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11.11.19

{Resenha} Como eu era antes de você


Título Original: Me Before You
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Sinopse:  Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.




A razão pela qual li esse livro, inicialmente, foi: todo mundo postando o trailer do filme e eu detesto ver trailer porque é spoiler. Então eu decidi ler o livro e me sentir livre para ver o trailer (só vi o trailer, então, no dia 13 de março!!!). Sabem o quanto é difícil estar em uma rede social e ser blogueira e se abster de ver um trailer “literário”? Eu sofri, gente!!!

Mas não tanto quanto sofri no final desse livro. Admito que minhas lágrimas quase caíram – que fique bem claro: “quase”!!! Os personagens, memso os mais chatos, são tão magnéticos que não tem um que não agrade – talvez Patrick... Mas tá, ele tinha suas razões para ser “um merda”.

Acredito que cidades pequenas sempre serão cidades pequenas, não importa o país no qual estejam localizadas. Claro que a presença do Castelo na cidade onde vivem ajuda a dar um ar maravilhoso à cidade, mas para os jovens a ansiedade de fugir dali é sempre a mesma. As vantagens de morar em uma cidade grande, um mundo completamente desconhecido à sua frente. Algo além do que a cidade pequena, com sempre os mesmos rostos, as mesmas fofocas, pode oferecer.

Mas não para Louisa Clark. Ela sente prazer nas coisas pequenas que sua cidade oferece. Gosta de conversar com as pessoas do pequeno café no qual trabalha(va), imaginar suas vidas, as uniões e separações. A gentileza que só um local reconfortante pode oferecer. Mas a jovem de vinte e sete anos, apesar de gostar de sua vida, tem um jeito próprio de mostrar a sua individualidade: suas roupas escalafobéticas. Tá, eu exagerei, mas não é qualquer pessoa que ama meias listradas de abelhinhas, né? Só uma pessoa de opiniões fortes não liga para o que pensam dela, nem para seus julgamentos.

Até aquele momento de sua vida, ela foi subestimada – por sua irmã, seus pais, seus amigos... E apenas Will Traynor fez com que ela visse a si mesma: uma mulher forte e madura, inteligente e capaz de alcançar seus desejos – uma pessoa capaz de desejar. Sei que no geral livros de romance são assim: uma mulher é esquisita (ou coisa assim) e chega um homem e muda ela para a melhor. Mas acredito que, pelo menos entre Will e Lou a mudança surgiu para os dois.

Will era tudo o que um jovem de posses pode ser: destemido, determinado, rico, arrogante... E não conseguia viver uma vida que não fosse uma vida de aventuras, uma vida em que ele não fosse ativo.

Quando isso lhe é tomado, foi como se a morte fosse melhor do que continuar vivendo e dependendo de outros para suprir todas as suas necessidades básicas. Viver com a dor física e emocional, carregada das lembranças de quem você foi, de tudo o que foi capaz de fazer e ser limitado sem chances de cura. Não há nenhuma perspectiva de futuro para Will. E, por esta razão, ele decide não continuar vivendo.

Sua família morreu com ele junto com seu acidente há alguns anos atrás. Sua mãe, uma juíza atarefada, tenta ser a melhor mãe distante do mundo, tanto que ela se sente incapaz de continuar ajudando o filho. Mas nunca pergunta o essencial: você quer “isso” ou “aquilo”, Will? Apenas decide tudo por ele como se o mesmo fosse incapaz também de desejar e pensar por si mesmo.

É o segundo livro que trata de deficiência esse ano (o primeiro foi “Ela não é invisível”) que mostra um pouco a respeito de como muitas pessoas tratam os deficientes: incapazes, julgando que suas capacidades cognitivas são menores por não terem a capacidade de ver ou andar. Os olham com pena e os tratam como coitados. Will Traynor não admitia nenhum desses comportamentos, mostrava-se extremamente chateado quando saíam e irritava-se, a ponto de ficar emburrado por dias.

Seu único alívio foi a chegada relutante de Louisa Clark, a moça determinada a mostrar para ele o lado bom da vida. Mas como conseguir isso, se ele tinha todo o lado bom da vida e o conhece melhor do que ninguém e acredita que já não pode mais fazer parte dele?
Adorei o livro, os personagens são apaixonantes. A mãe de Lou é uma senhora meio retrógrada, mas tem o coração no lugar certo. Apesar do final ser pesaroso, é um livro que todos deveriam ler e rever seus conceitos sobre vários tabus da sociedade.

E agora que posso ver o trailer do filme, me deu vontade até de coloca-lo aqui para vocês!



Link do livro no Skoob: Como eu era antes de você





1 comentários:

  1. Bom dia Priscila. Adorei seu comentário, sua resenha sobre o livro. Ainda não o li, mas já vi o filme diversas vezes e toda vez é um encanto diferente. Trabalho numa biblioteca e posso lhe garantir que este livro já está até uma carniça de tantas pessoas que o pegam para ler. Eu admito que não gosto de ler livros assim muito manuseados rsrsrsrs Ainda vou comprar para poder ler de verdade porque não tem nada mais gostoso que um bom livro, uma boa história e uma maravilhosa viagem, porque os livros para mim são eternas viagens. Sua postagem me fez querer ler muito mais este livro rsrsrsrs Os livros são bem superiores aos filmes e tenho certeza que não vou ler apenas uma vez. Gratidão por sua postagem e carinho a cada livro lido. Inarinha :)

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