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15.9.17

{Resenha Premiada} Selene e Dragão

A Última Lua Azul
Livro I

Autora: Marília G. Barbosa
Editora: PenDragon
Sinopse: Em meio a uma guerra entre humanos e dragões, Selene foge de uma tragédia que destruiu sua vila e se vê frente a frente com um inimigo de sua espécie: um dragão, caído e vulnerável. Contrariando tudo o que conhecia e ainda com a dor da perda pesando no peito, ela toma uma decisão e usa magia para salvá-lo. Agora, Drake, o dragão, e Selene dão início a uma jornada para reconciliar ambas espécies. Porém, percebem que há muito mais em risco ao receberem uma missão de uma Deusa poderosa e temperamental. Todos têm objetivos ocultos, e o sucesso ou fracasso desta missão pode provocar mais consequências do que se imagina.


“(...)Uma vida não é melhor ou mais valiosa do que a outra, essa guerra estúpida entre humanos e dragões jamais terminaria se alguém jamais parasse o círculo vicioso.”
Não é segredo para ninguém que fantasia é meu gênero de leitura favorito. Então quando a autora Marília G. Barbosa entrou em contato conosco nos ofertando seu livro para a leitura, é claro que eu aceitei, já estava de olho no livro dela faz tempo, haha!


Vou começar contando um pouco da história para vocês. Selene é uma jovem humana, criada em um país onde a guerra entre humanos e dragões é bem ativa. A maior parte dos humanos os odeiam, por toda a destruição que causam em suas vilas e acreditam que são criaturas maléficas... E os dragões são bem divididos quanto a odiar ou não os humanos. Mas percebe-se que alguns deles matam em vingança a seus familiares perdidos ou apenas para se divertir, já que, aparentemente, a carne humana é ruim de se comer!

O pai de Selene era um desses caçadores, um dos mais famosos. Mas por vingança.

Ela foi deixada com os tios que foram muito bons com ela, a criaram como uma filha, com bondade e carinho. E, por isso, ela cresceu uma jovem sábia e feliz com o que tinha. E descobriu algo que nenhum humano daquele país poderia fazer: magia. É claro que ela praticava em segredo alguns poucos feitiços, mas era boa no que sabia.

Após um desastre na vila em que residia, durante sua fuga ela se depara com nada menos que um dragão preso em uma rede de caçador, prestes a entregar a sua vida. Mas ela tem planos diferentes para ele e o salva. Em retribuição, ele a acompanha em sua jornada... Não como um dragão: por um acaso ele caba se tornando um humano e seu nome é Drake (ele mesmo sabe que não é muito criativo, haha!).

No começo, ela não sabe qual é a jornada a qual está destinada. Só sabe que precisa seguir um caminho específico...
“Por que os Deuses gostavam de brincar com nossas vidas como se fôssemos brinquedos?”
Até que ela recebe a visita de Diana, que lhe confere uma missão e explica seu caminho. Deuses parecem ser bem presentes nas vidas daqueles que atraem sua atenção, na verdade. E como não poderia ser diferente, egoístas e autoritários (como os humanos!). Uma vez que missão dada é missão aceita, Selene e Drake partem em busca daquilo que há muito foi perdido.

Encontram várias pessoas pelo caminho, algumas boas, outras más. Um caçador, Chase, segue com eles na missão de Selene por causa de suas crenças.

Quais?

Ela acredita que essa guerra tem que parar. Ambas as criaturas são parecidas demais para ficarem se destruindo e para um caçador é inconcebível acreditar que dragões também tem sentimentos.
Drake e Selene possuem personalidades parecidas. Ele tornou-se curioso com aquela garota que luta por um ideal e que prova ser mais forte do que aparenta e decide protege-la. Ela é uma jovem doce e gentil que ajuda o máximo que pode as pessoas em seu caminho, a morte nunca é uma opção para ninguém. O relacionamento dos dois vai crescendo aos poucos, mas não é muito o foco, por enquanto.


A autora buscou apresentar todo o universo criado por ela através das histórias contadas por Selene – e também por Drake, em suas versões dracônicas – e realizou um trabalho muito bonito. Não ficamos perdidos em nenhum momento, pois sua escrita é sempre clara, com as descrições na medida certa! Consegue prender facilmente o leitor, li rapidamente a obra da Marília para saber como terminava logo, deu angústia!

Só tenho meio que algo para apontar que me incomodou um pouco: Os capítulos se dividem entre Drake e Selene, o que é bom. Mas o início de cada capítulo, ou em grande parte deles, os acontecimentos se repetem, utilizando o outro personagem. Algumas frases, diálogos acabam se repetindo como são, com alteração da perspectiva daquele personagem. Acredito que poderia ter sido feito de um jeito diferente, mas não atrapalha a leitura e acredito que algumas pessoas podem até se adaptarem a tal estilo. Como já disse, a escrita da autora é fluída e ela consegue atingir bem o proposto de seu livro.

A diagramação está agradável, a fonte é bem escura e de um tamanho médio, agradável aos olhos. A capa é maravilhosa, com Drake e Selene desenhados, parabéns a(o) artista! Há também um mapa para nos ajudar a localizar onde nossos aventureiros se encontram naquele mundo!

Em suma, eu gostei bastante da leitura. É leve, não tem nada que me fez torcer o nariz: pelo contrário, a mitologia e os povos que a Marília criou são incríveis! E Selene não é uma princesa ao resgate não... Ela se vira sozinha, muito obrigada!

Leitura recomendada aos amantes de fantasia!

E não é só isso... Essa resenha é PREMIADA!!!

Em parceria com a autora Marília G. Barbosa, você também poderá ter Selene e o Dragão em sua casa!

Para isso, basta:

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Não nos responsabilizamos por eventuais problemas com a entrega dos Correios! A pessoa que ganhar terá 3 dias após a realização do sorteio para entrar em contato conosco no e-mail asmeninasqueleemlivros@gmail.com informando o endereço de envio de seu prêmio! O mesmo será enviado em até três dias após o contato do ganhador.



14.9.17

{Resenha} A Casa do Lago


Título Original: The Lake House
Autora: Kate Morton
Editora: Arqueiro
Sinopse: A casa da família Edevane está pronta para a aguardada festa do solstício de 1933. Alice, uma jovem e promissora escritora, tem ainda mais motivos para comemorar: ela não só criou um desfecho surpreendente para seu primeiro livro como está secretamente apaixonada. Porém, à meia-noite, enquanto os fogos de artifício iluminam o céu, os Edevanes sofrem uma perda devastadora que os leva a deixar a mansão para sempre.
Setenta anos depois, após um caso problemático, a detetive Sadie Sparrow é obrigada a tirar uma licença e se retira para o chalé do avô na Cornualha. Certo dia, ela se depara com uma casa abandonada rodeada por um bosque e descobre a história de um bebê que desapareceu sem deixar rastros.
A investigação fará com que seu caminho se encontre com o de uma famosa escritora policial. Já uma senhora, Alice Edevane trama a vida de forma tão perfeita quanto seus livros, até que a detetive surge para fazer perguntas sobre o seu passado, procurando desencavar uma complexa rede de segredos de que Alice sempre tentou fugir.
Em A casa do lago, Kate Morton guia o leitor pelos meandros da memória e da dissimulação, não o deixando entrever nem por um momento o desenlace desta história encantadora e melancólica.

Quando Sadie Sparrow precisa sair de férias, é a casa de seu avô na Cornualha que se torna um refúgio. Meio contrariada, ela tenta encontrar algo para se distrair e, numa corrida, acaba “tropeçando” em uma antiga casa, circundada por um maravilhoso jardim que, mesmo abandonado, não perdeu o ar etéreo que Eleanor Edevane tanto se dedicava a manter. Curiosa, Sadie vai atrás de informações sobre a residência e se depara com um mistério em mãos: um bebê desaparecido sem nunca ter sido encontrado. Como a policial que é, não pode deixar simplesmente para lá: está presa no feitiço de Loeanneth e se afoga em todo seu mistério.

Pela sinopse, já dá para entender que as coisas que acontecem são meio interligadas, não é? Mas ainda assim, acredito que spoilers serão meio inevitáveis, mas tentarei ao máximo deixar todo o mistério para vocês descobrirem só no livro, ok?

O livro começa no dia seguinte a tão famosa e bem frequentada festa do Solstício de verão realizado todo ano, porém o relato se passa em 1933, pela família Edevane: uma família tradicional e dominante na Cornualha, perderam sua casa chefe por conta de um acidente e foram residir na casa menor do terreno, Loeanneth. Um lugar etéreo, repleto de histórias e portais secretos e fadas que trazem crianças em forma de pérola. 

Alice Edevane é uma jovem de 16 anos na ocasião da festa, uma jovem sonhadora e perdida dentro de si mesma que ama a casa onde mora. É aprendiz de escritora e seu mentor é Daffyd Llewellyn, o melhor amigo de seus pais que geralmente passa o verão na sublime Loeanneth. Desde que se entende por gente, ele sempre esteve a seu lado. 

Quando comecei a ler, encontrei elementos que me fizeram pensar na criação de Alice no País das Maravilhas, uma vez que sua mãe, Eleanor, é a criança inspiradora da narrativa do Sr. Llewellyn. Sim, ele é amigo da família desde o nascimento de Eleanor. É uma figura enigmática e vamos descobrindo mais sobre ele no decorrer do livro. 

A história inteira é um mistério enorme só esperando que todas as linhas encontrem sua continuação. Depois de conhecermos Alice, conhecemos sua mãe, a adorável e dedicada mãe de 4 crianças, sendo que três delas são meninas. Donas de comportamentos exóticos, todas elas, típico de quem foi estimulado a pensar e a criar, usar a criatividade desde a infância. Crianças incríveis e donas de uma personalidade particular, cada uma delas. A mais velha, Deborah, era parecida com a mãe, cuidava das irmãs. Alice é a segunda irmã, perdida em sonhos e ideias. Cammie, a irmã mais nova, sonhadora e ama o ar, aviões e tudo o que há de mais incrível no mundo... Incluindo seu pequeno irmão, Theo. 

“Independentemente disso, como cidadã do mundo, Sadia tinha entendido o suficiente sobre contos de fadas para saber que as pessoas costumavam desaparecer neles e que, em geral, havia densos bosques envolvidos. Muitas vezes, as pessoas também desapareciam na vida real. Sadie sabia disso por experiência própria. Alguns se perdiam por desventura, outros por escolha: os desaparecidos, em oposição aos que fugiam, aqueles que não queria ser encontrados.” 

A narrativa acontece entre três mulheres: Alice, em sua infância e idosa; Eleanor, também em sua juventude até idades avançadas e Sadie Sparrow, a detetive incrível, mas emotiva quando os casos envolvem crianças. 

Alice Edevane tornou-se uma pessoa reclusa e distante, mesmo com toda a fama que conquistou em seus tantos anos como escritora. Claro, tem seu assistente pessoal – Peter – para resolver todos os problemas com os quais ela não quer lidar. 

Quando vi a capa do livro, me encantei. Nem parece suspense policial, certo? Mas é. E um dos melhores que já li até hoje (lembrando que nunca li nada da Agatha Christie e outros famosos do gênero). Demorei um pouco para engatar no livro, mas simplesmente por conta de minha rotina. Há coisas incríveis na história, a autora teve o cuidado de associá-la a grandes acontecimentos em nosso mundo, o que sempre me encantava quando identificava! Todos os personagens são cativantes, você tenta o tempo todo descobrir o criminoso, a história sempre te aponta um ou outro, Sadie vai encontrando mais pistas... 

E no final, tudo fica tão claro na sua mente que você fica: MAS COMO EU NÃO VI ISSO ANTES???

Você fica preso em Loeanneth junto com Sadie, tentando encontrar os traços da vida que a casa possuía. Só digo que é uma história linda.

O kit que a editora mandou é maravilhoso, como sempre a Arqueiro sempre surpreende os blogueiros com mimos lindos! <3


~Recebido em parceria com a Editora Arqueiro~

13.9.17

{Resenha} Os Miseráveis (Box Tomo 1 e 2)



Oie amores. C-H-E-G-U-E-I!


Trago para vocês um dos livros mais espetaculares que já tive o prazer de ler/reler. Os Miseráveis de Victor Hugo
Obrigada a Editora Companhia das Letras - Penguin pela cortesia maravilhosa.
Vamos conferir a resenha? Bora lá!

Sinopse:


“O clássico de Victor Hugo que correu mundo em adaptações de cinema e teatro agora em edição especial.

Considerado a obra-prima de Victor Hugo, este romance se desdobra em muitos: é uma história de injustiça e heroísmo, mas também uma ode ao amor e também um panorama político e social da Paris do século XIX. Pela história de Jean Valjean, que ficou anos preso por roubar um pão para alimentar sua família e que sai da prisão determinado a deixar para trás seu passado criminoso, conhecemos a fundo a capital francesa e seu povo, o verdadeiro protagonista.
Na via crucis que é o romance sobre a vida de Valjean, são retraçadas as misérias cotidianas e os dias de glória do povo francês, que fez das ruas seu campo de batalha e das barricadas a única proteção possível contra a violência cometida pela lei.”

Resenha

“Enquanto sobre a terra houver ignorância e miséria, livros como estes não serão inúteis. ” – Victor Hugo, 1862

Ate parece que o tempo “congelou”, porque o mundo continua igual ou pior, desde 1862, ou antes, com os ricos mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
Li este livro aos quinze anos na época da escola, onde me perdia nos poucos livros que a biblioteca de uma escola pública tinha nessa época. Era meu lugar preferido, onde não me sentia tão só e estranha, foi a partir dali que amei a leitura. Comecei a me apaixonar pela beleza de ler através de Os Miseráveis, Alvares de Azevedo e William Shakespeare. A releitura depois de anos, só valeu ainda mais a pena.
Fazer a resenha de Os Miseráveis, Tomo 1 e Tomo 2, com mais de mil paginas cada um, não é fácil e nem corriqueiro. É algo estratégico.
Então depois de ler mais de duas mil páginas maravilhosas e instrutivas, optei “estrategicamente”, a comentar o episódio do bispo. D. Bienvenu e Jean Valjean.

O rodapé desses livros são ricos e históricos, o leitor, relembra a História Geral do Segundo Grau, só que mais aprimorada, pois é contada, por quem viveu nela.
As notas são um livro à parte e eu me deliciei com cada uma delas.
É uma obra primorosamente escrita por Victor Hugo, com um conteúdo acessível a todos os leitores, com fatos que prendem o seu imaginário.
Se você não gosta de livro com alta brochura, lhe digo que vai perder a oportunidade de ter abaixo dos olhos algo diferente, que te faz voltar no tempo e concluir que os homens precisam mudar.

Agora, quem começou isso? E mais! Quem e como terminará isso?
O que fazer com a miséria, que é a “chaga” social, que já contaminou todos os lugares?

A estória de Jean Valjean, de família muito pobre, fazia de tudo por uns soldos (trocados), o pai morreu ao cair de uma arvore, a mãe se foi de uma doença febril, ficando-lhe a irmã viúva com sete filhos, isso porque a miséria se diverte com o infortúnio.


E num inverno mais rigoroso, Jean roubou um pão, para matar a fome dos sobrinhos e foi condenado às Galés (trabalho forçado). Tentou fugir várias vezes, sem êxito e isso só aumentava a sua pena.

Por dezenove anos ficou nas Galés, acorrentado, açoitado, virou um número, não era ninguém. Quando a pena se cumpriu e escutou: – Está livre!
Ele pensou que teria um recomeço, mas logo descobriu que o sentimento chamado “Liberdade”, tinha outra conotação.

Começava outro calvário. Por causa do passaporte amarelo de “ex-forçado”, ninguém o recebeu. Desarvorado, acuado, com muita fome, Jean bate na casa paroquial, onde o Bispo de Digne, Charles-François-Bienvenu Myriel o acolhe, dando-lhe comida e um leito. Mas na calada da noite, ele acorda, vai ao armário do bispo, lhe rouba seis pares de talheres de prata e foge como qualquer ladrão.

O final não é esse, mas poderia ser, se as palavras do Bispo, não tivessem expulsado da alma e do coração, a humilhação e o terror de dezenove anos, que Jean passou nas Galés, como prisioneiro. Todo o livro me encantou, mas esse texto me cativou.

Victor Hugo nos mostra em Os Miseráveis a realidade nua e crua do quanto à pobreza e a miséria afetava aquela época, o quanto a exploração e o mal trato com o povo mais pobre, a “gentileza” como eram tratados.

A vida fora de um dos piores lugares para se estar, Jean tem a mudança ao conhecer o Bispo, isso irá mudar completamente sua vida dali por diante.

Simplesmente uma das obras mais incríveis e inesquecíveis que já li.

Por hoje é só amores. Até a próxima. Tchau!


Título: Os Miseráveis (Tomo 1 e 2)
Autor (a): Victor Hugo
Editora: Penguin Companhia


12.9.17

{As Meninas Recomendam} Setembro Amarelo: Animes!


Olá! Como devem saber, estamos no mês de Setembro. O mês Amarelo. O mês de falarmos de suicídio. Claro que não deveríamos reconhecer e abordar o assunto somente nessa época, afinal todo mês é ótimo para podermos nos conscientizar e conscientizar os outros sobre transtornos mentais, aqueles que são tão "menosprezados" pelo mundo, enquanto que a maior parte da população já tenha enfrentado ou ainda enfrenta esse mal diariamente, direta ou indiretamente.

Bom e já que estamos no assunto, eu gostaria de fazer algumas indicações de animações que eu conheço que abordam o tema. Sei que não são todos que se interessam por animes ou mangás, mas vou pedir à vocês, especialmente os que acham que não será "a sua praia", dê uma chance a pelo menos um dos filmes que eu vou indicar e aí você pode me dizer se realmente não foi "tudo isso" que eu disse.

Então, vamos pras indicações!

Colorful:


O primeiro é um dos meus favoritos! Meu queridinho! Que inclusive tenho que procurar para rever, já que faz um tempinho desde a última vez que assisti haha.

De acordo com a história, aqueles que cometem algum tipo de pecado em vida, ao morrer, não terão direito ao ciclo da vida, ou melhor: à reencarnação. E esse é exatamente o caso do nosso protagonista em Colorful, um espírito que está prestes a embarcar no tal trem que leva ao "destino final". Porém um "anjo" aparece e lhe diz que é um dia de sorte, afinal ele foi escolhido para uma segunda chance na Terra! Mas para isso, ele vai ter que se lembrar desse tal pecado cometido em sua vida para poder realmente garantir esse "prêmio".

O teste é aparentemente simples: o espírito terá que viver no corpo de um menino de 14 anos, chamado Makoto, que tentou se suicidar, enquanto tenta recuperar suas memórias de vida.

Mas as coisas não serão tão fáceis e o nosso "Makoto" terá que se esforçar muito para realmente ser o garoto que deve ser. Em meio à tudo isso, ele vai descobrindo as razões por trás da tentativa de suicídio, enquanto que aprende sobre a natureza humana.

O filme todo é muito interessante e nos trás uma mensagem bonita, nos ensinando que somos muito mais do que aquilo que falam ou até mesmo do que pensamos que deveríamos ser. Somos muita coisa pra ser uma coisa só. A vida não é "preto ou branco" a vida é uma mistura dos dois e de muitas outras cores, quantas cores for possível enxergar e está tudo bem ser assim.

Koe no Katachi: 



O segundo filme é bem recente, foi lançado em Setembro do ano passado e devo dizer que era uma das minhas grandes espera do ano todo, já que eu havia lido o One Shot dele (uma espécie de capítulo piloto do mangá) por alguma página do Facebook e eu tinha me apaixonado instantaneamente!

Koe no Katachi, ou A Voz Silenciosa, em uma tradução mais livre para o português, nos traz a história de um rapaz chamado Shouya Ishida, em seus últimos anos do Ensino Médio que está atrás de resolver seus assuntos pendentes e consertar erros passados, a fim de pôr fim à própria vida. Um desses erros se refere à uma menina surda que fez parte de sua classe quando estavam na 6ª série, com a qual ele cometeu diversos atos maldosos, juntamente com os colegas de classe.

Após a mãe da menina entrar em contato com a escola e transferir a filha, Ishida é apontado como único culpado da história e ao longo do tempo é deixado de lado por todos os outros alunos, sofrendo das mesmas punições ou até piores que aquelas que realizavam com Shouko.

A animação é muito linda, do começo ao fim. Acho que nunca fiquei tão encantada com uma animação antes. Além da história comovente e dos personagens inteiramente (e até mesmo irritantemente) reais em diversos aspectos. Eu devo dizer que demorei um ano pra finalmente ver o filme, apenas porque não tinha tempo e/ou a disposição para fazê-lo, mas no momento em que ele começou, eu só podia ficar me perguntando "por que diabos eu demorei tanto para ver esse filme??"

O enredo é "pesado" no sentido de que você sente tudo aquilo pelos personagens, você se comove ao ver o quão difícil é para Shouko poder se enturmar de verdade e o quanto ela tenta se manter positiva em meio à tudo aquilo. Ela sempre sorri para os outros, mesmo quando não entende o que eles estão querendo dizer, além de tentar fazer com que eles também a entendam. Assim como ficamos um pouco simpatizantes ao ver como ao longo dos anos tudo isso que se voltou para o protagonista o afetou, de maneira que você consegue enxergar nitidamente os traços de ansiedade que ele apresenta nos anos atuais de escola.


Esse filme merece ser visto apenas pela linda animação que ele têm, mais ainda pela história e tenho que dizer que o desfecho me foi muito surpreendente, com certeza diferente do que eu esperava, mas também me deixou muito satisfeita de ter apertado o "play" pra começo de conversa.

Ah! Além disso, o filme conta com frases/conversações em línguas de sinais, o que acho que é algo bem interessante à ser mostrado, ainda mais em animações.

Orange:



O último indicado da lista, na verdade não é um filme, mas uma série curta de 13 episódios. Baseado em um mangá com o mesmo nome, Orange possui uma história comovente sobre seguir em frente, além de uma pitada de Sci-Fi no enredo.

Um novo ano está começando e com ele o colegial também se inicia para Naho e seus amigos, porém logo no primeiro dia ela recebe uma estranha carta, dizendo ser de si mesma, do futuro. Nela estão escritos eventos que se realizam naquele dia e nos próximos e apesar de ela ainda não saber no início, seus amigos também receberam cartas similares de seus "eu's" de 10 anos no futuro.

Embora cada uma delas possuam "conselhos" um pouco diferentes a se seguir, por se tratar de pessoas diferentes e diferentes situações, todas têm um objetivo em comum: impedir que cometam os mesmos erros que os remetentes, erros estes que estão ligados com o novo aluno em sua classe, Kakeru, que em algum momento de seu ano letivo, comete suicídio.

A história é sem dúvida bem interessante e diferente, para dizer o mínimo. O desenrolar foi um pouco lento, ao menos, pelo que eu me lembro, mas eu acho compreensível, por conta da reação que se têm ao receber cartas supostamente do futuro.
O final me foi muito satisfatório e acho que uma coisa
 a se levar em conta, é que, ao pensar no personagem Kakeru, em todos os momentos (ou a maioria deles) ele sempre se mostrou sorridente e animado com seus amigos, apesar de tudo com que ele estava lidando em sua vida no momento. Com toda a certeza, a determinação de seus amigos em tentar ajudá-lo e estar ali para ele foi algo mais do que importante.


Bom, "peoples"! Essas foram as minhas indicações!! Espero sinceramente que gostem e, àqueles que ainda ficam um pouco com o pé atrás, se deem a chance de experimentar. Ao menos os filmes que indiquei. Sério, Koe no Katachi é a coisa mais linda pela qual você vai chorar (porque você vai chorar), confie em mim!

Eu provavelmente teria muito o que dizer em relação à essas indicações, mas eu acho que mal teria espaço pra eu escrever tanto haha! E bom, se você for mesmo se aventurar por essas lindas histórias, eles vão te dizer o suficiente.

 Acho que mais do que tudo essas animações servem pra mostrar algo óbvio que estamos cansados de ouvir ou ler pelas redes sociais e copiar e colar em nossos murais, mas nem sempre realmente tomamos como algo a praticar diariamente, que é: há mais acontecendo na vida, na mente, no coração de uma pessoa, do que aquilo que podemos enxergar, ou aquilo que ela escolhe nos mostrar. E que há consequências para tudo que falamos ou fazemos, às vezes podemos pensar coisas como "ah, mas isso é exagero" ou dizer algo como "existem pessoas em situações piores", mas adivinha só: saber ou lembrar que há pessoas em "situações piores" não faz a dor da pessoa desaparecer, no mínimo só vai fazê-la se sentir culpada por estar pedindo ajuda ou dizendo como se sente, o que provavelmente vai "forçá-la" a não fazê-lo de novo.

De verdade, não sejam esse tipo de pessoa...

Se alguém aí já chegou a assistir algum dos que eu indiquei, comentem o que acharam! E se conhecem alguma outra animação com a mesma temática, me falem, eu adoraria assistir!

Espero que tenham um ótimo dia e que continuem firme. O que quer que você esteja passando, eu tenho certeza que não vai durar para sempre. You got this!
Até a próxima! ( ´ ▽ ` )ノ

11.9.17

{Resenha} Mistério em Chalk Hill


Título Original: Der Verbotene Fluss
Autora: Susanne Goga
Editora: Jangada
Sinopse: Em 1890, depois de um escândalo que afetou sua reputação, Charlotte Pauly deixa Berlim e vai lecionar para a pequena Emily, em Chalk Hill, uma mansão vitoriana nos arredores de Londres. Charlotte logo percebe uma estranha atmosfera na antiga casa. A menina de 8 anos é sempre atormentada por pesadelos e visões fantasmagóricas da mãe, que se afogou no rio da propriedade em circunstâncias misteriosas. Quando Charlotte tenta saber a respeito da morte de Lady Ellen, o pai de Emily, Sir Andrew, reage com hostilidade. Com tudo envolto em um grande mistério, somente com a ajuda de Tom Ashdown, um jornalista londrino designado para investigar o caso, é que Charlotte poderá verificar o que há por trás dos fenômenos sobrenaturais que assolam a mansão e descobrir uma trágica verdade escondida nas paredes de Chalk Hill...
“- Isso é muito bom, Miss Pauly, realmente muito bom. Uma mulher que diz o que pensa.
- Não deveriam todas agir dessa maneira?
- Hum, me parece que a maioria é educada justamente para não agir dessa maneira. (...)”
Charlote Pauly é uma preceptora alemã cuja vida foi abalada por um escândalo ao qual não conseguiu evitar ser afetada emocionalmente. Sabia que em Berlim não conseguiria um bom trabalho e nem paz para sua alma, então acabou por encontrar trabalho na Inglaterra. Nunca havia ido tão longe de sua família, que foi contra a sua decisão, mas não a impediram.

Escalada para trabalhar em Chalk Hill, uma belíssima casa em uma região ainda mais bela, deparou-se logo em sua chegada com desafios: os funcionários não lhe respeitavam como deveriam, afinal hierarquicamente a sua posição na casa era acima daquela a qual pertenciam. Não sei deixou abalar, obviamente. Charlotte sabe muito bem seu lugar na casa e se dispõe a provar isso para todos.

A menina a qual iria ensinar é Emily: uma criança descrita como frágil pelo pai, mas que não queria negar à ela a educação correta. A impressão que tive é que ele quase não queria que ela tivesse momentos para brincar, ocupando todo seu tempo com atividades educativas. Que bom que Fraülein Pauly entende de crianças melhor que ele né?

Mr. Andrew Clayworth perdeu a esposa recentemente. É um deputado londrino que passa pouco tempo com a filha, preferindo que a babá e a preceptora cuidem da menina. É frio e distante, esconde atrás de uma máscara de polidez porém, quando fala do que gosta, dá para ver um pouco da pessoa que ele poderia ter sido antes do desastre.

Como toda grande casa, há empregados que cuidam dela. A governanta é alguém que quase nunca
aparece, exceto para fazer resistência à presença da moça alemã. Nora é a babá de Emily e cuida dela como se a mesma fosse sua filha. Há vários outros... E todos eles parecem seguir algum código sobre não falar o que aconteceu naquela casa. Mesmo com as perguntas da protagonista, eles sempre a repelem e dizem que o senhorio não quer que o nome da falecida esposa surja dentro daquela casa.
E não é só em Chalk Hill... Até mesmo a cidade a qual ela é ligada, ninguém menciona o que aconteceu, é tabu. E o que acontece quando um acontecimento não é processado corretamente por uma pessoa?

Pois é. Charlotte se depara com uma Emily frágil e tomada por um pesar profundo, não elaborado... Não teve luto. Então coisas estranhas acontecem naquela casa e a criança é atormentada pelo espírito da mãe. A família vai em busca de ajuda em Londres e contrata os serviços de uma agência que estuda casos como o da menina e Tom Ashdown, um jornalista e resenhista é designado para investigar o caso.

Algo que achei muito interessante é Tom é resenhista! Ele assiste peças de teatro, lê livros e etc. e faz resenhas deles para o jornal. Até conseguimos identificar algumas obras que ele cita. É um homem que também já tem sua carga para carregar e o que encontra em Chalk Hill o deixa perplexo. Bem como a companhia de Miss Pauly, obviamente...

A escrita da autora é muito boa, de modo que, mesmo que o começo eu tenha demorado um pouco para engrenar, no final eu já estava devorando cada palavra. Acho que já estou acostumada com livros do estilo, pois só precisei de uma pista para descobrir o mistério!!! Embora, sinceramente, eu não esperava aquele final, a autora conseguiu me pegar direitinho! E também deixa, de fato, algo no ar, para o leitor acreditar ou não.

Tom é um bom personagem. Ele é sarcástico e bate de frente com outros personagens quando está certo. Ele e Charlotte trabalham muito bem juntos... Já que ela é privada de realizar muitas coisas por ser mulher, preceptora e funcionária da casa, ela conta com a ajuda dele para ir onde não pode e isso funciona muito bem.

Todos os personagens cumprem bem o seu papel, em especial nossa carismática protagonista. Vemos seu sofrimento e seu cuidado com Emily e o quanto ela luta para manter a criança feliz e segura. O final é de cortar o coração.

O foco não é de modo algum em romance, mas sim na trama que o livro propõe e gostei muito disso. Não perde a linha nenhuma vez e todos os nós são desatados, a autora não deixa nada para trás.
A capa é muito bonita, vemos Charlotte e a mansão cobra por uma névoa sombria, que é justamente o clima que a moça encontra por dentro daquelas janelas. A diagramação é simples e confortável, as letras possuem um espaçamento agradável aos olhos, disposta em páginas amareladas e boas de manusear.

Acredito que esse tenha sido um bom livro de mistério lido esse ano. Se gosta de suspense, fantasmas e protagonistas femininas fortes, Mistério em Chalk Hill é uma ótima pedida!