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18.7.18

{Resenha} A Marcha #1




Título Original: March Book One
Autores: John Lewis, Andrew Aydin, Nate Powell
Editora: Nemo – Grupo Autêntica
Sinopse: O parlamentar John Lewis é um ícone nos Estados Unidos e uma das principais figuras do movimento pelos direitos civis. Seu comprometimento com a justiça e a não violência o levou de uma pequena fazenda no Alabama para os corredores do Congresso norte-americano; de uma sala de aula segregada para a Marcha em Washington; dos ataques da polícia ao recebimento da Medalha Presidencial da Liberdade pelas mãos do primeiro presidente negro dos Estados Unidos.
A Marcha retrata a longa batalha de Lewis pelos direitos humanos e civis, seu encontro com Martin Luther King Jr. e a luta para dar fim às políticas de segregação no país.

Que responsabilidade falar um pouco sobre essa HQ, que retrata um pouco sobre a vida e luta de John Lewis pela igualdade racial e direitos civis nos Estamos Unidos.

John Lewis é um parlamentar dos USA, um ícone e uma das pessoas mais atuantes do movimento pelos direitos civis. É presidente do “Student Nonviolent Coordinating Comitte, foi um dos grandes organizadores d’A Marcha, que nomeia esta primeira graphic novel de uma trilogia, narrando os eventos acontecidos em Washington no ano de 1963.

A história começa na marcha histórica que ele fez parte, em manifestação pelos direitos civis. Segue com ele contando sua história, desde sua vida na fazenda, seu sonho em ser pastor e os sermões que apresentava para os animais da fazenda que ele tanto amava. Como aprendeu sobre a leveza da vida e da morte. Desejava tanto permanecer na escola que às vezes fugia de casa e de seus afazeres na fazenda para manter-se em sala de aula.

Após ouvir no rádio o sermão de um pastor muito famoso nos EUA e você provavelmente já o conhece, ele criou coragem para também pregar nas igrejas e ficou conhecido no meio como o pequeno pastor. O sermão que o inspirou foi de autoria de ninguém menos que Martin Luther King Jr.

A segregação racial, na época legalizada nos EUA era muito presente, de modo que os negros tinham suas próprias entradas, seus próprios ônibus (sempre de qualidade menor) ou tinham que andar só em pé nos ônibus também utilizados pelos negros. Em restaurantes e lanchonetes, não podiam sequer sentar-se. Faculdade só havia para os brancos, raras aceitavam inscrições de negros. Ele lutou pelo seu direito de cursar uma.
Cansado da desigualdade imposta, juntou-se a um grupo de pessoas que possuíam os mesmos objetivos. Porém, ao invés de ocupar seu lugar à força, utilizaram-se do protesto não violento. Foram expostos a crueldade para aprender a resistir sem reagir as ofensas e ataques físicos que sofreriam, é uma parte realmente dolorida de se ver.

Os traços são muito bons e realistas, sendo colorido em preto e branco. Para HQ’s, sempre ligo muito para os traços, são eles que dão a emoção necessária para a história que está sendo contada e, em A Marcha, não poderiam ser mais perfeitos para a história que conta.

Com certeza continuarei seguindo essa HQ!


1 comentários:

  1. ainda não conhecia o livro, mas com tantos elogios é uma trama que merece ser olhada com um pouquinho mais de carinho, um enredo diferenciado
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com/

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