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4.2.19

{Resenha}Aru Shah e o Fim dos Tempos



Título Original: Aru Shah and the end of time
Saga: Pândava #1
Autora: Roshani Chokshi
Editora: Plataforma21
Sinopse: Aru Shah é uma garota cheia de imaginação e, para se sentir aceita na escola, sempre aumenta a verdade. Ter um elefante de estimação, ser da realeza, fazer viagens imaginárias a Paris, ter um chofer… Bem, as mentiras que conta não são poucas, mas Aru tem lá suas razões.
Nestas férias, por exemplo, enquanto os outros alunos estarão viajando para lugares superexóticos em suas casas chiques de veraneio, ela terá que ficar plantada no Museu Arqueológico de Arte e Cultura Indiana, onde sua mãe trabalha.
Um dia, três colegas resolvem aparecer no museu para pegá-la em uma de suas mentiras. E eles não acreditam de jeito nenhum que a Lâmpada de Bharata realmente seja amaldiçoada. Apenas uma acendida rápida, Aru pensa, contrariando as regras do lugar. Daí, nada de mentir novamente na escola…
Entretanto, acender a lâmpada traz consequências catastróficas. Sem querer, Aru Shah liberta Sono, um demônio ancestral cujo objetivo é despertar o Deus da Destruição. Além disso, sua mãe e seus colegas ficaram congelados no tempo.
Agora, Aru deve dar um jeito em toda essa bagunça, e a única forma de impedir Sono é encontrando as reencarnações dos lendários irmãos Pândavas numa jornada pelo Reino da Morte. Mas como uma garota usando seu pijama do Homem-Aranha será capaz de enfrentar tudo isso?
Aru Shah e o fim dos tempos é o primeiro volume da Saga Pândava, série de estreia do selo Rick Riordan Apresenta.


Amo mitologias. Sério, posso passar horas discursando sobre deuses gregos e romanos, sobre a maioria dos deuses egípcios e celtas. Sei mais sobre mitologia grega, é óbvio... Afinal, sou da geração Cavaleiros do Zodíaco, quem aí conhece?

Depois que esse anime me animou (ahn ahn XD) a conhecer mais sobre mitologia, me dediquei a aprender sobre novos deuses. E um dia calhou de eu conhecer Bollywood... Aí foi um caminho sem volta! Sou amante de Bollywood tanto quanto Aru!

Quem é Aru?

Aru é uma Pândava.

Mas o que é Pândava?

Pândava(s) faze parte de uma história épica, o Mahabharata. São os filhos de Pandu com suas esposas, Kunti e Madri. Eles lutaram a Guerra de Kurukshetra, contra seus primos conhecidos como Kauravas.

Esses irmãos são: Iudistira, Bhima, Arjuna, Nakula e Sahadeva.

Os 5 Pândavas e sua esposa, Draupadi.
E Aru possui a alma reencarnada de um deles e precisa, como seus antecessores, salvar o mundo.
No mundo de Aru, todos nós temos destinos. Aru estava destinada a libertar Sono, aquele que deseja libertar Shiva, o Deus da Destruição. Mas como ela, uma menina de 12 anos, tem uma responsabilidade tão grande assim?

Uma criança que se importa com o que seus amigos vão pensar dela, que mente constantemente para eles para se sentir aceita. Mesmo que eles sejam péssimos amigos, ela quer se sentir parte de algo. Conta histórias fantásticas sobre o museu onde vive com sua mãe, sobre as viagens que as duas nunca fizeram juntas... Que sua mãe é uma agente especial.

Mas suas mentiras tem uma consequência terrível. Confrontada por esses colegas, ela faz algo que sabe que não deveria fazer e o mundo fica paralisado. Sono simplesmente salta para fora da lâmpada/prisão e pretende roubar todas as chaves que são capazes de libertar Shiva, o Destruidor de Mundos.
“Às vezes, a luz revela coisas que seria melhor ficarem no escuro. Além do mais, a gente nunca sabe quem está de olho.”
A mãe de Aru é a curadora do museu onde vivem. Mas é quase uma estranha para a criança, uma vez que ela viaja muito para trazer peças novas para o museu e tem muitas reuniões que a mantém ocupada. E é essa uma das razões que fazem Aru mentir: a ausência quase frequente de sua mãe, mesmo durante as férias quando seus amigos irão fazer coisas incríveis e a menina terá que ficar com sua babá. Aru tenta sempre chamar a atenção da mãe, fazer com que ela dedique mais tempo à relação das duas, mas...

Talvez seja tarde demais, pois ao libertar Sono, o mundo está se paralisando e o tempo para salvá-lo está acabando. Ela conta com a ajuda de Buu, uma criatura celestial que irá guia-la em tudo o que precisar fazer. E como eu disse ali em cima, os Pândavas são irmãos... Então ela encontra Mini, uma garota peculiar que já sabia de tudo isso: sobre o mundo mágico, sobre os deuses, Pândavas e sua missão. Aru sente-se em desvantagem, mas sabe que sozinha não iria conseguir chegar a lugar algum.
“Talvez fosse por isso que super-heróis usavam capas. Talvez nem fossem capas, mas naninhas, como a que Aru tinha ao pé da cama e puxava para perto antes de dormir. Talvez super-heróis simplesmente amarrassem as naninhas no pescoço para que tivessem um pouco de conforto aonde quer que fossem. Pois, sinceramente... Salvar o mundo é assustador. Nenhum prejuízo em admitir isso. (E nesse momento a naninha seria bem-vinda.)"
Mini, apesar de conhecer tudo o que havia para conhecer, é também uma criança. Meio hipocondríaca, ela pensa em todos os perigos e germes que terão que enfrentar. Mas é corajosa e está pronta para provar a si mesma de que é capaz de cumprir essa missão.

Entre deuses e demônios, Aru, Mini e Buu vão de encontro ao fim dos tempos para salvar todas as pessoas. Mercados incríveis onde você entra para comprar um iogurte de morango e sai com uma veste feita de poeira estelar. Os desafios são muitos e seus recursos são poucos, uma vez que estão em desvantagem em relação a seus inimigos.

Sou suspeita para falar, uma vez que mitologia é meu lado bem nerd. Conheci muitas coisas do hinduísmo que não conhecia e olha que tenho muita vontade de visitar a Índia. A autora, no final, coloca um dicionário bem-humorado das coisas que podem te deixar meio confuso, pois pode mesmo acabar te deixando meio perdida. Muitos deuses e muitos demônios.


A personalidade dos personagens é divertidíssima, coloridas. Tudo parece um grande filme de fantasia de Bollywood – mesmo Aru comenta que gosta o jeito como do nada as pessoas saem cantando e dançando nesses filmes! – onde mesmo em momentos de tensão, as meninas conseguem com atos espertos e inocentes seus intentos. Lembre-se: essas heroínas são crianças... E meninas. A todo momento tentam desmerecê-las por essas duas características, mas isso não as abala e vão provar que podem cumprir suas missões.

Aru acaba por descobrir algo mais sobre si e, que talvez, suas mentiras não sejam só mentiras.
“Histórias são escorregadias” sua mãe costumava dizer. A verdade de uma história depende de quem está contando”.
Esse livro foi uma surpresa agradável. Se você tem uma criança em casa, será um bom incentivo à leitura e aprendizagem de uma nova cultura. Leitura recomendadíssima para todas as idades!

O próximo livro se chamará Aru Shah e a canção da morte (Aru Shah and the song of death). Ele está em pré-venda nos EUA, acredito que ainda não há previsão de lançamento aqui no Brasil. Confira a capa e a sinopse!


Aru Shah and The Song of Death

Aru is only just getting the hang of this whole Pandava thing when the Otherworld goes into full panic mode. The god of love’s bow and arrow have gone missing, and the thief isn’t playing Cupid. Instead, they’re turning people into heartless fighting-machine zombies. If that weren’t bad enough, somehow Aru gets framed as the thief. If she doesn’t find the arrow by the next full moon, she’ll be kicked out of the Otherworld. For good. But, for better or worse, she won’t be going it alone. Along with her soul-sister, Mini, Aru will team up with Brynne, an ultra-strong girl who knows more than she lets on, and Aiden, the boy who lives across the street and is also hiding plenty of secrets. Together they’ll battle demons, travel through a glittering and dangerous serpent realm, and discover that their enemy isn’t at all who they expected.
 Aru está apenas se acostumando com a coisa de ser Pândava quando o Outromundo entra em pânico. O arco e flecha do deus do amor desapareceu e o ladrão não está bancando o Cupido. Ao invés disso, ele está tornando as pessoas em máquinas de luta zumbis sem coração. Se isso já não fosse ruim o suficiente, Aru é acusada como ladra. Se ela não encontrar o arco até a próxima lua cheia, ela será banida do Outromundo. Para sempre. Mas para o pior ou melhor, ela estará sozinha. Junto com sua irmã de alma Mini, Aru irá se juntar a Brynne, uma garota ultra-forte que sabe mais do que transparece, e Aiden, o garoto que mora do outro lado da rua e que também esconde muitos segredos. Juntos, eles irão lutar contra demônios, viajar através de um perigoso e brilhante reino de serpentes e descobrir que o inimigo não é quem eles esperavam. (tradução livre da resenhista o/)

1 comentários:

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