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9.3.18

{Resenha} A Sorte Segue A Coragem



Título: A Sorte Segue a Coragem!
Autor: Mario Sergio Cortella
Editora: Planeta
Sinopse: Seu sucesso ou seu fracasso só depende de você! Todo mundo já usou algumas dessas justificativas para o insucesso: “Eu tento, tento e não funciona”; “não tenho sorte”; “não dou pro negócio”; “por mais que eu ande, não saio do lugar”; “não fico fazendo marketing pessoal”. Em A sorte segue a coragem! Oportunidades, competências e tempos de vida, o professor Mario Sergio Cortella afirma que não se pode atribuir o sucesso ou o fracasso somente a forças externas ao indivíduo. Em vinte capítulos, o autor de Por que fazemos o que fazemos?, um dos maiores best-sellers brasileiros dos últimos anos, discute comportamentos comuns a todos e aponta caminhos para que cada um cultive a própria sorte.
Fazia muito tempo que não lia um livro assim, foi até meio complicado manter o foco (risos). Para vocês a sorte segue a coragem? A pessoa nasce com um determinado “dom” ou ela o desenvolve ao longo da vida?

Cortella nos explica tudo de forma bem direta e reta, usando de várias fontes explicando seu ponto de vista, a cada capítulo, cada paragrafo me peguei pensando “verdade”.

A leitura é bem gostosa , cheia de verdades e incentivos, principalmente a alguém que apresenta alguma dúvida ou incerteza em uma escolha.
“[...] A pessoa fala ‘Cortella, você tem o dom da palavra’. Ao dizer isso, ela está sugerindo que não tive mérito nenhum? Que não fiz esforço algum? Que Deus me chamou: ‘ vem aqui, você vai falar em público’? Claro que não. [...] Eu não tenho dúvida de que fui abençoado pela possibilidade de falar em público. Mas eu tive que pegar esse ‘dom’ e desenvolvê-lo. Não foi uma coisa automática.”
É interessante como nos deparamos com coisas óbvias nesse livro, coisas que fazem todo sentido, mas estamos sempre ignorando, a vida é sempre mais fácil se culparmos o “destino” já que não temos controle sobre o mesmo. Sempre que algo ruim acontece, acabamos culpando a “má sorte”, sem nunca fazermos esforço algum para mudar uma situação desfavorável.

Tem também aquela coisa de, em uma guerra, como Deus escolhe o lado que vai ganhar? Com que critérios ele se baseia? Isso realmente existe? Um lado vence a batalha porque Deus escolhe um vencedor? Ou esse lado vence porque estava obviamente mais preparado para a batalha? Não podemos sempre procurar desculpas para os acontecimentos da vida.
“Como a vida é aparentemente caótica e as coisas não fazem sentido o tempo todo, temos necessidade de construir nossos polos de referência, precisamos explicar por que as coisas se sucedem de tal forma. Isto é, se sou vitimado ou protegido, benquisto ou mal visto no amor, na carreira, na convivência, no futebol, tem de haver uma explicação.”
Quando o livro chegou em minhas mãos, fiquei meio receosa, nunca tinha lido nada de Cortella, acabei por me surpreender e adorar sua escrita.

Recomendo a todos a leitura, mas uma dica, leia devagar, um capítulo por vez, assim não perde nada e tem tempo para refletir e engolir as verdades da vida (risos).

6.3.18

{As Meninas Recomendam} Trilogia Cartel Vargas - Lisa Cardiff


Oie amores. C-H-E-G-U-E-I!


Chego com uma trilogia que terminei de ler há pouco tempo, e posso dizer que só amo ainda mais esse gênero. Um dos melhores que existe: Mafiosos.
Nada mais me deixa apaixonada do que estórias de mafiosos, motoqueiros, romances de época, históricos e os "normais" estilo Nora Roberts. É simplesmente aquele amor roxo e louco.
Apresento com muito amor a Trilogia Vargas Cartel da Lisa Cardiff.
Confere aí!


Acho as capas dessa trilogia super lindas. Apesar de não curtir muito ebooks, não consigo ficar sem ler quando o assunto é mafioso e motoqueiros. 


A explosão de sensualidade, mistério, poderoso, lindo, sexy, cheio de atitude e possessividade é todo o maravilhoso Ryker Vargas. O homem sabe ser perigoso e amoroso quando quer, chega a ser letal algumas vezes, o que o faz ser respeitado e temido. Só amor!
Confere aí!


"Três semanas, vinte e um dias, ou quinhentos e quatro horas ...
Isso foi tudo para descarrilar minha vida e torce-la em algo irreconhecível. Um momento eu tive Evan, o homem com quem eu me casaria. O momento seguinte quebrou a ilusão.
Agora eu não tenho ninguém. Exceto ele.
Ryker Vargas, e eu realmente não o tenho. Ele nunca mais pertenceria a ninguém. Ele sugou-me em uma rede de mentiras e agora é muito tarde. Peguei a isca. Sou um prisioneiro do Cartel Vargas. Nunca pensei em ser outra estatística, outra garota sequestrada em um país estrangeiro, todo meu futuro lavado por um impulso, dividido em segundo lugar.
Mas é verdade.
Meu nome é Hattie Covington e eu sou uma estatística, mas as estatísticas nunca contam toda a história."

Hattie vira um alvo fácil pela profissão de seu pai, isso atrai gente inescrupulosa e de índole bem duvidosa. Um ser sensual e misterioso aparece e é difícil resistir.
Seu pai é procurador-geral dos EUA, o que acarretaria tramites ilegais que podem ser movidos com facilidade, sem que ninguém fique sabendo e que irá mover muito dinheiro pra ambas as partes.
Depois de descobrir a traição de seu namorado Evan, ela se afasta e termina tudo. Sua mãe é o pior tipo, pois mesmo depois de saber do acontecido quer que a filha volte com ele.


Hattie não sabia que era observada e que sua vida corria perigo, ao ser pega pela máfia, ela só voltaria pra casa se fosse solto o irmão preso de Ryker, Rever, que andou fazendo muita merda até ser preso.
Hattie vai saber que não se deve confiar em ninguém, muito menos naqueles que vivem ao seu redor.
A máfia existe, tem seus defeitos, guerra de poder, traições, morte, rivalidade entre famílias poderosas, briga por território e corrupções... mas a união da família sempre é mais importante. Ignacio Vargas era o chefão do Cartel Vargas, não deixava que nada interferisse em seus propósitos.
Um trauma que Hattie vai levar por muito tempo, pois sua vida irá dar um salto gigantesco e a queda pode ferir gravemente. Fora que o seu coração estava confuso e não parecia certo sentir o que sentia.



"Um olhar e eu queria ele.
Um beijo e eu era viciado.
Um toque e eu estava perdido.

Hattie Covington está pronta para recuperar sua vida ...
Ela planeja apagar o homem que a abduziu da mente e esvaziá-lo de seu coração. Mas sua vida rapidamente espirra fora de controle. Ela percebe que ninguém pode ser confiado e nada é como parece.

Ryker Vargas empurrou Hattie fora de sua vida e voltou para os braços de Evan, mas só porque ela se foi, não significa que ele tenha esquecido ela. Ela está no sangue dele, infectando seus pensamentos, e ele está voltando para ela. Ele não vai parar até que ela pertença a ele ...
Coração, corpo e alma."


Depois de deixar Hattie ir de sua vida, Ryker continua lidando com o Cartel Vargas ao lado do pai, mesmo que a saudade e a dor de perdê-la seja profunda em seu coração. Somente fez o que lhe foi pago para fazer, mas o final de tudo não foi nada do que ele esperava. O sentimento poderoso e sincero que sentia por Hattie não constava em seus planos.

Hattie volta a sua vida real, com seus traumas e uma confusão em seus sentimentos e coração. Ter deixado Ryker para trás parecia tão sem sentido e vazio. Evan não perdeu tempo para tê-la de volta, usou de seu abalo com os acontecimentos e a pediu em noivado. Hattie aceitou dando uma segunda chance ao ex namorado e porque sabia que havia perdido o único homem que já desejou e que mexeu com suas estruturas como nenhum outro fez.


Rever aparece de supetão e não traz noticias boas para o irmão, logo precisa de sua ajuda para arquitetar um plano que será bastante arriscado e que pode não terminar bem.
Ryker aceita ajudar, mas pretende ir a um noivado antes e é daí que tudo muda.
Sentimentos confusos, paixão, desejo, proteção e acima de tudo: o que sentem um pelo outro falará mais forte.
Além do perigo que Hattie corria por ser filha de quem era e estar se relacionando com Ryker, ainda tinha sua mãe enchendo o saco sobre voltar com Evan.
Segredos serão revelados e o que Hattie sabia sobre o Senador Deveron (pai de Evan) não é o que ele aparentava ser, era muito mais sujo e deplorável.



"A Vingança será procurada.
O amor será testado.
As vidas serão perdidas.

Um minuto, eu podia ver meu futuro com Hattie e nosso bebê. O próximo momento me curou da ilusão. O sangue de Vargas percorreu minhas veias e, independentemente do que eu queria, a escuridão sempre ganharia.
Não cometa erros. Vou salvar Hattie.
Vou matar todas as últimas pessoas afiliadas ao Cartel Alvarez. Mas então, eu vou libertá-la ...
Porque essa é a única maneira de salvá-la de mim."


Ficar juntos não será tão fácil...
Os planos dos irmãos Vargas saiu como planejado, mas um erro de proteção acarretou em Hattie novamente sendo raptada e dessa vez é muito pior, pois um dos Carteis rivais da família de Ryker a pegou e não será fácil tê-la de volta. Cartel Alvarez não é qualquer Cartel, é um dos mais perigosos e tortura e mata seus prisioneiros e rivais com um sorriso no rosto. Uma troca por outra é o justo, mas quem disse que um dos lados vai entregar o prisioneiro ileso de qualquer violência? O filho monstruoso de Juan Alvarez, Enrique não promete que isso aconteça.


Emanuel (um tipo de conselheiro de Ignacio) ajuda na busca do local onde Hattie está trancafiada. Ryker fará de tudo que o dinheiro possa comprar para resgatá-la, não medirá esforços pra isso.
Ignacio quer um sucessor para os negócios, e uma troca de favores entre pai e filho deixa Ryker preso ao Cartel e sua amada não poderá ficar ao seu lado. O melhor será deixá-la ir e seguir seu caminho, o mais longe possível dele e do perigo que ronda sua família.


O amor que cresce entre os dois é forte o bastante para enfrentar tudo de perigoso que viver pela frente. Hattie precisa deixar seu amado, mas o que eles tem ainda não acabou. Irão lutar juntos, por um final feliz ao lado do bebê que está crescendo em seu ventre. Ninguém disse que seria fácil, não é? 
Ryker é um homem apaixonado e suas ações, perigo, planos e estrategias para alcançar a plena felicidade ao lado daqueles que ama irá valer a pena.


Aliados neste momento é crucial para tudo o que Ryker planeja. Rever, Noah e Hattie irão ajudá-lo para que tudo corra como o combinado. Todos sabem dos riscos que correm caso algo dê errado, mas o futuro de seu bebê e de sua amada lhe dará força pra seguir e concluir com exito.
Essa trilogia terminei de lê-la em três dias, fiquei fascinada com os detalhes da autora sobre as máfias e tudo o que engloba para que esses mafiosos tenham sucesso nos seus negócios e muito dinheiro no bolso.

A leitura prende do começo ao fim e a autora com sua forma detalhista e até mesmo realista no angustia em alguns momentos, porque apesar do amor que os dois sentem um pelo outro, muita dor e sofrimento esteve presente durante todo o trajeto para ficarem finalmente juntos.
No momento manter os olhos abertos e ter paciência é essencial, as suspeitas vão se confirmar, provas deverão ser obtidas, segredos e traições irão abalar o Cartel e será que finalmente Ryker vai conseguir se livrar do carma de ser o próximo "comandante" do Cartel Vargas? 
Simplesmente amei! Sem mais!
Merece SIM o selo com louvor.


Nunca havia lido nada dessa autora, mas comecei muito bem.
Espero ter ao menos despertado a curiosidade de vocês, para conhecer essa trilogia incrível. 


Por hoje é só amores. Espero que tenham gostado.
Até a próxima. Tchau!


5.3.18

{Resenha} A mãe de todas as perguntas


Autora: Rebecca Solnit
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Rebecca Solnit é hoje uma das principais pensadoras do feminismo contemporâneo. Autora do famoso ensaio que deu origem ao termo mansplaining, que veio revolucionar o vocabulário das discussões sobre gênero, sua obra é leitura obrigatória tanto para as pessoas mais experimentadas no tema quanto para aqueles que desejam se iniciar em um dos principais debates da sociedade atual. Em A mãe de todas as perguntas, Solnit parte das ideias centrais de maternidade e silenciamento feminino para tecer comentários indispensáveis sobre diferentes temas do feminismo: misoginia, violência contra a mulher, fragilidade masculina, o histórico recente de piadas sobre estupro e outros mais. Cristalinos e contundentes, seus ensaios devolvem ao tema toda a gravidade ele merece, sem abrir mão da poesia e do humor característicos de sua escrita.

Começo dizendo que esta foi uma leitura beeem demorada, tanto pela densidade do tema quanto por ser um tipo de livro que não faz parte do meu cotidiano - meu negócio é romance, baby. A Mãe de Todas as Perguntas foi meu primeiro livro dissertando sobre o feminismo de maneira direta e clara e também se mostrou um verdadeiro tapa na cara. Não encontro outra maneira de descrever como esse livro abriu meus olhos e mostrou que INÚMERAS (ênfase nisso) situações que encaramos com naturalidade no nosso dia-a-dia são tudo, exceto naturais. Um jornalista perguntar se uma autora pretende ter filhos? Um homem assobiar para uma mulher que caminha livremente na rua? Uma garota ser repreendida por usar saia curta e "instigar" os homens? Não, isso não é nem um pouco natural.

O livro traz um apunhado de acontecimentos históricos e novas visões sobre o feminismo. Num primeiro momento, fala sobre o "Silêncio" que confinou as mulheres por décadas e décadas - seja em seu próprio lar, durante uma discussão, seja na rua, tendo que fingir que não foi estuprada para não sofrer com o preconceito. Rebecca também disserta sobre quando o silêncio foi sendo quebrado e novas lutas surgiram - a busca por igualdade salarial, uma sociedade patriarcal a ser desconstruída e remoldada. Obviamente esse é o momento mais crítico: é preciso refletir, repensar, refazer toda uma cultura machista que têm mais anos do que podemos contar. E para que possamos fazer isso, é necessário estarmos conscientes - sendo assim, Rebecca Solnit fez seu trabalho brilhantemente com este livro.

Como nem tudo são flores, sempre torço o nariz pra alguma besteirinha. E a besteirinha que me incomodou durante a leitura foi o rebuscamento exagerado do vocabulário. Talvez por querer reforçar que o assunto merece ser tratado com sobriedade e atenção, a autora se visse na obrigação de usar termos mais técnicos, mais "sérios". Se for essa a explicação, compreendo mas não aceito, haha. Acho que quem compra esse tipo de livro não precisa ser convencido da ideia de que o feminismo não é frescura. Entretanto, esse pequeno incômodo passou quase despercebido, já que Rebecca Solnit nos envolve em sua narrativa intensa e, ao mesmo tempo, bem-humorada, sem dar chance para que qualquer minuto seja perdido com minhas neuras (porque eu acho que essa implicância com o vocabulário é neura minha, haha).

Em suma, gostei do livro sim, mas acho que fiz uma escolha equivocada ao elegê-lo minha primeira leitura sobre feminismo. Obviamente, a leitura traz reflexões totalmente pertinentes, mas a densidade da abordagem é demais para uma primeira vez. Quem sabe relê-lo no futuro me traga uma visão diferente (e melhor!) sobre a Mãe de Todas as Perguntas.