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15.3.19

{Resenha} Uma Noite Por Conveniência #02 - Rachael Thomas


Oiee amores. C-H-E-G-U-E-I!


Livro amorzinho cedido pela em parceria com a maravilhosa Harlequin.
Confere aí!


Sinopse:

Piper Riley ficou chocada ao descobrir, através da mídia, que o sedutor desconhecido para o qual entregou sua inocência era o infame playboy Dante Mancini. Principalmente porque a noite inesquecível que tiveram resultou em uma gravidez inesperada. Quando Dante soube que Piper estava esperando um filho seu, ele encontrou a oportunidade perfeita para restaurar sua reputação. Porém, Piper não aceitará nada além de um amor de conto de fadas, com direito a “felizes para sempre” e tudo mais!”


Resenha

Dante Mancini era conhecido como o mulherengo e solteiro mais cobiçado do mundo, o que não foi nada bom para seus negócios que essa constatação tivesse sido publicada pela Celebrity Spy! Para que todos ficassem atualizados.

Piper Riley teve uma única noite de amor com um desconhecido, foi intensa e inesquecível... O que resultou numa gravidez não planejada, por ainda ser inexperiente nas artes do amor.
O que não contava era que o pai do seu bebê era nada mais, nada menos que o mulherengo Dante Mancini.

Apesar de saber desse fato, Piper achou que o pai deveria saber da existência do filho. Pelos ensinamentos e amor que recebeu de seu próprio pai, essa era a coisa certa a se fazer.
Conhecer e revelar tudo a Dante talvez seja um grande erro... talvez não?


Terão que fingir ser um casal apaixonado para a mídia e para seu cliente Bettino D´Antonio, com quem Dante pretende fechar um contrato que vai alavancar sua empresa e também salvar a instituição The Hope Foundation no processo.
Será que Dante e Piper vão conseguir fingir que é somente o contrato e o bebê que os unem?

Dante perdeu muito quando criança: primeiro seu pai que abandonou sua mãe e seu irmão, o deixando como o homem da casa... Dante só tinha oito anos quando isso aconteceu.
Ele via sua mãe trabalhar duro para sustentar a ele e seu irmão, o que o fez se empenhar muito para dar de tudo para os dois. Dante não sabe lidar quando as coisas saem do seu controle, e isso ocasiona alguns problemas que ele não foi capaz de intervir. A culpa que ele carrega é tão grande que seu coração se tornou frio e incapaz de amar ou se deixar amar.

Amar não era mais uma escolha, pois tudo que ele já amou lhe foi tirado... se tornar frio e duro com as pessoas e com os problemas era a melhor saída.


Dante me emputeceu durante toda a leitura!
Realmente ele não era merecedor de ter alguém como Piper em sua vida.
Vi o lado que o atormentava desde muito tempo e entendi do porque ele ser assim, mas ser teimoso e frio o tempo todo me irritou.
É o típico cara que não consegue enxergar um palmo a frente do nariz rs.

Senti falta de um pouco mais de romantismo no final do livro, pra mim foi algo rápido demais e puf! Quando vi já tinha acabado a estória.
Dante e Piper é aquele casal que você torce pra ficar junto, mesmo ele sendo irritante e muitas vezes insuportável rs. Mas o amor pode e aguenta tudo né?

O final foi muito amorzinho, mas queria mais do bebê do casal.
Apesar de tudo foi uma estória gostosa de ler, com conselhos de mãe que nunca erram... Por isso que ouvir conselho de mãe raramente você se lasca. Um fato!

Recomendo!

Por hoje é só amores. Até a próxima. Tchau!


Título: Uma Noite Por Conveniência #02
Autor (a): Rachael Thomas
Editora: Harlequin
Número de Páginas: 160

13.3.19

{Resenha} Minha vida fora dos trilhos



Título Original: Moon over Manifest
Autora: Claire Vanderpool
Editora: Darkside
Sinopse: A protagonista de MINHA VIDA FORA DOS TRILHOS, Abilene Tucker, tem apenas 12 anos, mas é corajosa e impetuosa o suficiente para encontrar aventuras na pequena cidade de Manifest, Kansas, um fim de mundo para onde seu pai a enviou de trem a fim de passar o verão sob a tutela de um velho conhecido enquanto ele trabalha em uma ferrovia.
O que parecia ser o período mais solitário e entediante de sua vida ganha um novo e surpreendente rumo quando Abilene encontra uma velha caixa de charutos com cartas antigas e pequenas lembranças de outros tempos. Aos olhos curiosos da menina, a caixa se torna uma verdadeira arca do tesouro, onde segredos enterrados conectam dois momentos da cidade. A partir de então, o livro se divide em duas narrativas cronológicas: passado e presente se misturam, daquela maneira mágica que só um bom livro consegue contar.
Os acontecimentos vão da época da Primeira Guerra Mundial à Grande Depressão norte- americana dos anos 1930, com soberba fidelidade histórica que ajudam a construir esta narrativa de perda e redenção.


Meu primeiro contato com a escrita da Claire Vanderpool foi em Em algum lugar nas estrelas, também lançado pela Editora Darkside e foi o que me fez continuar buscando livros da autora, pois sua escrita simples e emocional me cativou.

Minha vida fora dos trilhos se passa na Grande Depressão, momento em que nos EUA a economia estava muito baixa, muita gente desempregada, baixa produção industrial e durou de 1929 a Segunda Guerra Mundial. Não era permitido nem mesmo a venda de bebidas alcoólicas, mas isso não impedia de que muita gente não tentasse fabricar sua própria bebida, né? Sabiam que muita gente morreu nessa época por intoxicação com essas bebidas feitas em fundos de quintal e em locais bem escondidos?

As cidades pequenas sofreram bastante também com a Grande Depressão e é numa dessas cidades que Abilene vai parar, após seu pai, Gideon, constatar que seu trabalho na construção dos trilhos de trens já não era um local muito bom para uma menina de 12 anos viver.

Manifest é praticamente uma cidadezinha no meio do nada, onde nossa protagonista não conhece ninguém que não esteja numa folha de jornal velho pertencente a uma gráfica daquela cidade. Sempre imaginou como seriam aquelas pessoas e, quando finalmente chega na estação – ou quase isso – ela descobre que na sua imaginação tudo parecia mais majestoso. Já imagina como serão as pessoas e como se comportarão, pois essa não é a primeira cidade que ela precisa ficar por um tempo. Presume como se comunicam, como fazem uso das palavras.


E sabe que precisa encontrar o pastor Howard, pois é ele quem irá lhe acolher. Mas sua ideia de pastor não poderia estar mais errada... Shady é o tipo de cara quietão que, apesar de ser pastor, também coordena o único bar da região... E não pode vender bebidas alcoólicas, então dá pra imaginar que os negócios não vão tão bem, não é?

Ela também conhece a jornalista-redatora do jornal que tanto alimentou suas noites e sua imaginação, Hattie Mae. Para sua surpresa, o jornal ainda existia. Abilene sente que estão guardando algum segredo dela, mas a criança não se preocupa... Ela irá embora no final das férias de verão, Gideon irá busca-la.

Mesmo sendo já o começo das férias, Abilene se vê obrigada a ir no último dia de aula. Segundo Shady, ela precisa conhecer algumas crianças. E há a freira Rotunda, a professora.

No quarto destinado a ela por seu novo protetor, ela encontra uma caixa há muito escondida com alguns tesouros dentro. Pequenas peças que significaram muito para alguém, junto de cartas de um antigo soldado que lutou na Primeira Guerra Mundial. Ela junta esses tesouros ao único tesouro que tem de seu pai: uma bússola já quebrada.

Enquanto ela tenta desvendar esses pequenos tesouros, ela acaba por fazer amizade com mais algumas garotas. Através de uma história contada, ela vai descobrindo pouco a pouco sobre aquelas pequenas peças que também se tornam seus tesouros. A história é tudo que a mantém esperançosa, enquanto espera que seu pai retorne. Ela não sabe se ele de fato irá voltar e sua fé nele fraqueja um pouco.

As duas histórias que na verdade são uma só, são tocantes e trazem emoções valorosas. Você acaba tentando descobrir um pouquinho sobre a vida de todos os personagens do livro, cada um com suas implicações e desejos diferentes. É bom ver como eram e como estão, tudo o que fazem um para o outro como comunidade aquece o coração do leitor.

Claire Vanderpool sabe contar histórias incríveis com temáticas simples e bonitas. A capa do livro é dura, há um postal bem legal dele. As páginas são grossinhas e ásperas, muito gostosas de ler e de segurar e a diagramação também está bonita. As notícias de jornal de fato são como notícias de jornal, até parecem carimbadas nas páginas do livro, huahuahu!

Em suas páginas, vamos descobrindo pouco a pouco sobre a história incrível de uma cidade pequena e cujos moradores possuem um potencial enorme para mudarem sua história.

11.3.19

{Resenha} Depois da Queda


Autor: Dennis Lehane 
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2018
Sinopse: Depois de ter um colapso nervoso ao vivo, durante uma transmissão de TV, Rachel Childs, antes uma jornalista obstinada que desbravava o mundo, passa a viver totalmente reclusa. Mesmo assim, ela leva uma vida ideal, com um marido que parece ideal. Numa tarde chuvosa, porém, um encontro fortuito abala profundamente aquela vida perfeita, assim como seu casamento e ela própria. Embrenhada numa conspiração cheia de mentiras, violência e loucura, Rachel precisa encontrar forças para superar medos inimagináveis e verdades brutais.
Ao mesmo tempo emocionante, sofisticado, romântico e cheio de suspense e tensões, Depois da queda é Dennis Lehane em sua melhor forma.


Resenha:

Dennis Lehane é sem dúvidas um dos meus autores favoritos, e já escrevi uma resenha de um livro dele aqui. O autor é conhecido principalmente pelas obras Sobre Meninos e Lobos e Ilha do Medo (ambos ficaram famosos devido às suas adaptações para o cinema). Inclusive recomendo a leitura e os filmes também!

Em Depois da Queda, conhecemos a protagonista Rachel Childs, uma jornalista de sucesso na televisão, que tinha a grande frustração não saber quem era seu pai. Sua mãe faleceu sem nunca revelar essa informação para a filha. No começo da história, o médico que realizou seu parto disse que lhe contaria, se ela aceitasse escrever um artigo o inocentando de uma série de denúncias de assédio, devido às quais ele havia perdido a licença para praticar sua profissão.

“Quanto mais Rachel revirava as atas do tribunal e os arquivos que Browner tinha entregado a ela, pior a coisa ficava. Se o dr. Felix Browner não era um estuprador em série, tinha produzido a melhor imitação que Rachel havia encontrado na vida.”

Ela escreveu a matéria, depois de pesquisar a fundo, concluindo que ele realmente era um estuprador em série e que seria preso assim que ela fosse publicada. O jogo virou e Rachel conseguiu o nome de seu pai, com a promessa de que não publicaria seu artigo. O nome dado pelo dr. Browner era Jeremy James.

Não foi difícil encontrá-lo, e Jeremy James e sua esposa a receberam em sua casa, conversaram bastante sobre o passado de sua mãe e a relação do casal, e no fim ele revelou que na verdade não era seu pai, o que já teria sido confirmado por um simples exame de sangue. Ainda assim, ele não havia abandonado sua filha, simplesmente foi colocado para fora da casa e sua mãe nunca mais tocou no assunto.

“E foi o que ela fez. Se tivesse só posto você para fora de casa, acho que você e eu teríamos acabado dando um jeito. Mas quando ela resolveu eliminar você da nossa vida, você foi apagado sem deixar sinal. Os mortos têm nomes e sepulturas. Os eliminados nunca sequer existiram.”

Rachel continuou tendo um relacionamento de amizade e respeito com Jeremy James até sua morte, mas não desistiu de encontrar seu verdadeiro pai. Tentou inclusive contratar um investigador particular e assim conheceu Brian Delacroix. Porém, a princípio, ele não pôde encontrá-lo, pois Rachel não tinha informações o suficiente para iniciar uma busca mais profunda e eles acabaram perdendo o contato por anos.

Nesse meio tempo, Rachel se casou com um jornalista também famoso e que também viajava muito a trabalho. Após ela sofrer uma crise de pânico ao vivo durante a cobertura de um terremoto no Haiti, sua carreira desmoronou, e consequentemente, seu casamento também, visto que o sucesso de ambos era a única coisa que mantinha o casal junto.

Sebastian era realmente um cara insuportável e não soube (nem quis) lidar com a doença da esposa, que só piorou depois da separação. Dessa forma, Rachel se tornou reclusa e quando tentava sair, tinha crises de pânico e momentos de ausência, além de possivelmente ter desenvolvido algum grau de alcoolismo.

“A partir de então Rachel não saiu mais de casa. Chegou quase a ficar sem comida. Ficou sem vinho. Depois sem vodca. Não tinha mais sites para entrar na internet, nem programas de TV para assistir. Então Sebastian ligou para lembrar que a audiência do divórcio estava marcada para a terça-feira, 17 de maio, às três e meia da tarde.”

Após assinar o divórcio, Rachel para em um bar, onde começa a ter outra crise. Além disso, recebe uma bebida de um homem misterioso, e logo após, é assediada por um cara que estava bêbado e discutindo com a namorada dentro do bar. Nesse momento, Brian aparece e a salva daquela situação.

Eles foram para outro bar e continuaram a noite, a conversa, se conhecendo melhor e se atualizando sobre a vida do outro. O autor descreveu os primeiros encontros do casal de forma tão real! Os diálogos, os personagens assumindo suas imperfeições, seus medos, seus erros, como duas pessoas de verdade, que não estão fingindo nada para tentar impressionar.

Com o tempo, Brian foi se mostrando alguém completamente diferente de Sebastian. Alguém que tinha empatia com a doença de Rachel e que estava disposto a ajudá-la, respeitando seu próprio tempo e seus próprios limites. Agora ele trabalhava com negócios de família, e tinha um sócio, Caleb, com quem dividia o escritório. Viajava bastante a trabalho, mas sempre dava assistência à namorada, e logo fizeram uma pequena cerimônia de casamento.

Rachel havia se tornado uma pessoa muito desconfiada após a doença, porém começou a ver Brian pelas ruas enquanto ele dizia estar viajando, ele dizia ter um sósia na cidade e mandava fotos que provavam onde ele realmente estava, porém ela sabia que havia algo de errado.

Dennis Lehane conseguiu criar um personagem muito cativante, aqueles mocinhos das histórias por quem as leitoras se apaixonam e que gostariam de esbarrar por aí na vida real. Porém, Brian Delacroix esconde um mistério, e Rachel não descansa até desvendar e descobrir todos os segredos de seu marido.

“Ele era um homem bom. O melhor homem que ela conhecia. Nem por isso o melhor do mundo, só o melhor para ela. Com a exceção do Avistamento, como agora chamava o episódio, ele jamais lhe dera o menor motivo de suspeita. Sempre que Rachel ficava errática, ele compreendia. Assustada, ele a confortava. Irracional, conseguia entender seus sentimentos. Frenética, ele se mostrava paciente. E, quando chegou o momento de Rachel arriscar-se novamente no mundo, Brian reconheceu que estava na hora e conduziu seus primeiros passos. Segurou a mão dela, convenceu-a de que estava em segurança. Fez-se presente. Eles podiam tanto seguir em frente como não seguir, mas ela estava protegida, em plena segurança.”

Brian, com todas as suas falhas e defeitos, foi capaz de ajudar Rachel a superar todos os seus medos, talvez até sem que ela percebesse, quando ela passou a investigar seu marido e o motivo de suas mentiras.

O autor consegue prender o leitor com doses de mistério e momentos de ação, além de nos deixar em dúvida, quanto a estarmos torcendo para o mocinho ou para o bandido. Adoro a forma como ele escreve e continuo achando Dennis Lehane um dos melhores autores da atualidade! Se você é fã de thrillers, como eu, não pode deixar de conferir!