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29.12.17

{Lançamentos} Dezembro: Companhia das Letras


Sabe quando fica difícil escolher um só? Esse foi meu problema com os livros deste mês da Companhia das Letras! Muita coisa boa, minha gente!

Últimas mensagens recebidas

Emily Trunko (org.)

Título original:THE LAST MESSAGE RECEIVED
Organizador: Emily Trunko
Páginas: 176
Lançamento: 23/11/2017
Quando uma mensagem é a última, ela pode significar um fim, uma perda, ou até um alívio. E se você fosse o destinatário?
A partir de contribuições anônimas, a jovem Emily Trunko reuniu nesta coletânea mensagens que contam histórias reais sobre os mais variados tipos de despedida: o fim de uma amizade, o término de um relacionamento ou até mesmo um acontecimento trágico que muda a vida do destinatário e do remetente para sempre.
Enviadas por celular, por e-mail ou pelas redes sociais, essas mensagens narram perdas profundas e inspiram muita reflexão. Será que não deveríamos expressar mais o amor que sentimos pelas pessoas enquanto isso ainda é possível? Ou, em alguns casos, nos afastar o quanto antes daquelas que nos fazem mal?

Cartas brasileiras

Sérgio Rodrigues (org.)

Páginas: 232
Lançamento: 21/11/2017
Uma seleção espirituosa e diversificada de oitenta cartas brasileiras inesquecíveis, fartamente ilustrada por fac-símiles das correspondências originais e dezenas de fotos
Intrigas, confissões, ameaças, estratégias, declarações de amor. Descortina-se um universo inimaginável quando se lê a correspondência dos personagens marcantes da história do Brasil. Dando um novo olhar aos fatos já conhecidos e trazendo à luz missivas inéditas ou pouco difundidas, o jornalista Sérgio Rodrigues apresenta uma saborosa coletânea de oitenta cartas dignas de nota, recebidas ou enviadas por escritores, artistas e políticos — de Elis Regina a Olga Benário, de Chico Buarque a Santos Dumont, de Renato Russo a d. Pedro I —, entre outros personagens.
Ilustradas por fac-símiles e dezenas de fotos e acompanhadas por breves textos que contextualizam cada carta, as missivas conduzem o leitor por um deleitoso passeio pelos grandes momentos de nossa trajetória. Um convite irrecusável para conhecer o que há de melhor, mais original e imprescindível em nosso país — a partir dos olhos e da intimidade de figuras extraordinárias.

O clube dos jardineiros de fumaça

Carol Bensimon

Páginas: 368
Lançamento: 27/11/2017
Ambientado na Califórnia e tendo como pano de fundo a descriminalização da maconha, O clube dos jardineiros de fumaça é um retrato magistral da geração hippie
Em um cenário formado por coníferas milenares, estradas sinuosas e falésias, a região californiana do Triângulo da Esmeralda concentra a maior produção de maconha dos Estados Unidos. É lá que o jovem professor brasileiro Arthur busca recomeçar a vida, depois dos acontecimentos que o levaram a deixar Porto Alegre. Aos poucos, ele se insere na dinâmica local e passa a fazer parte de uma história que começa com a contracultura dos anos 1960 e se estende até o presente.
À vida de Arthur e daqueles com quem estabelece vínculos — o atormentado Dusk, a solitária Sylvia, a indecisa Tamara — mistura-se a de personagens reais que participaram do embate que levou à descriminalização do uso da maconha, fazendo deste um poderoso romance panorâmico. Cruzando história e ficção, com uma linguagem original e ousada, a meio caminho entre Brasil e Estados Unidos, Carol Bensimon compõe em O clube dos jardineiros de fumaça um brilhante retrato da geração hippie e de seu legado.

Histórias extraordinárias

Edgar Allan Poe

Páginas: 448
Lançamento: 28/11/2017
A edição ilustrada inclui textos de Charles Baudelaire, Jorge Luis Borges e Julio Cortázar, que reverenciam o estilo hipnotizante do escritor mais sombrio de todos os tempos
Histórias extraordinárias reúne dezoito contos assombrosos de Edgar Allan Poe, com seleção, apresentação e tradução do poeta José Paulo Paes. Este livro traz, entre outras obras-primas do mestre do suspense e do mistério, “A carta roubada”, “O gato preto”, “O escaravelho de ouro”, “O poço e o pêndulo”, “Assassinatos na rua Morgue” e “O homem da multidão”.
O caráter macabro das histórias, dotadas de profundidade psicológica e imersas em uma atmosfera eletrizante, continua a conquistar novos leitores e a afirmar sua condição de clássico. Nas palavras de Paes, “Poe sempre consegue […] provocar-nos aquele arrepio de morte ou aquela impressão de vida que, em literatura, constituem o melhor, senão o único, passaporte para a imortalidade”.

A glória e seu cortejo de horrores

Fernanda Torres

Páginas: 216
Lançamento: 10/11/2017
Um retrato marcante da televisão, da sociedade e do teatro brasileiros, escrito por uma das vozes mais surpreendentes e provocativas da literatura atual
A glória e seu cortejo de horrores, novo romance de Fernanda Torres, acompanha as desventuras de Mario Cardoso, um ator de meia-idade, desde os dias de sucesso como astro de telenovela até o total declínio quando decide encenar uma versão de Rei Lear — e as coisas não saem exatamente como esperava. Mescla eletrizante de comédia de erros com a velha e nem sempre boa vida como ela é, o livro atravessa diversas fases da carreira de Mario (e da história recente do Brasil), suas lembranças de juventude no teatro político, a incursão pelo Cinema Novo dos anos 1960, a efervescência hippie do Verão do Desbunde, o encontro com o teatro de Tchékhov, a glória como um dos atores mais famosos de uma época em que a televisão dava as cartas no país. Um painel corrosivo de uma geração que viu sua ideia de arte sucumbir ao mercado, à superficialidade do mundo hiperconectado e à derrocada de suas ilusões.

Haruki Murakami
Título original: NEJIMAKIDORI KURONIKURU
Páginas: 768
Lançamento: 21/11/2017
Obra clássica de um dos principais romancistas do Japão, traduzida pela primeira vez no Brasil
Toru Okada é um jovem casado e sem filhos, que leva uma vida banal em Tóquio. Quando seu gato desaparece, ele vê seu cotidiano se transformar. A partir disso, personagens cada vez mais estranhos começam a aparecer, transformando a realidade em algo digno de sonho. Com seus fantasmas invadindo o mundo real, Toru Okada é obrigado a enfrentar os problemas que carregou consigo por toda a vida.
Conjugando os elementos mais marcantes da obra de Haruki Murakami, Crônica do Pássaro de Corda fala sobre a efemeridade do amor, a maldade que permeia a sociedade moderna e o legado violento que o Japão trouxe de suas guerras. Cativante, profético, cômico e impressionante, é um tour de force sem paralelos na literatura atual.

Inspirações

Uma seleção afetiva de reflexões e poemas
Marina Ruy Barbosa

Páginas: 168
Lançamento: 21/11/2017
A atriz e influenciadora digital Marina Ruy Barbosa estreia no mercado editorial disposta a incentivar a leitura de poesia e literatura brasileiras
Marina Ruy Barbosa aceitou um convite para ler poesia durante dois anos e recomendar o que a inspirasse para os milhões de seguidores que a acompanham diariamente no Instagram. Capturada pela obra de Carlos Drummond de Andrade, Hilda Hilst, Manoel de Barros, Mario Quintana, Paulo Leminski e Vinicius de Moraes, entre outros grandes nomes da poesia brasileira clássica e contemporânea, Marina foi além. A descoberta de livros e poemas resultou na construção de um diário compartilhado, que oferece muito mais do que os posts instantâneos que inundam as redes sociais. Com essas leituras, Marina conseguiu inspiração para reflexões pessoais e acabou revelando sentimentos e opiniões sobre temas universais que permeiam sua vida.

{Resenha} Sangue por Sangue



Título: Sangue por SangueAutora: Ryan GraundinEditora: Seguinte - Companhia de LetrasSinopse: Para o Terceiro Reich, a Segunda Guerra Mundial pode ter acabado, mas para a resistência a luta está apenas começando. Yael é sobrevivente de um campo de extermínio e tem uma habilidade especial: é uma metamorfa, capaz de mudar a aparência física e assumir a forma de qualquer pessoa. Ela também é uma garota em fuga - o mundo acabou de vê-la atirar e matar Adolf Hitler. Yael é a inimiga número um da Germânia e de seus aliados, e vai precisar se infiltrar no território inimigo mais uma vez se não quiser pagar com o próprio sangue. Em meio a segredos sombrios acompanhados por verdades obscuras, apenas uma pergunta paira na mente de todos do grupo de Yael: o quão longe você iria por aqueles que ama?


É impossível resenhar Sangue por Sangue sem soltar vários spoilers sobre o livro anterior. 
No final de Lobo por Lobo, após revelar sua identidade a Felix e trancá-lo em um quarto, Yael comparece ao Baile da Vitória como convidada do duplo vencedor Luka Lowe. Seu plano era dançar com o Fuhrer e aniquilá-lo na primeira oportunidade, um plano que teria sido bem sucedido caso o cadáver no chão fosse realmente do Fuhrer, e não de um metamorfo desconhecido. 

Sangue por Sangue começa bem aí, na descoordenada fuga de Yael. Diante do acontecido, Luka Lowe não tem escolha a não ser seguir a recém-criminosa - pois seria bem difícil ficar no local e tentar convencer a SS de que sua convidada tentou matar o Fuhrer mas ele não tinha nada a ver com isso. Convencido pela falta de escolha, Luka segue Yael sem saber se a garota que é inimiga do Reich também pode ser amiga do garoto-propaganda do mesmo regime.

Ao perder seu disfarce - afinal, não foi difícil fazer com que Felix fornecesse à SS a informação de que Adele (sabidamente Yael), na verdade, é uma troca-rostos que só pode ser identificada por sua tatuagem de lobos -, nossa protagonista fica em dupla desvantagem: sem plano (não havia um manual sobre "o que fazer se você matar o Hitler mas ele não for mesmo Hitler") e sem o escudo impenetrável que era sua habilidade de trocar de rostos. Seguida por um Luka confuso e desconfiado e por um agente duplo, Yael precisa se reconectar à célula da resistência e tentar dar rumo à revolução que estava dando seus passos iniciais no Reich. 

O desenrolar do romance entre Yael e Luka é singelo, algo completamente digno de um livro da seção infanto-juvenil - que é o caso aqui, afinal. Ver Luka conhecendo a verdadeira Yael, e não mais a garota que fingia ser Adele Wolfe, foi uma das melhores partes da leitura. Por outro lado, o amor instantâneo desenvolvido em poucos dias fica difícil de engolir; o sentimento que ele nutriu em um livro inteiro por Adele desapareceu em poucas paginas nesse volume.

Neste volume, a narração é em terceira pessoa e intercala entre os pontos de vista de Yael, Luka e Felix. Desta maneira, fica mais fácil se conectar com os personagens e entender suas ações. Até mesmo a traição de Felix torna-se algo compreensível quando entram em cena sua decepção por ser enganado por uma metamorfa e seu medo de perder os pais para as mãos cruéis da SS. Até mesmo a paixão de Luka fica um pouquinho mais crível.

Na mesma semana em que li Sangue por Sangue, acabei fazendo umas leituras aleatórias sobre a vida de Hitler e assisti o filme Bastardos Inglórios (bem atrasada, eu sei); foi incrível reconhecer tantos nomes e acontecimentos! Rever personagens da história como Joseph Goebbels e Himmel e encarar uma releitura da Operação Valquíria, dentre muitos outros fatos que incorporaram a ficção deste livro, mostram como a autora se esforçou ao criar essa estória. Uma pena eu não ter identificado isso no livro anterior - talvez até por não ter muito conhecimento sobre o assunto (erro meu) -, teria feito grande diferença. 


O final é, no mínimo, marcante. Um pouco decepcionante, até. Nas paginas finais, fiquei procurando as lacunas que deveriam ser preenchidas no próximo volume, quem sabe até sinais de que aquele não fosse mesmo o final... Demorei um pouco pra perceber que não haveria outro final, não haveria mais livros, não é uma trilogia como eu (sei lá o porquê) havia imaginado. Fiquei impactada real quando a ficha caiu, haha. Hoje a deprê já passou um pouco e posso até dizer que o livro, finalizando uma história de amor e guerra (literalmente), foi bom. Mas podia ser melhor, é isso é algo que eu nunca vou me conformar.

28.12.17

{Lançamentos} Dezembro: Editora Sextante


A Editora Sextante resolveu romper as tradições! Está com o lançamento da biografia do famoso e hilário Didi!





Sinopse: Quem é esse homem batizado Antonio Renato Aragão? Quem é esse artista que há cinco décadas, no cinema e na TV, faz gerações e gerações de brasileiros sorrirem? E o que faz Renato Aragão, aos 82 anos, acreditar que “ainda há muito a fazer”?

Em um dos textos de apresentação de Renato Aragão: Do Ceará para o coração do Brasil, o próprio artista toma a palavra e se dirige ao leitor para dizer: “Este livro é uma forma de saciar a curiosidade que as pessoas... possam ter sobre o percurso que venho fazendo... Bom, esta é uma viagem para dentro de mim. Uma viagem feita de saudades, memória e muita gratidão.”

Rodrigo Fonseca, roteirista e crítico de cinema, é quem nos conduz ao longo desta grande e bela viagem pela vida e alma de Renato Aragão. Baseado nas memórias do artista e em meticulosa pesquisa, o autor nos conta a trajetória de Aragão desde o nascimento em Sobral, no Ceará, em 1935, até o momento em que o criador do Didi assiste ao lançamento da nova geração de Os Trapalhões, em 2017.

Ricamente ilustrado, o livro conta ainda com uma seção de depoimentos de diversas personalidades, tais como: Caetano Veloso, Fernanda Montenegro, Maria Bethânia, Dedé Santana, Cacá Diegues, Daniel Filho, José Padilha, entre tantos outros.

O livro é lançado pelo selo Estação Brasil!

{Resenha} Relatos de um Gato Viajante




Título Original: Tabineko Ripoto
Autora: Hiro Arikawa
Editora: Alfaguara
Sinopse: O gato Nana está viajando pelo Japão. Ele não sabe muito bem para onde está indo ou por que, mas ele está sentado no banco da van prata de Satoru, seu dono. Lado a lado, eles cruzam o país para visitar velhos amigos. O fazendeiro durão que acredita que gatos só servem para caçar ratos, o simpático casal dono de uma pousada que aceita animais, e o marido abandonado pela esposa que ama animais.
Mas qual é o motivo dessa viagem? E por que todos estão tão interessados em Nana e Satoru? Ninguém sabe muito bem o que está acontecendo e Satoru não diz nada, mas quando Nana descobrir o motivo da viagem, seu pequeno coração passará por uma das mais difíceis provas de suas sete vidas.
Narrado em vozes alternadas, esse romance emocionante e divertido nos mostra um jovem de grande coração e um narrador-gato muito esperto, numa amizade que desafia as fronteiras de um país e da própria vida.
“Eu sou um gato, ainda não tenho nome”
Não sei bem como começar essa resenha, na verdade nunca sei como começar as resenhas (risos). Mas vejamos...
“Memórias de um Gato Viajante” definitivamente entrou na minha lista de favoritos. É um livro calmo, fácil de ler, suas poucas páginas transporta o leitor para a visão das personagens.

A narração é mista,  sempre que estamos na visão de Nana, o gato, é em primeira pessoa, quando observamos pela visão de seu dono Satoru, ou de qualquer outro humano, é em terceira pessoa.

A história de Satoru e Nana é emocionante. Nana nos conta, no início, como conheceu Satoru e um pouco dos anos que viveu com ele. Mas tudo realmente começa quando um dia, Satoru pede desculpas a Nana por ter que deixa-lo, após cinco anos convivendo juntos, um imprevisto acontece e é preciso encontrar um novo lar para Nana.

Então conhecemos todos os amigos de Satoru que se disponibilizaram a cuidar de Nana. Cada nova casa um encontramos novo drama familiar, e Nana aproveita desses dramas para achar meios de não poder ficar, seja ignorando o novo dono ou inventando brigas com os outros animais de estimação, ele não quer, de maneira alguma, deixar o lado de seu precioso dono.

No decorrer da história, conhecemos todo o passado triste de Satoru, o motivo de ter que se mudar tanto quando criança, os vários amigos que teve que se separar, seu primeiro querido gato, Hachi, que veio antes de Nana. Tudo isso, pela visão e comentários de Nana.

É interessante tentarmos ver as coisas pelos olhos de um gato, com seu ar superior e seu jeito de expressar carinho.
“[...] Para nós, gatos, todas as coisas deste vasto mundo em que é possível subir são consideradas vias públicas de acesso livre [...] e se você se distrai e deixa uma pegada? Eles surtam, te botam para correr”
O livro todo estava indignada por Satoru estar querendo se livrar de Nana, mas a explicação vem em uma página, através do comentário de um determinado gato que Nana encontra em uma balsa, no compartimento destinado a animais de estimação. E partir disso, tudo começa a fazer sentido e ficar mais e mais triste e mais e mais cresce o desespero de Nana e Satoru para ficarem juntos.

A viagem deles é curta e longa, passam pelo mar, campos de flores e capim que parecem mar, veem arco-iris e veados passeando, a cada nova visita, o vínculo aumenta entre esses dois companheiros.

É realmente muito prazeroso acompanhar esses dois, todo o momento de leitura me passa um sentimento que conheci através de uma entrevista do Hayao Miyazaki, “Ma”, que é aquela cena em todos os filmes em que tudo para, não há dialogo, mostra apenas o cenário calmo ao redor dos personagens, uma sensação de prazer e calma. Todos os livros de autores japoneses que já li passam esse sentimento, e por isso são tão bons de se ler.
"As vezes é preciso fazer uma longa viagem para descobrir aquilo que está perto de você"

27.12.17

{Resenha} A Conquista: Amores Improvavéis #3



Titulo: A Conquista
Autor: Elle Kennedy
Editora: Paralela
Nº de Páginas: 336
Sinopse: De todos os jogadores de hóquei da Universidade de Briar, John Tucker se destaca por ser o mais sensato, gentil e amável. Diferente de seus amigos mulherengos, ele sonha com uma vida tranquila: esposa, filhos e, quem sabe, um negócio próprio. Mas nem mesmo o cara mais calmo do mundo estaria preparado para o turbilhão que ele está prestes a enfrentar. Sabrina James é a pessoa mais ambiciosa, dedicada e batalhadora do campus. Seu jeito sério e objetivo é interpretado por muitos como frieza, mas ela não está nem aí para sua fama de antipática. Tudo o que ela quer é passar em Harvard, tirar ótimas notas e conquistar a tão sonhada carreira como advogada. Só assim ela conseguirá escapar de seu passado difícil. Um acontecimento inesperado vai colocar a vida desses jovens de cabeça para baixo. Juntos, eles aprenderão que a vida é cheia de surpresas - e que o amor é a maior conquista de todas.

Tucker é aquele carinha que literalmente toda sogra sonha em ter como genro,amigo,companheiro (para todas as horas),amável,carinhoso,prestativo,calmo e paciente muito paciente..se eu for enumerar aqui todas as qualidades nem termino essa resenha.. XD..

Sabrina é totalmente o oposto de algumas qualidades de Tucker e muito mas muito determinada e focada no que ela quer pro resto da vida,filha de mãe ausente que a abandonou ainda quando criança,mora com a avó que também não é lá grande coisa como exemplo mas que cuidou de Sabrina quando a mãe foi embora e seu padrasto nojento,que vive do seguro desemprego se vendo numa situação com uma família deplorável. Diante disso Sabrina James luta e corre atrás pra ter uma boa educação e ser uma grande advogada de sucesso e para isso ela descarta o amor na sua vida..até que em uma noite de comemoração tudo isso muda..

Apesar de sentir algo por Tucker,Sabrina tenta relutar ao máximo que pode pois seu único objetivo de vida é entrar para Harvard,mas com seu jeitinho maroto,Tuck começa aos poucos a quebrar essa barreira que Sabrina criou ao seu redor com muita paciência e amor. Coisas inesperadas acontecem com eles que no inicio é um baque principalmente pra ela mas que mais uma vez eles conseguem superar e seguir em frente,contando sempre com a ajuda dos amigos.

O que falar desse livro??!! De todos o meu preferido sem sombra de dúvidas,Tucker é um amorzinho daquele tipo que vc se pega suspirando e entrando em depressão por saber que não existe ninguém como ele nesse mundo de meu Deus...hahahahaha... E que diante de todas as adversidades e barreiras que eles enfrentaram o destino da uma guinada na vida deles assim num piscar de olhos..seria tão bom se fosse fácil desse jeito...Só digo uma coisa essa autora precisa escrever mais um livrinho..Fritz merece....

Leitura mais que recomendada!!!!

26.12.17

{O menino que vê filmes} Clube da Luta


 
Direção: David Fincher 
Elenco: Brad Pitt, Edward Norton, Helena Bonham Carter, Jared Leto, Meat Loaf 
ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER! Se você ainda não assistiu ao filme em questão, prossiga por sua conta e risco. 
Sinopse: Um homem deprimido que sofre de insônia conhece um estranho vendedor chamado Tyler Durden e se vê morando em uma casa suja depois que seu perfeito apartamento é destruído. A dupla forma um clube com regras rígidas onde homens lutam. A parceria perfeita é comprometida quando uma mulher, Marla, atrai a atenção de Tyler. 

Oi, gente! Bem vindos à última resenha de 2017 d'O Menino Que Vê Filmes! Pra fechar com chave de ouro, escolhi um dos clássicos do cinema moderno! Um filme que ocupa lugar de destaque na minha coleção e que já foi (e ainda é) motivo de grandes debates na internet Sim, eu estou falando de 


CLUBE DA LUTA (Fight Club, USA, 1999). Mas por que esse filme é tão cultuado? O que há de tão especial nele que leva os fãs a reassistir inúmeras vezes e sempre se surpreender? É um pouco difícil (e arriscado) explicar, já que o CLUBE tem regras rígidas e a primeira delas é não falar sobre o clube da luta. E a segunda também, por sinal. Mas hoje o menino aqui vai quebrar essas regras pra tentar trazer luz a esse clássico! Vai encarar? 

TYLER, MARLA E O NARRADOR 

A estória tem como ponto central o narrador, interpretado por Edward Norton, que sofre de insônia e, à medida em que seu médico recusa-se a prescrever medicações, ele começa a frequentar grupos de apoio a pacientes de câncer testicular, como forma de tentar curar o próprio sofrimento observando o sofrimento alheio.

 

Porém, o narrador começa a se viciar de tal maneira nos grupos de apoio que se começa a fingir que também é doente. Isso traz um certo conforto a ele, pelo menos até surgir uma outra impostora: Marla Singer (Helena Bonham Carter). Os dois se desentendem e concordam em não frequentar os mesmos grupos, já que ambos representam, um para o outro, fraudes.

 

Durante uma viagem de negócios, o narrador conhece um vendedor de sabonetes chamado Tyler Durden, Tyler revela ao narrador que, além de fabricar sabonetes de origem duvidosa, ele se ocupa de pequenos atos de terrorismo, como infiltrar-se em buffets para urinar na comida ou emendar fragmentos de filmes adultos em rolos de filmes infantis.
 
Após essa viagem, o narrador volta para casa e encontra seu apartamento destruído por uma explosão, o que o leva a abrigar-se com seu novo “amigo”, Tyler. Ambos vivem numa casa abandonada e começam um clube chamado CLUBE DA LUTA. O clube consiste em reunir homens em locais secretos para lutas corporais como forma de libertação espiritual. O clube ganha cada vez mais adeptos e começa a se espalhar pelo país, logo evoluindo para algo maior: O Projeto Caos. Paralelamente, Tyler se envolve com Marla, o que, de certa forma, interfere na sua parceria com o narrador. A este ponto, os membros do Clube da Luta tornaram-se soldados do Projeto Caos. Suas ações começam a se tornar cada vez mais perigosas, indo desde assaltos a atentados terroristas. Todos os membros agora vivem na casa abandonada e, conforme as coisas saem do controle, o narrador procura Tyler, que parece ter sumido. Quando Tyler retorna, ele e o narrador deverão se confrontar. Esse é o ponto chave de todo o enredo. 

NARRATIVA INOVADORA 

Em momentos decisivos da trama, em especial quando a figura do narrador é colocada em evidência, a figura de Tyler pode ser vista em um frame (mesma técnica usada por Tyler para inserir elementos pornográficos em filmes infantis), o que dá a entender que o narrador e Tyler, na verdade, são a mesma pessoa. Esse recurso utilizado pelo diretor foi algo estrondoso na época. Depois do lançamento do filme, vários concursos foram realizados no sentido de desafiar os fãs a descobrirem quantas vezes Tyler podia ser visto sem estar, efetivamente, em cena. 

 

POLÊMICA NO BRASIL 

A exemplo de MATRIX, o CLUBE DA LUTA gerou discussão no Brasil quando de seu lançamento pois, no momento da exibição do filme num shopping center em São Paulo, Mateus da Costa Moreira disparou uma metralhadora 9mm contra a platéia. O fato trouxe à tona os questionamentos sobre os limites da arte, já que a carga de violência observada em CLUBE DA LUTA é, por vezes exagerada. Porém, a discussão logo perdeu fôlego. Descobriu-se que o atirador planejava há meses o atentado e o filme nada teve a ver com seu plano. Tratava-se única e exclusivamente de um jovem perturbado levando ao extremo o seu desequilíbrio mental. 

O LIVRO O CLUBE DA LUTA é uma adaptação para o cinema do livro homônimo do escritor norte-americano Chuck Palahniuk. Palahniuk envolveu-se, certa vez, em uma briga durante um acampamento. Apesar de ter retornado ao trabalho machucado e inchado, seus colegas de trabalho evitaram perguntar-lhe o que havia acontecido durante a viagem. Tal fato inspirou Chuck a escrever o Clube da Luta. 

CONCLUSÃO 

Com esse clássico do cinema moderno encerramos esse ano de 2017. Deixo mais uma vez meus agradecimentos às MENINAS QUE LÊEM LIVROS pela oportunidade de estar por aqui mais um ano fazendo o que gosto, ou seja, dividindo com vocês leitores minhas impressões sobre os mais diversos filmes. 

No mais, um bom natal e um feliz ano novo! Até a próxima, gente!


{Resenha} O Gatola da Cartola


Título Original: The cat in the hat
Autor: Dr. Seuss
Editora: Companhia das Letrinhas
Sinopse: Um menino e uma menina estão chateados porque chove lá fora e não há nada para fazer em casa. Até que de repente, sem mais nem menos, surge na casa deles o Gatola da Cartola, um bicho esquisito e pra lá de divertido, capaz de imaginar as brincadeiras mais inusitadas. Com a ajuda do Coisa Um e Coisa Dois, dois amigos muito esquisitos, o Gatola vai fazer a maior bagunça na casa das crianças — e transformar esse dia chuvoso em uma grande aventura… Escrito em versos rimados, O Gatola da Cartola é um clássico da literatura infantil, conhecido em todo mundo e um grande best-seller nos Estados Unidos, onde o livro é também lido nas escolas e usado como apoio na fase de alfabetização das crianças.


Assisti a adaptação cinematográfica dessa história assim que lançou, há anos atrás e não gostei muito. Aí depois assisti ao Lorax e quis então conhecer os livros desse autor tão peculiar, as histórias que deram origem a personagens tão encantadores!

Acabei optando pelo Gatola da Cartola não sei por que, para começar! Huahuahuha!

A história nos apresenta dois irmãos: o narrador e Sally. Eles precisam ficar em casa, pois a mãe saiu para o trabalho e está chovendo lá fora, não podem sair para brincar: o dia será tedioso.


Maaaas... Não com o Gatola da Cartola por perto! Ele chega do nada na casa das crianças, que não querem que ele fique ali: sua mãe não gosta de estranhos dentro da casa! E então a luta para mandar o gato embora começa, uma vez que ele não quer ir embora, que brincar e mostrar o monte de coisas que sabe fazer para os dois!

E ainda chama Coisa 1 e Coisa 2 para ajudar na bagunça toda, deixando as duas crianças desesperadas para colocar a casa em ordem antes da mãe voltar. O peixinho dourado da família faz o papel de superego das crianças, dizendo que aquilo não pode, o que não está certo. E no final, ele está certo, huahuha!

As rimas são muito boas, qualquer criança adoraria ouví-las! Os desenhos são muito bonitos e com os traços encantadores de Dr. Seuss. Essa edição da Companhia das Letrinhas ainda vem com o texto em inglês, algumas curiosidades sobre o autor que eu nunca iria descobrir se não fosse pelo livro e também um pouco sobre o autor.

É sempre uma agradável lição que as crianças podem absorver e eu vou mais longe: também os adultos! Muitas pessoas precisam ler Dr. Seuss para melhorarem seu comportamento por aí, viu.


Para além do filme, também há uma animação de duas temporadas que totalizam 40 episódios. Acredito que não foi trago para o Brasil, o que é uma pena. Ensina ciência de forma divertida com o Gatola da Cartola!



Se você tem filhos, leia esse livro para ele, bem como outros do Dr. Seuss! São lições valorosas para sua família!

25.12.17

{Resenha} Borboleta Negra - Apple White # 1


Oie amores. 
C-H-E-G-U-E-I!


Trago para vocês um dos livros mais lindos e tocantes que li esse ano. 💗
A pessoa aqui está com o coração quentinho e cheio de amor por Edrick e Ashley. 💗
Sem mais delongas, confere aí a resenha.


*livro cedido pela editora

Sinopse:

Inglaterra, 1870.

Na tarde nublada, sir Edrick Bradley, segundo barão de Westling, sente-se atraído por uma misteriosa jovem. Intrigado, segue-a até que esta entre no hotel da vila. Sem entender sua curiosidade, o barão a espera para que possa abordá-la, apresentar-se.
Ao fazê-lo, qual não é a surpresa ao ser prontamente esnobado. Com seu ego abalado, sir Edrick não consegue partir e se dispõe a descobrir o que ocorre com tão bela jovem para rechaçá-lo sem razão. 
Por sua vez, Ashley Walker abomina o indesejado encontro. Por anos morava na vila vizinha e agradecia o fato de jamais ter cruzado o caminho do nobre cavalheiro. Após as despedidas Ashley queria somente voltar para Wisbury e esquecer que vira o novo barão. 
Entretanto, afastar-se não seria fácil. E com a convivência viria a compreensão de que nem todos os senhores eram maus, nem todos os homens eram violentos, egoístas ou aproveitadores. Ante tal descoberta e incapaz de conter os avanços de sir Edrick, a sólida muralha protetiva que Ashley ergueu ao seu redor começaria a ruir. Algo que não poderia acontecer jamais, pois ela era a borboleta negra e, por mais que desejasse experimentar o amor, não servia sequer para ser amante do barão.



Resenha

Livro maravilhoso!
Estória maravilhosa com diálogos que nos transportam ao século dezenove. Cerimoniosos, cheios de mesuras e salamaleques.
É uma estória de amor, mas com desfechos nada humanizados. Onde um homem idoso abusa uma criança/adolescente, a avó joga a neta aos cães, sem sentir o que aconteceu ou ao menos perguntar como aconteceu, para poder culpar a que de direito.

Quem se deu mal foi Ashley Walker, o barão ficou na dele, ninguém toma conhecimento e os que tomam ignoram e a “criatura” de quinze anos é expulsa, está machucada no corpo e na alma, isso em pleno 1870. Sem rumo, sem ninguém à deriva e entregue à própria sorte ou desdita.
Mas Ashley é aquela pessoa que verga mais não quebra, é equilibrada, tenaz e resolve “trabalhar” naquilo que sobrou para ela e tira proveito disso.
É isso ou morrer de fome, ou perder o resto de dignidade que lhe sobrou.


E dentro do seu inferno particular, surge um anjo que direciona a sua vida.
E ela aproveita esta gota de incentivo e a transforma num oceano de possibilidades para outras pessoas tão marcadas quanto ela.
E o destino, a sorte, a revanche, o que seja, resolve interferir em uma situação já acomodada, estabelecida, através de uma chuva, uma carona de coche e aquilo estabelecido, fica frágil, não aguenta e vem à tona com a violência das revelações.

O amor, a fragilidade, o calcanhar de Aquiles de Ashley é o Edrick Bradley, segundo barão de Westling. Ser rejeitado pela primeira vez mesmo se apresentando como barão, não encanta nem fascina Ashley. Isso o intriga e o faz arquitetar vários planos para tê-la.
Lindo, amoroso, impiedoso, que quebra todos os “lacres”, junto às regras da aristocracia da época e se envolve com ela.
Ashley esconde todo o seu passado e seu presente, ainda que ele pergunte. Mas isso será pra sempre?
Ele vai se contentar com informações pela metade? Ashley sabe que Edrick não vai “digerir” o seu passado.


Como reagirá quando ela fugir dele sem nenhuma explicação?
Que atitude Edrick tomará quando descobrir o maior segredo de sua amada?
Ai meu Deus! Sem nenhuma paciência para esperar o segundo volume, mas o que fazer?
Isso é a sina de quem lê séries. Super recomendo!
Foi uma estória surpreendente, fascinante e cenas de tirar o fôlego, tantas outras que nos fazem suspirar e sorrir feito bobas.
Com colocações e linguagem de época foi o que deixou tudo ainda mais incrível.
Drama rondando o casal, nos trazendo pra algo tão “comum” hoje em dia como o abuso sexual, que mesmo na época em que se passava o livro (1870) já era vitimado o agressor e não a vitima que viveu o abuso e tem que lidar com as lembranças pro resto da vida. Edrick me deixou apaixonada e ele foi à luz que Ashley precisava para ver que o amor também poderia ser vivido por ela.
Não tenho palavras negativas sobre a estória, só elogios.


A autora começou a escrever Borboleta Negra em 2013, daí dividiu em dois volumes com capas lindas e totalmente a ver com o estilo da estória.
Nada melhor do que a combinação de romance histórico e de época. Duas junções que são totalmente perfeitas. Só amo!


Por hoje é só amores.
Vou indo. Tchau!


Título: Borboleta Negra - Apple White # 1
Autor (a): Halice FRS
Editora: Ler Editorial
Número de Páginas: 452