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11.7.18

{Resenha} Interferências


Título Original: Crosstalk
Autor: Connie Willis
Editora: Suma
Sinopse: Combinando humor e romance, Connie Willis, ícone da ficção científica, entrega um livro envolvente sobre os perigos da tecnologia, do excesso nas redes sociais e... do amor. Em um futuro não muito distante, um simples procedimento cirúrgico é capaz de aumentar a empatia entre os casais, e ele está cada vez mais na moda. Por isso, Briddey Flannigan fica contente quando seu namorado, Trent, sugere que eles façam a cirurgia antes de se casarem — a ideia é que eles desfrutem de uma conexão emocional ainda maior, e que o relacionamento fique ainda mais completo. Bem, essa é a ideia. Mas as coisas acabam não acontecendo como o planejado: Briddey acaba se conectando com outra pessoa, totalmente inesperada. Conforme a situação vai saindo do controle, Briddey percebe que nem sempre muita informação é o melhor, e que o amor — e a comunicação — são bem mais complicados do que ela esperava. Mais complicado do que ela esperava.

Será que estar sempre conectado pode ser algo bom?

Briddey Flannigan é uma mulher independente, tem um bom emprego, mas sua vida não é fácil quando tem sua família e os seus colegas da empresa Commspsan xeretando sua vida pessoal. E a fofoca do momento é que ela vai fazer um EED com seu namorado Trent. EDD é um procedimento cirúrgico que faz com que aumente a empatia entre um casal, fazendo eles conseguirem sentir os sentimentos um do outros, melhorando assim o relacionamento.

Briddey aceita fazer, porém a notícia se transforma no assunto do momento na empresa e sua família não aceita a ideia. Até mesmo o quieto C.B Schwartz, o desenvolvedor de eletrônicos da empresa, está dando palpites. Ele diz que o EED pode acabar trazendo consequências terríveis para quem faz o procedimento. No entanto, ela faz mesmo assim e as consequências não poderiam ser as mais estranhas... Briddey acaba sendo conectada com ao C.B, na forma de telepatia entre os dois. Mas ainda assim, as coisas estão prestes a ficarem piores...

A edição está super caprichada! A capa está realmente incrível e combina muito com a história proposta. As folhas são amareladas e de boa qualidade. O único porém é a capa soft touch. Argh! Sério não consigo me acostumar com capas assim. Rsrs... A narração está em terceira pessoa com foco nas aventuras de Briddey.


A relação entre Briddey e C.B é maravilhosa! No início eles se estranhavam muito, pois Briddey  achava que ele estava atrapalhando sua relação com Trent, mas ao longo da história os dois começam a trabalhar juntos fazendo com que Briddey consiga superar alguns problemas que vieram por conta do EED. E isso acaba aproximando os dois mesmo contra vontade de Briddey.

Eu já imaginava que esse livro seria diferente de O Livro do Juízo Final, mas me surpreendi. Nessa ficção-científica temos um toque de romance e humor na medida certa. Achei incrível o modo como a autora Connie Willis criou esse universo tão conectado de forma diferente e como criou toda a teoria que embasa a telepatia. Porém um ponto me incomodou: Briddey foi muito passiva. Ela era uma mulher independente, mas eu a via muitas vezes muito submissa aos personagens da história, sejam femininos ou masculinos. Isso me deixava louca, mas fora esse fato a história transcorria muito bem.

Interferência tem uma dinâmica muito boa, mesmo sendo um livro gigantesco. Com muitas falas e momentos cômicos, nos inserimos rapidamente na história e logo pegamos o embalo nas peripécias nos personagens. Não tem como não nos divertir. Se você quiser se aventurar na área de sci-fi, indico esse livro, pois ele é leve. Assim você se acostuma a ler esse gênero e vai pode se apaixonar por essa história incrível! Não tem como resistir ao cabelo bagunçado, as camisas temáticas e ao próprio C.B.



1 comentários:

  1. um enredo diferente, merece uma atenção redobrada, dica anotada

    http://felicidadeemlivros.blogspot.com/2018/07/resenha-luz-que-perdemos.html

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