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5.12.18

{Resenha} A Máquina do Tempo



Título original: The Time Machine
Autor: H. G. Wells
Editora: Suma
Sinopse: A bordo de sua Máquina do Tempo, o cientista que narra esta história parte do século XIX para o ano de 802701. Nesse futuro distante, ele descobre que o sofrimento da humanidade foi transformado em beleza, felicidade e paz. A Terra é habitada pelos dóceis Eloi, uma espécie que descende dos seres humanos e já formou uma antiga e enorme civilização. Mas os Eloi parecem ter medo do escuro, e têm todos os motivos para isso: em túneis subterrâneos vivem os Morlocks, seus maiores inimigos. Quando a Máquina do Tempo que levou o Viajante some, ele é obrigado a descer às profundezas para recuperá-la e voltar ao presente.Chamado de gênio e considerado um pioneiro, Wells abriu caminho não só para seus livros e sua visão de mundo, mas para novas possibilidades na literatura.

Bem, qual pessoa que gosta de ficção científica (e de The Big Bang Theory) nunca ouviu falar desse livro/filme?


Um cientista que é chamado apenas de Viajante cria uma versão em miniatura de uma Máquina do Tempo e a exibe para seus amigos, que não acreditam muito em sua criação. São todos figuras conhecidas por suas profissões, como o Escritor, o Médico ou o Jornalista. Então apesar do tom familiar da conversa, o leitor tem apenas uma visão ligeiramente impessoal do vínculo que une aquelas pessoas tão marcantes.

Porém, decidido a das cabo na versão final de sua obra, o Viajante consegue viajar no tempo e o alvo de sua curiosidade é o futuro. Assistimos com ele o avanço da tecnologia (uma vez que tal personagem deve viver por volta de 1890 e algo, suponho eu) e como o mundo vai sendo modificado pela presença humana, até o ano de 807, onde o local onde ele estava (seu escritório, digamos assim) nada mais é que um grande descampado, com figuras arquitetônicas grandiosas.


Não há muito para ver até onde seus olhos alcançam. Porém, ele avista pequenas criaturas humanoides, adultos em forma de criança, que se aproximam curiosas e falam um idioma desconhecido.

Tudo muito diáfano e pacato, eles apenas vivem. Uma sociedade hedonista que aparentemente já não produz nada, nem mesmo seu sustento. Aparentam felicidade, mas desconhecem sentimentos ou sequer parecem nota-los. São pequenas criaturas curiosas, as quais nosso protagonista estuda e acaba perdendo o foco – e sua grandiosa máquina.

Apesar de frustrado, ele se sente bem. Em suas análises, percebe que os Eloi – ele acaba por descobrir – tem muito medo do escuro e todos dormem juntos à noite. Quando indagados da razão, o Viajante apenas se frustra com a ausência de resposta. Mas sabe que há algo ali...

Indo em busca de como recuperar sua máquina, ele acaba se deparando com o terror dos Eloi, Os Morlocks: criaturas que vivem no submundo, aparentemente cegas e com um nível de evolução diferente dos Eloi. Talvez até mais bestial.

É sempre interessante analisar sociedades que possam ter evoluído da nossa. Imaginar como os humanos estarão daqui centenas de anos, se ainda serão a espécie dominante, as variações. No final, será que ainda existiremos? É tudo bastante filosófico se você dedica alguns momentos a pensar nessas coisas. Claro que não temos muito nenhum embasamento científico (eu não tenho, pelo menos), mas diferente das distopias, H. G. Wells apresenta um futuro bastante diferente.

Com poucas páginas e excelente escrita, acompanhado de ilustrações que nos ajudam a entender um bocado do futuro imaginado pelo autor, podemos entender porque o livro foi – e é- um sucesso tão grande até os dias atuais.


Já foi adaptado para as telonas algumas vezes, mas acredito que a mais recente seja de 2010, com algumas modificações em comparação ao livro. Pelo que me lembro, há bem mais ação e os Eloi são bastante diferente... Gostei mais do livro, obviamente! Posso afirmar isso agora, haha!

A edição em capa dura da Suma está linda também, páginas amareladas e grossinhas que facilitam bem a leitura.

Você já leu ou assistiu ao filme? Deixe nos comentários sua opinião sobre os dois!


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