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13.12.18

{Lançamentos} Dezembro: Companhia das Letras



Jingle bells!!!

Natal tá pertinho, está na hora de começar a escolher quais livros você dará de presente para as pessoas amadas - você dentro da lista, não se esqueça!


Vamos começar com a Companhia das Letras!

 

Poemas

T.S. Eliot
Organizado por Caetano W. Galindo 

Título original: POEMS
Páginas: 432
Lançamento: 28/11/2018
A obra poética de uma das vozes fundamentais do cânone ocidental em nova tradução.
O conjunto de poemas reunidos neste volume corresponde à poesia completa publicada em livro e em edições independentes lançadas em vida de um dos nomes centrais do modernismo. Entre 1917 — com Prufrock e outras observações — e 1939 — com O livro dos gatos sensatos do Velho Gambá —, T.S. Eliot produziu uma obra densa e profunda que, centrada na musicalidade, no ritmo e na sonoridade, revolucionou definitivamente a paisagem literária do século XX. Em 1948, o autor de A terra devastada, um dos mais célebres poemas da língua inglesa, recebeu o prêmio Nobel em reconhecimento à sua “contribuição excepcional e pioneira para a poesia contemporânea”. Com organização, tradução e posfácio de Caetano W. Galindo, este volume traz um Eliot ao mesmo tempo cerebral e erudito, marca de sua primeira produção, e um Eliot divertido e travesso, que já na maturidade dedicou aos seus afilhados a famosa série de poemas sobre gatos.

Explosão feminista

Heloisa Buarque de Hollanda

Páginas: 536
Lançamento: 22/11/2018
Um panorama múltiplo da quarta onda feminista no Brasil de 2013 até hoje.
Fruto de extensa pesquisa, este livro procura apontar de onde vem a força avassaladora do feminismo na última década e as mudanças pelas quais passou ao longo dos anos. A professora e escritora Heloisa Buarque de Hollanda, um dos nomes mais importantes na área cultural e nos estudos de gênero no Brasil, convoca jovens que estão marcando presença no ativismo, na poesia e nas artes para mostrar pontos de convergência e divergência entre os muitos feminismos que compõem o cenário brasileiro atual. Como podemos definir esta quarta e explosiva onda? Quem são as mulheres que estão à frente dos movimentos hoje e o que elas reivindicam? Como a militância vem impactando a política, o comportamento e, sobretudo, a criação artística? 

Contos clássicos de terror

Organizado por Julio Jeha 

Páginas: 408
Lançamento: 22/11/2018
O melhor das histórias de medo, uma seleção de tirar o fôlego e perder o sono. Neste livro, Stephen King, Shirley Jackson, Machado de Assis e outros dividem as páginas para mostrar toda a potência das histórias assustadoras.
Transitando entre o gótico, o horror e o terror — mas sem se afiliar a nenhuma dessas categorias com exclusividade —, os dezenove contos deste livro reúnem o melhor das histórias de medo. De Machado de Assis e João do Rio a Lygia Fagundes Telles; de Edgar Allan Poe e Robert Louis Stevenson a Stephen King, grandes nomes da literatura mostram ao leitor toda a potência do gênero.
Com seleção e introdução de Julio Jeha, esta antologia traz uma história de H. P. Lovecraft inédita no Brasil, além de uma nova tradução do conto “A loteria”, de Shirley Jackson. Em Contos clássicos de terror, o mal absoluto, o sofrimento de ocasião e até a maldade disfarçada de bem revelam personagens complexos e narrativas impressionantes. 

O livro de Jô #2

Jô Soares e Matinas Suzuki Jr. 

Título original: MEMORIAS - VOLUME II
Páginas: 384
Lançamento: 30/11/2018
Em 1969, Jô Soares lança o seu primeiro one-man show, Todos amam um homem gordo, no teatro da Lagoa, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, depois do enorme sucesso na Família Trapo, estreia na Globo, no programa que revolucionou os humorísticos na TV brasileira, Faça humor não faça guerra. Na aguardada segunda parte do Livro de Jô: uma autobiografia desautorizada, ele conta tudo (ou quase tudo, ou mais que tudo) que aconteceu desde então, até chegar ao talk show que mudou o fim de noite dos brasileiros.
Jô Soares representou mais de duzentos personagens humorísticos e criou dezenas de bordões que entraram para o repertório da língua portuguesa do Brasil. No seu programa de entrevistas — que durou 28 anos — fez cerca de 14 mil entrevistas. Fez oito espetáculos solos em longas temporadas, dois deles apresentando também em Portugal. Dirigiu 24 peças de teatro e fez dez peças como ator. Escreveu oito livros (incluindo este) que já venderam (excluindo este) 1,5 milhão de exemplares no mercado brasileiro, tendo sido traduzidos em vários países, entre eles Estados Unidos, França, Itália, Japão e Argentina.
No volume 2 desta autobiografia desautorizada, revela como chegou a distribuir hóstias ao lado de Dom Hélder Câmara, sua vida de motoqueiro encerrada com dois acidentes, o processo que sofreu durante o período da presidência do general Emílio Garrastazu Médici (e como foi absolvido com um testemunho do poeta Carlos Drummond de Andrade), a saída para o SBT no auge do sucesso na Globo, os casamentos, a perda do filho Rafael, além de sua admiração profunda por figuras — gordas — como Orson Welles e Winston Churchill. Mas, mais do que tudo, o leitor se deliciará novamente com as histórias dele e dos outros, contadas com o melhor da verve de Jô Soares. 

Apesar de tudo

Dipacho

Título original: APESAR DE TODO
Páginas: 64
Lançamento: 26/11/2018
Nenhuma história de amor acontece sem dificuldades, seja você humano ou pinguim. Mas é justamente quando passamos por obstáculos que o sentimento se fortalece.
Às vezes alguns encontros nos surpreendem e tocam profundamente, e a vida fica tão boa que a gente até desconfia. Tudo ganha uma nova cor. Mas, quando as dificuldades surgem — e elas podem ser tão grandes que até parecem insuperáveis —, podemos pensar em desistir e voltar ao que éramos antes. Mas e se, apesar de tudo… tentarmos?
De um jeito simples e com ilustrações cheias de carisma, o autor e ilustrador colombiano Dipacho mostra que toda boa história de amor vale a pena. 


O assassinato do comendador #1

Haruki Murakami 

Título original: KILLING COMMENDATORE
Páginas: 360
Lançamento: 23/11/2018
Em um tour de force sobre amor, solidão, guerra e arte, Haruki Murakami demonstra toda sua habilidade em construir mundos paralelos e personagens inesquecíveis.
No meio de uma crise conjugal, que o marido nem sabia que estava acontecendo, um casal se separa. O marido abandona Tóquio e passa a viver em seu carro, viajando pelo Japão. Pintor de retratos reconhecido no meio, ele acaba por conseguir uma casa que pertenceu ao famoso Tomohiko Amada. A casa fica nas montanhas, e lá ele pode se dedicar à própria pintura.
Nessa casa de paredes vazias, ele começa a ouvir ruídos estranhos e descobre um quadro inédito intitulado O assassinato do comendador. Ao tirá-lo de seu esconderijo, ele entra em um mundo estranho em que a ópera Don Giovanni de Mozart, a encomenda de um retrato, uma adolescente tímida e, claro, um comendador passarão a fazer parte de sua vida.
O assassinato do comendador, primeiro romance longo de Murakami após 1Q84, é ao mesmo tempo uma aventura emocionante pelo mundo da pintura e uma busca por aquilo que nos torna únicos.

12.12.18

{Resenha} Como num Filme - Recomeços # 0.5


Oie amores. C-H-E-G-U-E-I!


Só tenho a dizer que esse livro é simplesmente fofo e delicioso de se ler.
Super recomendo!
Confere aí a resenha negrada!


*livro cedido pela editora

Sinopse:

“As regras são claras... até o momento em que são quebradas. Neste livro da série Recomeços, conheça a história de Ethan. As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova York e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota. Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou?”

Resenha

Stephanie Kendrick não acredita em encontros ocasionados pelo destino, que o amor bate e os dois se apaixonam perdidamente. Por tudo que passou sua opinião relacionada ao amor não poderia ser diferente. Sua vida familiar também não é uma das melhores, tudo parece acinzentar ao seu redor, escurecendo e deixando a raiva e o ressentimento lhe atingir em alguns momentos.

Ethan Price é lindo, charmoso e chama a atenção por onde passa, depois de ter o coração partido, quis se afastar dos traidores, familiares inconvenientes e do convívio social.
Passar o verão longe dos pais e do que eles representam, foi à escapatória perfeita!
Ethan se matricula em um curso de cinema na Universidade de Nova York, mesmo sem entender nadinha de cinema.
Essa também foi uma opção de Stephanie, de não ter que voltar “pra casa” se matriculou no curso de cinema que tanto esperava conseguir.
Apesar de se vestir totalmente diferente no aspecto “normal” que a sociedade pede, ela não liga de usar piercings, coturno, roupas pretas e maquiagem pesada.  Para ela se esconder através dessa nova Stephanie serve para camuflar suas dores e problemas relacionados à perda da mãe e o convívio nulo com o pai.


O encontro dos dois foi aquele esbarrão, de deixar tudo no chão inclusive coisas pessoais de Stephanie, que Ethan não deixou passar despercebido.
Ambos têm problemas pessoais e familiares grandes demais para se preocupar, o que não esperavam é que estariam matriculados no mesmo curso e que num sorteio das duplas para um projeto de roteiro durante três meses inteiros, iriam ser sorteados justamente os dois! A gótica esquisitona e o mauricinho playboy.

Stephanie sem ter pra onde ir depois de uns probleminhas nos dormitórios fica sem alternativa de onde dormir... e seu único e péssima opção é no apartamento de seu ex idiota David, que além de ter que aturá-lo, ainda de quebra o pivô da separação dos dois passa a morar lá também! Se pegando literalmente sem pudor ou vergonha nenhuma.
Fora esse “pequeno” probleminha os dois precisam elaborar juntos um roteiro de algum clássico de Hollywood e a convivência passa a ser constante e os conflitos pessoais parecem não deixa-los em paz, o que dificulta também o conflito de ideias, mas Ethan tem uma ideia que pode ser a solução perfeita para esse desfecho e para ambos.


Para Stephanie a ideia proposta é tão absurdamente ridícula e tão tentadora...que por um momento fica em negação, mas o que são três meses dormindo numa cama confortável somente dela, com um banheiro com banheira somente dela, e sem pagar nadinha durante todo o período em troca dela ser sua namorada de mentirinha.
Os dois são completamente diferentes um do outro em termos de aparência, vida social e financeira, mas algo muito em comum: os dois sofrem por traições recentes dos exs e também problemas com os pais.
As festas regadas a champanhe, caviar, finais de semanas em Hamptons com as famílias ricas dos pais de Ethan não parecia assustar Stephanie, mas sim ter que mudar radicalmente para ser aceita no círculo social elevado daquelas pessoas.

Só que o fingimento envolvendo o roteiro estava saindo pela culatra! Os dois lutam contra os sentimentos conflitantes e um conhecendo os problemas do outro parecia que os unia ainda mais.
Será que o amor que despertava no coração de ambos é o suficiente? As diferenças vão dificultar essa união?
O medo de se entregar a algo completamente novo e incrível, Ethan vai ter coragem de sair da sua bolha social e deixar o amor inundar seu coração?



Uma estória leve, doce, com um casal completamente inusitado, mas que deu tão certo quanto chocolate quente num dia frio e tempestuoso.
Tenho lido todos os lançamentos da Lauren Layne publicados pela Editora Paralela e estou amando cada personagem e enredo.
Gosto ainda mais porque a estória até parece clichê, mas tem uma leveza, beleza que não precisa de cenas fortes pra que o livro seja maravilhoso. A autora escreve as sensações e descobertas dos personagens de um jeito simples e cativante. Nada forçado ou o mesmo do mesmo entende? Simplesmente fantástico!


Por hoje é só amores.

Até a próxima. Tchau! 💟


Título: Como num Filme - Recomeços # 0.5
Autor (a): Lauren Layne
Editora: Paralela
Número de Páginas: 224

10.12.18

{Resenha} A Caçadora de Dragões

Título Original: The Last Namsara
Trilogia: Iskari Vol.1
Autor: Kristen Ciccarelli
Editora: Seguinte
Sinopse: Quando criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a mãe lhe contava histórias antigas, que muitos temiam serem capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz dos dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas - um peso que a garota ainda carrega nas costas.
Agora, aos dezessete anos, ela é uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir diante de seu povo. Mas ela não vai concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma - e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.
"No começo... O Antigo se sentia solitário. Então, para ter companhia, criou dois seres. O primeiro foi formado a partir do céu e do espírito, e recebeu o nome de Namsara. Era um menino de ouro. Quando ria, estrelas brilhavam em seus olhos. Quando dançava, guerras chegavam ao fim. Quando cantava, doenças eram curadas. Sua presença por si só era o bastante para unir o mundo.
O Antigo criou o segundo ser com sangue e luar, e lhe deu o nome de Iskari. Era uma menina triste. Aonde Namsara levava risadas e amor, Iskari levava destruição e morte. Quando Iskari aparecia, as pessoas se escondiam em suas casas. Quando falava, todos choravam. Quando ela caçava, nunca errava o alvo." 
Asha sempre foi apaixonada pelas histórias que sua mãe lhe contava a noite, quando todos dormiam, mesmo que elas supostamente enfraquecessem a rainha, ela continuou contando-as para que a filha adormecesse tranquilamente. Ela cresceu fazendo o mesmo, contando sobre os antigos namsaras, os heróis do passado. Contava histórias e mais histórias para os dragões ouvirem. Quando o mais velho e mais terrível dos dragões a encurralou uma noite e a queimou sem piedade, destruindo casas e matando famílias, a filha do Rei foi odiada.
"[...]quando a garota fez um pedido público de desculpas e o povo cuspiu aos seus pés, seu pai ficou ao lado dela. Quando ela prometeu se redimir e eles sussurraram o nome de uma deusa amaldiçoada, seu pai transformou aquilo em título. Os heróis antigos eram chamados de namsara em homenagem ao amado deus. Mas sua filha seria iskari - como a deusa letal."
Agora aos dezessete anos, ela recebeu a maior missão de todas, uma que tem esperado por anos, desde o grande crime cometido: caçar Kozu, o mais antigo dos dragões, o maior dos inimigos dos draksors. Ela está mais do que determinada a matá-lo e trazer sua cabeça em uma bandeja para o rei, como forma de redenção ao povo e a si mesma. Mas isso não é tudo, seu pai lhe prometeu voltar atrás com a promessa feita anos antes, de casá-la com Jarek, seu tão chamado salvador. Aquele que a trouxe da Fenda, quando fora queimada pelo fogo venenoso do dragão negro, salvando sua vida. Alguém cuja mera visão simplesmente a enoja e que com toda certeza só está atrás do trono de seu pai.
Duas vitórias de uma só vez, mas as coisas não vão exatamente como ela planejava e ela vai acabar descobrindo mais do que gostaria sobre si mesma e sobre o passado que a assombra. Dessa vez, ela terá que, em vez de contar histórias, ouvi-las... dos próprios dragões. E, sendo guiada pelo primeiro namsara da história, ela terá que fazer escolhas que nunca imaginou ter que fazer.
"O Antigo a derrubou, deixando nela uma cicatriz tão longa quanto a cordilheira da Fenda. [...]ele tornou Iskari mortal, arrancando sua imortalidade como se fosse uma roupa de seda. O Antigo também amaldiçoou seu nome e a enviou para vagar sozinha pelo deserto,assombrada por ventos ardentes e tempestades de areia. Para secar sob o sol abrasador. Congelar sob o manto gelado da noite.
Mas nem o calor nem o frio foram capazes de matá-la.
Quem o fez foi a solidão insuportável.
Namsara procurou Iskari pelo deserto. O céu mudou sete vezes antes que encontrasse seu corpo na areia, sua pele queimada pelo sol, seus olhos comidos pelos corvos.
Ao ver sua irmã morta, ele caiu de joelhos e chorou."
Asha, que estava acostumada a ser a iskari, ver os olhares alheios evitarem suas cicatrizes por temor, vai ter que se acostumar com os olhares de um serviçal, um skral, o criado de seu noivo, ainda por cima. Um rapaz feroz que não pensa duas vezes em olhá-la nos olhos, quando ninguém mais vê, embora seja contra a lei. E as coisas vão apenas desandar ainda mais para a caçadora, quando ela recebe de seu próprio irmão, um pedido para que ela salve o skral de Jarek. E de repente ela está cheia de tarefas que uma iskari não deveria estar fazendo, mesmo assim ela se vê na necessidade de cumpri-las, mesmo não entendendo de fato a razão por trás de tudo isso. Afinal, poderia uma iskari, se tornar uma namsara? Asha com certeza não se vê assim, mas desobedecer o Antigo, pode ser muito perigoso...
"[...]Ouviu a morte chamando seu nome, então seu coração fraco e brilhante falhou.
- Meu amor - ela sussurrou. - Esperarei você nos portões da morte.
[...]Nos portões da morte, Willa firmou os pés e olhou novamente para a terra dos vivos. [...] então, a própria morte foi até ela. Willa não se moveu.
A morte enviou um frio intenso para congelar o amor em seu coração, e nem assim Willa se moveu.
Enviou um fogo furioso para queimar suas memórias, e Willa as manteve com firmeza.
Enviou um vento tão forte quanto o mar para forçá-la a seguir adiante, mas Willa segurou nas barras e não soltou.
[...] Ela esperou o próprio Elorma chegar ao portão, uma vida depois, e só então soltou as barras."
A Caçadora de Dragões me atraiu em tudo. A sinopse, a capa, o título. Não teve uma coisa sequer que não me faria pegar esse livro para ler e com certeza não me arrependi. A história parece tão simples com o resumo, mas ela se mostra muito mais que isso. A narrativa incrível é intercalada entre o presente, seguindo Asha, e histórias do passado, dela ou histórias mais antigas de Firgaard, nos trazendo mais pra perto das fundações desse universo fictício.

E claro, adorei a personagem principal. Uma caçadora de dragões! A melhor deles! Enquanto lia esse livro eu não conseguia não pensar em como a minha eu de 10 anos atrás teria ficado tão fascinada quanto eu fiquei ao ler esse livro. Definitivamente um livro empoderador para as mulheres. Além da principal, temos muitas outras mulheres incríveis que são mencionadas, como a prima da iskari, Safire, filha de um draksor e uma skral, um amor proibido por lei. E das histórias antigas, eu devo mencionar sem falta: Moria, a filha de uma sacerdotisa que matou o quarto rei de Firgaard, por ser tão cruel.
"[...] Moria fez uma mesura para ele. Não o encarou, com medo de que visse a fúria ardente em seus olhos. Não falou seu nome, com medo de que identificasse o tom afiado de sua voz.
O rei-dragão dispensou seus guardas.
A chama em Moria vacilou.
[...] Quando ele avançou em sua direção, Moria congelou.
Quando ele abriu os botões de seu caftã, ela tremeu.
Quando o tecido deslizou de seus ombros e caiu no chão, Moria pensou na sua amiga mais querida. Pensou em todas as garotas que haviam ficado bem ali, tremendo e com medo, com as roupas emboladas junto aos seus pés. Então ela pegou a faca amarrada em sua coxa.
Ao vê-la, o rei arregalou os olhos, surpreso.
Então Moria cortou a garganta dele.
[...] Ela manteve a cabeça erguida por todo o caminho até o bloco de execução."
A história tem a medida certa de romance, aventura e fantasia. Para alguém como eu, que já leu tantos romances na adolescência, ao ponto de até enjoar dos clichês melosos por aí, foi algo bem revigorante. Todas as histórias de amor em A Caçadora de Dragões são lindas e profundas, que te fazem sonhar com o "eterno".
A forma como foi narrada, intercalando as histórias antigas e o passado do ponto de vista de Asha, nos faz acompanhar seus pensamentos e dúvidas. Desvendando aos poucos, junto com a protagonista todas as lacunas de seu passado, o que ajuda a história a fluir com muita facilidade. Lembro de ficar até tarde da noite lendo o livro, porque simplesmente não conseguia largá-lo! (risos). Os detalhes nas páginas, nos títulos também me agradou imensamente.

Recomendo esse livro para todas as mulheres com toda a certeza e mais ainda para todas as meninas que sonham em verem a si mesmas como protagonistas de histórias tão intensas e incríveis! Espero ansiosamente pelos próximos volumes!