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1.3.19

{Divulgação} Autor Nacional: Ângelo R. T. Magalhães



Juro que estou tentando mexer mais no Instagrams das Meninas, okayz?

Já está nos seguindo lá? Nãao <o> Vá aqui então ;D


E nessa nova vida de Instagramis, conheci o autor Ângelo, que me apresentou seu livro e me deixou bastante curiosa com a sinopse, veja só!


A Era do Caos I: A submissão dos inocentesEditora: Chiado
Sinopse: Numa América apocalíptica, desolada pela Terceira Grande Guerra, o governo caiu, deixando o país à sua própria sorte. As grandes metrópoles tornaram-se locais hostis, devido à elevada radiação provocada pelos ataques nucleares que fustigaram o país durante a guerra. Os poucos sobreviventes que ainda restam, refugiam-se agora em colónias, vilas e pequenas cidades e vivem sob o medo de serem mortos pelos Stalkers e Brawlers, seres selvagens que apareceram misteriosamente após a guerra. Estes seres são descritos como inumanos e estão por toda a parte, usando a brutalidade para saciarem a sua sede por violência e canibalismo. 
No meio deste caos, um adolescente, de seu nome Ryan Snyder, com apenas dezassete anos, parte da sua terra natal, Dallas, no Texas, em direção à Capital, a antiga Washington DC, em busca do seu progenitor que fora misteriosamente raptado. Completamente sozinho, o destemido rapaz viajará por cenários desoladores e submeter-se-á a situações de extremo perigo, ao mesmo tempo que combaterá uma dura batalha contra os seus medos e sentimentos.

Entretanto, um mal enigmático ergue-se na Capital, sob as ordens de um quimérico inimigo, que deseja a aniquilação dos inocentes.

Sobre o autor: Ângelo Ricardo Teixeira Magalhães é um visionário autor, que nasceu em Vila Nova de Gaia, a 30 de Julho de 1989. Passou a sua infância na freguesia de Pedroso, antes de se mudar para Canelas, onde viveu durante toda a sua adolescência e pela qual nutre um carinho especial.

Desde a sua juventude que gosta de escrever estórias e, juntamente com um colega de escola, escreveu, realizou e atuou em curtas-metragens e participou em vários concursos, tendo sido vencedor de alguns prémios. Completou apenas o 12º ano de escolaridade, no curso de Técnico de Informática de Gestão, mas, mesmo não optando por seguir um curso superior, tal não foi impedimento para seguir a sua ambição de, durante dois anos e meio, escrever a sua primeira obra e criar o seu próprio mundo de fantasia. Os seus autores favoritos são George R. R. Martin, Stephen King, José Rodrigues dos Santos e José Luís Peixoto.

Vive atualmente com a sua companheira e com a sua filha em Vila Nova de Gaia.

Contatos:
Tel: 916881974

Adicionem o Ângelo lá no instagramms também!!! 

27.2.19

{Resenha} Universos Afins



Título original: Kindred Spirits
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Sinopse: Estar numa fila não é uma situação das mais agradáveis. Porém, para a jovem Elena, acampar na frente do cinema só para acompanhar a estreia do mais novo Star Wars é nada menos que uma grande jornada. O problema é que em dias de internet (e compras de ingressos on-line), essa vibe de fila não é compartilhada por muitos outros fãs. Ao chegar ao cinema, dias antes da estreia, só há mais duas pessoas ali acampadas: Gabe e Troy, que entendem a fila como um ritual obrigatório para tornar aquela experiência algo realmente memorável. Universos afins é um saboroso conto geek sobre expectativas e sobre compartilhar paixões. Rainbow Rowell mais uma vez apresenta uma obra inocente e engraçada, com aquela pontinha de nostalgia que nos deixa com um nó na garganta, como há muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante.

Sabiam que há uns 15~20 anos atrás as pessoas faziam filas e acampavam nas portas do cinema para verem os filmes, como se fossem shows de grandes artistas? Só para comprarem primeiro os bilhetes e sentarem nos melhores lugares? Eram dias e semanas que passavam ali, só para garantir um espaço agradável para finalmente assistir os filmes mais aguardados e ansiados por eles?

Minha primeira fila de cinema foi para assistir Rei Leão quando eu tinha 8 anos de idade. Era a estreia do desenho na cidade onde eu morava e me lembro o quanto eu queria ver. A primeira sessão seria as 8 da noite, meus pais me levaram com duas horas de antecedências só por conta do trabalho deles e talz... E como eu tinha 8 anos, não podia ficar sozinha né? E aí passavam os caras do cinema contando quantas pessoas tinham, se caberia e tudo o mais... A fila já estava dando volta no quarteirão, mas eu não estava tão longe assim... E aí, quando estávamos chegando na bilheteria, não tinha mais entradas para nós, o cinema estava lotado. Lembro que eu fiquei tão triste que chorei até o moço do cinema me afirmar que teriam uma nova sessão no dia seguinte. Aí fomos ainda mais cedo e deu tudo certo!


Hoje em dia você consegue comprar o ingresso pela internet, já com a poltrona que você quer se sentar. Só chega horas antes se quiser, porque não precisa de fato. E é sobre isso que é o livro, sobre como as pessoas com hobbies afins já não se encontram tanto mais.

Elena tem seus 18 anos e essa é a primeira grande aventura que ela irá fazer. O novo filme da franquia Star Wars está para ser lançado e, como seu pai, ela ama Star Wars e também como ele, quer ser uma das primeiras pessoas da fila para assisti-lo. Sua mãe não é muito a favor da ideia, mas não há nada que possa fazer para que Elena mude de ideia.

Lá ela conhece Troy e Gabe. Troy já é um cara mais velho e que passou por muitas filas. Há a regra das filas e todos precisam seguí-las. Gabe é um jovem da idade de Elena e fica meio no ar se ele já passou por outras filas, mas dá para entender que sim. Há toda uma cumplicidade entre os três, porém Elena guarda um segredo sombrio e que não deseja que seja revelado e faz todo o possível para evitar isso.


As filas já não são mais como eram, uma vez que, como eu disse, a tecnologia mudou esse estilo de fila que hoje ainda são vistas em alguns shows de música. As coisas para Elena parecem desanimadas demais então ela dá seu melhor para que esses três dias ali sejam dignos de lembrança.

É um livro bem curtinho, com fontes bem grandes e que perpassam esses três dias na fila. Os personagens são bem encaixados na história e vemos uma parte nerd da vida. E em como os filmes podem significar algo a mais e nos ajudar a encontrar pessoas com gostos parecidos com os nossos.

Se está em um momento de transição entre uma leitura e outra, Rainbow Rowell sempre pode te ajudar nisso! Leitura leve e divertida, para amantes de Star Wars e onde podem encontrar universos semelhantes ao seu!

Obs: Sou o C3PO da vida real.


25.2.19

{Resenha} Coração-Granada


Autor: João Doederlein (@akapoeta)
Editora: Paralela
Ano: 2018
Sinopse: O amor (correspondido ou não) mexe com a nossa alma e nosso corpo. A ansiedade, quando nos toma de assalto, também. Outro ponto em comum entre os dois é o fato de que levam artistas de todos os tipos a produzir obras capazes de gerar reflexão e dar sentido ao que, muitas vezes, parecia não ter.
É o caso de Akapoeta, pseudônimo de João Doederlein, neste seu segundo livro. Nele, o jovem escritor fala de paixões, de crises de ansiedade e da relação entre ambas, com a mesma delicadeza que transformou a sua obra de estreia, O livro dos ressignificados, em um best-seller. Agora, o autor combina novos verbetes com poemas breves e longos, voltando a encantar o leitor com sua escrita acessível e, ao mesmo tempo, impactante.

Resenha:

João Doederlein tem um daqueles perfis no instagram (@akapoeta) que sempre tem algo a dizer sobre o momento que estamos vivendo, impossível não se identificar com pelo menos um de seus posts, com frases e poemas curtos, mas com um significado imenso.

O autor nasceu em Brasília, e escreve desde os 11 anos. Seu segundo livro nada mais é do que um apanhado de poemas simples, autobiográficos, carregados de sentimentos variados e muito pessoais.

Alguns desses poemas seguem a linha de seu primeiro livro, O Livro dos Ressignificados, trazendo verbetes com algumas palavras e definições escritas por ele mesmo (de forma mais poética, obviamente).

“ acreditar (v.): é olhar para sua mão quando ela segura a minha e apostar todas as minhas fichas que encontrei a pessoa para quem vou dedicar as músicas da Anavitória. É palavra vizinha da fé. É dar chance para o acaso me decepcionar. É andar vendado no labirinto do amor só com a sua voz para me guiar. É te abraçar quando a ansiedade bate na porta da sua vida, sem te perguntar por onde e como ela entrou.
É deitar no seu colchão quando você me diz que metade dele é meu.”

O autor se mostra bastante vulnerável em alguns momentos, expondo as dificuldades que vive diariamente devido às angústias da ansiedade e depressão. Mas felizmente, ele consegue transformar seus medos, anseios, dores e sofrimentos em arte e poesia.

“Tomar decisões
É algo difícil quando se tem ansiedade.Na nossa mente estamos sempre escolhendo Entre a janela muito altaE a porta cheia de farpas.”

Ele também usa um de seus “ressignificados” para explicar o conceito, também criado por ele, que dá nome a esse livro. Conceito esse que talvez seja o mais autobiográfico de todos, que nos aproxima ainda mais da personalidade do autor.

“coração-granada (s.m.): é ser alguém que explode de amor, ao menor contato. É quem entende que a vida deixar marcas conforme vivemos. É uma nuvem de calor pós-paixão. É espalhar os ideais que moram dentro de você com a intensidade de um cometa. É alguém que faz barulho mesmo em silêncio. É a inquietude de querer viver. É um coração que não se deixa levar pela exaustão. É o brilho que ora ilumina, ora cega. É ter no peito uma romã, mais vermelha que o sangue, mais doce que o morango e, mesmo quebrada, ainda bonita.E quando o mundo estiver em festa, nós seremos os fogos de artifício.”

Ler Coração-Granada nos coloca em contato com João Doederlein de forma tão pessoal que nos sentimos amigos íntimos dele. Ele consegue descrever o que sente de uma forma linda, com uma sensibilidade extrema, sejam esses sentimentos bons ou ruins.

Todos nós vivemos amores correspondidos e não correspondidos, e em algum momento também nos deixamos levar pela ansiedade em seus mais diversos contextos. Dessa forma, é praticamente impossível não se identificar com a escrita do autor e com algum de seus textos, que muitas vezes parecem ter sido escritos para nós.

João Doederlein nasceu para ser poeta, e sabe usar tudo o que acontece em seu interior para expressar, de forma poética, o quanto é difícil “sentir”.