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7.6.18

{Resenha} Romancista como vocação



Título Original: Hokugyo Toshite no Shosetsuka
Autor: Haruki Murakami
Editora: Alfaguara
Sinopse: Haruki Murakami é um dos mais conhecidos autores contemporâneos do Japão. Quando seus livros são lançados, a imprensa noticia filas enormes nas livrarias de Tóquio e traduções para mais de quarenta idiomas. Ícone da escrita fluida, Murakami transita bem em diversos estilos narrativos: ficção, ensaio, reportagem, nada parece estar fora de seu talento literário. Para abarcar toda essa multiplicidade, chega agora Romancista como vocação, uma série de proposições sobre a escrita, a literatura e a vida pessoal do recluso escritor. Escrito na linguagem acessível típica de Murakami, este livro é um convite a todos que desejam habitar o mundo dos romancistas, bem como uma declaração de amor ao ato da escrita.
 Desde os dez anos, quando comprei um livro de Haruki Murakami - Após o anoitecer - me apaixonei pelo universo que ele nos apresenta, com sua escrita de estilo próprio e fluida. Quando vi "Romancista como vocação" logo me interessei e acabou me surpreendendo mais uma vez.

 Com esse livro, Murakami nos apresenta seu processo de escrita, dando ótimas dicas de como escrever um romance. Diferentemente de seus outros livros, esse é apenas um "bate-papo" de autor-leitor, mas que ainda sim nos leva a profundas reflexões sobre o processo criativo de um autor.

Como uma leve autobiografia, descobrimos como Murakami adentrou no mundo da escrita e seu ponto de vista, opiniões e análises sobre diversos assuntos no universo de escritores. 

 A cada opinião que lia, concordava profundamente com tudo que era analisado e explicado pelo autor, por já ter publicado um livro e conhecer alguns romancistas pessoalmente fica claro como esse "mundo" é igual, seja aqui ou no Japão. 

 Diferentemente de mim, Haruki Murakami conseguiu logo de primeira um "ingresso" para permanecer como reconhecido escritor, ganhando um prêmio de novos talentos, isso foi o impulso para que se tornasse um romancista profissional. 

O mais interessante é a franqueza do autor ao abordar suas experiências, tudo de forma agradável de ler. É um livro para quem é escritor e quem pretende ser pois é fácil se identificar com os relatos.

Adorei as abordagens sobre originalidade e sobre prêmios para autores e escritores e também sobre o modo como ele descreve o mundo dos romancistas. 

"[...] Romancistas não ficam surpresos quando algum gênio de outro ramo aparece casualmente, escreve um romance que chama a atenção dos críticos e leitores e vira best-seller. Nem se sentem ameaçados, e muito menos ficam bravos. Afinal os romancistas sabem que é raro alguém assim continuar escrevendo por muito tempo. Os gênios tem seu próprio ritmo, os intelectuais tem seu próprio ritmo, os acadêmicos tem seu próprio ritmo. A longo prazo, o ritmo deles em geral não é o mais apropriado para escrever romances [...] Romancistas são como alguns peixes: acabam morrendo se não se moverem constantemente dentro d'agua [...]."

 Com onze capítulos e apenas cento e sessenta e seis páginas, esse livro me conquistou e despertou minha vontade de voltar a escrever. É uma leitura agradável e autentica.

6.6.18

{Resenha} Mais Que Amigos - Love Unexpectedly # 1 - Lauren Layne


Oie amores.
C-H-E-G-U-E-I!


Hoje trago um romance muito amorzinho, que assim que vi a Editora Paralela mostrando a capa e sinopse, eu pirei.
Bom, vamos ao que interessa né?
Confere aí!


*livro cedido pela editora

Sinopse:

“Será que vale a pena arriscar uma grande amizade em troca de um amor inesquecível?

Aos vinte e dois anos, a jovem Parker Blanton leva a vida que sempre sonhou. Tem um namorado inteligente e responsável, um emprego promissor e a companhia de seu melhor amigo, Ben Olsen, com quem divide um lindo apartamento.
Parker e Ben são tão grudados que muita gente duvida que eles morem sob o mesmo teto sem nunca ter vivido um caso, mas eles não se importam com o que as pessoas pensam. Sabem que não foram feitos um para o outro — pelo menos não para se envolver.
Por isso, quando um acontecimento inesperado faz com que Parker se veja sem namorado e com o coração partido, ela sabe que pode contar com Ben para ajudá-la a sacudir a poeira e partir para outra. Afinal, ninguém seria mais ideal do que seu melhor amigo para lhe mostrar os prazeres da vida de solteiro… certo?
Mais que amigos é uma comédia romântica irresistível!”

Resenha 

Parker e Ben eram amigos e moravam juntos há anos. As famílias se conheciam.
Ben fazia parte das festas da família de Parker.
Ela tinha aquela ideia fixa de que sexos opostos não poderiam ser amigos, mas Ben apareceu em sua vida pra mudar esse pensamento.
Os dois dividiam o apartamento com dois quartos, Ben é aquele típico mulherengo e Parker estava num namoro “firme” com Lance, na espera do tão sonhado pedido.

O que a coitada da Parker recebeu foi um belo pé na bunda, e seu amigo Ben estava lá para segurar as pontas. Pois seu ex é um completo babaca e sem noção.
Com o passar do tempo, ela ficava cada vez mais deprimida, insegura, se achando infeliz, então a melhor amiga e Ben, o melhor amigo, começaram a incentiva-la a arranjar outro namorado.


E foram tantos ensaios, tantas tentativas, mas nada rolava, porque Parker na hora H fugia sem explicações convincentes.
E depois de pensar bastante, muito mesmo, achou que só se interessaria pelo sexo oposto novamente, se ela transasse com Ben, seu melhor amigo de muitos anos.
Parker ficou louca? Como amigos podem fazer isso, no automático?
Dará certo? E Ben? O que achará dessa loucura?
Talvez valha a pena; tudo por uma boa causa.


E é em cima desse impasse, que a autora fez um romance maravilhoso.
Escreve situações e desfechos bem criativos e apimentados.
Você se diverte com as reviravoltas ao passar as páginas, tentando adivinhar o que vem depois. A autora realmente sabe como manter o leitor vidrado na leitura do começo ao fim.

Ben é aquele personagem que te cativa desde o começo, com seu jeito engraçado e espontâneo.
Pior que Parker não percebia os sentimentos de seu amigo por ela, algo tão claro como água. Mas tem mulher que é lenta demais pra perceber.
Simplesmente aquele romance gostosinho, que você lê em uma tarde e curte do começo ao fim.
Eu indico demais essa leitura, pra quem gosta de um bom romance.


Bom amores, por hoje é só.
Até a próxima. Tchau!



Título: Mais Que Amigos - Love Unexpectedly # 1
Autor (a): Lauren Layne
Editora: Paralela
Número de Páginas: 256


4.6.18

{O menino que vê filmes} Footloose


Direção: Herbert Ross Elenco: Kevin Bacon, Lori Singer, Sarah Jessica Parker, Chris Penn, John Lithgow, Dianne Wiest
Sinopse: Ren McCormick é um rapaz criado na cidade grande que se muda para uma cidade pequena do interior. Disposto a organizar um baile de formatura, Ren acaba descobrindo que dançar não é permitido na cidade. Apaixonado por música, Ren decide lutar pela restauração da dança na cidade e, em meio a isso, acaba conquistando o coração de Ariel Moore. Entretanto, Ariel é a filha do conservador reverendo (pastor) Shaw Moore, responsável pelo banimento da dança na cidade, em virtude da morte de seu filho.


 ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER! Se você ainda não assistiu ao filme relacionado neste post, prossiga por sua conta e risco. 

 Resenha Oi gente! Depois de um show memorável ontem com a nova banda poçoscaldense com a qual estou trabalhando, vi reavivadas as memórias desse super clássico dos anos 80. O ato de dançar, muitas vezes visto apenas como arte, é muito mais do que isso. A dança está entre as mais primitivas formas de expressão humana. Afinal, não há na história da humanidade, desde a pré-história, um só período em que o ser humano não dançasse. 

A dança é uma das três principais artes cênicas da antiguidade, ao lado do teatro e da música. No antigo Egito já se realizava as chamadas danças astro-teológicas em homenagem a Osíris. Na Grécia, a dança era frequentemente vinculada aos jogos, em especial aos olímpicos. A dança caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia) ou improvisados (dança livre). Na maior parte dos casos, a dança, com passos ritmados ao som e compasso de música e envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela.

A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento ou cerimônia.

Dito isso, me respondam: Quem consegue imaginar um lugar onde a dança é proibida por lei?

Pois é nesse universo que se passa a saga de Ren McCormick, que só queria trazer as pessoas para o seu mundo.Vem dançar comigo? AMBIENTAÇÃO Como diversos outros longas norte-americanos direcionados ao público jovem, o cenário é bem recorrente: cidadezinha do interior, personagens extremamente conservadores. Um lugar onde “gente da cidade grande” é vista com preconceito e até um certo receio. 

Até aí, nada de novo. Mas a peculiaridade do cenário de footloose reside no fato de que um grave acidente ceifou a vida de um jovem local, o que levou seu pai, o reverendo Shaw Moore (John Lithgow) a convencer os cidadãos locais de que a dança era um grave pecado, devendo, assim, ser abolida a sua prática. O PROTAGONISTA Talvez um dos papéis mais importantes na carreira de Kevin Bacon, o jovem Ren McCormick é um rapaz da cidade que se vê morando numa cidadezinha interiorana e impedido de expressar sua grande paixão pela dança. 

 
Ao saber da estranha proibição, Ren passa a praticar sua dança escondido e a dividi-la secretamente com seus colegas de escola, entre eles a jovem Ariel Moore (Lori Singer), filha do reverendo Moore e irmã do jovem morto no acidente após um baile de formatura. 

TRILHA SONORA

A trilha sonora do filme ficou a cargo de Tom Snow, Dean Pitchford, Kenny Loggins, Nigel Harrison, Mark Mothersbaugh, Jamshied Sharifi, Jim Steinman e Nate Archibald e está recheada de clássicos dos anos 80, sem contar a clássica música tema do filme, que faz a galera sacudir o esqueleto até hoje.


Um álbum contendo todas as músicas pode ser ouvido no Spotify e outras plataformas de streaming musical.

REMAKE DE 2011

Como toda regravação, o remake de Footloose sofreu muitas críticas por parte de fãs do filme original, apesar de ser um filme muito bom. 


Nesta versão, o clássico Footloose é interpretado pelo The Voicer Blake Shelton. Vale a pena conferir! CONCLUSÃO Apesar de ser um filme que mistura comédia e drama, Footloose traz subliminarmente uma crítica ao conservadorismo e mostra de forma clara como atitudes radicais podem prejudicar um grande número de pessoas… 

 

Até a próxima, gente!