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22.3.19

{Resenha} Corte de espinhos e rosas


Título Original: A court of thorns and roses
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Sinopse: Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance.
Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um féerico transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação.
Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas , a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

Olha, primeiro de tudo devo admitir que eu tenho esse livro já há algum tempo... Mais de um ano, provavelmente, e só esse ano que eu tirei o “pó” dele para finalmente lê-lo. Tenho já praticamente todos os livros da autora por me interessar pelo tema... E devo admitir que a expectativa que eu havia criado em torno desse livro não foi tão decepcionante.

Feyre é a filha do meio de três filhas, em uma família que antes possuía grandes riquezas conquistadas com o comércio mercante marinho, e agora já não possuem nem mesmo comida se ela não for caçar. Seu pai é um desesperançado com uma sequela grave em uma das pernas, sua irmã mais velha só quer saber de ostentar (mesmo não tendo nada) e espezinhar o pai e a própria Feyre... E a irmã mais nova vive em seu pequeno mundinho de sonhos, mas tem como modelo a irmã mais velha.

É durante uma de suas caçadas em busca de alimento para sua casa que ela precisa competir com um lobo uma corça e sai vitoriosa. Suas irmãs já se imaginam comprando coisas novas com a venda das peles, terão comida pelas próximas semanas, se forem frugais e Feyre não precisará ir tão fundo mais naquela floresta. Pois sabem, há um pacto entre as criaturas mágicas conhecidas como feéricas e os humanos. Do grande continente em que todos vivem, apenas um pedacinho foi delegado aos humanos após uma grande guerra pela liberdade humana, que antes era considerada escravos por essas criaturas. Há muitos anos isso aconteceu, muitos humanos sequer se lembram dos deuses que veneravam antes e tudo o que resta são mitos e histórias de fogueira.

Mas eles sabem o quão perigosas são essas criaturas e a pouca chance de sair vivo ao encontrarem alguma delas na floresta.

Imagina então uma delas arrombar sua porta, cobrando um pacto há muito esquecido. Uma vida por outra vida ou a ida para o outro lado do muro.


É assim que Feyre acaba indo para o outro lado do muro. E o que encontra não é nada do que imaginava. Seus instintos humanos e de caçadora gritam para que não confie em ninguém... Mas e se tudo não passa de uma história antiga para manter os humanos longe daquela terra encantada?

Mas nem tudo são rosas. Embora seu anfitrião, um féerico chamado Tamlin, seja a personificação da gentileza, há algo muito errado acontecendo nas terras primaveris onde a jovem humana está residindo. Todas as criaturas que lhe cercam carregam uma máscara em seu rosto que as marca como uma maldição. Será que ela será capaz de ajuda-los? E porque deveria, uma vez que foi levada até ali à força?

Lucien é um dos meus personagens favoritos da história, com todo seu humor sarcástico e delicioso de ver. Tamlin também não é nada mal. Há muitos personagens interessantes na trama, mesmo na família de Feyre e acabamos por gostar de alguns depois de algum tempo.

Eu estava com medo de finalmente começar essa série e não ser tão boa quanto vejo todo mundo falar, mas dá pra prender bastante a atenção e você se pega torcendo para os personagens logo. O mundo feérico criado pela autora também é bem interessante, ela nos apresenta um pouco da história que permeia os momentos atuais e suas consequências, mas acho que dava para aprofundar mais... Embora eu saiba que nem todos gostam de muita descrição ou muita “história” nos livros, acho que cabe as vezes para um aprofundamento e mergulho naquela realidade.

Como eu disse no começo, é uma leitura boa de fantasia, com romance e requintes de crueldade, huahuahu! Vale o tempo nele para se divertir!

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