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5.1.18

{Resenha} Fraude Legítima



Título Original: Genuine Fraude
Autor: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Sinopse: Jule West Williams é uma garota capaz de se adaptar a qualquer lugar ou situação. Imogen Sokoloff é uma herdeira milionária fugindo de suas responsabilidades. Além do fato de serem órfãs, as duas garotas têm pouco em comum, mas isso não as impede de desenvolver uma amizade intensa quando se reencontram anos depois de terem se conhecido no colégio. Elas passam os dias em meio a luxo e privilégios, até que uma série de eventos estranhos começa a tomar curso, culminando no trágico suicídio de Imogen e forçando Jule a descobrir como viver sem sua melhor amiga. Mas, talvez, as histórias das duas garotas tenham se unido de maneira inexorável — e seja tarde demais para voltar atrás.
“Essa é a história de origem de Jule West Williams. Quando estava vivendo no Playa Grande, ela diria que esta era a história favorita sobre a sua vida.”
Pela sinopse eu imaginava uma coisa completamente diferente, e foi tudo mais diferente ainda do que eu imaginei. “Fraude Legítima” me surpreendeu de uma forma que poucos livros conseguiram até agora.

O livro é narrado de uma maneira bem peculiar e um pouco confuso, pois o primeiro capítulo é na verdade o penúltimo, e segue assim, em ordem decrescente até que volta novamente ao primeiro e enfim o último capítulo. Confuso, não? Mas isso que me prendeu nessa história.

Acompanhamos a vida de Jule West Williams e seu amor por super-heróis, devido a seu passado, ela quer se considerar uma heroína poderosa. Mas como os capítulos são fora de ordem, demora um pouco para começarmos a entender essa protagonista. Seus pais morreram quando era muito jovem, acabou sendo adotada por sua tia, e passou a vida sempre se mudando por conta do emprego da tia.
“Ela sabia que mulheres raramente eram o centro desse tipo de história. Não passavam de um refresco para os olhos, companheiras, vítimas ou interesses amores. Em geral, existam para ajudar o grandioso herói branco e heterossexual em sua jornada épica e muito foda. Quando havia uma heroína, ela era muito magra, usava quase nenhuma roupa e tinha dentes perfeitos.Jule sabia que não não parecia com aquelas mulheres. Nunca ia parecer. Mas ela era tudo o que aqueles heróis eram - e, em certos aspectos, mais ainda.”
Conhecemos também a melhor amiga de Jule, Imogen Sokoloff, uma órfã que foi adotada por um casal polonês, que acabou a mimando demais. Imogen é o tipo de pessoa que cativa a todos, mas quer sempre se sentir a superior, então, um dia ela esta levando café ou sua bebida favorita, no outro ela te abandona pois se cansou de você.

Jule admira Imogen, ainda mais por terem em comum o fato de serem ambas órfãs, a obsessão da protagonista pela amiga é visível de certa forma, mas não posso aprofundar demais.

É muito complicado falar desse livro sem querer soltar alguns spoilers (risos). Com o passar dos capítulos já fica bem claro o que está acontecendo, mesmo antes de chegar ao final, mas a autora conseguiu fazer o desfecho ir além do imaginável (risos)

Tudo tem um ar enorme de delírio, não é fácil saber o que é real e o que é falso, isso cobra demais a atenção do leitor e instiga a curiosidade.

Em certo ponto chega a ser desesperador, não tinha certeza se estava entendendo corretamente o que estava acontecendo, então, quem puder, conforme for lendo vá conversando com alguém sobre, assim podem se ajudar a entender (risos).

4.1.18

{Resenha} A Pedra Pagã - A Sina dos Sete # 3


Oi gente. C-H-E-G-U-E-I!


A pessoa está sim dando chilique, porque esse é o último livro dessa trilogia maravilhosa. Não estou sabendo lidar! 😢
Simplesmente Nora não decepciona, a cada livro que leio dela fico ainda mais fã. 💗
Confere aí a resenha!

*livro cedido pela editora

Sinopse:

“Partilhando visões de morte e fogo, os irmãos de sangue Cal, Fox e Gage, e as mulheres ligadas a eles pelo destino, Quinn, Layla e Cybil, não podem ignorar o fato de que o demônio está mais forte do que nunca e que a batalha final pela cidade de Hawkins Hollow está a poucos meses de acontecer.

A boa notícia é que eles conseguiram a arma necessária para deter o inimigo ao unir os três pedaços de jaspe-sanguíneo. A má notícia é que ainda não sabem como usá-la e o tempo está se esgotando.

Compartilhando o dom de ver o futuro, Cybil e Gage podem descobrir a resposta para esse enigma se trabalharem juntos. Só que, além de não terem nada em comum, os dois se recusam a ceder aos próprios sentimentos. Um jogador profissional como Gage sabe que se entregar a uma mulher como Cybil – com a inteligência, a força e a beleza devastadora dela – pode ser uma aposta muito alta. E qualquer erro de estratégia pode significar a diferença entre o apocalipse e o fim do pesadelo para Hawkins Hollow.

Em A Pedra Pagã, Nora Roberts encerra a emocionante trilogia A Sina do Sete, uma história sobre família, amor e amizade que consegue arrancar arrepios e suspiros de seus leitores.”

Resenha 


A Pedra Pagã é o livro final da incrível e maravilhosa Trilogia A Sina dos Sete, de uma das melhores autoras que esse mundo já teve a honra de conhecer!
Uma autora que sabe do que é capaz e nos presenteia sempre com suas estórias marcantes e inesquecíveis.

Em pleno século XXI, no México, Gage, jogador profissional e voltando para casa, e caminhando pela praia, lembrava-se de coisas do pacto com seus dois melhores amigos e irmãos de sangue Fox e Caleb.
Lembranças amargas atrelada ao que passou quando criança nas mãos do pai, do que aconteceu ao sangue misturado e derramado no chão da clareira, que foi o começo do inferno na vida dos três amigos e também de Hawkins Hollow.
Lembra também ainda estarrecido, depois que tudo “aquilo” passou, um terço de uma pedra de Jaspe Sanguíneo se encontrava na mão de três crianças jovens de dez anos, que participaram de um pacto inocente e sem nenhuma pretensão. Eles só queriam ser irmãos de sangue.
Mas aquele ato inocente para os três se transformou em algo poderosamente maléfico, diabólico, que se repetia durante sete dias, de sete em sete anos arrasando a cidade e as pessoas de Hawkins Hollow.
E por onde Gage estivesse, ao completar sete anos, ele regressava a cidade e se juntava aos seus amigos para se preparar para combater mais uma vez o mal que assolaria a cidade por sete dias infernais.


Já era maio, Gage acordou de um pesadelo horrível de sangue e fogo e se prepara para o fatídico mês de Julho, que seria tal qual seu sonho tenebroso lhe mostrara.
Mas dessa vez, além de Caleb e Fox, contavam com Quinn, Layla e Cybil, que lutariam juntos contra as forças do mal.
Caleb e Quinn estavam noivos e Fox namorava Layla. Os seis eram sensitivos, viam o passado, previam o futuro e eram parceiros/amigos, ajudando a cidade nos sete dias funestos que se aproximavam.
Combatendo a ação demoníaca e desta ultima vez, enfrentando-o para exterminá-lo, os seis amigos não pouparão esforços para que ele deixe Hollow em paz para sempre.

Sabem que será uma luta desigual, covarde, mas estão contando com suas previsões e com o Jaspe Sanguíneo (é um talismã, uma pedra que lhe dão força).
Os seis casais amigos sentem que o demônio fica a cada vez mais forte a cada aparição desastrosa. Eles ainda trabalham com conjecturas, pesquisas e as experiências de outras vindas do demônio a cidade.


Nesta ultima aparição, o demônio tem feito “visitas” se é que assombrar, intimidar, pode se chamar assim, demonstrando a sua força maléfica.
A junção de visões que Gage e Cybil compartilham (os dois previam o futuro) poderá ser a resposta para os problemas, e sem saber como fazer uso da pedra, o que dificultava ainda mais.
Apesar do romance que pairava no ar entre os dois, a tensão e o demônio não dava trégua, aparecia e destilava seu poder de formas impactantes.
Como eles farão para neutralizar de vez a ação destrutiva do demônio?
Como funcionará o Jaspe Sanguíneo? Protegendo a quem? A eles? A cidade?

Esse livro é altamente criativo, pois Nora domina o assunto que aborda a trilogia (mistério, terror), escreve com segurança e com riqueza de detalhes.
Não conseguia ler o livro a noite, pois esse envolve e fala mais do terror que os seis amigos passam até que chegue o momento de agir e acabar com tudo.
É o livro da trilogia que menos se tem cenas amorzinho, apesar de ter três casais enamorados, e Gage e Cybil com todas as tendências a “engrenar” um romance, não me decepcionou em momento algum. Ao contrário... me deixou fissurada a leitura inteira! Não poderia ser diferente.
Nora é muitíssima forte nos mistérios, nos fatos, simplesmente formidável.
Recomendo a trilogia pra quem curte um bom suspense, mistério na medida certa e aquele terror básico que arrepia até os pelinhos da nuca rs.


Termino essa trilogia com o coração apertado, já cheia de saudades de Caleb, Quinn, Fox, Layla, Gage e Cybil que me fizeram amar e adorar ainda mais as estórias de Nora Roberts, a maquina viva de fazer estórias surpreendentes e que marcam o leitor de muitas formas, e sem esperar ou imaginar como o livro terminaria.
Simplesmente muito amor por esses casais e pela trilogia.
Por hoje é só amores. Até a próxima. Tchaaau!


Título: A Pedra Pagã - A Sina dos Sete # 3
Autor (a): Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 272

3.1.18

{2017} Leituras de 2017


Oie amores. C-H-E-G-U-E-I!


E trouxe o melhor post do ano! 💗
Estava ansiosa pra mostrar a vocês as minhas leituras, confesso.
Durante todo o ano vim anotando (tenho um caderno só pra isso) tudo que li, tanto livro físico quanto ebook.
Esse ano foram muitos livros, superou muito o total do ano passado.
Confere aí negrada!



TOTAL: 45 livros físicos lidos.





 Ebooks ultrapassou muito o do ano passado. Apesar de não curtir muito, li bastante durante os intervalos das aulas, quando esquecia o livro em casa... enfim, muuuitos livros maravilhosos.

TOTAL: 157 ebooks.


E aí? Leram alguns dos que citei? Muitas leituras esse ano que passou, pretendo ultrapassar o número de leituras esse ano, seja ebooks ou físico.
Por hoje é só amores. Até a próxima! Tchau!


{Resenha} A corte de luz

Título Original: The Glittering Court
Série: The Glittering Court #1
Autora: Richelle Mead
Editora: Outro Planeta
Sinopse: Elizabeth, condessa de Rothford, foi condenada a um casamento arranjado com um rico – e entediante – comerciante de cevada. Pra fugir desse destino, a garota assume a identidade de uma de suas criadas e foge em uma carruagem em direção à floresta de Adoria.
Lá, Elizabeth, que agora atende por Adelaide, é acolhida na Corte de Luz, uma espécie de internato que capacita jovens de baixa renda e as transforma em verdadeiras damas da sociedade. A condessa disfarçada de serviçal sai-se muito bem nas atividades da escola e, em pouco tempo, chama a atenção de Cedric, o filho do dono do lugar. Uma poderosa atração nasce entre Cedric e a misteriosa Adelaide, colocando não só o disfarce da garota em risco, mas também um grande segredo que o rapaz procura esconder a todo custo.
“- Você acha que é a primeira garota a ter um casamento arranjado? Acha que é a primeira a se ressentir disso? A literatura e a música estão repletas de contos de pobres donzelas presas em tais circunstâncias que escapam para um futuro glorioso. Mas são apenas histórias. A realidade é que a maioria das garotas na sua situação... se conforma. Não há mais nada que você possa fazer. Não há nenhum outro lugar para onde possa ir. É o preço que pagamos por este mundo que vivemos.”
Primeiro de tudo, tomem um tempo para absorver a beleza dessa capa. Percebam que, na verdade, a moça na capa é a menina crescida de A Orfã (aqueeeeele filme com aqueeeela menininha nem tão menina...). Huauhuahuha desculpem, desculpem! Mas tá, a capa é de fato o que primeiro me chamou a atenção nesse livro – e o título. Para mim, seria mais um livro de fantasia bem legal para entrar no meu currículo de livros de fantasia. Sim, eu escolho pela capa. Não, eu tinha lido a sinopse só meio por cima, então nem prestei muita atenção pois já queria lê-lo.

E olha, para mim foi uma agradável surpresa. Havia lido alguns comentários negativos depois de já o ter solicitado para a editora, então fiquei meio ressabiada. Dei início a leitura com cautela e logo já estava “devorando” o livro, capítulo a capítulo! Minha precaução havia sido à toa.

Elizabeth é uma condessa falida. Seus pais gastaram toda sua fortuna antes de morrerem e sua avó desejava que elas vivessem com a glória que sempre haviam vivido. E, por isso, estava praticamente a vendendo para os velhos ricos da alta sociedade. Os novos não eram o suficiente, por mais que Elizabeth conhecesse alguns que ela toleraria passar sua vida com. Sua avó cuidaria de tudo... Até Elizabeth ver o pretendente que sua avó queria lhe arranjar: um primo distante, fazendeiro... Seu meio de sobrevivência é o plantio da cevada e ele a come em todas as formas possíveis. Sua mãe é alguém que você não gostaria de ter em seu círculo de amizades...

Mesmo sob seus protestos, sua avó aceita o pedido de casamento e Elizabeth parece se resignar, embora esteja pensando em formas de livrar-se daquele casamento. Sabe-se que, quando uma alma está desesperada, o universo conspira ao seu favor: uma de suas criadas é convidada a partir para uma nova colônia, ainda ligeiramente selvagem, para ser treinada na Corte de Luz.

Não entendi esse nome, huahuahuah... Foi dele que imaginei algo de fantasia, mas continuemos no triste fim de Elizabeth! – desculpe pelo trocadilho!

Munida de um novo nome, ela precisa se comportar como uma jovem serva que nunca tivera nenhum treinamento social. A Corte de Luz é uma organização que treina jovens de classe inferior para se parecerem damas da alta sociedade, capazes de manter boa conversação, controlar uma casa cheia de servos, servir jantares sociais... De modo que possam se casar com os lordes de Adoria.

Sua nova identidade é difícil de ser mantida. Precisa estar atenta a todo instante em não ser “boa” demais durante o treinamento para não ser descoberta. Ela conta com a ajuda de duas amigas: Tamsim é filha de lavadeira e não há ninguém mais feroz que ela: deseja à todo custo ser a melhor, estuda com afinco e sabe manipular o jogo que acaba se formando na escola de treinamento. Mira é alguém misteriosa, vem de terras distantes assoladas pela guerra e é tida, o tempo todo, como inferior. Não está interessada em se casar com um lorde, quer trabalhar para pagar seu preço à Corte de Luz.
“- O senhor Thorn fez tudo parecer muito encantador – respondeu.  – Mas eu me sinto um pouco como uma bugiganga sendo comprada e vendida.
- As mulheres sempre se sentem assim. – falei.”
Sim. A Corte de Luz é exatamente isso: comércio de noivas."
Adoria ainda é um continente selvagem, com poucos sinais de civilização. Imaginei mais ou menos o nosso mundo durante a época de colonização, onde as grandes navegações encontravam novas terras e pagavam pessoas para as descobrirem e a colonizarem. Ainda há selvagens e tribos em Adoria. E, em Osfrid (que é o país da Elizabeth) ainda tem toda aquela coisa de mundo retrógrado de 1700 em diante (ou até mesmo de antes): há uma religião somente aceita e, se você segue outra ou segue a mesma, mas de um jeito diferente, é preso e provavelmente condenado à forca. Pelo menos eles não usam a fogueira né...

Enfim, em Adoria isso é um pouco pior, pois as leis são mais ferrenhas. Elizabeth se encontra em meio a selvagens, adoradores “do demônio” e intrigas políticas, onde ser uma mulher não lhe dá nenhuma vantagem. Há figuras femininas de poder no livro, intrigantes, que a fazem pensar no lugar que as mulheres ocupam na sociedade. Como suas vidas eram apenas um jogo de poder nas relações sociais dos homens, como muitos apenas as desejam para subjugação... E se não podem tê-las, que sejam destruídas!

Cada minuto em Adoria é um minuto de luta para Elizabeth. Seja contra homens, seja contra mulheres que foram ensinadas a competir umas com as outras.

A Corte de Luz é o primeiro livro da autora com o qual tive contato, não sabia que era a autora de Academia de vampiros (o qual só conheço de nome). Gostei do modo lúdico com o qual ela nos faz refletir acerca de direitos, violência contra minorias, religião. São temas que precisam ser debatidos no Brasil e no mundo.
“-Muitas mulheres fazem afirmações assim. É algo fácil quando não há testemunhas. O homem diz uma coisa, a mulher, outra. – Então, percebi que eu havia errado ao pensar que meu título me daria uma vantagem. A vantagem, ali, era ser homem. As mulheres, fáceis de dispensar.”
É narrado em primeira pessoa pela perspectiva de Elizabeth. Embora tenha romance, durante um bom tempo ele não é o foco, mas sim as implicações dele e tudo que os rodeia durante o encantando arrebatador que se firma entre Cedric e Adelaide.

Embora tenha 400 páginas, o livro é incrivelmente leve!!! Não dói o braço de ficar segurando por muitas horas seguidas! A diagramação é simples, fonte de bom tamanho e folhas amareladas que fazem nossos olhos agradecerem!

Recomendo muito a leitura, estou ansiosa pelo livro 2! Imaginando o que ele abordaria, fiquei encantada em saber que é sobre Mira! Seu nome é Midnight Jewel e foi lançado no dia 27 de junho desse ano! Não encontrei quando lança aqui no Brasil =/
"Em A jóia da meia-noite, Richelle Mead vai além do brilho e do glamour de A Corte de Luz, mergulhando no obscuro, a política oculta de Cabo do Triunfo através dos olhos da única garota que se atreve a lutar por sua liberdade.
Como uma refugiada de guerra, Mira foi tirada de seu país e jogada em outro, onde as condições eram inóspitas. Numa reviravolta do destino, é dada a ela a chance de escapar mais uma vez e ela a aceita, se juntando a Corte de Luz.
Uma escola e um negócio, a Corte de luz é designada a transformar garotas da pobreza em ladies da alta sociedade, destinadas a poderosos e ricos casamentos no Novo Mundo. Nele, Mira se encontra sujeita a perseguição, não apenas por suas companheiras da Corte de Luz, mas de seus pretendentes aos quais é esperado que ela dedique sua vida.
A cada dia, ela segue a proposta, aprende etiqueta e costumes que irão auxiliá-la em seu anonimato, até mesmo faz três amigas no processos, que são a dama de companhia Adelaide e a ambiciosa lavadeira Tamsin. Mas a noite, Mira cria um plano completamente diferente - um plano que, se descoberto, poderia levá-la a forca em Adoria.
A Jóia da Meia noite é a extraordinária estória d euma garota com poucas opções que corajosamente forja um novo caminho, encontrando amor, paixão, amizades para toda a vida e, talvez, até o caminho para a liberdade." (tradução livre da resenhista)
E aí, ansiosos pela leitura do livro? Eu sei que eu estou!!!

~Cedido em parceria com a editora Planeta de Livros Brasil~

2.1.18

{2017} Here's to us!


E aí pessoas? Como foi o final de 2017 para vocês?

O meu foi bom. Passei assistindo dorama na Netflix pois marido estava trabalhando então preferi proteger os dogs dos fogos de artifício barulhentos. Não entendo como as pessoas conseguem deixar seus bichinhos sozinhos ou mesmo uma porta/portão abrir para eles acabarem fugindo pelo pânico! Eu hein!

Enfim. Tirei esse final de ano meio que de descanso, embora estivesse pensando no que iria escrever. Ainda não queria escrever minhas despedidas do ano que passou antes dele passar de fato. Sacumé, superstições! E também não acho válido, um dia que seja ainda pode mudar muita coisa na vida de alguém. E ainda tive esperança de terminar a leitura de algum livro nos últimos dias de 2017, mas o período de vontade de descansar foi maior, huahuah! Passei com a leitura de Alys, da autora Priscila (xará!) Gonçalves.

Então. Fiquei pensando no que ia escrever sobre 2017. Vamos por partes, embora não tenha muita coisa, são as coisas que consigo pensar. Como sou servidora pública, fui transferida do trabalho no Centro Pop para o CREAS, no núcleo de Medidas Socioeducativas. A experiência é completamente diferente, é claro. Um trabalha com população em situação de rua, outro com adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas e tenho gostado bastante. Me faz pensar mais no que posso trabalhar com os jovens e suas famílias e talz.

Tivemos uma nova aquisição em nossa família também, o Dante! Embora eu tenha relutado muito, meu marido o trouxe para casa e foi amor a primeira vista. Extremamente arteiro, ama morder e faz as maiores peripécias aqui em casa, do tipo que você olha e pensa: “Como diabos você conseguiu fazer isso?” Geralmente acompanhado de um sentimento de desespero e admiração. Ele é muito carinhoso e ama dormir abraçado conosco. Ele come tudo o que vê pela frente: sua especialidade é destruir correia de chinelo. Mas não tem preferência, se você der qualquer coisa, qualquer coisa será destruída. Perdi essa semana uma calça de 120 reais porque ele ama comer fundilhos... Ou seja: nunca deixe nada que possa ser destruído no alcance dele.

Música... Ouvi muita coisa boa esse ano, não sei dizer o nome da maioria! Mas ouvi muito Hanson, uma vez que eles estão retornando com tudo! \o/ Não fui no show que fizeram no Brasil, infelizmente... Mas amei seu novo single, a batida é demais e a letra também!


Assisti a muita coisa, muita mesmo. Não contei a metade para vocês, infelizmente. Mas vi muito dorama, uns eu gostei mais: Secret Healer, Hello my twenties, Good Morning Call. Outras séries foram Stranger Things, The Travelers,Desventuras em série, Orange is the new black... Menção honrosa para The OA! Melhor série do ano, com certeza! Posso até falar m pouquinho dela no decorrer do ano, se desejarem. Ah, claro, também assisti Outlander! Filmes vi vários, mas nenhum me foi muito “oooh que phioda!” Meu último filme em 2017 foi It, a coisa. Gostei, gostei... Mas...

Livros... Cheguei perto da minha meta, 50 de 52... Embora o meu Skoob aponte 50, na minha cabeça eu queria 52! Analisando minhas estatísticas no Skoob (me segue lá!) preciso aumentar meu número de páginas lidas por dia para pelo menos 60. O mês que mais li foi em julho: 7 livros! Meu primeiro livro de 2017 foi Filho das Sombras, da Juliet Marilier e o último foi Nimona, de Noelle Stevenson! Farei um post de melhores do ano e as meninas também, irão ao ar no decorrer das primeiras semanas de janeiro, ok? Fiquem atentos!


Chegando ao blog, eu gostaria de agradecer imensamente a todos que nos visitam. Tivemos record de visualizações esse ano, o que em muito me deixa contente. Não são muitos os comentários, mas sei que estão lá, lendo nossas resenhas pois me procuram para conversar sobre as leituras ou pedir opiniões e eu amo isso! Tanto no nosso Instagram quanto na nossa página do Facebook ou no meu perfil pessoal, amo quando vejo esse interesse de vocês! É por isso que ainda me motivo a continuar resenhando... Isso e por gostar tanto de ler, obviamente.

Tivemos muitos parceiros, entre editoras e autores nacionais. Li muita coisa incrível, outras nem tanto (alguns eu fiquei com vontade de jogar pela janela, mas não o fiz pois sei que o escritor teve boas intenções e seria injusto de minha parte fazer isso com o trabalho dele). Também refleti muito sobre como eu gostaria de levar o blog agora neste ano... E percebi que comecei a ler muita coisa por conta das parcerias e os livros que eu comprei e queria ler foram se acumulando na estante, me dando a marca de vergonhosos... mais de 100 livros novos sem ler. Tenho livro comprado em 2015 que não consegui ler até hoje. Então decidi ter uma nova meta: não comprar mais livros! – sqn! Huhauhuah!
Conversei com as meninas do blog e acredito que elas também sentiram o mesmo... Então não vou mais ser a louca das parcerias, 2017 me ensinou uma valorosa lição e irie continuar com ela: não se apresse.



A vida nos dá tempo para tudo. Você precisa também de um dia para respirar, ouvir uma música, fazer um origami, olhar o céu. Notaram a lua que enorme ontem (dia 1) lá pelas 20hrs? Estava linda! Percebi que muita gente tem perdido as pequenas coisas nessa correia do nosso dia-a-dia... As crianças estão ficando perdidas como nunca antes, gerando adultos que são perdidos e que não conseguem fazer as coisas sozinhos. Ou querem que tudo seja do jeito deles, como era durante sua infância. Vou fazer este mês 32 anos e é mentira que não faço birra de vez em quando. Meus cabelos brancos estão começando a aparecer e penso: vou pintar o cabelo... Mas aí olho no espelho e gosto do que está lá (na maioria das vezes, pelo menos) e penso também que não é feio ter cabelos brancos... Feio é não amar cada um deles, pois representam todo o caminho que trilhei até agora. Se com isso não vou pintar o cabelo nunca? Claro que não é nada definitivo, uma vez que sou toda doida e gosto de coisas estranhas e diferentes e gosto de mudança!

Enfim. Encerro este post deixando para trás o ano de 2017. Um ano muito bom em muitos aspectos, nem tanto em outros... E vamos começar 2018 com as medidas de segurança e apertar o cinto: a viagem será longa e cheia de curvas... Mas tenha certeza de todas as suas decisões e aproveite cada minuto do ano.

Respire, sempre.

E continue a nadar!

{Resenha} Meus dias com você

Título Original: Before you go
Autora: Claire Swatman
Editora: Arqueiro
Sinopse: Quando o marido de Zoe morre, o mundo dela desaba. Mas e se fosse possível tê-lo de volta?
Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho.
Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira?
Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade.
A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance: uma oportunidade de fazer tudo diferente, de focar naquilo que realmente importa, de mudar os rumos do relacionamento – e, quem sabe, o destino de seu grande amor.
“Elas ouvem, atrás de si, os sussurros, as fungadas e os murmúrios dos outros presentes, que se movem para tomar seus assentos. Mas o que prende a atenção delas por completo é o que está na frente: o caixão de Ed, colocado sobre uma mesa no meio da sala. Zoe olha para a inócua caixa de madeira e pensa que é impossível acreditar que o corpo de seu marido, tão forte, tão vibrante, tão alegre, esteja mesmo ali. É totalmente irreal.” 
Acho que a primeira coisa que preciso perguntar é: vocês já viveram o luto? A perda de alguém que é muito importante para vocês? De alguém que vocês são muito próximos e amam, mesmo que não digam isso sempre?

Eu já (e fiquei abismada quando algumas pessoas ao meu redor me contaram que nunca o vivenciaram).

A dor é grande. Ainda mais se você não pode se despedir, pois nunca sabemos quando é a última vez que vamos ver aquela pessoa. Como a autora disse, é totalmente irreal você ver a pessoa li, viva e sorrindo, te dando abraços. E no dia seguinte, você ter que encarar ela dentro de um caixão, parada. Você espera que seja tudo uma brincadeira; que, quando os paramédicos te ligam para avisar, tudo não passa de uma pegadinha. Mas não é. Você descobre que não é. E não importa o quanto você derrame lágrimas, não é uma brincadeira. Não perdi meu marido, como a Zoe. Perdi 2 pessoas que considerava minhas mães também: minha avó há uns bons anos atrás e minha madrinha, mais recentemente. Foi surreal a perda da segunda... Até hoje eu sinto muito.

Cenário colocado, tentem imaginar como foi para Zoe ver o marido na mesma situação. Analisar pelos próximos dias tudo o que poderia ter feito para evitar aquele acidente, pensar que ele pode ter morrido a odiando.

Ed e Zoe se conheceram na faculdade, onde também conheceram seus melhores amigos: Simon, Jane e Rob. Não ficaram juntos na época, pois Ed tinha medo de compromisso e Zoe respeitou sua decisão. Anos depois se encontram ocasionalmente e o relacionamento é inevitável.

Jane e Zoe viveram juntas depois da faculdade, vivendo o sonho de ter um pequeno apartamento em Londres, correndo atrás do sucesso em suas carreiras. A amizade das duas é sincera e divertida: Jane é a louca dos relacionamentos e sempre acaba escolhendo os caras errados, apenas pela beleza. Apesar da futilidade, é ela quem socorre Zoe sempre que a amiga precisa.

A protagonista tem dificuldades para seguir a vida, remoendo todo o relacionamento, todas as brigas e as coisas que deram errado, a raiva que sentira naquela manhã. Num acesso de raiva, ela acaba se machucando feio e acorda em uma realidade diferente: está de volta na faculdade e decide fazer diferente dessa vez.
“Sozinha por alguns minutos, eu respiro fundo para acalmar os nervos. É maravilhoso ver Ed novamente, mas ele não tem ideia do quanto me deixa feliz. Para ele, sou apenas uma amiga que ele beijou há alguns anos, ao passo que para mim ele significa tudo. E tudo o que eu perdi.”
A cada vez que ela dorme, no dia seguinte acorda para um novo dia, talvez dias, meses ou anos à frente do dia anterior. Ela pretende fazer tudo a seu alcance para evitar que o fim de Ed chegue no dia em que está acordada, realizando pequenas mudanças no dia-a-dia torcendo para que tal coisa reflita no futuro.

Ela acredita que, no fim da vida em que ela o perde, ambos se odeiam muito por causa das decisões e conceitos que assumiram para suas vidas: Ed não quer se casar, mas deseja uma família grande e feliz vivendo em uma fazenda. Zoe é urbanística até o ultimo fio de cabelo e ama Londres. Não deseja ter os filhos que Ed tanto sonha... Ambos carregam uma bagagem emocional muito grande.

Sabemos que todo relacionamento tem altos e baixo, mas são nossas escolhas que os tornam bons ou ruins, como escolhemos lidar com as diferenças, com as pequenas e grandes felicidades e tristezas de nossos dias. Acredito que isso fica bastante claro no relacionamento dos dois, assim como também como os elefantes brancos no canto da sala sempre estão ali, apenas esperando para surgir. Se vamos lidar com raiva ou sentar e tentar compreender, essa é a diferença. E lembrar que quando se está num relacionamento que se pretende levar pela vida, precisamos aprender a abrir mão de algumas coisas, ambos precisam. E é isso que Zoe vai aprendendo conforme os dias passam, que cada pequena coisa importa, cada pequena coisa pode mudar o futuro.

Ela teve que aprender a duras penas essa pequena lição. Com pânico, medo, ansiedade... Sem saber se dará certo no futuro. E alguém sabe o que irá acontecer em seu futuro?

Clare Swatman nos traz lições valiosas com sua história simples e uma narrativa deliciosa. O livro passa e você nem percebe. Me fez avaliar muitas coisas, as quais eu sabia que não dedicava atenção o suficiente, não falava o suficiente, não sorria ou mostrava o que de fato sinto sobre elas. Acredito que todos podem aprender alguma coisa com a história de Meus dias com você.


A diagramação é simples, a fonte média ajuda a fazer a leitura passar deliciosamente. As páginas são amareladas e confortáveis ao toque. A capa é sutil e passa seu recado, depois de ler toda a história. Gostei muito dessa leitura!


Aproveite cada momento de sua vida com as pessoas que você gosta e ama, tente tirar sempre o melhor proveito das situações... Nunca saberemos quando será a última e pode não ter a chance de fazer as coisas diferentemente. Não se arrependa de suas atitudes!

Enquanto lia este livro, ouvi muito a música Try, da P!nk... Acho que bate muito bem com a história contada pela Clare Swatman. Se desejar ouvir, o lyric video está embaixo!