Menu

8.9.17

{Resenha} Garota em Pedaços




Título Original: Girl In Pieces
Autora: Kathleen Glasgow
Editora: Planeta
Sinopse:  Quando o plano de saúde de sua mãe suspende seu tratamento numa clínica psiquiátrica – para onde foi após se cortar até quase ficar sem vida –, Charlotte Davis troca a gelada Minneapolis pela ensolarada Tucson, no Arizona (EUA), na tentativa de superar seus medos e decepções. Apesar do esforço em acertar, nessa nova fase da vida ela acaba se envolvendo com uma série de tipos não muito inspiradores.
Cansada de se alimentar do sofrimento, a jovem se imbui de uma enorme força de vontade e decide viver e não mais sobreviver. Para fugir do círculo vicioso da dor, Charlotte usa seu talento para o desenho e foca em algo produtivo, embarcando de cabeça no mundo das artes. Esse é o caminho que ela traça em busca da cura para as feridas deixadas por suas perdas e os cortes profundos e reais que imprimiu em seu corpo. Romance de estreia de Katlheen Glasgow, que figurou na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times e dos melhores livros do ano de 2016 da Amazon (EUA) e da revista TeenVogue. Nele, os leitores vão se emocionar e se inspirar na história da adolescente de 17 anos que, por conta de sofrer de Transtorno do Controle do Impulso, pratica o “cutting” – um distúrbio que afeta um grande número de jovens brasileiros e também personalidades do universo teen, como Demi Lovato e Britney Spears, entre outras.
Olá!

Sabem a sinopse? Então, esqueçam tudo, tudinho, o livro é super diferente do resumo da sinopse, sério.

Eu adoro livros assim, não sei se perceberam, mas sempre procuro histórias pesadas, carregadas de sentimentos para ler, e “Garota em Pedaços” é exatamente assim.

Narrado em primeira pessoa, conhecemos Charlotte Davis, ou Charlie, aprendemos que ela sofreu um grande trauma que a levou a “mudez seletiva” e que é uma artista que sente falta de seu caderno de desenhos. O começo é bem parecido com “Garota Interrompida” ( já ouviram falar? Indico esse filme/livro também). Charlie está internada em uma clínica psiquiátrica para pessoas que automutilam. São apresentadas várias outras personagens, algumas se cortam, algumas se queimam, mas o foco é o mesmo: autoflagelação. Dentre essas personagens, Louisa é quem mais me conquistou, mais até mesmo que Charlie, a protagonista, que se corta, a única coisa correta na sinopse (risos)
“Na primeira vez que me cortei, a melhor parte veio depois: passar uma bola de algodão de um lado para o outro no ferimento, secando-o com cuidado, inspecionando-o, aninhando o braço de forma protetora na barriga. Pronto. Pronto”
Bom, como eu disse, é só o começo. Poucas páginas depois, o convênio da avó de Charlie não pode mais pagar sua estada no hospital, então ela precisa sair. Não que ela queira, muito menos sua mãe.

Logo que sai, sua mãe lhe dá dinheiro e uma passagem só de ida para Tucson, Arizona, milhares de quilômetros de distância de onde estava. Sua mãe diz que Mike, um antigo amigo de Charlie se prontificou a ajuda-la, deixando-a ficar em sua casa no Arizona até que consiga se virar.

E somente nesse novo lugar, conhecemos verdadeiramente a protagonista. Aos poucos entendemos seu passado, conhecemos mais e mais personagens e um deles, Riley, um rapaz que tocava em uma banda, lhe oferece um emprego em um café voltado a artistas e punks.

Esse amor que Charlie desenvolve pelo rapaz não é nada legal, sua urgência em ser tocada e o medo de ser rejeitada por conta das cicatrizes é o que a prende no relacionamento.
“ Com o que a gente fez, ninguém vai amar a gente. Não de um jeito normal”
A vida de Charlie segue com altos e baixos, sempre que algo acontece que dá vontade de se cortar novamente, ela bebe ou desenha, isso que ela escolheu fazer, lembrando-se dos conselhos de sua psiquiatra do hospital.

Cada personagem que surge é importante, nenhum deles deve ser taxado de “figurante”, todos tapam um “buraco na peneira” da história, e os que já apareceram são constantemente relembrados.
“Todo mundo tem esse momento, eu acho, o momento em que uma coisa tão crucial acontece e que parte seu ser em pedacinhos. E aí, você tem que parar. Por um tempo, para recolher os pedaços. E demora tanto, não para juntá-los novamente, mas para montá-los de um jeito novo. Não necessariamente melhor, mas de um jeito com o qual você possa viver até ter certeza que essa peça devia ficar ali e aquela outra aqui.”
Juntando os pedaços do quebra-cabeça, é o que eu diria que Charlie tenta fazer, mas sempre de forma errada. Ela consegue? Leiam para ver, não iram se arrepender. Têm muito o que aprender observando a vida dessa moça.

A autora é um amorzinho, conta no final sobre quanto tempo levou para escrever o livro, para criar coragem de usar uma blusa de manga curta, mostrando suas cicatrizes, e ainda deixa vários telefones para ajudar pessoas como ela.

Acho engraçado o enorme preconceito com pessoas que praticam a automutilação, como dizem que estão chamando atenção, que é frescura. A sociedade precisa evoluir muito ainda no quesito de preconceitos, vou deixar as palavras da autora falarem por mim:
“ A automutilação não é uma tentativa de obter atenção. Não quer dizer que você é suicida. Quer dizer que você esta lutando para resistir a uma confusão muito destrutiva guardada na cabeça e que esse é seu mecanismo de lidar com isso. Quer dizer que você ocupa um pequeno espaço  no grande cânion real de pessoas que sofrem depressão ou doenças mentais”
Sabe um livro necessário? É esse. A vida de Charlotte Davis é como a de muitas outras pessoas que existem por aí.

7.9.17

{Lançamentos} Setembro: Editora Arqueiro



Seei que estive meio sumida! Mas é que meu cachorro passou por uma cirurgia pequena e é muito arteiro, então estive cuidando dele esses dias. Aproveitei para colocar a leitura em dia e consegui, hehe!

Então galera, vamos com os lançamentos do mês da Editora Arqueiro! Lembrando que, ao clicar no nome dos livros, será redirecionado à página do mesmo no site da editora!

Coluna de Fogo

Ken Follett

Lançamento: 12/9
Preço: R$ 59,90
Gênero: Ficção
Páginas: 816
E-book: Preço: R$ 39,99
Quando Elizabeth Tudor se torna rainha, em 1558, a Europa inteira se volta contra a Inglaterra. A jovem monarca sofre com múltiplos complôs de assassinato, planos de rebelião e tentativas de invasão, e decide criar o primeiro serviço secreto do país, destinado a descobrir as ameaças com a maior antecedência possível. Protegida por um pequeno e dedicado grupo de talentosos espiões e corajosos agentes secretos, Elizabeth tenta se manter no trono e continuar fiel a seus princípios. Porém, o amor proibido entre o espião protestante Ned Willard e a católica Margery Fitzgerald pode colocar tudo a perder, em uma disputa que vai além do conflito religioso e que pode colocar em perigo a permanência de Elizabeth no trono. Passando por Edimburgo, Genebra, Sevilha e outras grandes cidades do século XVI, Coluna de fogo é o retorno triunfal de Ken Follett ao mundo de Kingsbridge.

Como se casar com um Marquês

Julia Quinn

Lançamento: 1/9
Preço: R$ 39,90
Gênero: Ficção
Páginas: 320
E-book: Preço: R$ 24,99
Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico, e bem rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe resta outra alternativa.
Então, quando encontra o livro Como se casar com um marquêsna biblioteca de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa.
Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual.
É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury, que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação, ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos é justamente... Elizabeth Hotchkiss.
Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada.
Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.

Romance entre rendas

Loretta Chase

Lançamento: 1/9
Preço: R$ 39,90
Gênero: Ficção
Páginas: 320
E-book:
Preço: R$ 24,99
Que lady Clara Fairfax é dona de uma beleza estonteante, Londres inteira já sabe. Mas a fila de pretendentes que bate à porta de sua casa com propostas de casamento já está irritando a jovem.
Cansada de ser vista apenas como um ornamento, Clara decide afastar-se um pouco da alta sociedade e se dedicar à caridade. Um dia, numa visita a uma obra social, ela depara com uma garota em perigo e pede ajuda ao alto, sombrio e enervante advogado Oliver Radford.
Radford sempre foi avesso à nobreza, mas, para sua surpresa, pode vir a se tornar o próximo duque de Malvern. Embora queira manter sua relação com Clara no campo estritamente profissional, aos poucos ele percebe que ela, além de linda, é inteligente, sensível e corajosa.
E quando a perspectiva de casamento se aproxima, tudo o que Radford pode fazer é tentar não perder a cabeça por Clara. Será que a herdeira mais adorada da sociedade e o solteiro menos acessível de Londres serão vítimas de seus próprios desejos?

As coisas que fazemos por amor

Kristin Hannah

Lançamento: 11/9
Preço: R$ 44,90
Gênero: Ficção
Páginas: 352
E-book: Preço: R$ 24,99
Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados.
Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre.
Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor.
Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.

Querido John

Nicholas Sparks

Lançamento: 18/9
Preço: R$ 34,90
Gênero: Ficção
E-book: Preço: R$ 21,00
Após uma juventude de rebeldia e bebedeira, John Tyree decidiu dar início a um novo capítulo em sua vida e se alistou no Exército. Um ano depois, agora um novo homem, ele retorna a Carolina do Norte para passar um tempo com o pai.
Uma tarde, ele conhece a garota de seus sonhos. Além de ser linda, Savannah é amigável, de sorriso fácil, um exemplo de boa conduta e altruísmo. Um sentimento arrebatador nasce entre os dois.
No entanto, John precisa voltar para a Alemanha a fim de concluir o serviço militar. Savannah decide esperar por ele, enquanto o jovem soldado promete que, após esse período, vai ficar para sempre ao lado da mulher que conquistou seu coração.
O que nenhum dos dois poderia esperar eram os eventos do 11 de Setembro. Enquanto John entra em combate no Iraque, Savannah precisa reunir forças para superar a dor da distância. Nesse cenário de saudade e incertezas, uma simples carta pode mudar a vida dos dois para sempre.

Amor sem medidas

Sophie Jackson

Lançamento: 11/9
Preço: R$ 39,90
Gênero: Ficção
Páginas: 288
E-book: Preço: R$ 24,99
Tudo ia bem na vida de Riley Moore, um ex-presidiário que trabalha duro para se manter de forma honesta em Nova York. Um telefonema da mãe, no entanto, acaba tirando o rapaz dos eixos: o pai está internado em estado crítico, depois de sofrer o segundo ataque cardíaco em menos de dois anos.
Para estar ao lado da mãe nesse momento tão difícil e tentar resolver seus conflitos com o pai antes que seja tarde demais, Riley deixa tudo para trás e retorna a Michigan, sua terra natal, pela primeira vez em cinco anos.
Mas lá não estão apenas os pais de Riley e as memórias de sua família: Lexie Pierce ainda vive na cidade. Grande amor da vida de Riley, ela também foi a responsável por deixar seu coração em pedaços.
Como se a alma de um atraísse a do outro, o encontro entre os dois é inevitável. As lembranças de um amor poderoso fazem Riley querer Lexie de volta aos seus braços. Entretanto, a garota esconde um grande segredo, capaz de colocar à prova a confiança e os sentimentos do rapaz.
Será que eles conseguirão superar a dor e o sofrimento de sua história para enfim viverem felizes para sempre?
E sei que ainda está em tempo! Confira o calendário da editora na Bienal!!!


5.9.17

{Resenha} O Beijo Traiçoeiro



Título Original: Traitor’s Kiss
Autora: Erin Beaty
Editora: Seguinte
Sinopse: Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama — e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas. Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações. Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego.

Quando vi a capa original desse livro, de cara já quis lê-lo. Não é novidade para ninguém que julgo o livro pela capa!


É claro que a capa brasileira publicada pela seguinte não ficou devendo nada à original, então assim que pude coloquei minhas pequenas mãos na prova do livro!

Sage Fowler é uma jovem de dezesseis anos que reside com os tios. Seu tio Willian é irmão de sua mãe e responsável por ela e por seu destino. Sage atua como professora dos primos, mas sabe que seu destino está nas mãos de seu cuidador, então quando ele lhe dá a notícia de que ela tem que se casar, ela sabe que nada irá impedí-lo.
“(...)Como se fosse errado ter pais que haviam escolhido um ao outro.”
No mundo onde Sage vive, todas as pessoas devem se apresentar as Casamenteiras. Se deseja ter sucesso em seu casamento, é com elas que você deve falar. Do contrário, você e seu par serão visto como párias da sociedade... Então já dá para notar que casamento é coisa séria. Claro, você pode se casar por amor... Mas a opinião de sua família e da casamenteira é mais importante.

Darnessa Rodelle é a líder da guilda das Casamenteiras de Crescera, “estado” onde a família Broadmoor vive. Sua reputação a precede e os casamentos com sucesso que ela formou, também. É a melhor casamenteira e é a ela a quem a família recorre para casar Sage. Porém, a menina não consegue segurar a língua. Nessa hora me lembrei muito de Mulan, embora a chinesa só tenha sido atrapalhada mesmo. Determinada a conseguir uma profissão e não um casamento, ela acaba aceitando a proposta de se tornar assistente da casamenteira, uma vez que está para acontecer o Concordium: um “feirão” de noivas na capital. Cada “estado” leva as melhores noivas para essa reunião, onde irão acontecer os melhores casamentos. Darnessa precisa de alguém para ficar “infiltrada” entre as noivas para descobrir mais sobre elas para, assim, conseguir indicar os melhores casamentos quando chegarem no evento.
“Quanto mais Sage aprendia sobre o ofício das casamenteiras, mais suspeitava que a nação só se mantinha unida por causa dele.”
Capa Original
Sage está realmente longe de se comportar como uma lady, então durante a viagem ela acaba ficando próxima dos soldados da escolta. O que ela não sabe é que eles também tem sua própria missão...

O esquadrão de Alexander Quinn inclui o filho do rei, Robert. Quinn é o capitão de trinta homens, filho do general e precisa provar que mereceu a sua promoção. Depois de uma missão desastrosa, foi delegado a escoltar as noivas de Crescera em segurança até Cambria, a capital. Porém, há algo mais em sua missão, uma suspeita de traição a qual ele e seus homens precisam ficar atentos.

Ash Carter é meio irmão do futuro Rei, que também está tentando encontrar seu lugar ao sol É gentil e educado, até meio perdido. Diferente de seu capitão, que pode ser frio, distante e arrogante, Carter é alguém agradável de se estar perto.

Sabendo que tantos jovens de famílias renomadas estarão viajando com elas, Darnessa ordena que Sage aprenda com eles quem são, para quem sabe arranjar ótimos casamentos para suas moças. Muito satisfeita, pois nunca havia tido contato com soldados antes, Sage cumpre suas ordens conversando com Carter e anotando o que vai descobrindo em seu livro.

Para soldados, alguém perguntando tanto sobre os militares e cada um deles, individualmente, pode ser um tanto suspeito...

O desenvolvimento da história é incrível! O li em menos de 20 horas (claro, eu estava de cama também, o que ajudou bastante), a escrita da Erin Beaty é suave e consegue te envolver bastante. Os personagens foram bem desenvolvidos, não existem apenas para auxiliar a personagem principal, mas também tem histórias para si mesmos. Charlie, um dos pajens que acompanham os soldados, é uma criança adorável! O menino sabe de seu dever e, ao mesmo tempo, é ainda uma criança feliz e serelepe que fica feliz em ajudar.
“Representamos vários papéis durante ao longo da vida... Isso não faz com que todos sejam mentira.”
Minha personagem preferida é a casamenteira. Ela é sábia, esperta... É como uma aranha que tece fios. Só que os fios que ela tece, podem de fato controlar a nação, hoho! Petyr Baelish feelings

O desenvolvimento da história te leva para um caminho que você não imagina! Não confie em suas primeiras impressões, só isso que lhes digo! Essa mulher sabe desviar sua atenção e, quando você menos espera... Traição!

As partes militares são muito bem escritas, não senti que nada faltou. Livros do estilo geralmente não conseguem suprir essa ação de guerra e tudo o mais. A série A Seleção (Kiera Cass), por exemplo, eu senti que faltou o conflito de verdade... sei lá, foi fraco, apesar de eu ter gostado dos livros em si. Agora na obra de Beaty foi de fato perfeito! Alcançou as minhas expectativas! Foi arrasador e cruel o que a autora faz com seu coração, sério.

A diagramação é simples e bonita, há um mapa que mostra o mundo e os caminhos que o comboio segue até a cidade de Cambria. A fonte é de um tamanho bem confortável, permite que se leia horas e horas seguidas, huahuha!

O final deixou um gosto de continuação e, pesquisando descobri que é uma trilogia, todos comemora! O segundo livro sairá em maio de 2018 e se chamará The Traitor’s Ruin.


~Livro cedido em parceria com a Companhia das Letras~

4.9.17

{O menino que vê filmes} V de Vingança



Direção: James McTeigue
Elenco: Natalie Portman, Hugo Weaving, John Hurt, Stephen Fry, Stephen Rea, Tim Pigott-Smith, Sinéad Cusack, Roger Allam

ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER! Se você não assistiu ao filme em questão, prossiga por sua conta e risco!

Sinopse
"Relembrem, relembrem o cinco de novembro
A traição, a pólvora e o ardil!
Não sei de nenhuma razão para que a traição da pólvora
Algum dia seja esquecida."
Oi gente! Bem, a 7ª temporada de Game Of Thrones vai deixar saudades. Até porque a próxima agora só em 2019, é isso mesmo produção? Aguenta coração! 

Por outro lado, estrearam essa semana o crossover de heróis (Os Defensores), bem como uma adaptação para o cinema do aclamado anime Death Note, ambos da Netflix (sua linda). Ainda não assisti nenhum dos dois, mas o farei assim que possível, pra resenhar aqui pra vocês.

Enquanto isso, vamos abordar hoje este excelente longa baseado no clássico homônimo das HQ's, V DE VINGANÇA.

Escrita por Alan Moore e desenhada quase que totalmente por David Lloyd, V DE VINGANÇA baseia-se na saga do anti-herói conhecido apenas pela letra "V", que vive para se vingar de seu maior inimigo: o Estado.

"Por trás desta máscara há mais do que carne. 
Por trás desta máscara há uma ideia, Sr. Creedy.
E ideias são à prova de balas."
Armado de facas, destreza, exlposivos e muita inteligência, V inspira-se na figura do conspirador Guy Flakes, que tramou contra a vida do Rei James VI, durante a chamada Conspiração da Pólvora, na Inglaterra.

O filme adaptou muito bem a estória para o cinema e inspirou diversos movimentos na sociedade, como o grupo conhecido como Anonymous.

Gosto bastante de ambas as mídias, por isso vim fazer um apanhado da obra pra vocês.

Vem comigo?

Nota Histórica

A Conspiração da Pólvora de 1605, também chamada de a Conspiração da Traição da Pólvora ou a Traição Jesuíta, foi uma tentativa de assassinato contra o rei Jaime VI da Escócia e I da Inglaterra por um grupo provinciano de católicos ingleses liderados por Robert Catesby.

O plano era explodir a Câmara dos Lordes durante a cerimônia de abertura do parlamento em 5 de novembro de 1605. Seus co-conspiradores foram John Wright, Thomas Wintour, Thomas Percy, Guy Fawkes, Robert Keyes, Thomas Bates, Robert Wintour, Christopher Wright, John Grant, Ambrose Rookwood, Sir Everard Digby e Francis Tresham. Fawkes, que tinha dez anos de experiência militar lutando nos Países Baixos do Sul, ficou encarregado dos explosivos.

A conspiração foi revelada para as autoridades em uma carta anônima enviada no dia 26 de outubro a Guilherme Parker, 4.º Barão Monteagle. Durante uma busca na Câmara dos Lordes por volta da meia-noite de 4 de novembro, Fawkes foi descoberto guardando 36 barris de pólvora – suficiente para destruir completamente a câmara – e preso. A maioria dos conspiradores fugiu de Londres ao descobrirem sobre a revelação da conspiração, tentando encontrar apoio pelo caminho. Vários enfrentaram o Xerife de Worcester e seus homens na Casa Holbeche; no confronto que se seguiu, Catesby foi um dos mortos. Oito dos sobreviventes, incluindo Fawkes, foram julgados em 27 de janeiro de 1606 e condenados a enforcamento, afogamento e esquartejamento.

Este episódio foi a inspiração de Alan Moore para a criação do personagem V nos quadrinhos e, posteriormente, no cinema.

Ambientação e Enredo

Num futuro próximo, o mundo está mergulhado em guerra e caos. Os EUA já não são mais a mesma superpotência de outrora e a Europa foi devastada pelo vírus conhecido como Saint Mary. 

Um dos únicos lugares onde ainda há alguma estabilidade é o Reino Unido, governado por um regime totalitário sob o comando do Allto Chanceler Adam Sutler. Homossexuais, artistas e outros considerados "indesejáveis" pelo regime são presos e mandados a campos de concentração, de onde não retornam mais.

É nesse contexto que um personagem do passado ressurge em busca de vingança contra o regime que o torturou. Letrado e fisicamente mais forte e ágil que outros homens, o anti-herói usa a máscara que representa Guy Falkes e chama a si mesmo apenas pela letra "V".

Ele se apaixonará pela jovem Evey Hammond, que determinará se "V" é um herói libertador ou apenas outro tirano.

A política por trás de V DE VINGANÇA

Originalmente, a estória gráfica é permeada por temas que remetem à anarquia. A produção do filme, que teve participação dos irmãos Wachowski, acabou diminuindo a intensidade do tema "anarquia", adaptando-o para pautas de maior relevância para o ano de 2006 (lançamento do filme).

O filme foi visto por muitos grupos políticos como uma alegoria da opressão do Estado. Libertários usaram isso como uma afirmação conservadora contra a intervenção governamental na vida dos cidadãos. Anarquistas, por sua vez, usaram esse filme para propagar a teoria política da anarquia.

Evey Hammond


Logo no início da execução de seu plano de vingança, "V" encontra Evey Hammond. Ambos têm trajetórias de vida que se relacionam, já que os pais de Evey foram presos, torturados e mortos pelo mesmo regime que desfigurou "V".

A diferença entre os dois reside na dicotomia observada em qualquer de governo ou regime: De um lado, o anarquista que luta para pôr abaixo um governo totalitário e corrupto; de outro, o povo que está de tal forma entorpecido pelo medo imposto pelo Estado que já não resiste mais, apenas aceita.


O encontro entre os dois mudará a vida de ambos.

Referências

O longa é uma fonte rica em referências literárias e históricas. 


Tal fato pode ser observado, por exemplo, pela semelhança da trajetória do personagem principal com a saga em O CONDE DE MONTE CRISTO, de Alexandre Dumas, onde o personagem também foge do cativeiro para planejar sua vingança, bem como em O FANTASMA DA ÓPERA, de Gastón Leroux, que retrata um homem que usa uma máscara para esconder suas deformidades e, como "V" leva sua amada para o seu covil, com finalidades reeducativas.

Em outro aspecto, o regime retratado no filme remete em muitos momentos ao III Reich, contendo também elementos vívidos do livro de George Orwell, 1984.


CONCLUSÃO

Mais uma vez aqui cumpre-se a máxima de que a arte imita a vida. 

Tudo que uma nação oprimida espera, às vezes, é por uma centelha de esperança, para lutar pela retomada da liberdade, como tem acontecido em tantos países ao redor do mundo.

Afinal, como diria V, "O povo não deve temer o seu governo. O governo é que deve temer o seu povo."

Até a próxima, pessoal!