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21.8.18

{Resenha} Aos dezessete anos



Título Original: In search of us
Autora: Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Sinopse: Em seu novo romance arrebatador, a autora de Cartas de amor aos mortos apresenta uma mãe e uma filha que precisam compreender o passado para poder seguir em frente.
Quando tinha dezessete anos, Marilyn viveu um amor intenso, mas acabou seguindo seu próprio caminho e criando uma filha sozinha. Angie, por sua vez, é mestiça e sempre quis saber mais sobre a família do pai e sua ascendência negra, mas tudo o que sua mãe contou foi que ele morreu num acidente de carro antes de ela nascer.
Quando Angie descobre indícios de que seu pai pode estar vivo, ela viaja para Los Angeles atrás de seu paradeiro, acompanhada de seu ex-namorado, Sam. Em sua busca, Angie vai descobrir mais sobre sua mãe, sobre o que aconteceu com seu pai e, principalmente, sobre si mesma.

Me tornei fã dos livros da Ava Dellaira desde Cartas de amor aos mortos (confira a resenha aqui). O jeito sutil que ela coloca as problemáticas, as questões da vida que são feias demais às vezes para serem jogadas na mesa.

Em Aos Dezessete Anos, conhecemos Angie: uma jovem de dezessete anos que está passando por uma fase de descobertas, de desejo de entender mais sobre si mesma.

Marilyn é a mãe de Angie e sempre a protegeu do mundo, mostrando apenas a beleza e a felicidade. Porém Angie está cansada dessa cortina que sua mãe criou. Quando a questiona a respeito do passado, Marilyn se deixa levar pela emoção. Então Angie aprendeu e decidiu não perguntar mais. Embora seja ciente que ela e sua mãe tenham diferenças, ela não sabe nada de seu pai.

E esta pessoa desconhecida irá influenciar tanto em sua vida que até seus próprios relacionamentos e, o mais recente com Sam, um rapaz que ela ainda sente falta e eram perfeitos juntos. Ela não se sente capaz de amar.

Decide então partir em busca de uma pista que encontra sobre o passado de seus pais. Conta com a ajuda de Sam, que aceita leva-la em sua viagem mesmo com tudo o que aconteceu no passado.

O livro se divide entre o presente de Angie e o passado de Marilyn, quando ela conhece James e Justin. Temos um vislumbre de seu passado, dominado por uma mãe narcisista que vê na filha a chance de dinheiro e sucesso. Vão morar em Los Angeles junto com seu tio, irmão de seu falecido pai, pois na cidade poderão ter mais acesso a trabalhos para Marilyn como modelo.

No apartamento debaixo, no mesmo prédio, residem James, Justin e seus avós e é ali que Marylin vê como é uma família.

Longe do sonho da mãe, Marilyn sonha em ser fotógrafa. Ela tira fotos de tudo que acha que vale a pena ser registrado e é isso que acaba aproximando James. A simplicidade do relacionamento dos dois, a forma como seus laços vão sendo criados é muito bonita de assistir. Um romance adolescente doce, que vai para além dos dois: estende-se para a família de James, pela qual ela sente-se acolhida e amada.

O que é contrário no apartamento que divide com o tio. Alcóolatra e jogador de poker, Woody sente-se incomodado pela presença da cunhada e da sobrinha.

O livro é uma tremenda lição de esperança e de como nossa visão das coisas, o modo com interpretamos os acontecimentos, influenciam nossas vidas. Às vezes permanentemente e sem volta.
Marilyn tenta proteger Angie de todo o mal, de uma verdade feia e do preconceito que pdoe lhe cercar, mas até que ponte tal atitude é correta?

O tema central do livro é o impacto do preconceito e até onde ele pode chegar ao extremo. Consequências de ações impensadas que pensamos ser corretas e deveriam ser, mas...

Mais uma vez, Ava Dellaira conseguiu me conquistar com seu modo de retratar assuntos delicados. Angie precisa reencontrar sua história para poder se deparar com sua possibilidade de viver e conviver com a verdade. Marilyn precisa lidar com seu passado terrível e deixar que sua filha viva aquilo.

Os personagens são todos bem trabalhados e carismáticos, entendemos – ou nem tanto – as razões de todos conforme a história se desenrola.

Gostei muito desse livro, tanto quanto do primeiro lançamento da autora. Continuarei seguindo todos os livros que ela lançar!

Obra recomendadíssima, especialmente para comparar como andam as pessoas do nosso próprio país.



1 comentários:

  1. Oi Priscila, tudo bem?
    Eu também adoro a Ava desde Cartas de Amor aos Mortos, que foi um livro que super me tocou. Fiquei apaixonada por essa capa e pela premissa desse livro, mas ainda não consegui comprar. Só leio elogios sobre, o que aumenta ainda mais meu interesse.

    Att.,
    Eduarda Henker
    Queria Estar Lendo

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