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24.11.17

{Lançamentos} Harlequin Dezembro 2017


Oie amores.
Eeeeeeeita que a doida dos romances com bebês tá dando uma surtada feroz aqui!


Só confere aí os lançamentos pra que vocês saibam do que eu estou falando.
Harlequin arrasou nos lançamentos.







Muitos livrinhos com bebês, a pessoa surta numa hora dessas.
Vou indo nessa amores. Até a próxima. Beijos.


23.11.17

{Resenha} Carmin - Catarina Muniz


Autora: Catarina Muniz
Editora: Ler Editorial
Sinopse: UM ROMANCE PROIBIDO, REPLETO DE SEDUÇÃO E EROTISMO
Louis, um publicitário ítalo-americano na faixa dos 30, não tem do que reclamar: é bem sucedido, viajado, extremamente belo e sedutor. Porém, o falecimento repentino de seu avô o faz descobrir uma carta amarelada e amassada, e com ela, a espanhola Carmen.
Seu único objetivo era proteger a herança da família, dona de uma rede de confeitarias italianas espalhadas pelos EUA, mas ele acabará preso em teias encaracoladas cor de carmim.




Com a morte de seu avô, Louis acaba descobrindo uma carta no paletó dele. A carta é de uma mulher chamada Guadalupe. Na carta, ela se despede dele, afirmando que está cansada de promessas e que não irá mais espera-lo. Que a filha Carmen de três anos também sente muito a falta dele. Como a carta foi escrita em 1982, a filha deles já teria mais de 30 anos.

Como o avô sempre tão correto fez algo assim? Louis está com tanta raiva do avô que decide procurar a tia perdida para ter certeza que ela não venha a importunar a vida de sua avó, que já está tão frágil, e não vir a querer a herança da família. Mas o que ele não esperava era encontrar uma mulher independente e dona de si mesma.

Carmen está sozinha no mundo, sua mãe morreu e ela decide recomeçar a vida nos EUA. E quem sabe vir a conhecer o pai que nunca conheceu de verdade? Porém, alguns percalços no caminho a fazem desistir dessa procura e decide assim se restabelecer no país e recomeçar a vida. No entanto, parece que alguns fantasmas do passado não querem ser deixados para trás.


A edição está bem bonita. Gostei da capa e da diagramação. Os capítulos se iniciam com detalhes e ficou bem bacana. A narrativa está em primeira pessoa narrado por Louis e Carmen. Me pareceu ter sido escrito em forma de diário, como se eles estivem nos contando os acontecimentos do passado.

Logo de cara a autora narra boa parte da história da família de Louis. Calma! Queria saber da história, mas não era necessário ter dito tanto em tão pouco tempo de livro. Essa pressa me incomodou. Na verdade, muitas coisas nesse livro me incomodaram bastante. O romance foi um tanto relâmpago e sem sentido. Os dois mal se conheciam e já estavam enlouquecidos um pelo outro. A história vai passando e ficando redundante, até acontecer uma descoberta nas páginas finais que é quando a história dá uma acelerada.

Nenhum personagem me cativou. O avô de Louis acaba de morrer e ele nem parece sensibilizado. Achei ele bem frio nesse momento, não só ele, mas também seu primo Derek. Já Carmen é uma moça bastante determinada e me senti um pouco compadecida com a história dela, mas nada que me fizesse gostar dela de verdade. Carmin é um livro bem clichê, mas até os clichês podem nos encantar. Esse infelizmente não me encantou.


22.11.17

{Resenha} Desejo Concedido - Guerreiras # 1


Oi amores. C-H-E-G-U-E-I!


Hoje trago uma das melhores leituras desse ano (SIM!), e simplesmente me apaixonei ainda mais pela escrita e estória dessa autora genial.
Vamos conferir a resenha? Bora lá!

*livro cedido pela editora

Sinopse:

“Na Inglaterra do século XIV, após a morte dos pais, a jovem lady Megan Phillips, de vinte anos, segue uma vida tranquila, focada na educação e na criação de seus dois irmãos mais novos. Para fugir de um casamento arranjado por sua tia, Megan e a irmã, Shelma, vão para o castelo de Dunstaffnage, na Escócia, onde vive seu avô Angus de Atholl, do clã McDougall. Anos depois, durante o casamento de um de seus primos, Megan – uma mulher aguerrida, pronta a empunhar uma espada pra defender sua família e que não se dobra por nada e nem por ninguém –, conhece o temido guerreiro de olhos verdes Duncan McRae – um homem acostumado a liderar exércitos, mas que nunca esteve preparado para enfrentar o gênio forte de uma mulher. O destino trama contra (ou a favor de) Megan, que, contra a sua vontade, acaba se casando com Duncan. Conseguirão os dois se entender e seguir a vida como um casal feliz? Ou viverão às turras, como se estivessem num campo de batalha?”


Resenha

Me apaixonei pela escrita da Megan Maxwell quando li Quase Um Romance e foi fulminante. Desde então estou à procura de mais livros publicados aqui no Brasil, e também e-books dela (apesar de não curtir muito esse formato de leitura).
Quando vi que a Editora Essência iria publicar a Série Guerreiras fiquei imensamente feliz e sabia que não iria me decepcionar. Superou as minhas expectativas, e posso dizer que virei uma fã assídua de suas estórias.

O drama que se desenrola na Inglaterra do século XIV do principio ao fim, é a rivalidade histórica entre escoceses e ingleses. E quando o destino/amor/fatalidade, trama e os “inimigos” se casam e dessa união nascem os híbridos, meio inglês, meio escocês então é uma grande fatalidade.
Foi o que aconteceu com nossa heroína Megan Philiphs e seus irmãos, eles não têm pátria. E ao ficarem órfãos é ela quem cuida da educação e criação, e seus tios só querem saber de casa-la junto com sua irmã com homens da pior espécie que se possa imaginar. Com a pior reputação, para que faça com que elas tomem jeito através da força e brutalidade, por isso Megan, Shelma e Zac, se veem numa situação, onde a única saída é fugir.
Com a ajuda de um inglês, que não alimenta o ódio nacional, eles conseguem chegar ao lar do avô materno Angus de Atholl, líder do clã McDougall no castelo de Dunstaffnage, na Escócia. Onde são recebidos com amor e os cria, mas com uma educação diferenciada. Seu avô as ensinou a não baixar a guarda pra ninguém, ser uma guerreira forte e destemida.


Mas aquele lugar da Escócia há as pessoas que as aceitam ou não e isso promove as reviravoltas do livro.
Megan e Shelma são lindas, espirituosas, carinhosas, prestativas, mas se pisam no calo, ambas mostram a sua educação diferenciada, isso em pleno ano de 1308.
Megan por sua beleza e seu tipo exuberante, chama a atenção dos homens e a inveja das mulheres.
O maior insulto para Megan e seus irmãos, e serem chamados de sassenach (estrangeira), por não ter a origem pura escocesa, e ter também no seu sangue uma parte inglesa que os moradores da região não aceitam. O que acarreta mais determinação da parte dos irmãos em serem respeitados e aceitos.
Shelma a acompanha em suas “brigas”, mas o “gatilho” de todas as incursões da estória e acionado pelo irmão mais novo Zac, o fedelho.
E é em uma dessas incursões, quando Zac, rouba alguns badulaques para as irmãs, numa feira, que Megan e Shelma, trocam olhares pela primeira vez com o guerreiro escocês Duncan McRae e Lolach McKenna.


Duncan (vulgo Falcão) é um guerreiro escocês destemido e manja das artes no campo de batalha como ninguém. Forte, viril e bruto, isso o torna um guerreiro temido.
Com uma decepção amorosa recente, ele não acredita no amor, mas não pode negar, para os amigos e familiares que o observam, que Megan o impressionou demais. Os cabelos enormes e negros o encantaram.
E a estória fica deliciosa, quando por causa de um artificio bem engendrado, Duncan se casa com Megan e a leva para seu clã, viajando pela sua Escócia com encostas enevoadas e floridas. O que será de Megan agora com sua nova vida? Casada com um guerreiro?

Nesse livro além da excelente estória, a autora nos brinda através de seus textos, com a visão de uma Escócia, com seus hábitos e costumes. Sua gente, seu solo, com elevações enevoadas e sua magnifica vegetação e o orgulho de ser escocês e o amor pela terra.
Um romance soberbo, rico em seus detalhes, com personagens fortes que se “digladiam” nas opiniões e ao mesmo tempo se conectam pelo amor que renasce em seus corações.


Desejo Concedido é um livro espetacular, lendário, dramático, romântico e com uma boa pitada de humor. Mocinhas fortes, sem papas na língua, que sabem se virar muito bem sozinhas. Esse é o melhor tipo de “mocinha” que faz a diferença.
Parabéns para a autora, que me deixou extasiada com o romance delicioso de Duncan e Megan. Ansiosa pela continuação.
Merecidamente o selo né? Porque a estória é incrível!


Por hoje é só meus amores. Até a próxima. Tchau!


Título: Desejo Concedido - Guerreiras # 1
Autor (a): Megan Maxwell
Editora: Essência
Número de Páginas: 464

21.11.17

{Resenha Premiada} O Cavaleiro Verde


Autora: Louise Soares
Editora: Giostri
Páginas: 246
Sinopse: Após ter sua coroa usurpada por um rei tirano, a princesa Alexandra de Scarlach se disfarça como o Cavaleiro Verde para participar do Torneio do Campeão. A competição dá ao vencedor um grandioso prêmio em ouro e o direito a um voto no Conselho dos Povos, justamente as ferramentas de que Alexandra necessita para recuperar seu reino. Antes, porém, ela terá que descobrir em si mesma o que a faz uma campeã e, principalmente, como ser a heroína pela qual o povo de Scarlach espera.


Sabe um livro com uma história simples e bem-feita? Então, é esse. Não há grandes feitiços, não há mistérios (só um, na verdade), só o simples e puro comportamento humano. Me lembrou muito o filme Coração de Cavaleiro (estrelado pelo falecido Heath Ledger) onde ele também precisa lutar seu caminho em direção à honra. Porém, Alexandra tem mais complicações em sua vida.

Nascida filha do rei Ulisses e da rainha Sabine, teve uma infância comum de princesa, em contato com outros nobres feudais e protegida por seu padrinho, o temível Cavaleiro Negro. Porém, uma fatalidade leva embora sua mãe, que, como último pedido a seu marido, solicita que ele encontre o tesouro de Adlige. A fama de uma grande fortuna enterrada em algum ponto do deserto o faz deixar três de seus conselheiros mais confiáveis no encargo de seu reino e parte com sua filha Alexandra em busca do tesouro em uma aventura que deveria durar poucos meses...

Anos se passam. E as notícias são terríveis: um dos regentes de seu pai, Venceslau Ferraghas, tomou para si a coroa do reino de Scarlach, onde ele reina junto de seu filho violento: Drustan. Venceslau é um rei tirano que abusa de seu povo com violência. Decidida a retomar o que é seu, Alexandra percorre o caminho de volta e o que encontra é devastador: pessoas são vendidas em plena praça, há fome e desespero por todo o lado. 

Encontra, ainda no reino que deveria ser seu, o jovem Gabriel. Determinada a ajudar todos que cruzarem seu caminho, toma o menino como seu escudeiro. Embora ele ainda seja meio cético de que ela possa ser um cavaleiro – é uma mulher, oras! – ela o segue para o reino vizinho, onde ela acredita que pode encontrar algum apoio: o rei de Amaranthia era amigo de seu pai e Alexandra era a melhor amigo de Connal, filho do rei. Por sua aparência selvagem e roupas de viagem, os soldados não a deixam se aproximar do castelo. Uma princesa deveria estar com vestidos de seda, e não calça de couro e com uma espada na cintura!

Porém, o que encontra é resistência: ela não quer simplesmente o exército do reino amigo, bem como quer lidera-lo. E o rei poderia até aceitar se fosse ele quem comandasse... Mas o que uma mulher pode fazer, não? Connal está de mãos atadas e não possui modos de auxiliar sua amiga, a não a lembrança de que ela possui uma herança a ser resgatada.

No banqueiro, apenas uma dívida lhe resta. Junto, a possibilidade de ser presa que lhe deixa em pânico. Mas nem tudo está perdido e vê a possibilidade de pagar suas dívidas e ajudar seu pequeno escudeiro ao mesmo tempo: O Torneio dos Azarões!
"[...] O Campeão não é o mais forte, nem o mais fraco. Não é o mais rico ou o mais pobre. Tampouco será o dono da espada mais afiada ou do cavalo mais veloz. Nada disso. O verdadeiro campeão é aquele que é capaz de vencer suas adversidades, de quitar uma deslealdade com sua honra, de renascer dezenas de vezes qual uma fênix incansável. [...]"
Neste torneio, apenas homens participam (obviamente). Mas isso não irá impedí-la de concorrer pela possibilidade de ter uma pequena renda e a possibilidade de entrar no torneio dos campões, que lhe garantirá muito ouro e a possibilidade de ter voz no Conselho dos Povos, composto pelos regentes e reis dos reinos.

E assim, ela começa a trilhar seu caminho. Esconde de todos quem é a pessoa por trás do elmo do Cavaleiro Verde e, com a ajuda de outras pessoas, dá um jeito de estar ao mesmo tempo em mais de um lugar. O desespero e a desistência não fazem parte de sua vida, determinada sempre a nunca prejudicar ninguém. 

Se pensarem bem, numa guerra alguém sempre é prejudicado. Então ela ainda é inocente em muitos aspectos, bem como é bastante impulsiva. Mas junto de amigos e um provável amor (que em momento algum tornou-se a peça central da história de Alexandra), ela sabe que seu destino é retornar a Scarlach. O inimigo possui muitos braços e fará de tudo para impedí-la, seja pela farsa, seja pela força. Mas isso não fará com que ela seja menos feroz, ela sabe o caminho que a trouxe até ali e não irá admitir que destruam aquilo que seus pais construíram.

By Eydart
A estória de Louise Soares, como eu disse no começo dessa resenha, é simples. Gostosa de acompanhar e te acolhe a cada nova página. O livro é dividido em diversos capítulos nomeados e identificados no índice logo do começo. As descrições da autora vêm no ponto certo e os personagens são cativantes e bem claros: quem é bom, é bom e quem é mau, é mau. Não há o cinza em momento algum... Mesmo aqueles claramente em cima do muro, você entende que são maus. Há apenas uma pessoa que não sabe o que fazer diante de um acontecimento-chave e você torce para que ela faça o certo.

O livro é recomendado para todas as idades, é muito gostoso acompanhar as aventuras e desventuras de Alexandra. 

Mas sabe o que é melhor?

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20.11.17

{Resenha} A Bússola de Ouro


Título Original: The Golden Compass
Trilogia: Fronteiras do Universo vol.1
Autor: Philip Pullman
Editora: Suma de Letras
Sinopse: Lyra Belacqua e seu daemon, Pantalaimon, vivem felizes e soltos entre os catedráticos da Faculdade Jordan, em Oxford. Até que rumores invadem a cidade - boatos sobre sequestradores de crianças, os Papões, que estão espalhando o medo pelo país.
Quando seu melhor amigo, Roger, desaparece, Lyra inicia uma perigosa jornada para encontrá-lo. O que ela não desconfia é que muitas outras forças influenciam seu destino e que sua aventura a levará a terras congeladas do norte, onde feiticeiras e ursos de armadura se preparam para uma guerra.
Embora tenha a ajuda do aletiômetro - um poderoso instrumento que responde a qualquer pergunta -, nada a prepara para os mistérios e a crueldade que encontra durante a viagem. E, mesmo que ainda não saiba, Lyra tem uma profecia a cumprir, e as consequências afetarão muitos mundos além do seu.

No mundo em que Lyra vive, não há muita diferença em relação ao nosso, embora ao mesmo tempo seja bem diferente. A ciência e a religião se confundem e a alma das pessoas toma a forma de um animal, seu daemon. Este, durante a infância é capaz de mudar de forma conforme sua vontade, no entanto, durante a puberdade os daemons passam a ter uma forma só pelo resto da vida.

Lyra tem doze anos e vive brincando e se metendo em diversas confusões entre os corredores da Faculdade Jordan, quando um dia, ela tem a brilhante ideia de bisbilhotar a sala privativa, onde reuniões de catedráticos são realizadas e da qual ela não tem permissão para entrar. Acontece que, por conta de um erro de cálculo de sua parte, ela e Pantalaimon acabam em uma situação difícil: ela se vê escondida no armário do Reitor enquanto todo o encontro entre os demais catedráticos ocorre, incluindo seu tio lorde Asriel.

Ela se depara com diversas palavras e nomes que nunca ouvira falar antes, além de imagens trazidas pelo próprio lorde Asriel, que mostram mistérios que ela não podia compreender, como luzes do céu, as tais chamadas Luzes do Norte, ou ainda Aurora Boreal, através da qual era possível se ver uma cidade, suspensa no ar.

Bom, apesar de seu ato impensado e de sua "espionagem" nos assuntos políticos envolvendo os catedráticos, nada mudara nos dias bagunceiros de Lyra e seus amigos, a não ser quando os rumores começaram a surgir. Os rumores de que os Papões, aqueles que andavam sequestrando crianças em outras cidades, haviam chegado à Oxford e que uma das crianças gípcias havia desaparecido quase que ao mesmo tempo que seu melhor amigo Roger.
"Aquele era seu mundo. Ela queria que ele permanecesse o mesmo para sempre, mas tudo estava mudando ao seu redor, pois alguém lá fora estava roubando crianças. Ela se sentou na cumeeira do telhado, o queixo apoiado nas mãos.
- Precisamos salvar o Roger, Pantalaimon. - declarou."
Mas, antes que pudesse colocar qualquer tipo de plano em ação, Lyra se viu partindo para Londres na companhia de uma estonteante mulher, chamada Sra. Coulter, uma espécie de exploradora, que fazia parte de outra Faculdade, embora seus trabalhos basicamente consistiam fora de Oxford. Por se tratar de uma conhecida de lorde Asriel, como disse o próprio Reitor, ele decidiu por fim deixar a menina em suas mãos, mas não antes de dar à Lyra um instrumento curioso, do qual ela deveria guardar segredo absoluto, até mesmo da graciosa mulher. Um aletiômetro, algo parecido com uma bússola, porém no lugar de letras possuía símbolos, algo que aparentemente contava a verdade.

Lyra passou semanas trabalhando como secretaria da mulher, enquanto ela lhe ensinava sobre diversos assuntos. Fosse sobre etiqueta, moda, curiosidades ou sobre matérias variadas, já que a menina nunca estudara em uma escola e apenas aprendia coisas esparsas em Jordan com algum professor que estivesse à disposição.
Porém, ela acaba descobrindo algo assustador: a mulher por quem guardava tamanha admiração fazia parte dos Papões e mais ainda: ficou sabendo que lorde Asriel estava sendo mantido como prisioneiro no extremo norte por Ursos de armadura. Sem pensar duas vezes, Lyra e Pantalaimon fogem pelas ruas de Londres, para escapar de companhia tão maléfica.

Pouco depois a menina acaba encontrando conhecidos de Oxford que possuem o mesmo objetivo que ela: resgatar as crianças sequestradas e assim, ela se alia a eles e juntos navegam rumo ao Norte.

Em seu caminho Lyra conhece diversas pessoas e diferentes criaturas, dentre elas uma feiticeira e seu encantador daemon, além de um belo urso de armadura, um renegado de Svalbard, que fizera um acordo de os ajudar em sua árdua missão. A garota também desvenda alguns segredos enterrados sobre seu passado e tenta entender algumas coisas em seu destino.
"A luz enchia todo o céu ao norte; sua imensidão mal podia ser concebida. Como se vindas do próprio paraíso[...] No meio daquela delicadeza evanescente, ela experimentou uma emoção tão profunda como a que havia sentido quando estava perto do urso. Aquilo a comovia, era muito lindo, quase sagrado"
O livro todo é uma fantasia maravilhosa, talvez um dos melhores do gênero que eu li, depois de As Crônicas de Nárnia. A trama toda foi bem trabalhada em cima desse entrelaço incrível entre religião e ciência. Achei fantástica o conceito da conexão das pessoas com seus daemons, é algo tão bonito, tão profundo e por vezes sofrido.

Outro ponto que deveria citar também são os personagens, todos muito bem desenvolvidos e pude sentir minha admiração ou repugnância em relação à alguns crescendo ou se modificando ao longo da história, enquanto que alguns eu não pude deixar de amar desde o primeiro momento e outros ainda eu não tenho muita certeza como me sinto, vou ter que esperar pelos próximos volumes para poder me decidir! (risos) Mas sem sombra de dúvida é um livro maravilhoso, agora mesmo, enquanto escrevo essa resenho estou com ele aberto e me pego relendo capítulos inteiros novamente, só para ver se ainda tenho todas as palavras gravadas em minha mente.

Fiz questão de não contar com todos os detalhes suas descobertas e o desfecho, pois acho que a experiência própria seria bem mais satisfatória. Uma leitura mais do que recomendada!