Menu

3.1.18

{Resenha} A corte de luz

Título Original: The Glittering Court
Série: The Glittering Court #1
Autora: Richelle Mead
Editora: Outro Planeta
Sinopse: Elizabeth, condessa de Rothford, foi condenada a um casamento arranjado com um rico – e entediante – comerciante de cevada. Pra fugir desse destino, a garota assume a identidade de uma de suas criadas e foge em uma carruagem em direção à floresta de Adoria.
Lá, Elizabeth, que agora atende por Adelaide, é acolhida na Corte de Luz, uma espécie de internato que capacita jovens de baixa renda e as transforma em verdadeiras damas da sociedade. A condessa disfarçada de serviçal sai-se muito bem nas atividades da escola e, em pouco tempo, chama a atenção de Cedric, o filho do dono do lugar. Uma poderosa atração nasce entre Cedric e a misteriosa Adelaide, colocando não só o disfarce da garota em risco, mas também um grande segredo que o rapaz procura esconder a todo custo.
“- Você acha que é a primeira garota a ter um casamento arranjado? Acha que é a primeira a se ressentir disso? A literatura e a música estão repletas de contos de pobres donzelas presas em tais circunstâncias que escapam para um futuro glorioso. Mas são apenas histórias. A realidade é que a maioria das garotas na sua situação... se conforma. Não há mais nada que você possa fazer. Não há nenhum outro lugar para onde possa ir. É o preço que pagamos por este mundo que vivemos.”
Primeiro de tudo, tomem um tempo para absorver a beleza dessa capa. Percebam que, na verdade, a moça na capa é a menina crescida de A Orfã (aqueeeeele filme com aqueeeela menininha nem tão menina...). Huauhuahuha desculpem, desculpem! Mas tá, a capa é de fato o que primeiro me chamou a atenção nesse livro – e o título. Para mim, seria mais um livro de fantasia bem legal para entrar no meu currículo de livros de fantasia. Sim, eu escolho pela capa. Não, eu tinha lido a sinopse só meio por cima, então nem prestei muita atenção pois já queria lê-lo.

E olha, para mim foi uma agradável surpresa. Havia lido alguns comentários negativos depois de já o ter solicitado para a editora, então fiquei meio ressabiada. Dei início a leitura com cautela e logo já estava “devorando” o livro, capítulo a capítulo! Minha precaução havia sido à toa.

Elizabeth é uma condessa falida. Seus pais gastaram toda sua fortuna antes de morrerem e sua avó desejava que elas vivessem com a glória que sempre haviam vivido. E, por isso, estava praticamente a vendendo para os velhos ricos da alta sociedade. Os novos não eram o suficiente, por mais que Elizabeth conhecesse alguns que ela toleraria passar sua vida com. Sua avó cuidaria de tudo... Até Elizabeth ver o pretendente que sua avó queria lhe arranjar: um primo distante, fazendeiro... Seu meio de sobrevivência é o plantio da cevada e ele a come em todas as formas possíveis. Sua mãe é alguém que você não gostaria de ter em seu círculo de amizades...

Mesmo sob seus protestos, sua avó aceita o pedido de casamento e Elizabeth parece se resignar, embora esteja pensando em formas de livrar-se daquele casamento. Sabe-se que, quando uma alma está desesperada, o universo conspira ao seu favor: uma de suas criadas é convidada a partir para uma nova colônia, ainda ligeiramente selvagem, para ser treinada na Corte de Luz.

Não entendi esse nome, huahuahuah... Foi dele que imaginei algo de fantasia, mas continuemos no triste fim de Elizabeth! – desculpe pelo trocadilho!

Munida de um novo nome, ela precisa se comportar como uma jovem serva que nunca tivera nenhum treinamento social. A Corte de Luz é uma organização que treina jovens de classe inferior para se parecerem damas da alta sociedade, capazes de manter boa conversação, controlar uma casa cheia de servos, servir jantares sociais... De modo que possam se casar com os lordes de Adoria.

Sua nova identidade é difícil de ser mantida. Precisa estar atenta a todo instante em não ser “boa” demais durante o treinamento para não ser descoberta. Ela conta com a ajuda de duas amigas: Tamsim é filha de lavadeira e não há ninguém mais feroz que ela: deseja à todo custo ser a melhor, estuda com afinco e sabe manipular o jogo que acaba se formando na escola de treinamento. Mira é alguém misteriosa, vem de terras distantes assoladas pela guerra e é tida, o tempo todo, como inferior. Não está interessada em se casar com um lorde, quer trabalhar para pagar seu preço à Corte de Luz.
“- O senhor Thorn fez tudo parecer muito encantador – respondeu.  – Mas eu me sinto um pouco como uma bugiganga sendo comprada e vendida.
- As mulheres sempre se sentem assim. – falei.”
Sim. A Corte de Luz é exatamente isso: comércio de noivas."
Adoria ainda é um continente selvagem, com poucos sinais de civilização. Imaginei mais ou menos o nosso mundo durante a época de colonização, onde as grandes navegações encontravam novas terras e pagavam pessoas para as descobrirem e a colonizarem. Ainda há selvagens e tribos em Adoria. E, em Osfrid (que é o país da Elizabeth) ainda tem toda aquela coisa de mundo retrógrado de 1700 em diante (ou até mesmo de antes): há uma religião somente aceita e, se você segue outra ou segue a mesma, mas de um jeito diferente, é preso e provavelmente condenado à forca. Pelo menos eles não usam a fogueira né...

Enfim, em Adoria isso é um pouco pior, pois as leis são mais ferrenhas. Elizabeth se encontra em meio a selvagens, adoradores “do demônio” e intrigas políticas, onde ser uma mulher não lhe dá nenhuma vantagem. Há figuras femininas de poder no livro, intrigantes, que a fazem pensar no lugar que as mulheres ocupam na sociedade. Como suas vidas eram apenas um jogo de poder nas relações sociais dos homens, como muitos apenas as desejam para subjugação... E se não podem tê-las, que sejam destruídas!

Cada minuto em Adoria é um minuto de luta para Elizabeth. Seja contra homens, seja contra mulheres que foram ensinadas a competir umas com as outras.

A Corte de Luz é o primeiro livro da autora com o qual tive contato, não sabia que era a autora de Academia de vampiros (o qual só conheço de nome). Gostei do modo lúdico com o qual ela nos faz refletir acerca de direitos, violência contra minorias, religião. São temas que precisam ser debatidos no Brasil e no mundo.
“-Muitas mulheres fazem afirmações assim. É algo fácil quando não há testemunhas. O homem diz uma coisa, a mulher, outra. – Então, percebi que eu havia errado ao pensar que meu título me daria uma vantagem. A vantagem, ali, era ser homem. As mulheres, fáceis de dispensar.”
É narrado em primeira pessoa pela perspectiva de Elizabeth. Embora tenha romance, durante um bom tempo ele não é o foco, mas sim as implicações dele e tudo que os rodeia durante o encantando arrebatador que se firma entre Cedric e Adelaide.

Embora tenha 400 páginas, o livro é incrivelmente leve!!! Não dói o braço de ficar segurando por muitas horas seguidas! A diagramação é simples, fonte de bom tamanho e folhas amareladas que fazem nossos olhos agradecerem!

Recomendo muito a leitura, estou ansiosa pelo livro 2! Imaginando o que ele abordaria, fiquei encantada em saber que é sobre Mira! Seu nome é Midnight Jewel e foi lançado no dia 27 de junho desse ano! Não encontrei quando lança aqui no Brasil =/
"Em A jóia da meia-noite, Richelle Mead vai além do brilho e do glamour de A Corte de Luz, mergulhando no obscuro, a política oculta de Cabo do Triunfo através dos olhos da única garota que se atreve a lutar por sua liberdade.
Como uma refugiada de guerra, Mira foi tirada de seu país e jogada em outro, onde as condições eram inóspitas. Numa reviravolta do destino, é dada a ela a chance de escapar mais uma vez e ela a aceita, se juntando a Corte de Luz.
Uma escola e um negócio, a Corte de luz é designada a transformar garotas da pobreza em ladies da alta sociedade, destinadas a poderosos e ricos casamentos no Novo Mundo. Nele, Mira se encontra sujeita a perseguição, não apenas por suas companheiras da Corte de Luz, mas de seus pretendentes aos quais é esperado que ela dedique sua vida.
A cada dia, ela segue a proposta, aprende etiqueta e costumes que irão auxiliá-la em seu anonimato, até mesmo faz três amigas no processos, que são a dama de companhia Adelaide e a ambiciosa lavadeira Tamsin. Mas a noite, Mira cria um plano completamente diferente - um plano que, se descoberto, poderia levá-la a forca em Adoria.
A Jóia da Meia noite é a extraordinária estória d euma garota com poucas opções que corajosamente forja um novo caminho, encontrando amor, paixão, amizades para toda a vida e, talvez, até o caminho para a liberdade." (tradução livre da resenhista)
E aí, ansiosos pela leitura do livro? Eu sei que eu estou!!!

~Cedido em parceria com a editora Planeta de Livros Brasil~

2 comentários:

  1. não é muito o tipo de livro que em geral leio, mas fiquei bem curiosa com a proposta
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Eu ando ficando bem curiosa sobre esse livro. Amei a sua resenha <3


    http://entrepaginasecafe.blogspot.com.br

    ResponderExcluir

É um imenso prazer receber seu comentário. Seja sempre bem-vindo aqui.