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29.3.19

{Resenha} Dorama: Ashes of Love



Oi pessoal!

Estou aqui para trazer minha mais recente maratona huahuha!


Ashes of love, que estreou em 2 de agosto de 2018 e entrou recentemente no catálogo da Netflix.

O que para mim começou como uma distração, do tipo: Ah, me deixa ver um episódio desse negócio aqui, vamos ver no que dá.

E aqui estou eu, duas semanas depois e 63 episódios assistidos, para dar minha humilde opinião sobre esta série.


Ashes of love ou 香蜜沉沉烬如霜 em seu idioma natal (o que significa? não sei! <o>), é uma série chinesa baseada no romance de Dian Xian chamado Heavy Sweetness, Ash like frost. Até janeiro de 2019 a série já tinha alcançado a marca de 15 bilhões de views.

Ashes of love nos conta a história de grandes Seis Reinos, mas somos ficamos íntimos de apenas... 4: Reino Celestial, Reino das Flores, Reino Demoníaco e o Reino Humano. Eles vivem em certa harmonia entre si, mas o Reino Celestial é quem tecnicamente domina todos. A história se passa em uma era medieval em que deuses ainda eram adorados e reverenciados.

 Jin Mi (Yang Zi), uma elfo uva nascida no Reino Floral que, atualmente, é cuidado por uma Grande Fada e não pela Imortal das Flores, que faleceu precocemente – meu namorado ficou encafifado com a ideia de imortais morrerem, mas aceito a ideia de que uma criatura assim só é imortal até alguém matá-la). A pequena elfo é relapsa em seus afazeres e em seu aprendizado para se tornar uma fada e nada sabe sobre suas origens. Apenas sabe que nasceu uma uva e que é proibida de sair do Reino Floral, mas ninguém lhe conta a razão.


Um dia, ela e sua amiga encontram nos jardins um corvo queimado e ela decide cuidar dele. Enterrando-o... E depois descobre que talvez seja melhor cozinhá-lo para comer. Mas na verdade ele é Xu Feng (Deng Lu), o Deus da Guerra do Reino Celestial, uma fênix e também filho dos Imperadores Celestiais. Claro que ele não conta quem é quando se revela, uma vez que o Reino Floral se fechou para tudo o que existe fora dele após a morte da Imortal das Flores, o que faz da presença de Xu Feng uma invasão, mesmo que acidental.

Mas Jin Mi vê no corvo seu ingresso de saída do Reino Floral, cobrando dele o favor de tê-lo salvo. Assim, a elfo acaba realizando seu sonho de ir até os Grandes Imortais para pedir um favor: que tragam de volta sua amiga Rou Rou, que morreu quando ambas tentaram escapar do Reino Floral.

O que Jin Mi não sabe é que é filha da Grande Imortal da água e que não deveria ter deixado o Reino Floral por 10 mil anos, pois ela terá que passar por uma provação de amor ao completar tal idade. E para que não sofresse, lhe deu um elixir que impediria seu coração de conhecer e florescer com o amor.


Uma vez no Reino Celestial, Xu Feng a toma como criada para tarefas básicas, mas também quer treiná-la. Jin Mi é obcecada com proeza mágica, que é basicamente o que alimenta o poder dessas criaturas mágicas que dominam esses reinos. Se trabalhar bem e aprender bastante, a protagonista terá as proezas mágicas que quiser. Mas ela é muito estabanada e não consegue aprender muita coisa, o que é compensado com seu carisma e afeto inocente. Conquista muitas amizades naquele reino, incluindo o Casamenteiro Danzhu (Xia Zhiuyan), tio de Xu Feng e o Deus Raposa. Ele se encanta com aquele pequeno “rapaz” que está trabalhando para o sobrinho e até mesmo o rouba às vezes para trabalhar em seus domínios. É num desses trabalhos que ela conhece Run Yu (Luo Yunxi) se banhando no lago de seu palácio... Um Fada Peixe. Run Yu é o único que descobre que há algo mais com aquela elfo e logo se aproxima também da garota, por seu jeito contagiante e simples de agir.

Sui He (Wang Yifei), a líder da Tribo Ave também se apoia em Jin Mi para manter seus olhos em Xu Feng, uma vez que a princesa é apaixonada por ele. Seu amor não é correspondido, uma vez que o Fênix cada vez mais se vê rodeado por Jin Mi.

A jovem acaba por descobrir-se entre muitos inimigos, mas encontra ali também amigos em quem se apoiar.

A trama de Ashes of Love é acompanhada de muitos personagens que tem seus próprios problemas. Liu Ying (Chen Yuqi) é a princesa do Reino de Bian, situado no Reino Demoníaco. Entretando, é uma das personagens principais com sua própria trama. Assim como Sui He, os Imperiais... Acredito que isso deixou a série mais longa (vi que houve até mesmo um problema entre a equipe e a TV por conta disso), mas acaba tornando todos os personagens melhores diante de nossos olhos, mais reais.
O... quádruplo, quíntuplo amoroso entre Jin Mi, Xu Feng, Run Yu, Kung Lu, Sui He e um que é segredo até quase o final da série então não vou contar para não dar spoiler, é enervante, huahuahu!

E se você viver o suficiente para acabar se tornando o vilão...?

Penso que essa frase define um bocado a série em alguns aspectos.


Run Yu foi meu personagem favorito: isolado e bondoso, injustiçado pelos seus. Vemos o Imortal da Noite crescendo pouco a pouco e tendo desejos para além daqueles que ele deveria, muitos diriam. Sofri junto com ele diversas vezes, assim como sofri com Xu Feng e sua impetuosidade, arrogância e impaciência.

A cada erro dos personagens eu me agoniava. A indiferença de Jin Mi, mas seu calor e proximidade dos outros, mesmo quando eram seus inimigos. Saber que nada daquilo era culpa dela e, no entanto, ter que passar pela provação.

A trama, se você gosta de romances, de sentir o coração apertadinho e no final chorar, indico muito essa série para você.

Como são criaturas mágicas, há muitos efeitos especiais. Não ficaram muito bons, mas você não precisa ser exigente. A maquiagem meio que me incomodou, eu ficava procurando defeito desde que vi a redinha colada na pele do ator para manter o bigode no lugar huahuha! Mas até que passa, se você se lembrar que estava muito calor durante as gravações, as roupas e perucas eram muito pesadas e não há maquiagem que dure muito tempo debaixo dos 56 graus celsius. As flores que deveriam ser de verdade e eram de plástico também foram facilmente percebidas! Mas as roupas... Sério, amei todo o figurino e dá para acompanhar o desenvolvimento de alguns personagens através delas!


A atuação não foi de todo ruim, mas foi bastante exagerada em alguns personagens. Mas dava para entender que eles também estavam tentando interpretar uma situação ou outra, então tudo bem.

As legendas... Bem, Netflix. Sei que mandarim deve ser uma língua muito difícil e tal... Mas os homes escritos errado, haviam muitos erros de digitação... E houve uma cena de alguns segundos que deu pra perceber que lavaram as mãos para a legenda. Assim, não atrapalha seguir, sabe? Mas dava muita diferença o final de um episódio e o começo de outro as legendas, como se fossem as mesmas falas, mas escritas de modo diferente.

Como eu disse, eu gostei. Não esperava que fossem 63 episódios quando comecei, mas acaba sendo suportável, são quase 40 minutos cada. A trilha sonora é muito bem feita e você pode conferí-la aqui lá no Spotify, mas vou deixar um AMV com algumas cenas da série com a música de abertura, ok? Mas aviso que pode conter spoilers (a letra da música tá traduzida para o inglês)!


Uma coisa que li é que... Grande parte dos personagens foram dublados por outros atores que não os que estavam interpretando!!! <o> Me senti enganada huahuahua! Só os três principais não receberam dublagens.

Se você tem tempo disponível, assista esse dorama! Sei que vai gostar! Depois que acabar vai se sentir vazia/o sem saber o que fazer agora que acabou... Eu vim escrever a resenha, que não abarca quase nada de tudo o que acontece, mas que carrega minha emoção!

27.3.19

{Lançamentos} Março: Companhia das Letras



E-e-e-e! Companhia pra valer!

Huhauhauhua meu estado de ânimo não combina com meu estado físico (doente pelos últimos 3 dias), mas não é por isso que eu fico sem postar os lançamentos da Companhia das Letras para vocês sofrerem e quererem todos como eu, né?

Vamos lá!

Escrever ficção: um manual de criação literária

Luiz Antonio Assis Brasil 

Título Original: Sobre Escrita de Ficção
Páginas: 400
Lançamento: 21/03/2019
O criador da mais célebre oficina de escrita literária no Brasil transformou em livro o curso que formou muitos dos grandes escritores brasileiros contemporâneos.
“Este é um livro imaginado para auxiliar quem deseja escrever textos de ficção.” O escritor e professor Luiz Antonio de Assis Brasil registrou aqui sua experiência ao longo de 34 anos ininterruptos de trabalho com a Oficina de Criação Literária da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e também no programa de pós-graduação em escrita criativa na mesma universidade.
Com a perspectiva de um ficcionista dialogando com outros ficcionistas, ele apresenta ferramentas indispensáveis para a formação de um escritor. Avesso a fórmulas, Assis ressalta o papel da leitura constante de obras literárias para quem ser se tornar autor de ficção — e são essas obras as grandes referências de seus cursos e deste manual indispensável, que contou com a colaboração do escritor e ex-aluno Luís Roberto Amabile. 

Longe de casa

Minha jornada e histórias de refugiadas pelo mundo
Malala Yousafzai

Título original: WE ARE DISPLACED
Páginas: 232
Lançamento: 19/03/2019
Neste livro, a mais jovem ganhadora do prêmio Nobel da paz conta sua história de migração e dá voz a garotas que estão entre os milhões de refugiados pelo mundo.
Ao longo de sua jornada, a paquistanesa Malala Yousafzai visitou uma série de campos de refugiados, o que a levou a pensar sobre sua própria condição de migrante — primeiro dentro de seu país, ainda quando criança, e depois como ativista internacional, livre para viajar para qualquer canto do mundo, exceto sua terra natal.
Em Longe de casa, que é ao mesmo tempo um livro de memórias e uma narrativa coletiva, Malala explora sua própria trajetória de vida e apresenta as histórias de nove garotas de várias partes do mundo, do Oriente Médio à América Latina, que tiveram que deixar para trás sua comunidade, seus parentes e o único lar que conheciam.
Numa época de crises migratórias, guerras e disputas por fronteiras, Malala nos lembra que os 68,5 milhões de deslocados no mundo são mais do que uma estatística — cada um deles é uma pessoa com suas próprias vivências, sonhos e esperanças. (Tradução: Lígia Azevedo)

Não tá fácil pra ninguém

Andrew Tsyaston 

Título original: EMOTIONS EXPLAINED WITH BUFF DUDES
Páginas: 112
Lançamento: 26/03/2019
Do autor que já conta com mais de 1 milhão de seguidores na internet, estas tirinhas retratam as emoções contraditórias e as situações tragicômicas que enfrentamos no início da vida adulta.
Às vezes você mal acorda e já sente que a vida quer te derrubar? Tenta, em vão, conciliar sono, trabalho, exercícios, lazer e vida social, e sente que tem sempre alguém muito melhor do que você em tudo? Não se preocupe, você não está sozinho! Porque a verdade é que não tá fácil pra ninguém.
De forma acessível e certeira, as tiras de Andrew Tsyaston discutem ansiedade, depressão, masculinidade tóxica, autoestima e as expectativas de nossa sociedade em relação aos jovens. Ao longo da leitura, é inevitável se identificar e dar muita risada — ainda que, por dentro, você esteja chorando. (Tradução: Lígia Azevedo)

The chase

Briar U #3
A busca de Summer e Fitz, de Elle Kennedy 

Título original: THE CHASE (BRIAR U #3)
Páginas: 320
Lançamento: 15/03/2019
Bem-vinda de volta aos jogos de hóquei e às festas da Universidade Briar! No primeiro spin-off da série Amores Improváveis, conheça a apaixonante e misteriosa Summer, irmã de Dean.
Todo mundo diz que os opostos se atraem. E deve ser verdade, porque não tem nada que explique minha atração por Colin Fitzgerald. Ele não faz meu tipo e, o pior de tudo, me acha superficial. Essa visão distorcida que ele tem de mim é o primeiro ponto contra. Também não ajuda que ele seja amigo do meu irmão.
E que o cara que mora com ele tenha uma queda por mim.
E que eu tenha acabado de me mudar para a casa deles.
Mas isso não importa. Estou ocupada o bastante com uma faculdade nova, um professor que não larga do meu pé e um futuro incerto. Além do mais, Fitzy deixou bem claro que não quer nada comigo, embora tenhamos uma química de dar inveja a qualquer casal. Nunca fui de correr atrás de homem, e não vou começar agora. Então, se o meu roommate gato finalmente acordar e perceber o que está perdendo...
Ele sabe onde me encontrar. (Tradução: Juliana Romeiro) 

Minha coisa favorita é monstro #1

Emil Ferris 

Título original: MY FAVORITE THING IS MONSTERS
Páginas: 416
Lançamento: 11/03/2019
A história de um assassinato misterioso, um drama familiar, um épico histórico e um extraordinário suspense psicológico sobre monstros — reais e imaginados. A história em quadrinhos mais impactante desde Maus.
Com o tumultuado cenário político da Chicago dos anos 1960 como pano de fundo, Minha coisa favorita é monstro é narrado por Karen Reyes, uma garota de dez anos completamente alucinada por histórias de terror. No seu diário, todo feito em esferográfica, ela se desenha como uma jovem lobismoça e leva o leitor a uma incrível jornada pela iconografia dos filmes B de horror e das revistinhas de monstro.
Quando Karen tenta desvendar o assassinato de sua bela e enigmática vizinha do andar de cima — Anka Silverberg, uma sobrevivente do Holocausto — assistimos ao desenrolar de histórias fascinantes de um elenco bizarro e sombrio de personagens: seu irmão Dezê, convocado a servir nas forças armadas e assombrado por um segredo do passado; o marido de Anka, Sam Silverberg, também conhecido como o jazzman “Hotstep”; o mafioso Sr. Gronan; a drag queen Franklin; e Sr. Chugg, o ventríloquo.
Num estilo caleidoscópico e de virtuosismo estonteante, Minha coisa favorita é monstro é uma obra magistral e de originalidade ímpar.
Grande vencedor do prêmio Eisner, o mais importante do quadrinho mundial, nas categorias Melhor álbum do ano, Melhor roteirista/desenhista e Melhor colorista. (Tradução: Érico Assis) 

 A metade sombria

Stephen King 

Título original: THE DARK HALF
Páginas: 464
Lançamento: 21/03/2019
Após anos esgotado no Brasil, A metade sombria volta às livrarias como parte da Biblioteca Stephen King, coleção de clássicos do mestre do terror em edição especial com capa dura e conteúdo extra.
Criar George Stark foi fácil. Se livrar dele, nem tanto.
Há anos, Thad Beaumont vem escrevendo, sob o pseudônimo George Stark, thrillers violentos que pagam as contas da família, mas não são considerados “livros sérios” pelo escritor. Quando um jornalista ameaça expor o segredo, Thad decide abrir o jogo primeiro, e dá um fim público ao pseudônimo.
Beaumont volta a escrever sob o próprio nome, e seu alter ego ameaçador está definitivamente enterrado. Tudo vai bem. Até que uma série de assassinatos tem início, e todas as pistas apontam para Thad. Ele gostaria de poder dizer que é inocente, que não participou dos atos monstruosos acontecendo ao seu redor. Mas a verdade é que George Stark não ficou feliz de ser dispensado tão facilmente, e está de volta para perseguir os responsáveis por sua morte. (Tradução: Regiane Winarski)

A guerra dos tronos

As Crônicas de Gelo e Fogo #1
George R.R. Martin 

Título original: The game of thrones: A Song of Ice and Fire
Páginas: 600
Lançamento: 25/03/2019
A guerra dos tronos é o primeiro livro da série best-seller internacional As Crônicas de Gelo e Fogo, que deu origem à adaptação de sucesso da HBO, Game of Thrones.
O verão pode durar décadas. O inverno, toda uma vida. E a guerra dos tronos começou.
Como Guardião do Norte, lorde Eddard Stark não fica feliz quando o rei Robert o proclama a nova Mão do Rei. Sua honra o obriga a aceitar o cargo e deixar seu posto em Winterfell para rumar para a corte, onde os homens fazem o que lhes convém, não o que devem... e onde um inimigo morto é algo a ser admirado.
Longe de casa e com a família dividida, Eddard se vê cada vez mais enredado nas intrigas mortais de Porto Real, sem saber que perigos ainda maiores espreitam a distância.
Nas florestas ao norte de Winterfell, forças sobrenaturais se espalham por trás da Muralha que protege a região. E, nas Cidades Livres, o jovem Rei Dragão exilado na Rebelião de Robert planeja sua vingança e deseja recuperar sua herança de família: o Trono de Ferro de Westeros. (Tradução: Jorge Candeias)

Reinações de Monteiro Lobato 

Uma biografia
Lilia Moritz Schwarcz e Marisa Lajolo

Páginas: 88
Lançamento: 22/03/2019
Com um tom leve e divertido, esta é uma biografia completa de Monteiro Lobato para crianças. Nesta edição ricamente ilustrada, os leitores vão conhecer a vida do maior autor brasileiro de literatura infantil a partir de seu próprio relato.
E se Monteiro Lobato resolvesse contar sua história para as crianças de hoje em dia? Descobriríamos como Narizinho, Emília, Pedrinho, Dona Benta, Tia Nastácia e tantos outros personagens do Sítio do Picapau Amarelo foram criados? Essa é a proposta deste livro, escrito por Marisa Lajolo e Lilia Moritz Schwarcz, que dão voz ao próprio Lobato. Narrado em primeira pessoa, o editor, empreendedor, escritor e fazendeiro conta sua vida às crianças e não foge das questões polêmicas relacionadas a ele. O contexto histórico é sempre abordado por meio de boxes complementares.
Com um projeto gráfico especial recheado de imagens e documentos raros, como fotos de Lobato e sua família, cartas do escritor para a mãe e ilustrações das primeiras edições dos livros do Sítio do Picapau Amarelo, essa é uma leitura indispensável para quem quer conhecer a vida do maior autor da literatura infantil brasileira. 

O Homem-Cão e o Supergatinho

Homem-Cão #4
Dav Pilkey 

Título original: DOG MAN AND CAT KID
Páginas: 256
Lançamento: 14/03/2019
O Homem-Cão está de volta — e dessa vez ele não está sozinho! No quarto volume da série do criador do Capitão Cueca, nosso cãopanheiro contará com a ajuda de um gatinho para enfrentar mais uma vez seu arqui-inimigo: o gato Pepê.
Quando o oficial Rocha e seu cachorro Greg sofrem um acidente, o único jeito de os dois sobreviverem é fundindo a cabeça do cão com o corpo do policial — e é assim que nasce o Homem-Cão, o grande herói da cidade! Com um grande coração, ele sempre espera o melhor das pessoas (e dos gatos), por isso ainda está aprimorando suas habilidades no trabalho.
Nosso herói com olfato apurado para sentir no ar o cheiro da injustiça agora tem um pequeno ajudante felino: o Pepezinho! Juntos, o Cãovaleiro das Trevas e o Supergatinho precisam descobrir o paradeiro de uma grande atriz de cinema que desapareceu na cidade. Será que a babá misteriosa que chegou na cidade tem alguma coisa a ver com essa história? Nossos heróis precisam farejar esse mistério antes que Pepê, o gato mais malvado do mundo, apronte mais uma vez. (Tradução: André Czarnobai)
#1 – O Homem-Cão
#2 – O Homem-Cão desgovernado
#3 – O Homem-Cão: um conto de dois gatinhos

25.3.19

{Resenha} O Bom Partido



Título Original: Eligible
Autora: Curtis Sittenfeld
Editora: Planeta de Livros - Selo Essência
Sinopse: Uma versão moderna e emocionante do clássico Orgulho e preconceitoUma versão da família Bennet – e de Mr. Darcy – como você nunca viu antes.
Liz trabalha como escritora em uma revista e, assim como Jane, sua irmã mais velha instrutora de yoga, mora em Nova York. Preocupadas com os recentes problemas de saúde do pai, elas voltam à cidade onde nasceram para ajudar – e acabam descobrindo que tanto a bela casa em que cresceram quanto sua família estão desmoronando.
As irmãs mais novas Kitty e Lydia estão ocupadas demais com seus treinos de CrossFit e dietas para arranjar empregos.
Mary, a irmã do meio, está fazendo seu terceiro mestrado à distância e quase não sai do quarto, exceto para suas aventuras misteriosas nas noites de terça. E a Sra. Bennet só pensa em uma coisa: como casar suas filhas, especialmente com o aniversário de quarenta anos de Jane se aproximando.
Até que chega à cidade o cobiçado médico Chip Bingley, famoso por ter participado do reality show Bom Partido.
Em um churrasco de Quatro de Julho, Chip e Jane se interessam imediatamente um pelo outro, mas seu amigo neurocirurgião Fitzwilliam Darcy não tem a mesma sorte com Liz.
Primeiras impressões, porém, podem estar erradas.

Olha só. Não consegui esperar para dizer minhas impressões a respeito deste livro, que descobri ser o 4 de uma série lançada nos EUA, mas que não tem ligações entre si, de tão impressionada que eu fiquei. 

Jane Austen. Meu primeiro contato com ela, assumo, foi através de uma adaptação, a mais recente, para as telonas. Claro que me apaixonei, nem tinha como acontecer o contrário. Com uma trilha sonora apaixonante, atores incríveis interpretando personagens maravilhosos e intrincados, me vi desejando ler o livro e assim o fiz. Lido, cada vez mais consumi mais coisas sobre Jane Austen e seu modo de criticar a sociedade em que vivia. 

Curtis Sittenfeld nos apresenta uma versão “moderna” de Orgulho e Preconceito, onde a família Bennet reside nem tão tranquilamente na cidade de Cincinatti que fica em Ohio. Vivem em uma mansão em estilo Tudor que a autora não cansa de nos relembrar a todo momento que pode, mas não todas as irmãs: Jane e Liz moram em New York e, embora às vezes aceitem uma mesada dos pais, possuem seus próprios trabalhos: Jane, em seus quase 40 anos é uma saudável professora de yoga que meio já cansou de esperar pelo homem certo para ter com ele uma família e Liz é uma jornalista com importantes matérias em seu currículo, embora a revista onde trabalha seja basicamente voltada para a moda – mas também faz matérias para mulheres empoderadas e seguras de si e suas carreiras. 

São as duas únicas irmãs Bennet que trabalham; Mary optou pela carreira acadêmica, atualmente faz mestrado em Psicologia. Seu humor é ácido e ignorante, prefere não estar perto das irmãs e é constantemente hostilizada por elas. Kitty e Lydia são bem parecidas e bem próximas, fazem crossfit e coisas para a beleza e saúde o tempo todo e não trabalham. A Sra. Bennet faz parte do Country Club e é envolvida com bastante coisa de lá, embora se preocupe em casar as filhas como se sua vida dependesse disso (assim também o é no livro), mas pelas razões erradas. O Sr. Bennet não trabalha, apenas administra as contas da casa, herdada de seus antepassados.


O pai da família tem um mal súbito e vai para o hospital, o que obriga toda a família a permanecer junta pelas próximas semanas, uma vez que a mãe está ocupada com o almoço beneficente o qual ficou encarregada pela primeira vez e não terá como se encarregar dos cuidados necessários do marido adoecido. É então nesse período que Liz nota o quão deteriorada está a situação da mansão em estilo Tudor pertencente a sua família e também sua relação familiar com os entes. 

Todos os personagens da obra original de Austen estão presentes com novas características “atuais”. O primo da família é um empresário da internet, Charlotte é a amiga gorda e inteligente... Caroline está tão chata como sempre foi, Bingley está em sua total sensibilidade... Darcy está... Well... mais estranho. 

Mas vamos lá ao que me fez pensar muito sobre esse livro. Para mim é até difícil achar palavras para descrevê-lo por completo sem parecer um pouco rude. Racista, preconceituoso, homofóbico... Nada moderno. 

A autora pegou todas as críticas sociais de Austen e manteve tudo o que ela criticava e conseguiu ainda tornar pior. Acredito que foi chamado de moderno apenas pelos termos, o uso da internet e algumas coisas atuais como a yoga, o crossfit e coisas assim. 

A Sra. Bennet tem exatamente esses traços que eu citei acima como se fosse apenas uma mera característica de sua personalidade regional e é de certo modo acolhida e aceita pela família. Embora Liz tente questioná-la, ainda há a naturalização de todos esses preconceitos. Utilizou-se de um personagem transsexual apenas para colocar essa relação de preconceito da mãe e o horror dos pais em relação a isso. Marvetta, a babá/doméstica família, foi mandada embora porque foi vista assistindo tv com uma das filhas, as duas sentadas na cama. Cita a cor da pele de uma personagem aleatória sendo que nem precisava citar nada! E Liz sabe que sua mãe vai implicar com seu amigo da escola pela mesma razão e não faz nada para impedir o racismo dela. 

A gordofobia também é bastante presente, porque aparentemente a mulher precisa ser magra para conseguir um marido. Como se ter um marido fosse um troféu e tudo o que uma mulher pudesse desejar e ter uma carreira fosse desnecessário se você for bonita. 

Se você ler esse livro acreditando que é uma versão moderna, irá se encontrar nos anos atuais com comportamento de séculos atrás. Não sei se é, como uma amiga disse, sinais já do retrocesso social que estamos enfrentando ou se apenas é o reflexo de personalidades ruins mesmo ou sei lá o que pode ser... Acredito que se você quer fazer algo moderno, você pode se livrar de todos os preconceitos existentes na época do livro o qual ele foi inspirado. Havia tantas formas de fazer a história de Orgulho e Preconceito funcionar nos dias de hoje a autora foi realmente infeliz no que ela escolheu. Nada novo, extremamente de mau gosto e me fez querer dizer: “Miga, melhore.” Já nos primeiros capítulos. 

Ao mesmo tempo que ele quer ser empoderador mostrando algumas mulheres em papel de liderança ele, o livro, se contradiz com personagens de comportamento homofóbico, transfóbrico, machista, racista... Que destrói toda a imagem que tenta montar. Especialmente com Mary que poderia ter sido muito melhor criada e aproveitada, é ironizada, motivo de deboche constante das irmãs. 

A capa do livro é bonita, brochura. Seu interior é de páginas amareladas, fonte pequena e achei o texto meio juntinho demais, mas é tranquilo de ler. O livro é dividido em três partes iniciais, mas depois o tempo vai se acelerando. 

Se você ler esse livro, espero que sua experiência não seja diferente da minha. Se suas opiniões foram diferentes da minha, vamos conversar! Deixe aí nos comentários o que você achou! 

Bem... É isso. 

Ah! A série de livros se chama The Austen Project, que totalizam 6 releituras contemporâneas e os livros anteriores são: 

Sense and Sensibility, por Joana Trollope (Razão e Sensibilidade) 

Northanger Abbey, por Val McDermid 

Emma, por Alexander McCall Smith. 

Eligible, por Curtis Sittenfeld (Orgulho e Preconceito) 

Persuasão e Mansfield Park também fazem parte da lista!