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9.2.18

{Resenha} Amor & Dever


Oiee amorecos!💗
Os meses de Março e Abril só solicitei estórias com bebês, e chegou por aqui três livros (dois livros com duas estórias e um livro com três), daí a pessoa fica como? E o coração?


Sinceridade gente! É muita estória de bebês pra uma leitora só! 💗
Só felicidade. 😌
Confere aí duas estórias de um dos livros, logo trago as outras.
Bora lá!


Amor & Dever - Olivia Gates/Cat Schield


LUZES DA PAIXÃO – Olivia Gates

Resenha

Herdeiras do trono!

“Depois de um romance inesquecível, o príncipe Leonid Voronov desapareceu, deixando Kassandra com o coração partido e grávida de gêmeas. Dois anos depois, ele retorna, determinado a assumir as filhas… e o trono de Zorya! Contudo, Kassandra teme que sua reaproximação seja apenas parte do plano para se tornar rei. Por mais que a deseje, Leonid não pode se render a essa atração ou Kassadra descobrirá seu doloroso segredo. Afinal, ele sabe que a verdade poderá destruí-los.”

Príncipe Leonid está no auge de tudo quando um acidente, o deixa sem chão. Ele tinha tudo e de repente teria que conviver com o que restou.
Kassandra tem com ele um relacionamento, que ninguém sabe. E quando ela toma conhecimento do acidente vai ao hospital para ajudá- lo e dar-lhe também a noticia da gravidez.
Ele a trata como uma estranha despacha-a como se ela tivesse uma doença contagiosa e quando fala que está grávida, sua atitude não muda e ainda fala que “não tem nada com ela e nem com que ela faça”.
Kassandra enfrenta tudo, têm gêmeas, vive para as filhas, trabalha duro, organizou sua vida com a ajuda da família e amigas.

E, depois de dois anos, tocam à sua porta e lá estava Leonid, reivindicando o direito as filhas, ou com o prestigio que tem as tirará da mãe, sem nenhuma emoção. Um completo filho da mãe na realidade! 😡


E agora? O que fará Kassandra? Esquecerá o que passou? Será capaz de perdoar?
Como entregar suas filhas a alguém sem emoção, de coração endurecido e que a afastou sem nenhum remorso?
Kassandra se nega a compartilhar as gêmeas, mas sabe que em algum momento irá ceder, pois aquele sentimento apesar de tudo, não saiu do seu coração.

Boa estória, a estratégia usada pela autora, deixando o desfecho para o fim foi maravilhoso e surpreendente. Adorei!


DESEJOS DO CORAÇÃO – Cat Schield


Destino inesperado!

“O príncipe Gabriel Alessandro precisa dar continuidade à linhagem da família. E encontra a noiva perfeita na bela Olivia Darcy. Por mais que esse relacionamento não seja baseado em amor, Gabriel a deseja, e sabe que produzir um herdeiro será bastante prazeroso. Contudo, ele não estava preparado para a surpresa que o esperava: Gabriel já é pai de gêmeas! E quando Olivia aceita assumir a maternidade das meninas, ele passa a acreditar que esse casamento de conveniência pode se transformar em algo mais.”


O Príncipe Gabriel foi o primeiro dos trigêmeos a nascer, era tudo que uma mulher desejaria em um homem.
Pelo bem e para o bem de seu país, teria que se casar com a bela Lady Olivia Darcy, com amor ou sem amor, teria que produzir herdeiros.
Mas tanto Gabriel quanto Olivia não sentia esse casamento como uma formalidade de benefícios, havia muitas fagulhas entre eles.
Com tudo arrumado para o enlace, em pleno baile de noivado, um advogado pede audiência ao secretário do Príncipe Gabriel e “derrama” a notícia bombástica: veio entregar suas filhas gêmeas. 


Como resolver isso sem a imprensa participar?
E sem teste de DNA e sabendo quem é a mãe, Gabriel traz as crianças para castelo, pois não há como deixá-las na rua ou com estranhos.

Nessa noite Olivia insone, vagueia pelos corredores do castelo e ouve gritos de criança. A curiosidade a levou até elas e se encantou instantaneamente.
No outro dia, cedo, Gabriel vai aos aposentos das gêmeas e não as encontra, pois com aquela babá horrorosa Olivia leva as duas para o seu quarto e é lá que Gabriel as encontra.

É uma estória humana, cheia de carinho desinteressado, muita psicologia infantil, praticada por Olivia e a família real.
Gabriel ao ver as crianças não precisa de DNA.
O que faria Olivia quando descobrir que seu futuro marido, o príncipe e futuro rei, já têm duas herdeiras?
Quem é a mãe? O que ela representou para Gabriel? Olivia perdoará e entenderá?
E Gabriel, entenderá ou perdoará o que Olivia esconde?
Quem precisa perdoar quem? Quem foi o mais lesado, enganado? Prejudicado?

É uma estória feita de amor, compreensão, aceitação e superação. Só mesmo o amor verdadeiro superaria qualquer obstáculo no caminho, e para Gabriel e Olivia não são poucos.

Parabéns a autora, por esse toque humano e familiar mesmo numa família real. Simplesmente fantástico!

Depois de ler essas estórias o coração fica todo quentinho. 💗


Bom meus amores, por hoje foi isso. 😘
Que essas estórias tenham despertado a curiosidade de vocês, pois vale muito a pena ter esse livrinho na estante pra reler sempre que der vontade.
 Até a próxima! Tchau!


Título: Amor & Dever
Autor (a): Olivia Gates/Cat Schield
Editora: Harlequin
Número de Páginas: 311

8.2.18

{Resenha} Alys - Elemento Alpha



Autora: Priscila Gonçalves
Editora: PenDragon
Sinopse: Alys era só uma garota supervalorizando seus pequenos problemas adolescentes. Até que uma simples incursão abriu mais que o mundo que ela desejava conhecer. Abriu os seus olhos pra verdadeira natureza dos metais Nifrity e as responsabilidades de ser a única pessoa capaz de mantê-los em segurança. Agora, ela precisará desenrolar o emaranhado de segredos em que sua vida foi mantida, aprender a dominar seus poderes e encontrar seu guardião antes que a escuridão chegue. Uma aventura fantástica repleta de mistérios, aprendizado e superação, que levarão uma garota a se transformar em uma guerreira e encontrar o seu lugar no mundo.

Alys é uma adolescente comum: vai à escola, tem seu melhor amigo – Kyers – que mais parece um futuro namorado logo de cara. É a pessoa que tá ali sempre que você precisa de um ombro para desabafar seus problemas. Problemas esses que não passam de um pai extremamente protetor, que a mantém num sistema quase carcerário: de casa para a escola, da escola para casa. Ela não entende muito, só que sempre foi assim. 

Ela vive num tempo futuro, onde o mundo entrou numa espécie de colapso e as pessoas, plantas e criaturas estão nascendo com alterações em seu fenótipo: cor de olhos, cabelos... Coisas assim, que nunca antes haviam sido vistas. Animais também, nascem com metais raros fundidos em suas peles, e árvores e plantas. E, aparentemente, o mundo ficou mais inseguro assim.

Os humanos aprenderam a utilizar esses metais a seu favor, incrementando a tecnologia e avançando em muito a realidade. Mas Alys não conhece as grandezas do mundo, pois seu pai não deixa nem que ela vá na esquina.

Depois de uma briga muito feia, ele decide deixa-la sair para ir a uma loja nerd com Kyers. E sua vida tem uma reviravolta enorme depois disso.
“Minha animação era tanta que comecei a negligenciar fatos que aconteciam em volta. Queria acreditar que todas as coisas permaneciam iguais, mesmo que tivesse passado por uma situação ainda sem explicação quanto toquei aquele cajado.”
Depois disso, o mundo não era mais o mesmo. A vida de Alys se abriu por completo, revelando um mundo que ela ainda não conhecia e todas as preocupações de seu pai tinham fundamento. Uma teia de mentiras havia se formado e Alys precisa desvendar cada nó para conseguir se tornar a guerreira que precisa ser para proteger os metais Nifrity e fazer cumprir seu destino.

As dificuldades são muitas: ninguém nunca lhe conta toda a verdade, o que faz com que ela nunca esteja de fato preparada para o que precisa enfrentar. As pessoas lhe subestimam e muitos sequer acreditam que ela poderá fazer cumprir a profecia. Ou seja, os perigos acabam sendo maiores do que precisariam ser. O treinamento que lhe foi imposto foi bem pesado e víamos o esforço que a adolescente faz continuamente para atender as expectativas de todo mundo.

A história é muito boa, para mim foi algo que ainda não li sobre. A ideia dos metais fundidos com poderes mágicos, a questão da tecnologia com magia (isso já vi)... Tudo se encaixou muito bem e foi bem explicado e aproveitado. Há toda uma mitologia criada que a autora nos conta que é cativante. Tudo muito original.

Os personagens são diversos. Alys é uma típica adolescente teimosa e imediatista que culpa o mundo por sua condição. Não fui muito com a cara dela, pois a imaginei como uma pessoa mesmo e acho que nosso santo não iria bater, huahuahuha!

Kyers é o cara que é sempre amigo. Sempre a dama, nunca a noiva. Porém ele apoia bastante Alys na travessia de seu descobrimento e acaba sendo uma peça chave, um dos melhores personagens na minha opinião.

Temos também o cara mais chato do universo: Evan. Arrogante e cínico, ele é o personagem desnecessário que só existe para colocar a protagonista para baixo com seus comentários nada educados. Você pode tentar justificar o comportamento dele, é claro... Mas não, não há desculpas, simples assim. Talvez a família... Mas, ainda assim, foi o personagem que menos gostei.

Celen é um dragão de monóculo. E isso é tudo o que eu tenho a dizer sobre ele. E claro, tem vários outros personagens dignos de nota e que são muito bons. Thela é minha elfa favorita!

Uma coisa que não gostei muito foi o modo banal com que usam a magia: ah, quero sentar... conjuro uma cadeira no meio do deserto. Sei lá, a magia é algo especial e se você a banaliza, não... Tem a mágica que precisa ter, entende?

A capa foi o que mais me chamou a atenção: Alys com seu cajado e sua roupa de batalha. Pentelhei demais a editora pela vontade de ler esse livro e fui atendida <3 melhor parceria! A diagramação ficou muito boa, simples e objetiva em páginas amareladas. Encontrei alguns errinhos de português (ou de digitação), mas nada que atrapalhe a leitura.

Alys – O Elemento Alpha é um ótimo livro de fantasia nacional! Minhas expectativas foram atendidas e mal posso esperar pelo lançamento do segundo livro!

~Recebido em parceria com a editora~

7.2.18

{Resenha} Um Noite Inesquecível

Título Original: A Wallflower Christmas
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Páginas: 144
Sinopse: O Natal está se aproximando e Rafe Bowman acaba de chegar a Londres para uma união arranjada com Natalie Blandford. Com sua beleza estonteante e o físico imponente, ele tem certeza de que a linda aristocrata logo cairá a seus pés.
No entanto, seus terríveis modos americanos e sua péssima reputação de farrista deixam Hannah, a prima da moça, chocada. Determinada a proteger Natalie, ela vai tornar a tarefa de cortejar a jovem muito mais difícil do que Rafe esperava.
Hannah, porém, logo começa a se importar mais do que gostaria com o rude pretendente da prima. Rafe, por sua vez, passa a apreciar um pouco demais a companhia de Hannah, uma mulher forte e pragmática com um coração doce e gentil. E quando Daisy, Lillian, Annabelle e Evie, quatro amigas inseparáveis que já conseguiram encontrar o homem de seus sonhos, decidem agir como cupidos, quem sabe o que pode acontecer?
Uma noite inesquecível é uma viagem mágica pela Londres vitoriana, com os diálogos espirituosos e personagens memoráveis que consagraram Lisa Kleypas como uma das autoras de romances de época mais aclamadas pelo público. Nesta continuação da série As Quatro Estações do Amor, os mais cínicos se tornam românticos e até os mais tímidos suspiram, arrebatados de paixão.

Nesse livro, as Flores Secas acabam tendo uma nova integrante ao seu grupo: a adorável Hahhan Appleton. Filha de um homem simples do campo, ela é a acompanhante e a prima pobre de lady Natalie. Apesar da diferença de status, as duas se adoram e Hannah está determinada a proteger sua prima de canalhas, mesmo que a própria Natalie os queira por perto.

Com o noivado de sua prima prestes a ser anunciado, Hannah tenta colocar juízo em sua prima e a alerta que Rafe Bowman não é um pretendente digno para ela, já que ele não tem título de nobreza, trabalha para viver e ainda tem fama de farrista. Mas o que Hannah não imaginava era que ia se sentir atraída por ele, mesmo com todas as chances dela e Rafe não serem o par perfeito.

Rafe Bowman tem quase tudo que uma mulher pode querer, mas dificilmente uma inglesa o aceitaria. Por trabalhar no meio da indústria e não ter título, para ele se casar com uma inglesa como seu pai quer, seria difícil, porém lady Natalie está disposta a isso. No entanto, conhecer e cortejar a moça se torna complicado quando sua prima decide que ele não é bom o suficiente para ela. Rafe está determinado a provocar Hannah o máximo que puder, mesmo que para isso tenha que roubar alguns beijos.


A capa está maravilhosa!!! Editora Arqueiro arrasou na edição desse livro. As folhas são amarelas e a diagramação tem alguns detalhes bem bonitos. A narração está em terceira pessoa, com foco principal em Hannah e Rafe, mas alguns outros personagens tem a sua vez.

Rafe Bowman me irritou bastante durante o livro, pois muitas vezes ele era muito incisivo com Hannah e até mesmo grosseiro. Tive vontade de bater nele muitas vezes e dar umas sacudidas em Hannah para que ela tivesse mais força de vontade para resistir a investidas de Rafe. Hannah é uma personagem adorável. Bastante sensata e prática, sem deixar de ser romântica, mas quando se tratava de Rafe a garota parecia perder um pouco a calma. Momentos muito divertidos!


Além de nosso casal principal, temos a participação especial das protagonistas principais da série: Annabelle, Lilian, Evie e Daisy . Que saudade estava dessas quatro maluquinhas! Para quem não sabe, Rafe é irmã de Lillian e Daisy, duas das nossas ex-Flores Secas honorárias. Esse livro é um conto de natal especial que a Lisa Keyplas fez para os fãs se despedirem dessa série. E não poderia ter sido um conto melhor. Amei muito esse livro e me despeço com o coração cheio de amor pelos livros e pela escrita da autora. Estou só o aguardo da Editora Arqueiro lançar logo mais livros da Lisa Kleypas aqui no Brasil.

~Livro recebido em parceria com a editora~

6.2.18

{Quotes} Livro da semana: O Jardim das Borboletas



Meu livro de suspense mais recente merece um post de quotes, não é verdade?

O livro de hoje é O Jardim das Borboletas, de Dot Hutchison! Foi lançado em nossa terrinha pela Editora Planeta!

Aqui você encontra a resenha, onde eu até já coloquei algumas quotes que achei interessante, então vamos lá!

Lembrando que tem spoilers do livro, uma vez que são quotes na íntegra, ok?
Perto de uma mansão isolada, existia um maravilhoso jardim. Nele, cresciam flores exuberantes, árvores frondosas... e uma coleção de preciosas “borboletas”: jovens mulheres, sequestradas e mantidas em cativeiro por um homem brutal e obsessivo, conhecido apenas como Jardineiro. Cada uma delas passa a ser identificada pelo nome de uma espécie de borboleta, tendo, então, a pele marcada com um complexo desenho correspondente. Quando o jardim é finalmente descoberto, uma das sobreviventes é levada às autoridades, a fim de prestar seu depoimento. A tarefa de juntar as peças desse complexo quebra-cabeça cabe aos agentes do fbi Victor Hanoverian e Brandon Eddinson, nesse que se tornará o mais chocante e perturbador caso de suas vidas. Mas Maya, a enigmática garota responsável por contar essa história, não parece disposta a esclarecer todos os sórdidos detalhes de sua experiência. Em meio a velhos ressentimentos, novos traumas e o terrível relato sobre um homem obcecado pela beleza, os agentes ficam com a sensação de que ela esconde algum grande segredo.
"Mas não aquela garota na sala de interrogatório. Quando lhe fizeram perguntas, ela simplesmente se virou de costas. Na opinião de todos, ela não tinha a menor intenção de ser encontrada."
"- Nós somos o FBI. Normalmente, as pessoas acham que somos bonzinhos.
- E por acaso Hitler se achava um homem mau?"
"Boa parte de minhas costas ainda estava ferida e inchada ao redor da tinta recém-aplicada, que eu sabia estar mais forte do que ficaria quando as casquinhas caíssem. Dava para ver impressões digitais marcadas nas laterais de meu corpo, mas não havia nada que estragasse o desenho. Era feio, horroroso.
E adorável."
"Então, além de ser autossuficente, eu passei a subestimar a inteligência da maioria das pessoas."
"Essa garota nunca teve um super-herói. Ele se pergunta se algum dia ela tinha desejado um."
"(...) Como grupo, todos os nossos comportamentos foram aprendidos com outras Borboletas, que os aprenderam com outras Borboletas, porque fazia trinta anos que o Jardineiro pegava meninas."
"Ele atravessou o quarto lentamente, a expressão demonstrando um horror crescente diante de cada ferimento visível, cada marca de mordida ou arranhão, cada hematoma ou marca de dedos. Porque o mais doente de tudo aquilo - e havia muita coisa doente para ser escolhida - era que ele realmente se importava com a gente, ou ao menos com o que pensava que éramos. (...)"
"(...) Você parece sempre imaginar que fui uma criança perdida, como se tivessem me largado na rua como lixo. Mas as crianças como eu nunca estão perdidas. Talvez sejamos as únicas que nunca se perdem. Sempre sabemos exatamente quem somos e aonde podemos ir. E onde não podemos ir, é claro."
"- Se você tem a intenção de passar despercebido ou ser esquecido, sempre fica um pouco surpreso quando alguém se lembra da sia existência. E também nunca entende essas pessoas estranhas que realmente esperam que os outros se lembrem delas."
"- Obter 'justiça' vai mudar alguma coisa do que ele fez? Alguma coisa do que passamos? Vai trazer de volta as meninas que foram para o vidro?"
"Mas se a esperança desapareceu em uma noite, ou em um dia, ou nenhum, ela desapareceu menos?Tudo o que vemos ou que parece é só um sonho dentro de um sonho."
"- Quem quer que seja que tenha desaparecido. Você nunca soube o que houve com essa pessoa."
"- O que significa que, automaticamente, você está fazendo as escolhas erradas.  - Ele endireitou as costas, abriu a boca para protestar, mas eu estendi a mão. - Não fazer uma escolha é uma escolha. Neutralidade é um conceito, não um fato. Ninguém vive a vida desse jeito, não realmente."
"Borboletas são criaturas de vida curta, e isso também fazia parte da mensagem que ele transmitia para as outras."
"- Sempre dá para ficar mais maluca. - Ela sorri ao dizer isso, mas ele sabe que não deve confiar. Não se trata de um sorriso simpático, não é o tipo de sorriso que deveria ser facilmente exibido em uma garota de sua idade. - É a vida, certo?"
"(...) Se você não olhar para a coisa ruim, a coisa ruim não pode ver você, certo?"

Qual quote é o preferido de vocês? O meu é o último, de tantos outros. Deixem nos comentários o de vocês!

{Resenha} Virando o Jogo do Amor

Autora: Jenny Rugeroni
Editora: Garcia edizioni
Sinopse: “As feministas pregam que os homens amam as mulheres poderosas. Algumas religiões afirmam que a mulher agrada ao homem sendo submissa e fazendo todas as vontades dele. Há muitas teorias sobre como enlouquecer um homem na cama. As revistas femininas nos ensinam exatamente o que vestir e quais produtos usar para nos tornarmos irresistíveis. E ficamos tão perdidas quanto antes. Será que todo o mundo está certo? Ou será que todo o mundo está errado?
Na verdade, essas orientações podem servir para algumas pessoas, em algumas situações. Mas nenhuma delas está totalmente certa.
Existe uma maneira mais fácil e mais segura de construir um relacionamento feliz e duradouro.
Se você está sozinha, não encontra ninguém, ou aquilo que encontra não corresponde a suas expectativas, este livro irá te ajudar a se tornar mais atraente aos olhos dos homens que realmente têm algo a acrescentar em sua vida.
Se você está num relacionamento, mas não se sente suficientemente amada, este livro irá te mostrar como virar o jogo rapidamente, fazendo com que esse homem a veja como a mulher de sua vida.
Você será capaz de despertar amor, independente de sua idade, aparência ou situação financeira. E descobrirá que nenhum desses fatores é impedimento quando o assunto é paixão.”

Então, recebi este livro em parceria com a autora na Feira do Livro aqui do município. Quando ela me explicou um pouco sobre a obra, me vi interessada na história que ele poderia conter. 

Jenny Rugeroni diz que tem experiência em relacionamentos e guarda uma chave para o amor. Faz uso de um conto que escreveu para ilustrar suas explicações e opiniões acerca do relacionamento de Aline: uma mulher que separou-se recentemente do marido que, depois de tantos anos de casamento, descobriu da pior maneira que ele estava mantendo o relacionamento com outra mulher.

Não vemos muito do conto em si, acredito. O que via nas páginas, conforme ia andando com a leitura, foi criando um sentimento de indignação. Mas calma, vou explicar. 

A autora começa bem, dizendo que o comportamento autêntico é o que faz uma relação ser duradoura. Autêntico, por você ser de verdade aquilo que você é e não criando um comportamento apenas para agradar as pessoas – ainda mais o seu alvo de afeto.

Mas aí ela já nos apresenta um argumento:
“Se você está sozinha, não encontra ninguém, ou aquilo que encontra não corresponde as suas expectativas, este livro irá te ajudar a se tornar mais atraente aos olhos dos homens que realmente tem algo a acrescentar em sua vida.
Se você está num relacionamento, mas não se sente suficientemente amada, este livro irá te mostrar como virar o jogo rapidamente, fazendo com que esse homem a veja como a mulher de sua vida. Ele perceberá em você muito mais valor do que qualquer outra que ele conheça lá fora.
E se isso não acontecer, se ele for um desses homens incapazes de amar (acredite me mim, são a exceções e não a regra!) você terá condições de perceber logo e seguir em frente, buscando alguém que realmente te faça feliz.”
O trecho vai mais distante, nos dizendo que com as dicas que o livro contém, o homem passará a desejar um relacionamento profundo, poderá mudar.

Para mim, se o cara logo de início já se mostra incompatível com minha autenticidade, para que iriei insistir? Não quero ser mais atraente, mudar meu jeito para que as pessoas gostem de mim (homens ou mulheres), quero que gostem de mim pelo que eu sou. E acho que você que está lendo a resenha também deseja o mesmo, não é? É claro que se você tem um caráter ruim e deseja mudar, mude. Se você não tem um caráter ruim e não quer mudar, não mude. Se você se sente feliz como é, para que mudar, gente? <o> Seja feliz em sua própria pele, que as pessoas irão se atrair por você.

Tá, vamos continuar. Ela nos leva a refletir: “Afinal, o que querem os homens?” e dá início ao conto, com Aline conversando com sua terapeuta a respeito da traição do marido e como se sente. Como aconteceu aquilo em seu casamento, tentando justificar a traição do marido quase culpando a si mesma, embora atribua uma pequena parcela ao marido. Como se ela tivesse deixado esquecida a parte que o fez apaixonar-se por ela... E encontrou em outra a novidade, uma nova paixão. 

Segue dizendo que o problema entre homens e mulheres é a falta de comunicação (isso depois de julgar que a maioria das mulheres vê coisas negativas em homens: frios, distantes, só querem se divertir, que “com tanto sexo fácil disponível, ninguém quer compromisso.”). Concordo que falta de comunicação é um grande problema nas relações atuais: se você não comunica à pessoa o que espera dela, como ela pode saber de fato o que você espera? 

O livro é voltado ao público feminino, então... Todas as reações que ela cita são a partir da visão feminina da relação. Sobre a comunicação, ela diz que a mulher espera que o homem a ama como de maneira adequada a ela. Que esperamos atitudes pré-determinadas do homem. A autora, com suas palavras, faz exatamente isso: julga comportamentos da mulher e dá resposta a eles como ela pode ser melhor que aquilo. 
“Será que os homens são mesmo todos iguais?
Ou somos nós que caminhamos em círculos, cometendo sempre os mesmos erros?”
Pelo que eu entendi, tudo está no modo como a mulher se comporta no relacionamento. Se faz tudo para agradar o homem, ele não quer um capacho então vai embora. Se faz o papel de companheira exemplar, escondendo como realmente se sente, ele vai embora (ao invés de tentar conversar... Mas é claro, lembre-se: autenticidade sempre!). Ela fecha o argumento dizendo que o homem precisa saber que faz a mulher feliz... Mas isso é meio óbvio, né? Enfim.

Prossegue refletindo com o feminino nos dias de hoje, dando continuidade a história de Aline, que tenta sobreviver sem Marcelo, o marido e se encontra perdida, sem rumo e felicidade sem ele. Assume sua parcela de culpa, refletindo que sabia que o marido estaria lá, mesmo que ela fosse uma mulher muito ocupada e centrada no trabalho, “certa de que ele nunca iria embora”. E não é o que se espera? Que, mesmo que você esteja passando por uma fase tensa no trabalho, com os filhos ou seja lá o que for... que a pessoa que você ama e que te ama de volta, estará ali como seu porto seguro? É coisa da minha cabeça? 

Ela traz a reflexão das responsabilidades da vida atual das mulheres: mães, donas de casa, trabalhadoras fora de casa e o quanto isso é conflitante. Que, mesmo que a mulher hoje tenha as mesmas qualificações que um homem no trabalho, ela ainda ganha menos (verdade em muitos casos) e que ainda tem que ser melhor, pois ser mulher já é uma “desvantagem”. Diz que a mulher perdeu-se em si mesma e que confundimos direitos iguais precisamos ser iguais aos homens: objetivas e negando sentimentos. Que precisamos entender que há espaço para a sensibilidade feminina em qualquer lugar, “E as relações de trabalho tendem a melhorar quando nos damos conta de que, ao invés de competir com os homens, estamos aqui para somar.”

Entendo que precisamos ser competitivas não porque quem está do outro lado é um homem: mas sim porque o mercado em si é competitivo e todos precisam sempre dar seu melhor, independente do gênero o qual ele coloca no mundo. 

E nisto tudo que já conversamos, ainda estou na página 26 do livro! Os argumentos e dicas da autora vão só piorando, desde a aparência (aqui até que concordei um pouco, ela diz sobre o padrão de mulher midiático e que nem sempre é isso que atrai os homens, que devemos nos sentir bem e fazer coisas que não agridam a natureza de nossos corpos). Passa sobre o que é ser feminina (sintonia com emoções, aceitar a fragilidade e ser quem se é. Eu não sou frágil, e vocês?); sobre manter-se calma e serena num conflito, deixando o homem falar (se o cara grita comigo, eu grito de volta. Ninguém grita comigo. Hunf.), evitar acusações diretas, deixa-lo olhar outras mulheres, pois é instintivo do homem... Que a mulher não deve aceitar transar no primeiro encontro, pois isso acaba com o mistério... 

E Aline? Fica toda resolvida, segue a vida sem o Marcelo...?

Se quiserem saber a resposta, embora eu acredite que vocês já devam imaginar, coloquem nos comentários que conto, hehe.

Então, acredito também que já imaginem minha opinião sobre essa leitura. Eu não imaginava que ia encontrar tanta coisa absurda nessas páginas, até meu marido ficou revoltado com as dicas que ela dá para a mulherada e queria jogar o livro pela janela, huahuhauha! Como eu disse, tem coisas que dá para pensar sobre, sobre sentir-se bem com seu companheiro, ser verdadeira e que a comunicação é a base de tudo. É todo o resto que me deixou boquiaberta, sabe. Pensando se a autora realmente acredita nas coisas que escreveu...

Enfim... o livro é pequeno, não chega a 100 páginas. A diagramação é boa, os trechos de conto são em itálico, então dá para diferenciar bem da discussão em si, a fonte tem tamanho médio. As páginas são amareladas e de toque suave, o que facilitou bem a leitura. 


Infelizmente, não é meu tipo de livro, discordei em várias partes, como podem notar... Mas acredito que tenha pessoas que gostam do gênero.

~Cedido em parceria com a autora ~

5.2.18

{Resenha} O Livro das Sombras #1


Título Original: La Belle Sauvage
Autor: Philip Pullman
Páginas: 434
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Apesar de ser uma história diferente, os fãs de Fronteiras do Universo vão reconhecer muito do mundo e dos personagens que povoam La Belle Sauvage. Enquanto o protagonista, Malcolm, se envolve em uma assustadora aventura para tentar salvar a pequena Lyra das garras do Magisterium, outros mistérios e vilões surgem para complementar a trama que já conhecemos tão bem.
“Sempre quis contar a história de como Lyra acabou morando na Faculdade Jordan. Este livro e o próximo cobrem dois momentos da vida dela: partindo bem do início e retornando vinte anos depois. Quanto ao terceiro livro, ainda é segredo.” – Phillip Pullman
O que dizer sobre esse livro? O li tão devagar para não acabar mas tive que terminar depressa porque a curiosidade foi muita (risos).

Como dito na sinopse, “La Belle Sauvage” nos conta como tudo aconteceu antes do primeiro livro da série “Fronteiras do Universo – A bussola de Ouro”. E devo dizer que esse é muito mais emocionante que os principais!

Acompanhamos a vida pacata de Malcon Polstead e sua Daemon Asta que vivem com seus pais em Oxford, o rapaz ajuda a todos ao redor dele fazendo pequenos trabalhos, trabalha para ajudar os pais no bar que possuem, faz pequenos bicos de marceneiro , ajuda na cozinha e transporta as freiras do convento em sua amada canoa “La Belle Sauvage”, quando lhe pedem.

Sua vida começa a mudar quando uma bebê – Lyra -  é entregue nas mãos das bondosas freiras do convento. Malcolm se interessa e se apega rapidamente à bebê Lyra, indo visita-la sempre que pode e com isso, aproveita para ajudar a Irmã Fenella na cozinha ou o Sr. Taphouse em algum trabalho de marcenaria para o convento.

A chegada da bebê acaba trazendo muitas pessoas curiosas, o TCD – que caça a todos que desobedeçam as ordens da igreja, surge uma Liga entre as crianças nas escolas, dando o poder à elas de denunciarem a quem quer que achem traidores dos ensinamentos de Deus, espiões e uma figura estranha, Gerard Boneville com seu Daemon hiena de apenas três patas.

A Dra. Hanna Relf ( e seu Daemon Sagui chamado Jesper) encontra Malcolm por conta de vários estudos feitos para sua “fonte” e vê a amizade com o menino como uma vantagem, em troca de conversas e livros, Malcolm conta para a Dra., todos os rumores que escuta.

Bom, muita coisa acontece e tudo piora quando uma enorme enchente ataca a cidade, destruindo o convento, Malcolm e uma colega de trabalho Alice (com seu Daemon Ben) salvam a bebê Lyra mas acabam sendo arrastados pela enchente.

Ambos são jogados para uma nova aventura: fugir daquele que os perseguem atrás da pequena Lyra e entrega-la em segurança para seu pai Lorde Asriel.

É tudo muito emocionante, cada acontecimento, cada novo personagem, os perigos, enfim, tudo. Em vários momentos me pegava pulando os parágrafos de tanta curiosidade!

Retorno a dizer que essa série está mais emocionante que a primeira. Talvez Pullman já sabia como prender o leitor devido aos seus outros livros, mas ele fez tudo com maestria.

Tanto “La Belle Sauvage” como “Fonteiras do Universo” são emocionantes. O universo criado por  Pullman é intrigante e invejável.

À todos que não leram ou só viram o filme ou nem viram, peguem os livros para ler. Nunca irão se arrepender dessa escolha.

~Livro cedido em parceria com a editora~