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12.2.18

{O menino que vê filmes} Quase Famosos






Direção: Cameron Crowe
Elenco: Kate Hudson, Patrick Fugit, Billy Crudup, Zoey Deschanel, Frances McDormand, Phillip Seymour Hoffman, Jason Lee, Anna Paquin
Sinopse: Um jovem de 15 anos, aspirante a jornalista, consegue emprego na renomada revista Rolling Stone e embarca numa turnê da banda Stillwater, tendo como cenário a revolução cultural do rock dos anos 70. 



ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER! Se você ainda não assistiu ao filme em questão, prossiga por sua conta e risco. 

Oi, gente! Só pra contrariar vou falar de Rock n’ Roll bem no meio do carnaval! Hahaha 

Quem já assistiu QUASE FAMOSOS? Como músico e fã de cinema, acompanho e aprecio qualquer produção que junta as duas coisas. Eis aqui um belo exemplar! 

Vendo nosso cenário cultural (deplorável) dos dias atuais, eu sempre digo que gostaria de ter sido adolescente nos anos 70, exatamente como Willian Miller, o protagonista, que por sua vez foi baseado na vida e nas experiências do diretor, Cameron Crowe, que acompanhou parte da turnê do Led Zeppelin quando era adolescente. 


Eu tive contato com QUASE FAMOSOS numa época efervescente da minha vida, quando meu trabalho como músico alcançou seu ápice, motivo pelo qual me identifiquei de imediato com o longa. 

Vem comigo entrar nesse ônibus mágico, que nos levará de volta a era do sexo, drogas e muito, mas muito Rock n’ Roll! 

O PROTAGONISTA 

Quem nunca sonhou em se envolver de perto com seus ídolos, fosse para passar um dia, pegar um autógrafo ou apenas tirar uma foto junto? 

Pois foi exatamente esse tipo de sonho que bateu às portas de Willian Miller (Patrick Fugit), um jovem de 15 anos sonhava em ser jornalista musical, tal como seu ídolo, Lester Bangs, que foi um jornalista real estadunidense, interpretado no filme pelo já falecido Phillip Seymour Hoffman. 

A história começa quando o jovem Willian consegue um trabalho como correspondente da aclamada revista Rolling Stone, tendo como missão acompanhar a turnê de uma banda que está começando a despontar no cenário musical dos EUA em 1973: Os Stillwater. 

Contra a vontade da mãe, Willian embarca com a banda pelo país junto com a banda, descobrindo que o mundo real de seus ídolos pode não ser tão legal como ele imaginava. 

A BANDA 

Stillwater, na verdade, é uma banda fictícia criada para o filme e que mistura características das três bandas mais amadas pelo diretor: Lynyrd Skynyrd, The Allman Brothers e Led Zeppelin. 


Embora a banda tenha quatro integrantes, o destaque maior fica por conta de Jeff Bebe (Jason Lee) e Russel Hammond (Billy Crudup), respectivamente vocalista e guitarrista da banda, que vivem em constante conflito de personalidades, o que é totalmente comum em bandas de Rock. 

Muitos dos fatos e mesmo falas dos personagens são baseados em acontecimentos reais, como a cena em que Russel grita “Eu sou um deus dourado” no telhado de uma casa, cena que foi protagonizada por Robert Plant, vocalista do Led Zeppelin, no telhado de um hotel em Los Angeles. 

AS GROUPIES 

A expressão “groupie” surgiu nos anos 70 e descreve fãs, sobretudo garotas adolescentes, que faziam de tudo para estar perto de seus ídolos e vivenciar com eles um pouco do mundo dos astros do Rock. 

No filme, as groupies dos Stillwater são lideradas por Penny Lane (Kate Hudson), que estabelece uma conexão afetiva com Willian, que se apaixona por ela, formando um triângulo amoroso com o Russel. 

Penny Lane, por sua vez, também foi inspirada numa groupie real, Bebe Buell, mãe da atriz Liv Tyler. Tal como acontece no filme, Bebe foi uma das primeiras paixões de Crowe. 

NOT SO COOL 

Conforme Willian vai mergulhando no mundo de seus ídolos, a imagem dos mesmos vai se desconstruindo diante dos olhos. 

Em outras palavras, o que parecia um grupo de jovens músicos bem sucedidos no meio musical e com um futuro promissor, era na verdade apenas um bando de garotos que embarcaram na onda do show bizz e que se viam obrigados a interpretar aqueles personagens com estereótipos pré-fabricados. 


Quando deixa a turnê, Willian se vê diante de um dilema: romancear sua matéria e manter a aura de glamour que cerca o estrelato ou contar a verdade e levar ao público todos os detalhes de um estilo de vida decadente e destrutivo. 

CONCLUSÃO 

QUASE FAMOSOS é um filme envolvente que nos leva para dentro do universo do Rock pós Woodstock, nos anos 70. 

Um ótimo entretenimento, sobretudo para os amantes da cultura da época! 

Até a próxima, gente! 

1 comentários:

  1. eu não conhecia, mas achei bem interessante, creio que veria. vou procurar mais sobre ele
    confesso que fiquei curiosa

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