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15.5.18

13ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas e Flipoços 2018


Bom dia pessoal!! Sei que ando meio sumidinha, a vida anda muito corrida, as resenhas andam meio atrasadas, mas juro que estou me esforçando para colocar tudo em dia e recuperar o ritmo de leitura, resenhas e postagens.

Mas hoje vim aqui (já com um pouco de atraso) contar para vocês como foi a minha experiência no Flipoços 2018. Gostaria de salientar aqui, que aprendemos que Flipoços é um substantivo masculino, apesar de algumas vezes usarmos como feminino hahahaha O motivo é que Flipoços se refere ao Festival Literário, e não à Feira do Livro. Ou seja, são dois eventos acontecendo juntos na nossa cidade maravilhosa todos os anos.

Crachazinho maroto para acompanharmos tudo de pertinho


Segundo a carta da curadora, Gisele Corrêa Ferreira, “O Flipoços é um festival eclético, diverso, apartidário, temático e aberto a todas as formas de pensamento. Talvez, o único do Brasil com essa abrangência e que tem na literatura sua principal fonte de compreensão dos outros saberes.” Dessa forma, o tema escolhido para o festival 2018 foi “A Literatura e os outros Saberes”, procurando dialogar com filosofia, culturas milenares, saúde e bem-estar, artes plásticas, ciência e tecnologia, diversidades, tendo a literatura como base formadora de todas essas expressões.

Sobre a minha experiência, acredito que foi muito rica e bem-aproveitada, apesar do pouco tempo que tive para me dedicar ao festival esse ano.

O primeiro dia que fui, mal andei pela feira, mas acompanhei um bate-papo leve, descontraído e divertido com o escritor/poeta Lucão, mediado pelo meu amigo músico/poeta Tokinho Carvalho.

Lucão e Tokinho falando sobre poesia
Lucão (se não conhecem, sigam aqui) falou um pouco sobre sua relação com a poesia, seus poetas favoritos e de onde surgiu sua vontade de também se tornar um, como um processo de terapia para vencer a timidez. Eles discutiram essa nova geração de “poetas de internet”, da qual ambos fazem parte, e que vem crescendo cada vez mais. Porém, eles acreditam que não se pode utilizar apenas essa ferramenta, e por isso Lucão resolveu lançar seus poemas em forma de livros e Tokinho de livretos, produzidos por ele mesmo.

Dois Avessos, livro que Lucão está lançando agora em parceria com Fabio Maca, foi produzido de forma independente, como uma forma de celebrar a amizade entre eles, que se consideram “avessos” em sua forma de escrever e pensar. Lucão também contou que seu próximo projeto já está em processo e que está sendo um grande desafio, pois ele decidiu sair de sua zona de conforto e escrever um romance (a previsão é que possamos conferir esse trabalho no final de julho).

Lucão
Tokinho também aproveitou o Flipoços para lançar mais um livreto (algo que se tornou tradição), chamado O Pior Livro do Ano. Não é porque é meu amigo não, mas pensa numa pessoa talentosa, tanto escrevendo, quanto tocando, quanto cantando! Sou fã e não abro mão de comprar todos os livretos e divulgar o trabalho dele sempre por aqui. Inclusive, já rolou até uma entrevista com ele aqui no blog, no Flipoços de 2016 (link aqui). Seu trabalho lindo pode ser conhecido aqui.

Tokinho Carvalho

Marcos DeBrito, Pedro Almeida e Victor Bonini
Tivemos também duas novidades que amamos esse ano. A primeira foi a Quinta-Feira Noir, que destaca autores e obras da Literatura Policial e que vai se tornar uma parte permanente do Festival. (Alguém consegue imaginar minha felicidade quando li isso na programação?).

Para essa primeira edição, o tema “Medo, surpresas e reviravoltas – A Nova Literatura Nacional de Terror e Mistério” foi discutido pelos jovens autores Victor Bonini e Marcos DeBrito, com mediação do Pedro Almeida, Publisher da Faro Editorial. Marcos também é cineasta, e exibiu um de seus curtas metragens de terror que impressionou a todos. Os dois autores esbanjaram simpatia e conhecimento sobre literatura policial e de terror, contando sobre suas influências, seu processo de escrita, e a importância das reviravoltas que surpreendem o leitor ao final do livro.



Victor Bonini
Marcos DeBrito






















A outra novidade foi a Casa Philos, que utilizou o maravilhoso espaço do Museu Histórico e Geográfico da cidade para trazer oficinas, debates e conferências sobre cultura e literatura, integrando diversas áreas de saberes.

Casa Philos - Museu Histórico e Geográfico
Também no espaço do Museu, o Flipoços recebeu a Lab Pub, uma escola de publicação e mercado editorial 100% EAD. Participamos de uma apresentação com o nome de “Afinal, o que faz um editor de livros?”. Durante duas horas, Alessandra Ruiz, editora de aquisição da Sextante, nos deu uma aula sobre tipos de editores e todo o processo do lançamento de um livro desde o início. Foi um encontro muito gostoso, que passou super rápido e nos deixou cheias de vontade de conhecer mais sobre esse mundo editorial. Se você também tiver interesse em se aprofundar e conhecer um pouquinho mais sobre a carreira de editor, dá uma olhadinha no site da Lab Pub aqui.

Alessandra Ruiz - Editora Sextante
Bom galera, tentei resumir um pouquinho do que vi e aproveitei no Flipoços desse ano, que infelizmente não foi tanto quanto gostaria, já que a programação como sempre estava fantástica todos os dias. Quanto à Feira do Livro, entre meus garimpos, acredito que eu tenha batido meu recorde: 18 livros adquiridos! Hahahahaha Eu não tenho controle, eu sou compulsiva! Queria ter tempo para ler todos os livros que compro, pois a lista dos não lidos da minha estante só aumenta! Ano que vem tem mais! Venham conhecer o Flipoços em 2019!


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