohl.

Com erros e acertos, Dave continua sendo um rockstar da maior qualidade, realmente um gênio da música, além de esbanjar simpatia e energia positiva por onde passa.


Para quem ainda não teve a oportunidade, dizem por aí que em 2018 eles estarão em terras brasileiras... Eu já pude conferir o show em 2012, e garanto que vale à pena!!!

29.8.17

{Resenha} Peça-me o que Quiser e Eu Te Darei - Megan Maxwell


Oie amores. C-H-E-G-U-E-I!


Vamos conferir a resenha desse livro maravilhoso, cedido pela nossa parceira Suma de Letras.
Bora lá!


Sinopse:

Os anos se passaram. Judith Flores e Eric Zimmerman vivem em uma bela casa em Munique com os três filhos. E continuam tão apaixonados quanto no dia em que se conheceram. O alemão e a espanhola enfrentam juntos os desafios de criar um adolescente e de manter o desejo aceso no casamento. Apesar disso, tudo parece ir bem, até o dia em que uma mulher do passado de Eric reaparece e coloca à prova todas as certezas de Jud. Já os melhores amigos do casal, Mel e Björn, estão mais felizes do que nunca. E o advogado sonha com o dia em que a ex-tenente do Exército americano deixará de ser tão teimosa e aceitará se casar com ele. Unidos pela amizade e pelo sexo, os dois casais enfrentarão juntos as armadilhas que o destino coloca em seus caminhos. Será que o amor verdadeiro é mesmo capaz de vencer tudo?”


Resenha


Peça-me o Que Quiser e Eu Te Darei é o quarto livro da trilogia, que não é bem uma trilogia agora rs.
Nesse livro temos Judith e Eric como um “casal normal”: com casa, filhos, a falta de tempo pros dois, problemas familiares e o trabalho.
Os dois protagonistas é um casal singular na sua sexualidade. São felizes, com três filhos, apaixonadíssimos um pelo outro, têm amigos, parentes que completam uma vida.

Eric trabalha como um mouro, enquanto Jud cuida da casa e dos filhos.
Não é só isso o que ela quer da vida. Ela é dinâmica, viva e sempre trabalhou, mas o maridão rico acha que faz o certo, “aprisionando” a mulher só com as tarefas domesticas.
Flyn o filho “aborrescente” que começa a descobrir a si e ao mundo, as más companhias e o que isso tudo acarreta, com consequências desastrosas e desequilibra a paz do lar.


Jud contorna pra não haver desavenças, mas Eric bate de frente com o filho Flyn. Então é o choque das gerações. Eric tem uma horrível expectativa, ele sofre de um mal degenerativo, que apesar da medicação, a qualquer momento pode perder a visão.
Isso angustia Jud demais. Apesar de toda cara torcida e resmungos, ela consegue a aprovação de Eric para trabalhar ao menos meio período.

Flyn não concordou. E sem avisar surge uma ex de Eric, muito amiga da família e Jud fica com uma pulguinha atrás da orelha, apesar de confiar em seu homem, mas... Ginebra, a ex, não dá folga. Mais um problema para ela ter que carregar.
Um casal com gostos peculiares, convivendo com filhos, os perrengues da vida profissional, a adolescência e de quebra uma ex que aparece do nada? Será que realmente só o amor funciona? Só lendo pra descobrir.



É um livro maravilhoso, onde a autora fala com propriedade dos problemas domésticos, desenvolve muito bem as cenas e os desfechos malucos entre Jud e Eric, sem deixar de salientar que entre tudo isso há as apimentadas cenas entre os dois, que são sempre quentes.
O casal junto com Mel e Björn são amigos e parceiros, que encaram as diferenças, como mais um atrativo pra viver, pois ninguém sabe até quando, então é preciso aproveitar.

Resolvi não contar muita coisa desse livro, porque quem não leu os três primeiros não vai saber muita coisa do que aconteceu, então pode ler a resenha sem medo. Então leia os três primeiros e se divirta com o desfecho dessa “trilogia” maravilhosa.
Parabéns a autora, é diversão garantida com quinhentas e oitenta páginas de puro êxtase.


 Por hoje é só amores. Até a próxima! Tchau!


Título: Peça-me o que Quiser e Eu Te Darei
Autor (a): Megan Maxwell
Editora: Cia das Letras

Número de Páginas: 576

28.8.17

{Resenha} A Lógica Inexplicável da Minha Vida

Título Original: The Inexplicable Logic of My Life
Autor: Benjamin Alire Sáenz
Editora: Seguinte
Sinopse: Salvador levava uma vida tranquila e descomplicada ao lado de seu pai adotivo gay e de Sam, sua melhor amiga. Porém, o último ano do ensino médio vem acompanhado de mudanças sobre as quais o garoto não tem nenhum controle, como ímpetos de raiva que ele não costumava sentir.
Além disso, Salvador tem que lidar com a iminente morte da avó, com uma tragédia repentina que acontece na vida de Sam e com o fato de seu pai estar se reaproximando de um ex-namorado. Em meio a esse turbilhão de sentimentos, que vão do luto ao amor e da amizade à solidão, Sal passa a questionar sua própria origem e identidade, e tenta encontrar alguma lógica para a sua vida - uma tarefa que parece quase impossível.

A história é narrada por Salvador, um menino calmo que gosta de tranquilidade. Para ele a vida era como um livro, tinha um enredo, fazia sentido. Seguia uma história. Mas em seu último ano do ensino médio as coisas começam a mudar e ele tem que aprender a lidar com tais mudanças, mas não é tão fácil quanto parece.

Logo no primeiro dia de aula, quando estava voltando para casa com sua amiga Sam, um menino da mesma escola, passa pelos dois, aponta para ele e diz que seu pai é uma "bicha". Sem pensar duas vezes, Sal acerta um soco no nariz dele.
"Alguma coisa aconteceu dentro de mim. Uma onda enorme e incontrolável percorreu meu corpo e quebrou na praia, que, no caso, era o meu coração. De repente, perdi a capacidade de usar palavras e, sei lá, eu nunca tinha ficado tão enfurecido e não sabia o que estava acontecendo de verdade, porque raiva não era um sentimento comum para mim. [...] Talvez eu sempre tenha tido uma ideia errada sobre quem eu realmente era."
Assustado e confuso Salvador tenta seguir com seus dias e manter o que quer que estivesse crescendo dentro dele, onde estava. Quando, no terceiro dia de aula, ele acaba socando outro garoto, não tem como ele não se perguntar sobre suas origens, perguntas que começam a se acumular uma a uma.
"Acho que eu poderia ser um garoto selvagem e raivoso se outra pessoa tivesse me criado. Talvez, se tivesse sido criado pelo homem de quem herdei os genes, fosse um cara completamente diferente. [...] Mas quem me criou foi meu pai [...] Ele havia me cativado com todo o amor que tinha dentro de si."

Bom, acho que se eu for contando todas as coisas que acontecem pela vida de Sal uma a uma, eu acabarei contando e citando o livro todo! (Risos). Eu já conhecia a escrita do autor e já havia me apaixonado por ela desde que li Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo, e lembro quando vi sobre o lançamento do livro, ainda nos Estados Unidos e que já estava doida pra poder tê-lo em mãos!

A Lógica Inexplicável da Minha Vida é sobre amadurecimento, mas eu diria, que é mesmo sobre amor. Todos os tipos de amor e como nossa vida é moldada através dele. E com a narração somos levados para os cantos obscuros da mente de um adolescente que está tentando se descobrir na vida, tentando desesperadamente manter a lógica do seu mundo, mas Sal terá que aprender que não podemos nos manter sempre em um lugar só e não podemos controlar o que acontece à nossa volta e que nossas origens são sim importantes, mas que o que provavelmente mais importa, como diz seu amigo Fito, é para onde vamos.
"Eu me sentia mal pelo Fito. E ele tinha isso de não ficar se lamentando o tempo todo. Eu me perguntava como ele tinha se tornado um cara tão legal. Como isso aconteceu? Não parecia haver nenhuma lógica por trás do que as pessoas acabavam se tornando. Nenhuma mesmo."
Salvador mora com seu pai, um artista e professor, amigo de sua mãe, que o adotou quando ela faleceu. Além do grande amor que Sal e seu pai têm um pelo outro, há ainda sua querida avó, Mima, que todos parecem amar mais do que tudo. Quando recebem a triste notícia de que seu câncer voltou, a família toda deve se preparar para o pior e se já não bastasse todas as dúvidas e pensamentos recorrentes na cabeça do garoto ele vai ter que aprender a lidar com a morte. Pra isso ele têm a ajuda e o companheirismo de sua amiga de infância, Sam e Fito.

Mas a vida não é um mar de rosas para ninguém. Fito vêm de uma família problemática, com uma mãe viciada e irmãos que seguiram o mesmo caminho. Apesar disso, ele tenta ao máximo se esforçar para se virar sozinho, tendo dois empregos e sempre estudando para poder entrar em uma boa faculdade. Enquanto Sam está sempre em alguma discussão com sua mãe, que nunca para em casa, seja por trabalho ou por conta de algum namorado novo.
Mas, a vida dos três começam a sair de vez dos trilhos conforme o decorrer do ano, quando a mãe de Sam morre em um acidente de carro e  Fito é expulso de casa pela própria mãe e os três terão que aprender a fingir não ter medo do escuro.

A história toda é muito linda, em muitas maneiras. Diversas vezes me peguei chorando em cenas de luto e das descrições tão reais de perda que os personagens vivenciam. Além do "não saber onde se está" em sua própria vida, tudo me pareceu muito, muito real. Uma coisa que gostaria muito de pontuar é como o amor é retratado no livro todo. Não realmente um romance propriamente dito, além de, talvez no namoro do pai de Salvador com Marcos, mas no caso era mais uma reaproximação dos dois em reatar o seu relacionamento de anos anteriores e embora tivesse cenas bonitas em que se podia ver o amor dos dois, não era o foco da história em si.
Já Salvador com Sam, que eu meio que esperava que fosse rolar algo em algum momento, por conta de coisas que os dois falam um para o outro desde o começo, me deixou surpresa e bem feliz com o desenrolar da história. Sempre estiveram ali um para o outro, se amando e se ajudando, por vezes discutindo ou não concordando com a ideia do outro. Os dois acabam como irmãos e talvez sempre fossem desde o início e eu gostei disso.

Também devo falar sobre o conceito de família. Me deixou muito feliz em ver que a família toda de Salvador não só acolhia Sam, como faziam há anos, desde que os dois se conheceram, como também acolheram Fito com todo o amor que ele merecia. Além da grande ajuda que o pai de Sal, Marcos e Sam deram para o garoto quando ele mais precisava.

"Meu pai havia me dito uma vez: "Se cometer um erro, não viva dentro dele". Ele também me disse que fazemos as coisas - coisas importantes - apenas quando estamos preparados. Acho que ele está certo. Mas às vezes a vida força nossa mão. Às vezes temos que tomar decisões mesmo sem estar prontos para isso. Acho que vou ter que aprender a me curvar à inexplicável lógica da minha vida."