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19.6.18

{Resenha} O Livro e a Espada



Título original: La voie de la colérie
Autor: Antoine Rouaud
Editora: Arqueiro
Sinopse: O general Dun-Cadal foi um dos maiores heróis do Império, mas hoje não passa de uma sombra do que foi, embriagando-se no fundo de uma taberna. Traído pelos companheiros e amargurado pelo desaparecimento de seu jovem aprendiz, Dun-Cadal não quer mais saber de política, batalhas, pessoas.
É justamente ali, na taberna escura, que a jovem historiadora Viola vai encontrá-lo. Ela procura a Espada do Imperador, uma relíquia desaparecida no caos da revolução que derrubou a monarquia, teoricamente escondida por Dun-Cadal.
Viola também espera descobrir quem é o assassino sem rosto que começou a agir na cidade, matando os antigos companheiros do general, que viraram as costas aos seus ideais para aderir à nova República.
Graças à moça, o velho guerreiro vai vasculhar as lembranças de uma vida de glória e seus mais terríveis arrependimentos. À medida que ele conta sua história, os fantasmas do passado vêm à tona, reacendendo antigos rancores e a sede de vingança de um homem que se entregou ao caminho da fúria. 

Primeira coisa: o título original tem muito mais ligação com a história que o título colocado no Brasil. Por tradução livre, quer dizer: O caminho da raiva. 

Tendo dito isso, vamos lá. 

O livro começa numa taberna, onde uma jovem historiadora vai em busca de um homem o qual só havia ouvido boatos: um fantasma vivo, que era o melhor cavaleiro em seus anos jovens: Dun-Cadal Daermon. Ele nasceu em origem humilde, diferente de outros generais que serviram ao Imperador Reyes e foi aquele era mais próximo da coroa. Honroso, nunca faltava com sua palavra, digno de ocupar o cargo em que estava. Com isso, causava inveja naqueles outros que o cercavam. E não eram poucos... 

Nos dias atuais, Dun-Cadal apenas bebe para amortecer-se e não sentir tudo o que precisa, lidar com o luto de um aprendiz e um ideal perdidos há anos atrás. Porém, ele é o detentor de uma informação muito importante para Viola, que o fará relembrar de seus dias de glória e, quem sabe, descobrir muito ainda sobre o presente. 

A sinopse dá a entender que a personagem principal é a historiadora, mas ela não passa de uma mera ferramenta que mal aparece, sem decisões e no final provavelmente não passaria no teste de Bechdel. Sabemos pouco dela, poucas são as vezes que ela contribui para a história. Ela está ali apenas para fazer Dun-Cadal contar sua história. 

Ele narra os acontecimentos de suas glórias não desde o começo, mas sim quando o império dá seus primeiro sinais de queda, graças à conspirações e há uma história tão antiga quanto sua religião. 

Entrelaçado ao passado contado, há o presente. Nesse presente, há um assassino à solta que ameaça os conselheiros da atual república e cabe a Viola e Dun-Cadal desvendar esse mistério. 

Antoine Rouaud criou personagens frios e nada carismáticos. Nem mesmo Dun-Cadal conseguiu ser um personagem marcante para mim, apenas enfadonho e cheio de si. Viola é só uma sombra... Há outros personagens no livro que me parecem ser melhores, mas suas participações são modestas demais e levadas a quase insignificância. 

A capa do livro é muito bonita, sóbria. As páginas são amareladas. O livro é dividido em duas partes, uma mais focada no passado e outra mais focada no presente, ambas contadas em terceira pessoa. 

Para mim a leitura se arrastou um pouco, pois as coisas foram tornando-se previsíveis. Apenas uma ou outra coisa me pegou de surpresa e nem eram coisas relevantes. Ainda não sei se gostei ou não desse livro, tanto que demorei um pouco para escrever a resenha e ver se meu sentimento após termina-lo se abrandava... mas não. Continuo mesmo ainda em cima do muro, haha! Espero que o segundo livro da série me faça optar de fato por um lado!


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