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9.10.18

{Resenha} O buraco da agulha


Título Original: Eye of the needle
Autor: Ken Follet
Editora: Arqueiro
Sinopse: O ano é 1944. Os Aliados estão se preparando para desembarcar na Normandia e libertar os territórios ocupados por Hitler, na operação que entrou para a história como o Dia D.
Para que a missão dê certo, eles precisam convencer os alemães de que a invasão acontecerá em outro lugar. Assim, criam um exército inteiro de mentira, incluindo tanques infláveis, aviões de papelão e bases sem parede. O objetivo é que ele seja fotografado pelos aviões de reconhecimento germânicos.
O sucesso depende de o inimigo não descobrir o estratagema. Só que o melhor agente de Hitler, o Agulha, pode colocar tudo a perder. Caçado pelo serviço secreto britânico, ele deixa um rastro de mortes através da Grã-Bretanha enquanto tenta voltar para casa.
Mas tudo foge a seu controle quando ele vai parar numa ilha castigada pela tempestade e vê seu destino nas mãos da mulher inesquecível que mora ali, cuja lealdade, se conquistada, poderá assegurar aos nazistas a vitória da guerra.
Na obra-prima que lhe garantiu, há 40 anos, a entrada no cenário da literatura, Ken Follett fisga o leitor desde a primeira página, com uma trama repleta de suspense, intrigas e maquinações do coração humano.
-=Resenha de Aryanna!=-
Não é novidade pra ninguém que a história da II Guerra Mundial me fascina; já li livros com os mais diversos pontos de vista e com as mais diversas abordagens. Eu poderia até dizer que estou saturada sobre o tema... Mas é impossível não ficar no mínimo curiosa sobre uma obra que mistura o clima da segunda Grande Guerra com uma personagem feminina "pacata", seus filhos e seus afazeres domésticos. 

Neste romance, acompanhamos a trajetória dos personagens com seus pontos de vista intercalados. Henry, um grande espião alemão e homem de confiança de Hitler, busca informações sobre o plano dos Aliados em 1944. A narrativa sobre a jornada do "vilão" Henry - apelidado de Die Nadel - é intercalada com o ponto de vista dos outros personagens. A alternância de narradores ajuda a construir melhor o cenário investigativo e também a caracterizar melhor os personagens, garantindo uma relação leitor-personagem bem mais íntima. E nessa relação, a personagem que ganhou meu coração e os corações de milhões de leitores desde o lançamento do livro em 1976, foi Lucy: uma mulher bela e sensível que prova ser mais corajosa do que jamais imaginaríamos. 

O encontro romântico dos personagens Henry e Lucy é um dos pontos altos da trama, mas a conjuntura investigativa, a ação, o desenrolamento político e militar também fizeram meu coração bater mais forte. Na minha pequena experiência com livros envolvendo esse plano de fundo, não havia lido nada que tivesse aliados de Hitler tão na "linha de frente". Foi uma nova abordagem (para mim)  que fez par com minha "inauguração" no mundo literário da espionagem.


Diante do exposto, não é difícil perceber que fiquei extremamente feliz com essa leitura! Não bastava ser sobre a Segunda Guerra e ter uma heroína (representatividade!), O Buraco da Agulha me surpreendeu positivamente ao mostrar como a espionagem pode ser totalmente intrigante na literatura. 
O Buraco da Agulha merece todo o sucesso que vem acumulando ao longo dos anos e também a minha total admiração.

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