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3.12.18

{Resenha} O Último Suspiro: Detetive Erika Foster #4


Título original: Last Breath
Autor: Robert Bryndza
Editora: Gutenberg
Sinopse: “Ele é o encontro perfeito. Ela é sua próxima vítima.”
Quando o corpo torturado de uma jovem é encontrado em uma lixeira, com os olhos inchados e as roupas encharcadas de sangue, a Detetive Erika Foster é uma das primeiras a chegar na cena do crime. O problema é que, desta vez, o caso não é dela.
Enquanto luta para garantir seu lugar na equipe de investigação, Erika rapidamente encontra uma ligação desse assassinato com um crime não solucionado de uma jovem quatro meses antes. Jogadas em um local semelhante, as duas mulheres têm feridas idênticas e uma incisão fatal na artéria femoral.
Procurando suas vítimas nas redes sociais a partir de um perfil falso, o assassino ataca jovens bonitas escolhidas aleatoriamente.
Então, uma outra garota é sequestrada… Erika e sua equipe têm que chegar antes que ela se torne a próxima vítima. Mas como a Detetive Foster pegará um assassino que parece não existir?
Eletrizante, tenso e impossível de largar, O Último Suspiro fará você correr para a última página.
Warning!!!!

Pode ter spoilers dos livros anteriores, okay pipol? Como sempre, evito ao máximo mas às vezes não é possível.

Olha a resenha:


Sabe aquele livro que te deixa com a pulga atrás da orelha com a segurança de seu perfil nas redes sociais? Um crime que acontece com sinais que estão muito próximos de suas vítimas, com indicações de um dia-a-dia corriqueiro.

Erika Foster está de volta em uma cena de um crime brutal: uma jovem com sinais de tortura e violência foi encontrada em uma caçamba de lixo e o assassino é muito bom em esconder-se.

Como tem sido muito comum, Erika está em uma cena de crime que não pode assumir, então precisa dar um jeito de provar-se útil mais uma vez. Não há muitas pistas para serem analisadas, não há nenhum sinal de que a vítima possa ser um caso especial para o agressor, nada. E, para completar o cenário, as meninas continuam aparecendo.

Diferente dos criminosos anteriores criados por Robert Bryndza, este gosta de se apresentar. E utiliza as redes sociais como local de caça de um modo extremamente perturbador.


Porque?

Hoje temos conectividade com o mundo 24 horas por dia. Estamos em nossos smartphones acessando nossas redes sociais, atualizando o tempo todo onde estamos e com quem estamos, nossos locais de trabalho, rotina... Nosso humor e pensamentos, às vezes muito íntimos. Mostramos o melhor e o pior de nós nesses locais, sem nos importar com quem está vendo. Sabemos do perigo e, na maior parte das vezes, os ignoramos simplesmente para nos mostrar para o mundo.

Não sabemos se as pessoas com as quais conversamos, algumas vezes, são quem elas de fato dizem ser. Se são boas ou más, se tem realmente as intenções que dizem ter. E simplesmente vamos nos unindo e aproximando de pessoas que podemos nunca ver “pessoalmente”. Eu mesma já fiz muito isso, admito. Tenho bons amigos virtuais cultivados por anos e anos... E nunca os vi fora da telinha.

Quando então nos apaixonamos por suas palavras e queremos nos encontrar, não esperamos que aquela pessoa possa nos ferir.


E é isso o que acontece com cada uma das meninas que encontraram seu fim tão cedo nas mãos de um psicopata. Os crimes são muito bem orquestrados, sem falhas e nenhuma pista é deixada. O que torna o trabalho dos policiais ainda mais complicado.

Paralelo ao crime, a detetive Foster tem seus próprios fantasmas para lidar, uma vez que seu romance com Peterson tem avançado. Seu passado ainda a corrói, bem como a culpa por tudo o que aconteceu. Mas ainda acredito no futuro, haha!

Esse foi um livro que peguei para ler e em poucas horas já havia terminado, de tão intenso que é. Não houve enrolações, nem muitos mistérios... Tudo aconteceu bem orquestrado e como se esperava, o final é simplesmente desesperador. Não esperava muito aquilo, mas acabei ficando feliz.

Robert Bryndza escreve de forma brilhante e acredito que há muita pesquisa envolvida para montar o psicológico de seus personagens, especialmente os criminosos. Querendo ou não, eles são as personagens chaves de suas histórias e não somente os bons policiais, que também são bem construídos. Gosto de todos e admito que agora até o Sparks tem um lugarzinho quentinho no meu coração.

Sinceramente, o melhor livro da série que li até agora. Ele não te deixa dormir até que a leitura chegue ao fim e ainda assim você ainda fica matutando sobre tudo o que acabou de passar diante de seus olhos!

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