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15.2.18

{Séries} Hwarang: The Beginning


 Oie amores. C-H-E-G-U-E-I!


Hoje trago pra vocês, um Dorama incrível!
Nunca havia assistido, mas comecei com um que ficou guardado no meu coração. 💗
Estou falando de Hwarang, onde os episódios se passam na época da Dinastia Silla, há 1.500 anos. É um drama que conta e retrata a juventude, paixão e amor. 
Quem curte K-pop sabe o quanto se ama Doramas e as músicas que veio pra ficar como uma epidemia, que se espalhou por todos os lugares do mundo.
O primeiro episódio foi ao ar no dia 19 de dezembro de 2016 e terminou com o último episódio no dia 21 de fevereiro de 2017, sendo o primeiro drama histórico a contar como um grupo de jovens do sexo masculino da elite daquela época seguiriam a vida de um Hwarang para proteger seu povo, a Rainha e o Rei.
Então já tem um tempinho que foi ao ar, mas vem ganhando fãs pelo mundo pelo simples fato de termos K-idols no elenco. Como o V do BTS e o Choi Min Ho do Shinee.

Trilha Sonora


Uma das músicas que tocam durante os episódios é cantada pelos meus dois amores: V e Jin do BTS.
Simplesmente a junção das vozes desses dois, me arrepia sempre. A letra, o ritmo, a tradução da música é simplesmente perfeição pura.


Even If I die , It's you 죽어도 너야 - V & Jin




BolBBalgan4- 'Dream (드림)




Hyolyn- 'Become Each Other's Tears'





Wendy & Seulgi- 'I Can Only See You'




Yang Yoseob - 'Divine Intervention'



Coloquei as minhas preferidas. 💗
São músicas lindas com letras que combinam demais com os personagens.

ELENCO PRINCIPAL


Apesar do drama se passar ao redor dos Hwarangs, a mocinha Ah Ro entra como personagem principal, pois ela faz parte do drama e acaba formando um triangulo amoroso.


Da esquerda pra direita:

Park Seo Joon como Moo Myung/Sun Woo

Go Ah Ra como Ah Ro

Park Hyung Shik como Ji Dwi/Maek Jong



Kim Tae Hyung (V do BTS) com Han Sung



Jo Yoon Woo como Yeo Wool



Do Ji Han como Ban Ryu



Choi Min Ho como Su Ho



Seo Ye Ji como Princesa Suk Myung




Kim Jisoo como Rainha Ji Soo


CENAS DOS EPISÓDIOS (ALEATÓRIA)














Por hoje é só amores.
Espero que tenham curtido e que a curiosidade de vocês, tenha sido despertada.
Até a próxima. Tchau!


{Resenha} Todas as garotas desaparecidas


Título Original: All the missing girls
Autora: Megan Miranda
Editora: Verus
Sinopse: Faz dez anos que Nicolette Farrell deixou Cooley Ridge, sua cidadezinha natal, depois que sua melhor amiga, Corinne, desapareceu sem deixar rastros. De volta para resolver assuntos pendentes, Nic logo se vê imersa em um drama chocante que faz o caso de Corinne ser reaberto e remexe em antigas feridas.
Logo ao chegar, Nic descobre que seu namorado da época está envolvido com Annaleise Carter, a jovem vizinha que foi o álibi do grupo de suspeitos para a noite do sumiço de Corinne. E então, poucos dias após a volta de Nic, Annaleise desaparece.
Agora Nic precisa desvendar o desaparecimento de sua vizinha e, no processo, vai descobrir verdades chocantes sobre seus amigos, sua família e o que realmente aconteceu com Corinne naquela noite, dez anos atrás.
Todas as Garotas Desaparecidas é um suspense psicológico impactante — contado de trás para frente. Quando você pensa que está seguindo por um caminho conhecido, Megan Miranda — autora revelação no gênero do suspense — vira tudo de cabeça para baixo e nos faz questionar até onde estaríamos dispostos a ir para proteger aqueles que amamos.
 “Ele abriu a porta de tela, e o rangido familiar bateu direto no meu estômago. Sempre batia. Bem-vinda de volta, Nic.” 
Primeira coisa: confusão.

Fiquei confusa do começo até quase o final do livro, onde as coisas começavam a vir à tona. Mas vamos lá.

Nicolette Farrel é uma jovem de 28 anos, formada em psicologia e é orientadora em uma escola. Mora em uma cidade do Virgínia, depois de deixar sua cidade natal, Cooley Ridge, na Carolina do Norte. Seus planos foram mudados bruscamente quando fez 18 anos, quando havia prometido para seu então namorado Tyler, que iriam embora juntos.

Sua família – pai e irmão -  ainda mora lá. Seus antigos amigos, também. Menos Corinne Prescott, que desapareceu há 10 anos atrás e ninguém nunca a encontrou. Após receber uma carta, ela retorna para a cidade, onde seu irmão já a aguarda na antiga casa de seu pai, que agora reside em uma clínica para idosos, pois ele está perdendo a memória e precisa de ajuda constante. Vemos o quão difícil é para ela encarar aquela casa, aquelas pessoas.

Os capítulos seguem em ordem cronológica até certo ponto. Você lá, super empolgada com o acontecimento e no próximo capítulo: “No dia anterior...” demorei a processar a informação, huahuah! A partir de certo dia na história, as coisas correm no sentido anti-horário: sempre no dia ou dias anteriores, mesmo semanas anteriores.

Nicolette (Nico) é no mínimo desligada. Faz as coisas sem pensar muito nas consequências ou em quem será atingido. Não que ela seja conscientemente egoísta e perceba o que está fazendo, ela simplesmente faz. Apesar de vermos o cuidado que tem com seu pai, fica nítida a angústia que ela guarda dentro dela, talvez até rancor.

Tyler é seu amor desde o colegial, estiveram juntos durante muito tempo. Não é fácil quebrar um vínculo assim. Conforme os dias vão passando, vemos que o amor ainda existe ali. Se não amor, o tesão. É sempre quente os encontros dos dois, mesmo que não tenham relações ali no momento. Tyler está atualmente namorando uma menina que Nico se lembra de sempre estar por perto, mas era muito nova na época em que os dois estavam terminando a escola.


Annaleise Carter era uma criança invisível. Nico lembra-se de vê-la por perto quando estavam em um passeio num parque de diversões, na noite em que tudo mudou. Na noite em que ela de fato viu Corinne como ela realmente era, na noite em que várias promessas foram feitas. Na noite em que sua melhor amiga desapareceu sem deixar nenhum vestígio.

E agora Annaleise também está desaparecida e a suspeita recai em Tyler. Vemos ao mesmo tempo o desenrolar do presente e do passado, enquanto Nico tenta encontrar desesperadamente uma razão para o desaparecimento da jovem.

Porém, Nico tinha uma vida em Virginia. E nela há um noivo – Everett. Um lindo advogado que vem em seu socorro quando a polícia começa a rondar sua família, seu pai enfermo em especial. Vemos que ele gosta dela de verdade e vice-versa, embora ela saiba que ele não se encaixa em sua vida na cidadezinha do interior.
“E o tempo perfeitamente parado, dolorosamente estático.
É apenas uma coisa que criamos. Uma medida de distância. Uma maneira de entender. Uma maneira de explicar as coisas. Se você permitir, ele pode se entremear e revelar algumas coisas.”
Voltando no tempo, vamos entendendo as relações que existem na atualidade e a razão de se encontrarem como estão. A personagem principal nos conta tanto seu dia-a-dia quanto as coisas que invadem sua memória e que lhe motivam a continuar buscando por Annaleise. Torna-se obcecada para descobrir, tentando encontrar uma ligação com o passado.

A história é cheia de reviravoltas, mesmo sendo um retorno ao passado para se encontrar no presente, no estilo do filme Pulp Fiction! Não dá para suspeitar do que aconteceu, só se a personagem principal estiver mentindo o tempo todo, o que não dá para perceber. Você acaba suspeitando de todos e de ninguém ao mesmo tempo. Temos muitas figuras importantes, até quem você pensaria em deixar para lá, também é digno de suspeita. E o final é bom, muito bom! O suspense se mantém muito bom, do começo ao fim!

Gostei muito dessa leitura e dos personagens criados. Todos eles tem sua razão de existir e não simplesmente somem. Todos tem suas próprias vidas e histórias a seguir, segurando a granada em suas mãos e a soltando quando acham que já está na hora. É simplesmente mind-blowing!


Leitura recomendada se você quer testar suas capacidades investigativas!

13.2.18

{Resenha} Tudo Junto e Misturado

Título Original: The whole thing together
Autora: Ann Brashares
Páginas: 336
Editora: Seguinte
Sinopse: Sasha e Ray sempre passam o verão na velha casa de férias da família. Desde pequenos, os dois dividiram muitas coisas — leram os mesmos livros, correram pela mesma praia, comeram pêssegos colhidos na mesma fazenda, tomaram café da manhã sentados à mesma mesa. Até dormiram na mesma cama, mas nunca ao mesmo tempo. Afinal, eles jamais se encontraram.O pai de Sasha um dia foi casado com a mãe de Ray, e juntos tiveram três filhas: Emma, Quinn e Mattie. Mas o casamento acabou, deixando para trás apenas rancor e ressentimentos. Os dois casaram de novo e formaram novas famílias, mas nenhuma delas pretende desistir da casa de praia, muito menos compartilhá-la. Até este verão. As vidas de Sasha e Ray estão prestes a se cruzar — e, com tudo junto e misturado, as famílias vão mudar para sempre.



Como duas famílias dividem uma mesma casa de verão?

Um dia, o pai de Sasha foi casado com a mãe de Ray. E desse casamento eles tiveram três filhas: Emma, Quinn e Mattie. Depois de uma separação dolorosa, nenhum deles quis desistir da casa de verão. Então a cada semana do verão, as famílias trocam de lugar e as três irmãs são as únicas constantes na casa.
Por conta desse arranjo, Sasha e Ray dividem tudo desde bebê. Dormem no mesmo quarto, dividem o mesmo banheiro, cama e até a pasta de dente sem nunca terem se conhecido. Porém as coisas estão prestes a mudar nesse verão. Muitas descobertas estão para serem feitas e muitos sentimentos estão surgindo. A vida não será mais a mesma.

A edição está simples, mas impecável. Amei a capa, pois combina perfeitamente com o estado de espírito do livro. Folhas de boa qualidade e amareladas. O livro é narrado em terceira pessoa, mas são cinco personagens como foco: Sasha, Ray, Emma, Quinn e Mattie.


Todos esses cinco personagens tem sua vez na narrativa. Cada um com seu drama pessoal, formando um emaranhado de situações de pura emoção. Suas histórias se entrelaçam em algum momento até culminar em um final que partiu um pedaço do meu coração.

Nosso casal (ou não), Sasha e Ray, é muito fofo! Eles vão trocando mensagens a partir do momento em que acabam dividindo um emprego. A aproximação que antes era restrita aos utensílios do quarto de forma indireta, se estende para fora dele. Emma, a pessoa séria das famílias, está passando por um momento de romance secreto; Mattie está tentando descobrir mais sobre si mesma e Quinn é o elo que mantém tudo funcionando. Cada personagem é único. Juntos e misturados formam esse livro maravilhoso!

O que foi mais maravilhoso no livro além de toda a sensação que ele me passou, foi o foco da história não ser o romance entre Sasha e Ray. Eu acreditava que ia ter muito do romance, mas o livro tem bem mais que isso. Os sentimentos dos personagens são constantemente relatados e explorados pela autora. O drama familiar em que a família se encontra e no que isso acarreta na vida desses cinco personagens é bastante abordado.


A narrativa é cativante, o enredo fascinante, Ann Brashares escreve de modo divino. Tudo Junto e Misturado é um história confusa e interessante. Não sei como, mas a escrita da autora me prendeu bastante, mesmo eu me sentindo um pouco confusa no início com tantas visões diferentes da história. A história parece feita de vários retalhos nos dando as impressões dos personagens e formando uma grande colcha de retalhos.

Tudo Junto e Misturado é um daqueles livros que me fazem viajar nos sentimentos dos personagens de modo diferente. Dois livros já me fizeram sentir assim e foram Temporada de Acidentes e Mentirosos (resenha aqui). Alguém já leu algum desses dois? Juro que as sensações passadas em mim foram de acolhimento e conflito interno pela situação de toda a família.

Espero sinceramente que o Selo Seguinte decida lançar mais livros da autora aqui no Brasil. Com certeza Ann Brashares já tem uma fã. Ah! E eu nem acreditei que ela é a mesma autora da série A Irmandade das Calças Viajante lançado pela Galera Record.Já quero ler!


~Recebido em parceria com a editora~

12.2.18

{O menino que vê filmes} Quase Famosos






Direção: Cameron Crowe
Elenco: Kate Hudson, Patrick Fugit, Billy Crudup, Zoey Deschanel, Frances McDormand, Phillip Seymour Hoffman, Jason Lee, Anna Paquin
Sinopse: Um jovem de 15 anos, aspirante a jornalista, consegue emprego na renomada revista Rolling Stone e embarca numa turnê da banda Stillwater, tendo como cenário a revolução cultural do rock dos anos 70. 



ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER! Se você ainda não assistiu ao filme em questão, prossiga por sua conta e risco. 

Oi, gente! Só pra contrariar vou falar de Rock n’ Roll bem no meio do carnaval! Hahaha 

Quem já assistiu QUASE FAMOSOS? Como músico e fã de cinema, acompanho e aprecio qualquer produção que junta as duas coisas. Eis aqui um belo exemplar! 

Vendo nosso cenário cultural (deplorável) dos dias atuais, eu sempre digo que gostaria de ter sido adolescente nos anos 70, exatamente como Willian Miller, o protagonista, que por sua vez foi baseado na vida e nas experiências do diretor, Cameron Crowe, que acompanhou parte da turnê do Led Zeppelin quando era adolescente. 


Eu tive contato com QUASE FAMOSOS numa época efervescente da minha vida, quando meu trabalho como músico alcançou seu ápice, motivo pelo qual me identifiquei de imediato com o longa. 

Vem comigo entrar nesse ônibus mágico, que nos levará de volta a era do sexo, drogas e muito, mas muito Rock n’ Roll! 

O PROTAGONISTA 

Quem nunca sonhou em se envolver de perto com seus ídolos, fosse para passar um dia, pegar um autógrafo ou apenas tirar uma foto junto? 

Pois foi exatamente esse tipo de sonho que bateu às portas de Willian Miller (Patrick Fugit), um jovem de 15 anos sonhava em ser jornalista musical, tal como seu ídolo, Lester Bangs, que foi um jornalista real estadunidense, interpretado no filme pelo já falecido Phillip Seymour Hoffman. 

A história começa quando o jovem Willian consegue um trabalho como correspondente da aclamada revista Rolling Stone, tendo como missão acompanhar a turnê de uma banda que está começando a despontar no cenário musical dos EUA em 1973: Os Stillwater. 

Contra a vontade da mãe, Willian embarca com a banda pelo país junto com a banda, descobrindo que o mundo real de seus ídolos pode não ser tão legal como ele imaginava. 

A BANDA 

Stillwater, na verdade, é uma banda fictícia criada para o filme e que mistura características das três bandas mais amadas pelo diretor: Lynyrd Skynyrd, The Allman Brothers e Led Zeppelin. 


Embora a banda tenha quatro integrantes, o destaque maior fica por conta de Jeff Bebe (Jason Lee) e Russel Hammond (Billy Crudup), respectivamente vocalista e guitarrista da banda, que vivem em constante conflito de personalidades, o que é totalmente comum em bandas de Rock. 

Muitos dos fatos e mesmo falas dos personagens são baseados em acontecimentos reais, como a cena em que Russel grita “Eu sou um deus dourado” no telhado de uma casa, cena que foi protagonizada por Robert Plant, vocalista do Led Zeppelin, no telhado de um hotel em Los Angeles. 

AS GROUPIES 

A expressão “groupie” surgiu nos anos 70 e descreve fãs, sobretudo garotas adolescentes, que faziam de tudo para estar perto de seus ídolos e vivenciar com eles um pouco do mundo dos astros do Rock. 

No filme, as groupies dos Stillwater são lideradas por Penny Lane (Kate Hudson), que estabelece uma conexão afetiva com Willian, que se apaixona por ela, formando um triângulo amoroso com o Russel. 

Penny Lane, por sua vez, também foi inspirada numa groupie real, Bebe Buell, mãe da atriz Liv Tyler. Tal como acontece no filme, Bebe foi uma das primeiras paixões de Crowe. 

NOT SO COOL 

Conforme Willian vai mergulhando no mundo de seus ídolos, a imagem dos mesmos vai se desconstruindo diante dos olhos. 

Em outras palavras, o que parecia um grupo de jovens músicos bem sucedidos no meio musical e com um futuro promissor, era na verdade apenas um bando de garotos que embarcaram na onda do show bizz e que se viam obrigados a interpretar aqueles personagens com estereótipos pré-fabricados. 


Quando deixa a turnê, Willian se vê diante de um dilema: romancear sua matéria e manter a aura de glamour que cerca o estrelato ou contar a verdade e levar ao público todos os detalhes de um estilo de vida decadente e destrutivo. 

CONCLUSÃO 

QUASE FAMOSOS é um filme envolvente que nos leva para dentro do universo do Rock pós Woodstock, nos anos 70. 

Um ótimo entretenimento, sobretudo para os amantes da cultura da época! 

Até a próxima, gente!