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15.11.19

{Resenha} Austenlândia - Shannon Hale

Descubra o que é real para você. Não tem sentido se apoiar na história de alguém por toda sua vida.

Título Original: Austenland
Autora: Shannon Hale
Editora: Record
Sinopse: Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, guarda um segredo constrangedor - é obcecada pelo Sr. Darcy, personagem criado por Jane Austen. Com uma vida amorosa lamentável, Jane decide aceitar seu destino - noites solitárias no sofá assistindo a Colin Firth em Orgulho e preconceito. Contudo, ao ganhar uma viagem de férias para Austenlândia, um misterioso lugar onde todos devem se portar como se estivessem em uma obra da consagrada escritora, Jane tem a chance de viver o romance que sempre sonhou. Mas pode a vida imitar a arte?


Siiiim, sou viciada por tudo o que se trata de Jane Austen. E, quando vi que tinha um livro que se passava em sua era - ou nem tanto assim - quis comprar imediatamente! E, verificando na internet atrás da sinopse, vi que esse livro tem até um filme feito em 2013 (já o consegui, ca-ham. Depois conto como foi!).

Poster Original do Filme
Em todo o momento em que o li, tive a impressão de estar vendo a Bridget Jones, especialmente no final por uma razão que não vou contar qual senão é spoiler. A vida amorosa que é um desastre também é uma boa ligação... O livro nos traz, a cada novo capítulo, um pequeno trecho que relata cada namorado que Jane teve, desde os 5 anos de idade e como ela se decepcionou com cada um deles, o que resultou em sua decisão de nunca mais sair com um homem (Mas não diz nada sobre mulheres, btw). Porém, ela tem essa paixão esmagadora pelo Mr. Darcy, especialmente depois de ter assistido a adaptação cinematográfica de Orgulho e Preconceito que nos dá uma boa visão de Colin Firth de camisa molhada e, todos os caras que ela encontra a partir daí, são comparados ao chato Mr. Darcy (sim, não fui com a cara dele, não me crucifiquem!).

Sua tia avó descobre sua pequena obsessão e, como testamento, deixa para ela uma viagem para Pembrook Park, um local na Inglaterra em que você vive no século XIX, na intenção de que isso a "curasse" e lhe deixasse viver sua vida. Pendendo entre: "isso vai me afundar na vida de solteirona" e "ei, isso realmente pode me curar", ela acaba aceitando. Porém, é difícil para ela entrar no jogo. É interessante até, porque é realmente uma sociedade do século XIX em pleno século XXI: com atores, roupas, comportamentos, casas, atividades diárias desse tempo e deixar para trás tudo o que é moderno. E não, não são os personagens do livro de Jane Austen, mas sim personagens que outras pessoas que pagam uma pequena fortuna para ir até lá criam. Sim, existem os personagens atores fixos, também... E a história da casa é linear, de modo que quem esteve lá na última temporada, pode dar seguimento da onde a história de seu personagem parou. Me pareceu bem divertido, mas é claro que minha mente e coração não são tão atormentados quanto os de Jane, que se vê nessa realidade, mas não consegue tirar os pés do chão.

É visivelmente complicado para ela, pois a cada dia ela se descobre um pouco mais. O tipo de descoberta que te joga no chão e te destrói, te deixando confusa e perdida e não tem nenhum aliado ali dentro. Ninguém em quem se apoiar... E, quando pensa que encontrou um aliado, mais um pedaço se quebra. Quando descobre que não tem nada a perder, ela entra de fato na personagem Miss Jane Erstwhile e age como uma nova pessoa. A Nova Jane. 

Como disse antes, me lembrou muito Bridget Jones, então vale muito a leitura. Ainda mais se você tem mania de se identificar com personagens e sonhar com lugares assim... Admita, não seria interessante viver, mesmo que por 3 semanas, em Austenlândia? Mesmo sabendo que tudo ali é falso, até aquela que você criou... E, no final, você descobrir que aquela é você, de verdade?

Gostei bem do livro, há um segundo lançado: Meia-noite na Austenlândia que, assim que conseguir, lanço minhas opiniões sobre ele (envolve Jane Austen e Agatha Christie... o que será pode sair dali?).

"Sou solteira porque aparentemente os únicos homens bons são fictícios."

11.11.19

{Resenha} Eu Sou Eric Zimmerman - Spin-off da série Peça-me O Que Quiser # 2 - Megan Maxwell


Oie amores.
C-H-E-G-U-E-I!


Confere aí mais uma resenha de uma das minhas autoras preferidas. 💗


*livro cedido pela editora

Sinopse:
Depois do casamento e da lua-de-mel dos sonhos, minha vida com Judith começa a entrar na rotina. Durante o dia, enquanto trabalho na minha empresa, minha maravilhosa esposa continua mostrando que pode me deixar doido.

Apesar do quanto nos amamos, somos especialistas em nos irritar – e em nos reconciliar. Mas quando um comentário malicioso sobre ela chega aos meus ouvidos, a confiança que tinha em Judith vai por água abaixo. Dias sombrios, noites em claro, discussões, problemas, muitos problemas.
Até que minha morena me faz ver a razão e percebo o quão bobo e quadrado, para não dizer idiota, eu sou. Uma vez resolvido tudo, a bomba: eu vou ser pai.

Se minha vida já havia dado uma guinada de cento e oitenta graus quando conheci Judith, nem quero imaginar o quanto isso vai mudar quando nosso bebê nascer.”
Resenha
Eric casou-se com Jud e continua muito apaixonado e também muito ciumento.
O interessante nisto é que Jud tem os mesmos sentimentos do marido.
Tem também um código, ou pacto, um acerto ou como queira chamar, que nenhum dos dois esconde, emite ou muito menos mente. Essa é a falta que eles não perdoam. Será?
Enfim acabaram de casar, estão em lua de mel, Jud espanhola, boca suja, expansiva e Eric alemão, insosso como ele mesmo se intitula.

Antes de sua querida e amada esposa entrar em sua vida, Eric era do mundo, das mulheres, sem regras e sem pensar em compromisso, nunca.
Encontrando Jud, encontrou o amor, a sua metade e fica admirado quando os amigos fazem troca, sobre o seu novo comportamento. Agora ele quer o pacote inteiro.

Mas não é fácil a convivência com Jud, porque ela não tem filtro na boca, não recua nas suas decisões e isso chega a afrontar o machismo arraigado que existe em Eric.
Ele tenta “guardar”, mas muitas vezes a discursão resulta em dias de cara feia, noites em claro, enfim se reconciliam e tudo volta ao normal, sem rancor.
Viver com Jud não existe monotonia, jamais!

Flyn é um sobrinho, criado como filho por Eric e este não aceita Jud na vida do tio, na casa do tio, numa boa. Mas como Jud não quer deixar o menino em maus lençóis aos olhos do tio vai engolindo os sapos que surgem, provocados por Flyn. Isso gera um grande desgaste emocional para o casal. Mas há sempre a reconciliação. E eles são muito bom nisso.
Eric e Jud têm uma maneira “peculiar” de se reconciliarem. Por mais boba ou complicada que seja a discursão, eles se amam e o retorno é sempre muito bom.
Mas será que um dia, por um forte motivo ou independentemente de suas vontades um deles vai omitir, mentir? Será que eles serão capazes de se perdoarem?

É um livro de conteúdo adulto muito bom, que discute sentimentos, os valores familiares, as amizades sinceras, o respeito mútuo, aceitando as qualidades e defeitos de cada um, para ter os seus aceitos também.
Tudo isso é explorado nesse livro, entremeado pelo amor explosivo dos dois, em diálogos inteligentes, picantes, descrevendo um grande amor compartilhado, vencedor.
Sou apaixonada pelos romances da Megan, sou suspeita pra falar dessa autora, mas estou a espera sempre de novos romances.

Por hoje é só amores.
Até a próxima.
Tchau!


Título: Eu Sou Eric Zimmerman - Spin-off da série Peça-me O Que Quiser # 2  
Autor (a): Megan Maxwell
Editora: Essência
Número de Páginas: 400

{Resenha} Como eu era antes de você


Título Original: Me Before You
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Sinopse:  Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.




A razão pela qual li esse livro, inicialmente, foi: todo mundo postando o trailer do filme e eu detesto ver trailer porque é spoiler. Então eu decidi ler o livro e me sentir livre para ver o trailer (só vi o trailer, então, no dia 13 de março!!!). Sabem o quanto é difícil estar em uma rede social e ser blogueira e se abster de ver um trailer “literário”? Eu sofri, gente!!!

Mas não tanto quanto sofri no final desse livro. Admito que minhas lágrimas quase caíram – que fique bem claro: “quase”!!! Os personagens, memso os mais chatos, são tão magnéticos que não tem um que não agrade – talvez Patrick... Mas tá, ele tinha suas razões para ser “um merda”.

Acredito que cidades pequenas sempre serão cidades pequenas, não importa o país no qual estejam localizadas. Claro que a presença do Castelo na cidade onde vivem ajuda a dar um ar maravilhoso à cidade, mas para os jovens a ansiedade de fugir dali é sempre a mesma. As vantagens de morar em uma cidade grande, um mundo completamente desconhecido à sua frente. Algo além do que a cidade pequena, com sempre os mesmos rostos, as mesmas fofocas, pode oferecer.

Mas não para Louisa Clark. Ela sente prazer nas coisas pequenas que sua cidade oferece. Gosta de conversar com as pessoas do pequeno café no qual trabalha(va), imaginar suas vidas, as uniões e separações. A gentileza que só um local reconfortante pode oferecer. Mas a jovem de vinte e sete anos, apesar de gostar de sua vida, tem um jeito próprio de mostrar a sua individualidade: suas roupas escalafobéticas. Tá, eu exagerei, mas não é qualquer pessoa que ama meias listradas de abelhinhas, né? Só uma pessoa de opiniões fortes não liga para o que pensam dela, nem para seus julgamentos.

Até aquele momento de sua vida, ela foi subestimada – por sua irmã, seus pais, seus amigos... E apenas Will Traynor fez com que ela visse a si mesma: uma mulher forte e madura, inteligente e capaz de alcançar seus desejos – uma pessoa capaz de desejar. Sei que no geral livros de romance são assim: uma mulher é esquisita (ou coisa assim) e chega um homem e muda ela para a melhor. Mas acredito que, pelo menos entre Will e Lou a mudança surgiu para os dois.

Will era tudo o que um jovem de posses pode ser: destemido, determinado, rico, arrogante... E não conseguia viver uma vida que não fosse uma vida de aventuras, uma vida em que ele não fosse ativo.

Quando isso lhe é tomado, foi como se a morte fosse melhor do que continuar vivendo e dependendo de outros para suprir todas as suas necessidades básicas. Viver com a dor física e emocional, carregada das lembranças de quem você foi, de tudo o que foi capaz de fazer e ser limitado sem chances de cura. Não há nenhuma perspectiva de futuro para Will. E, por esta razão, ele decide não continuar vivendo.

Sua família morreu com ele junto com seu acidente há alguns anos atrás. Sua mãe, uma juíza atarefada, tenta ser a melhor mãe distante do mundo, tanto que ela se sente incapaz de continuar ajudando o filho. Mas nunca pergunta o essencial: você quer “isso” ou “aquilo”, Will? Apenas decide tudo por ele como se o mesmo fosse incapaz também de desejar e pensar por si mesmo.

É o segundo livro que trata de deficiência esse ano (o primeiro foi “Ela não é invisível”) que mostra um pouco a respeito de como muitas pessoas tratam os deficientes: incapazes, julgando que suas capacidades cognitivas são menores por não terem a capacidade de ver ou andar. Os olham com pena e os tratam como coitados. Will Traynor não admitia nenhum desses comportamentos, mostrava-se extremamente chateado quando saíam e irritava-se, a ponto de ficar emburrado por dias.

Seu único alívio foi a chegada relutante de Louisa Clark, a moça determinada a mostrar para ele o lado bom da vida. Mas como conseguir isso, se ele tinha todo o lado bom da vida e o conhece melhor do que ninguém e acredita que já não pode mais fazer parte dele?
Adorei o livro, os personagens são apaixonantes. A mãe de Lou é uma senhora meio retrógrada, mas tem o coração no lugar certo. Apesar do final ser pesaroso, é um livro que todos deveriam ler e rever seus conceitos sobre vários tabus da sociedade.

E agora que posso ver o trailer do filme, me deu vontade até de coloca-lo aqui para vocês!



Link do livro no Skoob: Como eu era antes de você